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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Pois diz que hoje o 15 faz 110, não verdade?!

Fotografia: Chefe dos eléctricos (factor da carris?) despachando a papelada, Rua da Conceição (Tim Boric, 1980).
Eléctrico 15, Cais do Sodré, 1980.
Fotografia de Tim Boric.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Pinto, Casal do

 Em 1904, para alargamento da Azinhaga da Picheleira no troço abaixo da Azinhaga do Teixeira (Rua Luís Gonzaga Pereira), cedeu Hermenegildo da Silva Pinto gratuitamente de sua propriedade 1767,00m2 avaliados em 530$000 rs. Este Hermenegildo Pinto era dono do triângulo de terras situadas entre a Azinhaga da Pecheleira (a Calçada), a Azinhaga (ou Calçada) do Teixeira e a linha ferroviária de cintura concordância (*). O Casal do Pinto. (**)

Vista aérea do Casal do Pinto e adjacências, Lisboa (Mário de Oliveira, 195...)
Vista aérea da do Casal do Pinto e quintas adjacentes, Chelas, 195...
Mário de Oliveira, Arquivo Fotográfico da C.M.L., A24574.




(*) «O ramal que liga o apeadeiro de Chelas a Xabregas chama-se 'concordância de Xabregas' e não linha de cintura.» Devo este esclarecimento ao prezado leitor António.
(**) Projecto de Alargamento e Rectificação da Calçada da Picheleira, C.M.L., Arquivo do Arco do Cego, UROB-PU/09/00635.

sábado, 27 de agosto de 2011

Esta vida de turista!...

Domingue


 O ti Pedro da geladaria diz-me com o café que hoje não há praia: - "É domingue, está fechada."
 Havemos de conseguir saltar o portão...


Espécie de truão...Não chega a tanto


 Aquela espécie de truão que se chama Bruno Nogueira vem hoje a dizer no Público que ser o Bruno Nogueira é uma coisa que o irrita. A mim, o ele ser lá o que seja, nem isso.


João Caraça


 Bom artigo do director do Serviço de Ciência da Fundação Gulbenkian, hoje, também no Público, sobre élites dirigentes e sua preparação (percepção) do futuro.


Vento rijo


 Hoje.


Depiladora


 Há uma cigarra na falésia que se não cala. Deve de estar a depilar as pernas...


Lua


 A Lua vai ali maior. Ilusão de estar baixa no horizonte. Vai em quarto crescente. Dentro de dias temos lua cheia. Estivéssemos em Setembro poderíamos esperar marés vivas. E talvez que a água aquecesse.

Algarve, 10/VII/11

Vilamoura, Algarve, 2011
Vilamoura, Algarve, 2011.

O artolas

 Ouvi ontem um artista na telefonia. Entrevistado, dizia que a quinta essência da criação artistica para si era «a inovação». — A inovação? Cuidava eu que fosse isto coisa de inventores ou treta de vendilhões, e que a Arte tendesse para o Belo... — Mas o artista é um intelectual. Frisou ele que, e bem, há maus exemplos de inovação. O jornalista pediu um.
 Resposta pronta: — «O fascismo.»
 Imediatamente o jornalista: — «Mas isso não é arte!»
 Não se ficou o nosso artista e foi buscar o caso daqueloutro que expôs um cão vivo preso por uma corda a morrer à fome. Que sim, «aquilo era inovação mas era imbecil».
 Como foi que a artística razão do entrevistado cedeu aqui ao horrível devaneio do simples senso comum ainda estou para perceber, porque a seguir o jornalista (naturalmente embalado no aparente senso comum do artista) saiu-
-se-lhe a corroborar com o descabelado exemplo dum artista que se mutilasse - «que seria inovação do mesmo género» imbecil...
 Afinal não; para o nosso artista seria «inovação interessante». Mas falhou-lhe, é claro, a arte de o demonstrar, pois apenas concorreu com um exemplo desviado: o caso dum artista que enxertou uma orelha no braço. E digo desviado porque a orelha era de laboratório, não lhe havia sido cortada.
 Chego a pensar se isto com três orelhas me soaria bem. Mas não sou artista nem intelectual.


(Imagem do museu do circo.)

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Quinta das Olaias

Quinta das Olaias, Lisboa (Judah Benoliel, 195...)
Rua Veríssimo Sarmento e Quinta das Olaias, Picheleira, 195...
Judah Benoliel, Arquivo Fotográfico da C.M.L., JBN005164.
(Idem, 2011 - Google Maps 3D.)

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Rua Andrade Corvo

 Rua Andrade Corvo, Lisboa. Adiante o cruzamento com a Rua Sousa Martins. A casa da esquina de cá ainda existe, mas está devoluta. Além do cruzamento já não. Mesmo a casa de topo que fecha a rua, lá muito ao longe - a sede, hoje, do jornal Público -, é um pastiche de prédio de rendimento, com enxertia de mansardas pseudo-industriais e caixilharia pós-moderna.
 A Dona Elvira aqui entra na garage Parisiense. Neste mesmo lugar ainda há hoje uma garage. O edifício é outro, porém.

Garage Parisiense, Rua Andrade Corvo (P. Guedes, 190...)
Um dos primeiros automóveis de Lisboa junto à Garage Parisiense, Rua Andrade Corvo (Lisboa), 190...
Fotografia de Paulo Guedes in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

terça-feira, 23 de agosto de 2011

A Av. de Roma em exposição



Passei por lá para ver e gostei.

Já se pode usar gravata?

Como o tempo tem estado fresco...
A30524.jpg
Venda ambulante de gravatas, Av. de Roma, 1960.
Arnaldo Madureira, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Já agora a vista para cá...

O oposto daqueloutra de terça-feira, 16, que mostrava para lá. Por pouco que se via o convento da Penha.

Comício, Arroios (A. Novais, 1908)


Comício, Arroios, 1908.
António Novais, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

domingo, 21 de agosto de 2011

126 anos

 Por desfastio peguei ao depois do almoço num livrinho de Alberto Pimentel Uma Visita ao Primeiro Romancista Portuguez em S. Miguel de Seide. Além da notícia das gratas recordações dum dia com Camilo, deu-se esta coincidência...


 


Uma visita ao primeiro excritor portuguez... (A.Pimentel, Porto, Lopes & C.ª, 1885)

sábado, 20 de agosto de 2011

Gaiola...


« De resto, a varanda em que este poema [Gaiola?] ocorre no romance era a do quarto dele, na esquina da Rua José Falcão para a Rua António Pedro, e o prédio da frente-diagonal, tal como é descrito, creio que ainda lá está, como infelizmente a varanda [de Jorge de Sena] não está, nem a casa, levadas no progresso citadino em nome do qual se têm cometido verdadeiros crimes de estética arquitectural.»


D.ª Mécia de Sena, 1983-84, na introdução dos «Sinais de Fogo».



 Não estou bem certo se o poema é a Gaiola de Vidro, a dado passo dos Sinais de Fogo. Ele assim parece. Mas nesse passo não há varanda; o autor/personagem, no romance, deambulava por Pedrouços...
 Todavia é a casa que me interessa; Rua António Pedro, 68, Lisboa; há hoje ali uma loja de móveis. Da antiga casa, em que morou Jorge de Sena, não achara eu fotografia até há dias. E a que surgiu então (única até agora) nem dá bem a ideia... A casa aqui vê-se em construção («meia desconjuntada» nas palavras dum leitor) e tomada das terras de trás. Cá fica a nota.



Rua António Pedro, 68 (traseiras), Arroios (A.Novais, 1908).
Prédio da Rua António Pedro, 68 em construção,
Arroios, 1908.
António de Novais, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Transparência crespa

Acabei de ver uma notícia do Crespo noticiada pelo Mário dito.

Transparênncia crespa

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Assunto para parlamentar

 O sr. ministro Relvas dos assuntos parlamentares, nascido no Ribatejonatural de Lisboa, disse à imprensa que a renda de mais € 600.000,00 da loja do cidadão nos Restauradores é exagerada. Eu não sei preços de rendas ali nem a área da loja, mas admito que assim parece; o sr. ministro observa bem. Só não sei claramente o que lhe vai na ideia para resolver o caso, pois apenas o ouvi mencionar freguesias populosas dos concelhos de Lisboa (Pontinha) e de Sintra (Cacém), e misturá-las ao acaso com o concelho da Amadora e, por fim, como que para não ofender alguém, Almada.
 E já agora, as lojas do cidadão são da pasta dos Assuntos Parlamentares, ou só assunto para parla...?



Comício, Arroios (A. Novais, 1908) 
Comício, Arroios, 1908.
António de Novais, in Arquivo Fotográfgico da C.M.L.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Novíssimos profissionais do comércio

 Dantes, às azémolas punham-se antolhos para só verem numa direcção. Hoje não seria preciso.
 Antes das férias queria uma capa para o Kindle que havia de levar e pensei — Que diabo! Não há-de de ser preciso mandar vir uma pinderiquice destas da América! O Kindle ainda vá, que cá se não vende, mas uma capa!... Numa dessas lojas de centro comercial — cuidei — com certeza há-de haver coisa que menos mal sirva. E quiçá mais em conta.
 Na primeira a que fui dar procurei logo ao empregado que, com o Kindle diante de si, foi peremptório. Não tinham. — Mas repare! — ainda tentei — Nem nada de dimensões semelhentes que se lhe ajeite? — Não senhor.
 Segui adiante.
 Na segunda dei prévia vista de olhos a ver se teria mais sorte antes de me desenganarem. Não vi nada, mas com tanta variedade de artigos numa loja tão grande podia ser que com a ajuda dum empregado... — Ele a final de contas há tantas tabuínhas (tablet PC) do tamanho do Kindle... — era a minha esperança. — Também nicles; nada; João Néria. — "Sabe, não vendemos Kindles!...!" — defendeu-se o empregado. — Bom! Ele havia de saber...
 Próxima.
 Na terceira, decidido a dispensar empregados do comércio, apliquei-me a procurar com mais atenção. Se bem o pensei melhor o fiz. Num pacote fechado uma capa (não sabendo eu especificamente para que aparelho) que, pelo boneco e pela descrição, me pareceu que era calhada. Mas não havia nenhum exemplar exposto e, por via das dúvidas lá me rendi a chamar um empregado.
 — Esta capa é para o Blackberry. Não lhe serve.
 — Claro. Mas eu tenho a impressão que mesmo assim... Pode o senhor abrir-me a embalagem para eu ver melhor, por favor!
 — Está bem. Mas esta capa é para o Blackberry — e passou-me a capa desempacotada.
 — Calha que nem uma luva. O senhor acabou de vender o artigo. Obrigado! (*)


Imagem 3773. (c) 2011


 A história acima haveria de ficar a aboborar até esquecer não fora a Volta hoje me ter trocado as voltas. Desviado para os lados de S. Sebastião resolvi meter o nariz nos armazéns espanhóis a ver de cerra-livros como uns que há meses lá achei. Não nos achando e fazendo menção de desistir sugere-me a senhora: — "Melhor é perguntares."
 Pois bem, inquirida a empregada da papelaria, remete-me ela prontamente para a livraria — certamente a palavra «livros» naquela cabecinha...
 Pergunto então na livraria. Um empregado de fato e gravata, asseadamente barbado de três dias, hesita; quer que o esclareça se é o título dalguma obra. (!)
 Explico-lhe o que é.
 Remete-me solicitamente para a secção de papelaria.
 — Sim senhor! Muito agradecido!

(*) Todas as três lojas vendem acessórios para o Blackberry, seja lá ele o que for.

domingo, 14 de agosto de 2011

Almoço com os tios

 Sardinhada. Sardinha miúda, que é o que se apanha este ano. Boa pinga. melhor prática (4ª acepção).
 O avô Manuel, fiquei a saber, aprendeu por si a ler. Tomou-lhe gosto e diz que lia romances à família, ao serão: «Amor de Perdição», «As Pupillas do Snr. Reitor»... — «A Vida de Cristo» — corta a ti Tónia, sempre a mais devota... — Diz que quando interrompia a leitura, que era costume dizer: — "Agora vamos dormir porque amanhã é dia de trabalho." — E diz que no dia seguinte a avó Rosa se punha a contar as histórias às vizinhas.


Algarve, 9/VII/11


 


Rio Almonda, Azinhaga do Ribatejo, 2011
Rio Almonda,
Azinhaga do Ribatejo, 2011.

sábado, 13 de agosto de 2011

"Fado" beckfordiano para espantar a troika



(E se é para haver só inglês... pois seja em bom estilo, não no técnico.)

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Falta de tacto?

 Literalmente e em todos os sentidos.
 Esta é do calibre do Egito/Egípcio mas muito mais grosseira: «tacto» com o prefixo de negação «in-» não deixa de ser a mesma palavra «tacto». Pois a bizarria cacográfica que querem levar avante emparelha «tato» sem prefixo e «intacto» com prefixo. Isto não é falta de tacto de incautos acorditas; é asneirada grossa e feia de cavalgaduras de nomeada. 


  


 

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Do legado «ready made» aos vindouros

 Passou-me pelas mãos um tomo com o título «Jovens Criadores 2002». Edição bilingue luxuosa, em papel couché, publicada sob os auspícios da Secretaria de Estado da Juventude e Desportos, do Clube Português de Artes e Ideias e com o patrocínio doutros mecenas do Estado como a companhia dos Caminhos de Ferro e a Câmara de Santa Maria da Feira. Teve direito a uma tiragem de 1.000 exemplares, 1.000 e a um prefácio do sr. secretário de Estado da Juventude e Desportos, o notável Hermínio Loureiro. Não fiz caso de o ler.
 Folheando agora o tomo, vejo arrumada a cada duas páginas uma «criação» e a respectiva efabulação do autor sobre ela. Ao calhas tiro dois exemplos para vos dar:
 O 020 é do «jovem criador» João Bento, que filmou um gira-discos com discos a tocar. Chamou-lhe «Ready Made», em americano, e resumiu a coisa como «instalação de vídeo», sonora e a cores, com 8h de duração em repetição (loop). Parece que cabe na categoria de Artes Plásticas, Fine Arts em americano.
 «Ready Made», portanto.
 Na efabulação conceptual sobre a sua obra «Ready Made», o moço — perdão, jovem — «criador» João Bento explica a fundo a sua ideia: o filmar discos a tocar no gira-discos é «ambíguo e paradoxal» e simultaneamente «simples e objectivo» (ser «objectivo» é da essência de toda Arte, diremos todos!...); além disso diz que a coisa «propõe uma disfuncionalidade entre a TV e o gira-discos» materializando-se ao depois numa «espécie de jukebox».
 (Filmar discos num gira-discos resulta numa «espécie de jukebox»... — Muito bem! Muito bem!...)
 E ele há mais.
 Isto tudo assim posto «transporta-nos para questões relacionadas com a funcionalidade da arte e da TV [leia-se media] e a sua [dos media] incessante procura de um estado de implosão da realidade». — Pois se ele o diz... — Mas afinal quem diria! Uma simples filmagem de 8h dum gira-discos a tocar discos... Que ao ser proposta como «objecto artístico» dá a perceber — enfim! — «um espaço que para além de físico é conceptual.» Eis um rico conceito «Ready Made», ora bem! — Tal como também havia aquele outro que pulava sem parar tentando agarrar a atmosfera com as mãos e, perguntado do que fazia, respondeu que estava a apanhar nhanhas. E cá tendes assim a amostra doutro «espaço que além de físico é conceptual»: as nhanhas.

S.E.J.D., «Jovens Criadores 2002», Clube de Artes e Ideias, Lisboa, 2003, nº 020

 Aqui chegado, melhor é passar adiante o segundo exemplo que ia dar que é para não maçar; apesar de estarmos em Agosto há mais que fazer. E afinal há mil exemplares, mil, do livro publicados em papel durável que darão válido testemunho aos vindouros dos quês e porquês das nhanhas que lhes serão legadas pelos hermínios loureiros desta civilização.

(Revisto à 9h21 da noute.)

Os da EDP também deram em parvos

Já há dias recebi da companhia da electricidade, por correio, um folheto de propaganda em brasileiro cujo destino foi imediatamente o caixote do lixo. Agora insultam-me com (parafraseando Olavo de Carvalho) uma grafia da p... que os pariu. A eles e aos governantes que com estas m... põem um povo inteiro de cócoras.




Os da EDP escrevem à parva (carta de 11/8/2011)

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Fotografia de Paulo Guedes em dia de S. Lourenço

Chalet, [Picoas] (P.Guedes, c.1902)



 Uma casa que não diz onde é. O arquivista apenas dá o autor e uma data aproximada: década de 1900. Se o prédio detrás do chalet é, como cuido que é, o prédio do anjo, onde há hoje uma construção chamada Atrium Saldanha dando frente para a estátua do dito, então o que vedes aqui é a esquina da estrada das Picoas (hoje Rua Eng.º Vieira da Silva) com a Av. de Fontes Pereira de Melo. Já passava ali o eléctrico (quando lá passou o fotógrafo); a linha do Rossio ao Campo Pequeno (Lumiar) foi aberta em 10 de Agosto de 1902. Dez de Agosto, dia de S. Lourenço. Ora aqui tendes uma boa data para a fotografia. Pelo soalheira que é não desmente.

(Fotografia de Paulo Guedes, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.) 


 




Revisto no dia de S. Lourenço de 2014.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Biblioteca itinerante da Câmara

Biblioteca itinerante da Câmara, Jardim Cosntantino (A. Serôdio, 1959)
Biblioteca itinerante da Câmara, Jardim Constantino, 1959.
Armando Serôdio, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Cena do filme «O trevo de 4 folhas», Portugal, 1936

Expressão dramática de Beatriz Costa...


« Cena de uma sequência do filme português, O trevo de 4 folhas (estreado [em] 1 de Junho de 1936 no cinema Tivoli) com Beatriz Costa contracenando com o actor português Nascimento Fernandes e com o actor brasileiro Procópio Ferreira. Este filme realizado por Chianca de Garcia e com argumento adaptado da obra de Tomás Ribeiro Colaço foi o filme mais caro até à altura (4000 contos) e é hoje classificado como "filme perdido", não tendo chegado aos nossos dias qualquer cópia ou negativo, sendo que o presente registo de imagens possa constituir um registo único.
Fotógrafo: Estúdio Mário Novais. Data de Produção da fotografia original: 1936.»


In Biblioteca de Arte da Fundação Gulbenkian.

Av. 28 de Maio, 2

 Tenho chamado à rua à esquerda, Av. 28 de Maio, e foi-o, mas nem sempre. Aqui, nesta fotografia dos anos 20/30, cuido que se chamava Av. dos Estados Unidos da América (mesmo ampliando não se lê a placa toponímica, só se lhe lá adivinha o nome); compreendeu dois troços, a Nascente e a Poente da Praça Mouzinho de Albuquerque a que hoje o vulgo chama vagamente de Entrecampos; neste tempo, nos anos 20/30, ainda se o troço Nascente (hoje a própria Av. dos Estados Unidos da América) não havia rasgado.
 Não estou bem certo aqui da morada deste belo edifício; o nº de polícia era o 2; se da Av. dos Estados Unidos, se da Praça Mouzinho de Albuquerque é que não sei.
 A Praça Mouzinho de Albuquerque foi integrada no Campo Grande por edital da câmara de 23/3/1954.

Av. E.U.A., 2 ou Pr. Mouzinho de Albuquerque, 2


Prédio de Rendimento, Campo Grande, 1926- 35.
Estúdio de Mário de Novais, in Biblioteca de Arte da F.C.G..

(Verbete revisto.)

domingo, 7 de agosto de 2011

Pelas avenidas...

 Esquina da António Augusto de Aguiar com a Rua Augusto dos Santos ou com a Rua Carlos Testa (mais esta, me parece). O desenho da porta no prédio de rendimento (aliás todo o prédio) a fazer lembrar o de Ventura Terra na Av. da República, 46 cujo gosto da «Belle Époque» tanto incomoda aos carniceiros da arquitectura pós-moderna (ou a símplices operadores de CAD que das Bellas Artes nada sabem). Na mesma tristonha Av. da República há também o nº 35 (nº 37, digo), com uma porta idêntica, e outro lá ao cimo da dita avenida, já no Campo Grande, quando se tornejava para a Av. 28 de Maio (ou das Forças Armadas, como agora se chama). Este último aparece aí etiquetado na Biblioteca de Arte da F.C.G. como sendo na Almirante Reis; já aqui desfiz veladamente esse erro mas quantos o haverão notado? O outro, o do nº 37, não sei o que se lhe seguirá.
 Por fim, também aquele palacete à esquerda teve irmão na Av. Duque de Ávila, lá onde foi a escola Lusitânia. Haverá (haveria) mais? Haver-se-ão de achar, ou não...


Av. António Augusto de Aguiar, Lisboa (A.C.Lima, c. 1900
Avenida António Augusto de Aguiar, Lisboa, c. 1900.
Alberto Carlos Lima, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

(Verbete revisto às cinco para as dez da noite.)

sábado, 6 de agosto de 2011

Verbete rápido desde a João XXI

 Vista do cruzamento com a Av. de Roma. Notai a colina no prolongamento dela além do Areeiro, na que é hoje chamada Av. Afonso Costa. O morro do Casal Vistoso, da Quinta das Ameias, não caía abrupto como se ele lá vê actualmente. Estendia-se elevado, sobranceiro à Azinhaga do Areeiro (Rua Abade Faria), até às cercanias da Rua do Garrido. Que terão feito a tanta terra?

Av. João XXI, Lisboa (H.Novais, 195...)
Av. João XXI, Lisboa, 195...
 Horácio de Novais, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.

(Verbete revisto.)

Vista aérea do Areeiro

 Cá está uma vista preciosa sobre as «traseiras» do Areeiro. Mostra-nos em primeiro plano a orografia do Casal Vistoso para a Rua Barão de Sabrosa. É esta agora posterior a 1953 (data em que julgo se construiu a torre N do Areeiro), cuido que seja para c. 1960. O terreno adjacente à Quinta das Ameias já começava a levar desbaste.

Areeiro e avenidas novíssimas, Lisboa (M. Oliveira, c. 1960)
Areeiro e avenidas novíssimas, Lisboa, c. 1960.
Mário de Oliveira, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.

(Verbete revisto.)

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Espionagem portuguesa em acção




Nota: em caso de asneira culpar o porteiro.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Da tourada

 Hoje temos corrida televisionada cá na terra. Vai no terceiro da noite e já dois cavaleiros, em voltas à arena, quase parece que fizeram honras àquela adamada aberração de circo...
 O meu ex-colega dr. J. J. da Silva P., já reformado, era (e é) grande aficionado das corridas. Mas sempre dizia que ele corridas é em Espanha; cá é só tourada. Talvez fosse generoso o dr. Silva P. cá com a terra. Não disse que, cá, também há vacadas.



«Plaza [de] Toros, Córdoba» (K. Reys, 1951), in Period Paper.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Torno à questão ortográfica

Triste espectáculo...



 Torno à questão ortográfica por um artigo de José Queirós no Público de 31/7/2011 (cf. «A Querela Ortográfica? Que quer ela?», in I.L.C. contra o Acordo Ortográfico) que me suscitou dúvidas sobre se não oscilava já o Público de Herodes para Pilatos no caso. Mereceu-me, antes e depois de o ler por completo na página da I.L.C., dois comentários. O último traslado-o para aqui.


 Lido o artigo reconheço que o «Público» permanece firme. Enfim! Alguma atenção haveria de o provedor dos leitores dar às dores dos acorditas por haver jornais como o «Público» (e o «O Diabo», é justo que se refira), e gente de bem que não se verga servilmente à cartilha dum Poder amorfo demais para entender razões (e não «pose») de Estado.
 São posições inconciliáveis, contra e a favor do execrável «Acordo»; neste caso ou se é sério ou não se é. Quem é contra o maldito «Acordo» já expôs bastos e seriíssimos argumentos linguísticos e políticos que o haveriam de ter arrumado de vez à primeira, em havendo tino em quem rege a Nação. O governo não quer agora tornar atrás por crer em assim salvar a face num acordo internacional atabalhoado e trapalhão? Vai daí envereda numa agonia que não haveria de existir, que todos dispensávamos, e que por último trucida linguìsticamente o idioma, inventando dezenas de milhar de vocábulos não inteligíveis à primeira por um leitor treinado e fabricando do nada outras tantas grafias divergentes?! E como supremo descaramento e insulto à inteligência publicita o cozinhado brasileiro como uniformização gráfica do Português? – Que uniformização é esta que atira gratuitamente telespectadores de radiotelevisão furiosos (legìtimamente) contra o provedor dos mesmos por este os passar de repente a ferrar de «telespetadores» à força de tão sublime uniformização do Português?! Antes da brilhante asneira «uniformizadora» só havia «telespectadores»...
 Cuido ser escusado dizer mais. Os acorditas são gente que não percebe; que não há nunca de perceber. Deixá-los! Todo o tempo de antena ou espaço na imprensa é prejuízo. Mas é lá com o «Público». Para mim já têm voz de mais; tudo o que lhes saia é supérfluo e insultuoso. A campanha, do «Público», d' «O Diabo» e de todos quantos se não sintam bem em atoleiros de mediocridade, é necessária para neste particular desmascarar a incompetência linguística e o sofisma político dos acorditas. É necessária e de todo em todo legítima pois que concorre para o melhor e não para o pior; enfim, para o bem comum. O Português é um bem internacional que Portugal jamais poderá remir a cifrões, sob pena de se perder. A língua não é a nossa pátria – isso é poesia –, a língua somos nós. Fosse a questão ortográfica um artigo de mercearia não teria já antes o Brasil podido ser comprado? Pois, se se não vendeu já vedes...




Nota: antes que lembre a alguém apontar-mo, 1) «acordita» é, no meu léxico, substantivo comum de dois para designar pessoa sectária do «Acordo»; faz parte da evolução natural da língua e não é preciso que conste em vocabulários (peudo-)académicos nem de «Houaiss» nenhum para gramatical e portuguêsmente existir; 2) os acentos graves («portuguêsmente» incluído) são deliberados; depois de 45 renego acordos ortográficos com o Brasil.