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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Quinta das Olaias

Quinta das Olaias, Lisboa (Judah Benoliel, 195...)
Rua Veríssimo Sarmento e Quinta das Olaias, Picheleira, 195...
Judah Benoliel, Arquivo Fotográfico da C.M.L., JBN005164.
(Idem, 2011 - Google Maps 3D.)

29 comentários:

  1. Attenti al Gatti26/8/11 01:48

    Fantástico! O local a tomar a aparência que mais tarde lhe conhecí. E se as casas em primeiro plano já estavam demolidas à data das minhas recordações, a silhueta daquelas outras lá no horizonte, veio-me agora à memória, tantos anos depois. Ainda andei pelas que se vêm mais à direita, mas os pormenores esvaíram-se com o tempo.

    A.v.o.

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  2. ... esta azinhaga se bem me lembro veio a fazer a ligação para a Escola Cesário Verde, e ao fundo à esquerda seria aquela que se conhecia pela quinta do Lourenço?

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  3. Bic Laranja26/8/11 10:39

    Sim. A embocadura deste caminho de terra veio a ser o princípio da rua dessa escola preparatória em Lusalite que diz.
    Mas não coincidia essa rua com a velha Azinhaga da Picheleira que, vinda da Barão de Sabrosa passando diante do Casal Novo (as casas na base da fotografia), se prolongava na Calçada da Picheleira até Chelas.
    A quinta na colina mais elevada, à esquerda, era a do Monte do Coxo.
    Cumpts.

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  4. Mário Cruz26/8/11 11:31

    Caro Bic,
    Desculpe pela impertinência, mas a foto do comício despertou-me enorme curiosidade. Já viu FAN003628 (cota antiga) do arquivo da CML?
    Cumprimentos

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  5. Bic Laranja26/8/11 12:16

    Conheço essa. É doutro comício um mês antes que se fez nos terrenos onde hoje vegeta a sapataria Guimarães. Por acaso esqueceu-me de a pedir num lote que mandei há dias ampliar no Arquivo.
    Conto de as ir publicando a retalho, como esta aqui.
    Cumpts.

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  6. Era o Casal Novo (os telhados). Dava frente para a Quinta das Olaias e estendia-se para o lado da Rua do Sol a Chelas até à Quinta Nova. Foi este Casal aterrado e coberto com a Escola António Arroio.
    Cumpts.

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  7. Attenti al Gatti27/8/11 22:27

    Estava-me a referir às casa em plano mais alto, no horizonte, o Monte Coxo. As que se encontram em primeiro plano, à esquerda eram, afinal, o meu bem conhecido Casal Novo (1885) mas a perpectiva da foto e o carreiro que lá se vê, induziram-me em êrro, fazendo-me parecer que elas estavam situadas no lado contrário da azinhaga, onde nunca conhecí nenhuma edificação. Parabéns pela sua perspicácia, sem a qual eu continuaría enganado.
    O modo como a foto foi tirada, de um ponto alto, leva a crêr que já estaria feito o aterro, iniciado no final dos anos 50 e onde, posteriormente, veio a assentar a Escola António Arroio.
    A.v.o.

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  8. O lugar já estava aterrado, sim.
    E notou como a Rua Larga forma como que um dique nas terras que ainda eram da quinta das Olaias? E um dique sem os muros...
    Cumpts.

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  9. Adriano Ribeiro28/8/11 02:42

    Caros amigos
    Eu não queria ser desmancha-prazeres, mas tenho a impressão que os edificios à direita nada têm a ver com a Rua Verissimo Sarmento. Eles são as traseiras da Rua João Nascimento Costa no chamado antigamente Bairro de Santa Engrácia.(construido em 1955)
    Realmente a azinhaga (junto aos prédios) que se vê vai dar hoje à Escola Cesário Verde, mas na altura desembocava no chamado Jardim da Nespera e mais acima ao Páteo das àguias em frente ao Bairro da GNR.
    Na elevação era a quinta do Manuel Coxo ou Manuel Réo,hoje, salvo erro, a urbanização do Bairro Portugal Novo
    Terei razão?
    Cumprimentos
    Adriano Rui Ribeiro

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  10. Os edifícios do lado direito são como diz, as traseiras da Rua João Nascimento Costa. A Rua Veríssimo Sarmento atravessa a imagem e é por onde circula o automovel, julgo ser assim Sr. Bic?
    Cumpts.

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  11. Assim é. As traseiras do B.º de S. Engrácia à dir. e a Rua Veríssimo Sarmento à esq.
    Certo também acerca do Monte do Coxo.
    Cumpts.

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  12. Adriano Ribeiro29/8/11 04:12

    Caros amigos
    Para nós que lá residimos na altura a Calçada da Picheleira começava mesmo junto ao Bairro da GNR. Lá para os anos cinquenta (1952) é que construiram os primeiros prédios e prolongaram a Rua Verissimo Sarmento.
    Há um leitor que refere que do Casal Novo atingia-se a Rua do Sol a Chelas. Não deve ser verdade, porque do Casal Novo para se ir para a Rua do Sol a Chelas, ou se ia pela Calçada do Carrascal (passava-se pelo campo do Vitoria CL e pelas casas da Maria dos porcos e do Cunha Velho) ou então pelas Ruas Luis Monteiro e Antonio Luis Inácio. Nem do Casal Novo se conseguia ir para a Quinta da Curraleira. Havia uma entrada para a Curraleira de baixo pela Rua do Sol a Chelas, mas que nunca dava acesso à azinhaga que ligava a Rua Barão de Sabrosa à Calçada da Picheleira.
    Cumprimentos

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  13. Adriano Ribeiro29/8/11 08:46

    Caros amigos
    Reli o comentário do leitor e rectifico porque ele
    nunca disse que se ia para a Rua do Sol a Chelas pelo Casal Novo. Mas fica a informação. Lembro-me que uma vez tentei atravessar a Quinta Nova para a Rua do Sol a Chelas e voltei para trás porque ouvi tiros de caçadeira de local inferior onde eu estava.
    Cumprimentos
    Adriano Rui Ribeiro
    Nota: o Bic Laranja publicou em tempos uma reportagem sobre a "Queijoca". Já para o fim da vida dela a "Queijoca" morou em minha casa.

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  14. Nem há uma semana alguém me contou história igual sobre a Quinta Nova (quinta do Gago?). Apenas essa pessoa me contou que procurava fazer o caminho inverso; desde a Rua do Sol a caminho do Casal Novo.
    Deve ter razão sobre chamar-se Calçada da Picheleira ao troço da Rua Veríssimo Sarmento entre o B.º da Guarda e a Picheleira. Esse era o nome dado nos projectos da C.M.L. ao necessário arruamento (a fazer) ligando do B.º da Calçada da Picheleira (Casal da Porciúncula ou Casal dos Ladrões) à Rua Barão de Sabrosa; isto pelos anos de 1927-36.
    Sobre a Queijoca, v. «Gasosa com vinho», 26/9/2009.
    Cumpts.

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  15. Adriano Ribeiro29/8/11 10:56

    Caro amigo
    É tal e qual como diz. Nesse arruamento só havia um prédio muito antigo. Morava lá um senhor de nome João Cordeiro que era o chefe das oficinas do Antonio da Escola. Em frente fizeram depois outro prédio onde havia uma taberna famosa pelos seus petiscos e que estava sempre cheia de clientes.
    As "púrrias" (pedradas) entre a malta da Picheleira e do Alto do Pina era no terreno superior agrícola da Quinta do Gago. Famosos os seus milheirais e trigais. Os nossos pombos nunca passavam fome.
    A malta do Alto do Pina concentrava-se no Jardim da Nespera e os da Picheleira perto das traseiras da taberna do Zé da Cachopa na Calçada do Carrascal.
    Gladiadores de meia tijela era o que éramos
    Cumprimentos
    Adriano Rui Ribeiro

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  16. Attenti al Gatti1/9/11 03:26

    Caros Bic Laranja e Adriano Ribeiro:
    - Será possível acrescentar mais alguns esclarecimentos sobre o Pátio das Águias? A minha falecida mãe falou-me várias vezes sobre ele. Inclusive terá lá tido uma mestra que lhe ensinou as primeiras letras. Uma espécie de pré-escolar de antanho. Mas não sei exactamente onde ficava. Suponho que se situaria no extremo de umas varandas, que tinhm entrada na esquina da Rua Barãode Sabrosa com a Calçada da Ladeira.
    Tenho idêntico problema com a Taberna do Zé da Cachopa. Ouví falar dela muitas vezes mas não sei onde era. Também ouví chamar Quinta do Vitorino às casas que se vêm à esquerda dos prédios da Rua Joâo Nascimento Costa. Bate certo? E na Quinta do Valério, alguém ouviu falar?
    E o Adriano Ribeiro terá conhecído o Jaime "Cabelinho de Sêda" e o Manel "Foge-ao-Vento")? Foram conteporâneos do "Príncepe".
    A revista do "Expresso" desta semana traz um trabalho intitulado "Eduardo Serra - O Único Portugês Nomeado para dois Óscares" cujo, é um filho da Picheleira, tal como ele próprio declara.
    A.v.o.

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  17. Bic Laranja1/9/11 23:39

    Desafortunadamente nada lhe sei dizer.
    Cumpts.

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  18. Adriano Rui Ribeiro2/9/11 12:42

    O Pateo das Águias ficava mesmo em frente ao cimo da Alameda D. Afonso Henriques. Havia um chafariz ao lado da entrada. A familia mais conhecida do Pateo das Águias eram os jornaleiros. Não me lembro dos nomes dos pais (talvez o "foge ao vento") mas conheci os irmãos todos: o Manecas, O Adelino (o Lina do juniores do Benfica)o Cabena, O Principe ( que teve um café na Rua Capitão Roby) e o Totina (meu afilhado de casamento). Outra familia conhecida eram os Chitas. Gente famosa como o Calé e o Mario Reis, excelentes jogadores de futebol. O Pesca (o Cruz do Benfica, campeão europeu) também parava no Pateo das Aguias, mas salvo erro morava na Rua do Garrido. A sede do Aguias do Alto do Pina era na taberna no prédio da Rua Barão de Sabrosa gaveto com a Alameda. O Ricardo Ferraz, treinador de boxe do Sporting também era do Pateo das Aguias, assimo como os irmãos Paz que jogaram no Belenenses.
    A taberna do Zé da Cachopa ficava na Calçada do Carrascal aí para o numero 153. Dava para as traseiras da Quint Nova ou do Gago. Íamos lá aos Sabados tomar duche por cinco tostões.
    Cumpromentos
    Adriano Rui Ribeiro

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  19. Agora sim, já posso dizer uma coisinha. O Manecas tinha banca na Pr. do Chile, ao pé da Parreirinha. O Totina na Estephania ao pé da Tarantela - o filho estabeleceu-se por ali perto. O Príncipe era o careca da leitaria dessa rua que diz. E o mais que digo é que o Pátio das Águias era um castiço pátio alfacinha.
    Grato pela informação.

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  20. Attenti al Gatti5/9/11 01:34

    Muito grato ao Adeiano Rui Ribeiro pela informação detalhada do Pátio das Águias. Já tinha perdido a esperança de acrescentar algo mais ao pouco que sabia sobre esse local. O nome deve-se, pelo que ouví dizer, ao par de águias que lhe decoravam a entrada. Tenho imensa mágoa que toda esta informação, bem como as novas tecnologias que a colocam ao alcance de um dedo, já venham demasiado tarde para certa pessoa.
    A.v.o.

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  21. alguem tem fotos da quinta monte coxo sff

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  22. Anónimo3/4/21 11:31

    esses predios eram os primeiros inicio picheleira

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  23. Anónimo3/4/21 11:35

    amigo Adriano como se chamava aquele cafe quase em frente ao chafariz ,onde parava o pessoal da pesada , nao me lembro do nome,abraço

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  24. Anónimo3/4/21 11:39

    caros amigos do BIC Laranja e pessoal do meu bairro ,sera que alguem tem fotos dos anos 60/70s da escola cesario verde ,e da subida para o jardim das nesperas ,que era um calvario quando saiamos da escola e tinhamos que subir aquela rampa enorme.
    cumps.Marcelo

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  25. O pátio das aguias, eu morei em frente, quando fui para lá morar já estava em ruinas. Hoje o local é nº 159 e mais tarde a seguir ao 25 Abril esse prédio teve lá a livraria vento de leste do M.R.P.P.

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  26. A volta que as coisas levam! Uma novidade, essa livraria.
    Muito grato da informação.

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  27. Não. Gostava de ver. Pode ser que haja.
    Cumpts.

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