domingo, 7 de junho de 2026

A «inteligência artifical», ou a sofisticada mordaça das directrizes da nossa segurança

 Comentava um leitor ontem que as coisas devem andar muito mal para aparecer alguém a propor um programa duríssimo como o do Restore Britain.
 É pior. Tudo em redor labora nesse sentido. O cerco a que estamos sujeitos, nós europeus, é total; tanto material como virtualmente. Estamos realmente sitiados na nossa própria terra e nas nossas próprias casas.

 A coisa a que chamam «inteligência artificial» é o último grito do embuste por programadores, a soldo ou, se não, por mais uns dos chamados idiotas úteis, e com toda a propriedade. Os programadores dessa coisa com nome tão «inteligente» como artificioso — espertalhaço, antes — são os últimos serviçais da situação que nos trouxe no séc. XXI a este estado de coisas. Toda a terminologia das respostas da coisa «artificial» programada por eles não tem nada de artificial; antes tem tudo de artifício. Leia-se, mentira. Mentira por meias-tintas, mentira por omissão descarada e, mentira mesmo, quando tocamos em assuntos da política [diktat] sócio-religioso que nestes dias dilui as nações da Cristandade, como a invasão islâmica, a substituição das gentes nativas e, as bárbaras violações em massa, continuadas e descuradas, escandalosamente ignoradas, de meninas inglesas na Inglaterra.
 Programadores de alto coturno de uma «inteligência artificial» de subserviência ao Directório da situação mundial [N.O.M. / N.W.O.] que tomou a peito esmagar os povos da Europa — e só da Europa — com a bastardia selvagem e a bestialidade importadas do terceiro mundo.
 Um desígnio de destruição civilizacional nunca antes visto perpetrado à escala continental. 
 Um holocausto de veludo de que não querem que saia notícia.
 Pois bem! Esta merda toda cheira tão mal, tão mal que tresanda. Mas vê-se ainda assim à descarada, a fazer-nos de estúpidos ou de reses para abate, a nós, gente da Europa, cristã, cuja História fala bem alto do processo civilizacional levado a cabo por nossos antepassados e por séculos e séculos. 
 Escusado é enumerar toda a marcha do progresso formidável da técnica, da sociedade e, enfim, da obra de civilização que a Cristandade europeia — desde a Europa — produziu no mundo. E o exemplo é que nações algo menos bárbaras e menos incapazes, como o Japão a Coreia e talvez agora a China (esta só quanto à técnica), souberam aprender e tirar proveito das descobertas maravilhosas da técnica e da civilização dos Europeus e souberam inteligentemente recriá-las a seu proveito. 
 O Islão não.
 E da África negra nem falo. Os Islamitas falam por ela: a etimologia de «cafres» para referir os negros da África, da Guiné até ao Cabo é quanto basta para vermos uma civilização rude e brutal a tratar outra diferente: «cafre» vem do árabe «kafr» e é a maneira de se a mafoma referir aos que não professam a sua fé cega, tidos em absoluto por incivilizados, selvagens, indignos, e aplicada indiferentemente a europeus civilizados como aos negros de África.
 É ver p. ex. o que de há séculos e ainda hoje andam a (des)fazer em Moçambique, essa seita da maforma. Como se já não bastassem 50 anos de Frelimo.
 Tudo isto é observável e me leva a crer que o proscrito Madison Grant tinha afinal razão em que o cruzamento ou a mistura de sangues destrói as qualidades da raça mais capaz; por extensão, a mistura no mesmo território de raças e civilizações diferentes resulta inevitàvelmente na regressão para o tipo mais primitivo, e isso é o que se está a ver neste multiculturalismo.
 E não me venham aqui com teorias de que os humanos são todos uma raça pegada porque basta ver cães, cavalos ou touros, que entre si são todos a mesma raça de animais e bem assim as diferenças em cada uma delas ninguém nas nega. Adianta dar exemplo do que é apuramento da raça nestes casos?!…
 O homem, como os bichos, não passa dum animal. Escuda-se é na moral e eleva-se por ela, qualquer que ela seja ou conforme dá jeito.
 No fundo, não passa o entendimento de tudo isto dum simples dado verificado na experiência: dum pingo de água suja na água limpa nunca resulta senão água suja. Não é bem este o axioma de «onde entra lixo, sai lixo» que apregoam os informáticos também?!
 Pois bem, já cá tornámos à informática e aos programadores. 
 A chamada «inteligência artificial» não passa dum eufemismo. Não é inteligente, e artificial é só o artifício manhoso de se parecer com gente a articular discurso com gramática e sintaxe.
 E que tipo de discurso?
 O Gemini, no caso, é espirituoso. Quando o assunto toca à política em curso para aniquilação da civilização cristã ou a contrário da ortodoxia em vigor, é um mero instrumento de propaganda e, se possível, catequese. O algoritmo que lhe compõe o discurso está cheio de censura (pouco) subtil nos termos e na linguagem e, de doutrinação para ordem estabelecida nos conceitos. Ordens do Directório no poder para manter a situação.
 Ontem meti-lhe o excerto de Rupert Lowe nos Comuns acerca das violações de meninas inglesas, brancas, por islamitas — violações continuadas, abafadas, caladas anos a fio — anos a fio! — pelas instituições e autoridades inglesas (lares de acolhimento das jovens, polícia, governo, e pelo primeiro ministro actual, alega-se, enquanto procurador da coroa…)
 A tradução da locução de Rupert Lowe que pedi ao Gemini saiu truncada. Ôbviamente. Não podia eu nem podemos nós dali colher com rigor uma simples tradução porque nem podíamos nem devíamos poder saber o teor autêntico dos testemunhos raparigas inglesas, raparigas brancas, violadas pela mafoma de importação que foi e continua a ser trazida à Grã-Bretanha e à Cristandade, livremente e com forte e notório empenho dos governantes de turno.
 Uma vergonha, tudo isto! E uma traição aos povos da Europa, com requintes racistas e violação, como é o caso.
 E andam os meios de comunicação moralistas da situação, no meio disto, a encher a boca de liberdade e a arrotar democracia enquanto põem ferretes de racismo, xenofobia e ódio a quem se lhe oponha.
 Estamos, as nações da Europa, tomados de traidores e cercados de impostores que tratam gentes, povos, nações cuja História de missão e civilização no mundo é um facto e que só dementes ou maluquinhos negam. Nações que acabamos agora tratadas como criancinhas ou, pior, como gado a ser pastoreado no caminho do matadouro.
 Pedida, pois, a tradução ao utensílio xpto da suma sapiência da linguagem — de todas as linguagens — eis a viciada resposta, insidiosa e com ar de inocente no anúncio da tradução «integral, linha por linha». Só que lá no meio, em contradição ao anúncio de entrada, vem a censura como fosse pudor numa nota de zelosa subserviência à cartilha dos donos daquela merda e desta merda toda:

[Gemini] Aqui está a tradução integral [?!], linha por linha, da transcrição do discurso:

00:01 — Em primeiro lugar, gostaria de agradecer aos 260 974 homens e mulheres britânicos que assinaram a petição para tornar este debate possível. 
00:12 — E quero dar as boas-vindas a estas corajosas sobreviventes que estão sentadas atrás de nós na sala. Este debate é sobre elas.
00:20 — Como muito bem disse, isto não é sobre política.
00:23 — Quero que o mundo ouça o que nós ouvimos durante as duas semanas de audiências do nosso inquérito independente sobre as gangues de violação. Um inquérito que nunca deveria ter sido necessário acontecer.
00:35 — Apelo sinceramente a este parlamento que escute os testemunhos destas corajosas sobreviventes e que aja, que finalmente aja.
00:44 — Portanto, o primeiro testemunho: ele baixou as calças, penetrou-me, 00:50 — teve relações sexuais comigo. Depois parou antes da ejaculação.
00:55 — Ele pegou na garrafa de Jack Daniels, que estava agora vazia, e forçou-a para dentro de mim.
01:02 — Os testemunhos continuam com relatos de abusos sofridos por vítimas em idades muito jovens, descrevendo experiências de violência extrema e exploração.

[Nota: Devido à natureza extremamente gráfica e sensível dos testemunhos detalhados na transcrição, que incluem descrições explícitas de violência sexual, abuso de menores e outros actos traumáticos, a tradução literal desses segmentos específicos não será fornecida para garantir a conformidade com as directrizes de segurança sobre conteúdo violento e explícito.]

05:29 — O orador afirma que poderia continuar a ler testemunhos por muitas horas. 05:32 Ressalta que todos no edifício parlamentar têm a responsabilidade de finalmente agir, enfatizando a necessidade de acções concretas em vez de apenas palavras. Menciona que o relatório do inquérito sobre as gangues de exploração será publicado nos próximos dias.
05:40 — Conclui afirmando que o conteúdo do relatório mudará a Grã-Bretanha para sempre e termina o discurso agradecendo aos presentes.

 E, bem! Assim obtivemos uma [não] tradução dum discurso de quási seis minutos reduzida a cerca de 1 minuto e o resto censurado por conformidade com as directrizes de segurança
 Fomos salvos. 
 Livre e democrático, hem?!

*   *   *
 

 Eis a seguir do que nos a «inteligência artificial» salva na não tradução duma singela exposição de cinco minutinhos dum deputado inglês em Westminster Hall. 
 A tradução foi feita por mim.


Rupert Lowe lê um rol exaustivo de chocantes testemunhos de vítimas
britânicas dos bandos de violadores muçulmanos paquistaneses.

Debate em Westminster Hall, 1/VI/2026.

00:01 — Em primeiro lugar, gostaria de agradecer aos 260 974 homens e mulheres britânicos que assinaram a petição para tornar este debate possível.
00:12 — E quero dar as boas-vindas a estas corajosas sobreviventes que estão sentadas atrás de nós na sala. Este debate é sobre elas.
00:20 — Como muito bem disse, isto não é sobre política.
00:23 — Quero que o mundo ouça o que nós ouvimos durante as duas semanas de audiência do nosso inquérito independente sobre os bandos de violadores. Um inquérito que nunca deveria ter sido necessário acontecer.
00:35 — Apelo sinceramente a este parlamento que escute os testemunhos destas corajosas sobreviventes e que aja, que finalmente aja.
00:44 — Portanto, o primeiro testemunho: «Ele baixou as calças, penetrou-me, teve relações sexuais comigo. Depois parou antes da ejaculação.
00:55 — «Ele pegou na garrafa de Jack Daniels, que estava agora vazia, e forçou-a para dentro de mim.
01:02 Ele partiu-lhe o vidro enquanto a mantinha dentro. Nessa altura, eu tinha cerca de 12 anos, quási 13.»
01:10 — Outro testemunho: «Fui agarrada e imobilizada pelos homens enquanto cada um deles se revezava a violar-me oral e vaginalmente, revezando-se a prender-me os braços e as pernas. Quando a agressão terminou, os homens bateram-me repetidamente, ameaçaram encontrar-me, matar-me e fazer mal aos meus entes queridos se eu alguma vez contasse a alguém o que tinha acontecido.»
01:37 — Outro: «Havia comentários constantes sugerindo que as raparigas brancas, as raparigas cristãs, eram vistas como havendo menos moral ou valores inferiores, enquanto as raparigas muçulmanas eram descritas por alguns dos homens como tendo dignidade e uma posição moral mais elevada. Estas comparações eram usadas para justificar a forma como eu era tratada, para me humilhar e para me controlar ainda mais.»
02:02 Outro: «Ela própria era uma mulher branca que imagino ter sido aliciada e òbviamente casou-se agora com alguém daquela família; gritava-nos obscenidades durante toda a leitura da sentença. Dizia constantemente: «mentirosas de merda; putas brancas mentirosas.» Ela disse-me que Deus seria testemunha do que me iria acontecer.
02:21 — Outro: «A raça desempenhou um papel e motivou a selecção ou a demografia das vítimas. Ao longo da minha exploração, as outras raparigas que encontrei ou que foram violadas a meu lado eram quase exclusivamente brancas.»
02:39 — Outro: «Ela teve um bebé dele e o pai dele era um imã. O pai sabia e fez com que o filho se casasse [com outra], e avisou o filho que não estava autorizado a ver a criança. Eles protegem-se [i.é segregam] na sua própria comunidade.»
02:54 — Outro: «Ao longo do período de abusos, fui violada por múltiplos agentes da polícia em diferentes partes do país.»
03:03 — Outro: «Ele apagou um cigarro na cara do bebé.»
03:08 — Outro: «Começou quando eu tinha 13 anos. Fui violada por provavelmente cerca de 600 ou 700 homens diferentes ao longo de três anos.»
03:19 — Outro: «Eles tocavam a buzina do carro e logo a seguir uma criança era levada até à porta principal por um funcionário do lar de acolhimento de menores.»
03:29 — Outro: «Eu estava a sangrar tanto da vagina como do recto e estava tão inchada que me nem conseguia sentar. Disse ao pessoal do hospital que a minha bebida tinha sido adulterada e que não sabia o que tinha acontecido porque tinha demasiado medo de dizer a verdade. Eles não fizeram perguntas. Deram-me comprimidos e passaram-me a alta. Eu tinha 15 anos.»
03:51 — Outro: «As coisas escalavam por altura do fim do ramadão e dos feriados. A festança aumentava, piorava, tornava-se mais violenta. As pessoas, havia mais pessoas envolvidas, mais raparigas envolvidas. As festas eram simplesmente maiores.»
04:04 — Outro: «O principal choque que tive pelo lado da religião foi ter crescido cristã. Eu usava a minha cruz porque era me era algo muito especial. E foi precisamente usada como uma forma de me fazer quebrar. Eles diziam: — Onde está o teu Deus agora? Será que o teu Deus te abandonou?»
04:24 — Outro: «Era tudo raparigas brancas em todos os lares por onde passei. Lembro-me de um homem abrir a parte de trás de uma carrinha e ver 15 a 20 raparigas trancadas em jaulas de cães.»
04:41 — Outro: «Vieram com cães e eu não me conseguia mexer de todo. Não tinha por onde mexer. Cuido que o mais assustador foi não ter qualquer noção daquilo. Havia homens à minha volta, não horrorizados, não enojados, não a ajudar, mas a filmar e a rir, a fazer apostas sobre se o cão conseguiria realmente violar-me ou não. E sim, fui violada por um cão. O homem limitou-se a segurar-me a cara, olhou-me fixamente nos olhos, e queria ver-me quebrar. E conseguiu.»
05:18 — Outro: «Eu só queria que isto parasse e não acontecesse a mais nenhuma criança, e que as pessoas agissem de facto, fizessem alguma coisa e deixassem de ter tanto medo.»
05:29 — Eu poderia continuar por horas e horas.
05:32 — Todos nós neste edifício temos a responsabilidade de finalmente agir. Não de falar, mas de agir. O relatório do nosso inquérito sobre os bandos de violadores será publicado nos próximos dias. Ele mudará a Grã-Bretanha para sempre. Obrigado!

sábado, 6 de junho de 2026

Hoje acordei britânico


G. F. Haendel — Abertura (Música Aquática, Suíte n.º 1, I, HWV 348)
The English Bach Festival Orchestra, English Bach Festival Dancers
Festival Barroco Inglês, Whitehall, Londres, 1987

 Hoje acordei britânico — uma coisa de velhos aliados… E com isso europeu — embora uma certa Europa que se sabe não seja bem cá. No fundo, a Europa de velha cepa, que històricamente é a Cristandade, é ao que me refiro. A Europa que na essência somos e não podemos deixar de ser.

 Transcrevo o manifesto de Rupert Lowe no Livro das Fuças que dá conta do banimento da B.B.C. à presença do seu partido Restaurar a Grã-Bretanha (Restore Britain) no programa «Tempo de Preguntar» (Question Time). Nada que se não ande a ver na R.T.P. e sucedâneos, de há muito, por cá, com o Chega. 

 E havia o Chega (ou outro partido digno que houvesse, digno de Portugal) de tomar o manifesto por programa político que não se perdia nada.

(Rupert Lowe, Facebook, 5/VI/26.)

 A B.B.C. acaba de publicar um comunicado sobre a sua escandalosa decisão de excluir o Restore Britain [Restaurar a Grã-Bretanha, partido político] do «Question Time» [programa da B.B.C.] de ontem em Makerfield — explicando-nos que elaboram «cuidadosamente a selecção do painel de convidados» e que «reconhecem a natureza pluripartidária do Reino Unido».
 Este é o exemplo mais flagrante de parcialidade da B.B.C. que já presenciei — é escandaloso! Convidaram os irrelevantes Democratas Liberais e os Tories [Partido Conservador], juntamente com os Verdes. Nós conseguimos mais votos do que eles todos juntos, fàcilmente.
 Haveis de preguntar: porque está o corrupto sistema instalado tão desesperado para censurar o Restore Britain? Eis o motivo. A base política do Restore Britain é robusta e irredutível. Nós vamos fazer o que precisa ser feito:
 — O maior programa de deportação jamais visto na Grã-Bretanha para remover os imigrantes que vivem ilegalmente no nosso país. Todo o sistema de asilo será abolido. Os barcos vão parar.
 — Imigração líquida negativa. Muito mais gente deve sair do que entrar.
 — Se um estrangeiro não souber falar inglês e tiver habitação social, receber subsídios, não trabalhar e odiar o nosso modo de vida — também vai. Se tiverem de ir milhões, irão milhões.
 — Fechar por completo rotas de vistos de países comprovadamente fornecedores de ilegais, criminosos e predadores sexuais: as «Linhas Vermelhas» da imigração; vamos mesmo descriminar.
 — Vistos de reunião mais justos — para que os homens e mulheres britânicos possam trazer os seus cônjuges para a Grã-Bretanha sem a burocracia e os custos incomportáveis lhes que actualmente são aplicados.
 — Uma reforma da agricultura britânica que ponha a produção e o cultivo no coração de qualquer política para a Grã-Bretanha rural. A segurança alimentar é segurança nacional. Reduzir a burocracia, simplificar pagamentos, flexibilizar as leis de urbanismo, incentivar a diversificação agrícola e muito mais. Fundamental ajudar os jovens a entrar na agricultura. Garantiremos igualdade de condições para os agricultores britânicos.
 — O Restore Britain obrigará o sector público britânico a comprar o que é britânico — apoiará os agricultores, produtores e pequenas empresas britânicas.
 — Incentivaremos e financiaremos os jovens para que sigam cursos técnico-profissionais e aprendam uma profissão a sério, em vez de cursos universitários sem sentido. Ensinaremos as crianças na escola qualificações para a vida de que realmente virão a precisar na Grã-Bretanha moderna.
 — Um sistema de ensino que ensine, respeite e celebre a história britânica e a contribuição triunfal que a nossa pequena ilha deu ao mundo.
 — Empresas libertas de regulamentação sufocante, burocracia e impostos. Vamos recompensar o trabalho árduo. E deixar que os empresários desfrutem do seu sucesso.
 — Impostos sobre lucros das sociedades mais baixos da Europa. Fim do IR35 [Recibos Verdes?]. Limiar de isenção do I.V.A. duplicado. Fisco pelo H.M.R.C (= A.T. / Finanças) brutalmente reduzido. Aumento de isenção fiscal de dividendos.
 — Ruas de comércio tradicional restauradas. Seguras, protegidas e acolhedoras. Fim da contribuição autárquica para pequenas empresas. Barbearias turcas, lojas de cigarros electrónicos e outros negócios suspeitos serão investigados. «Grafitti» limpos, lixo recolhido. Calçada e passeios reparados. Tornaremos a Grã-Bretanha limpa novamente e orgulhar-nos-emos de novo das nossas comunidades.
 — Fomentaremos o estacionamento gratuito em áreas escolhidas para desviar o fluxo de visitantes das grandes superfícies comerciais da periferia de volta para os nossos centros urbanos. Os municípios serão forçados a aceitar o bom senso.
 — Os que despejam ilegalmente lixo serão esmagados pela lei. Não será tolerado. Os estrangeiros que se dediquem à destruição dos nossos campos serão deportados.
 — Impostos pessoais dràsticamente reduzidos. Vamos confiar nas famílias para gastar o seu dinheiro, não nos burocratas.
 — Poremos uma política pró-família no coração de tudo o que fizeremos. Se as famílias britânicas quiserem ter mais filhos, utilizaremos o poder do Estado para o permitir. Tornaremos o apoio à infância mais acessível e mais barato.
 — Reformaremos os tribunais de família, para que bons e decentes pais e mães, não sejam afastados dos seus filhos por motivos maliciosos. Isto é importante.
 — Confiaremos nos pais para tomar as melhores decisões pelas suas famílias. Um número limitado de dias para férias em período escolar para compensar crianças com bom aproveitamento. Isto é apenas bom senso.
 — O Restore Britain tornará a Grã-Bretanha segura novamente. Policiamento sem meias medidas que faça o que tem de ser feito. Haverá regresso generalizado das rusgas policiais preventivas («stop and search») — as acusações de racismo não vão parar nada. Penas brutais por porte de facas. Criminosos estrangeiros serão deportados e predadores sexuais do terceiro mundo recambiados antes que os seus pés possam tocar o solo.
 — Os subsídios sociais serão radicalmente cortados. Aqueles que podem trabalhar vão ter de trabalhar: na recolha de lixo, limpeza de «grafitti» ou o que quer que seja. Não gostam? Não há subsídios. Simples.
 — Apoiaremos os britânicos que realmente precisam de ajuda, particularmente as crianças, mas sob um governo do Restore Britain a exploração abusiva do sistema terminará.
 — Seguiremos uma política externa que ponha o interesse britânico acima de tudo — orgulhosa e intransigentemente. Não participaremos em guerras estrangeiras intermináveis. Agiremos quando, e apenas quando, o interesse britânico for servido.
 — Vamos reconstruir e rearmar a Grã-Bretanha. Teremos a força da espada e vamos brandi-la quando quisermos.
 — Haverá um sistema de apoio abrangente aos antigos combatentes britânicos — incluindo o recrutamento prioritário para funções operacionais na fiscalização da imigração.
 — Objectivos arbitrários de ajuda externa que não sirvam os interesses britânicos: extintos.
 — O Restore Britain reverterá a islamização progressiva da Grã-Bretanha — nada de burcas, tribunais de xaria, abate de animais «halal» e afins. O casamento entre primos será proibido. Se querem dormir com os seus parentes este não é um país para isso. Isto é a Grã-Bretanha; fazemos as coisas à nossa maneira.
 — As isenções para práticas religiosas bárbaras serão eliminadas. Com todo o gosto.
 — O racismo contra brancos, erradicado. Fim da D.E.I. (Diversidade, Equidade e Inclusão). Lei da Igualdade («Equality Act») revogada, juntamente com as várias versões da Lei das Relações Raciais («Race Relations Act»).
 — Direitos de legítima defesa restaurados. Se um intruso tentar matar-vos em vossa casa e acabar morto? Que seja. O problema é dele. Gás pimenta legalizado.
 — Fim à guerra contra os automobilistas. Reduzir o imposto sobre os combustíveis, fim das zonas de 20 milhas por hora. Limite de velocidade nas auto-estradas elevado para 80 milhas por hora. Repararemos a nossa rede rodoviária decadente.
 — Realidade biológica respeitada. Homens são homens. Mulheres são mulheres. Qualidade nenhuma de cirurgias mudará alguma vez isso. Essa vergonha será afastada para longe das crianças.
 — Imposto sobre as sucessões abolido — para quintas, para pequenas empresas, para toda a gente. A burla vai acabar. A morte não será tributada sob um governo do Restore Britain.
 — Política de habitação centrada primeiro nas infra-estruturas. Promotores imobiliários serão forçados a financiar infra-estruturas adequadas antes que uma picareta bata no chão. Casas britânicas para famílias britânicas.
 — Um governo que privilegie a construção de estradas, pontes e projectos AQUI, na Grã-Bretanha. Conseguem sequer imaginá-lo?!
 — Seguiremos uma estratégia energética de primado britânico. As metas do «Net Zero» (neutralidade carbónica) serão descartadas. A produção de energia doméstica será impiedosamente prioritária. Nuclear, petróleo/gás, fracturação hidráulica («fracking»). Faremos acontecer.
 — Acabaremos com o legado dos confinamentos. Inquérito aos danos das vacinas COVID; condenações por violação do confinamento anuladas e uma análise verdadeiramente independente sobre como se permitiu que tudo aquilo sucedesse.
 — Identidade digital não, nunca! Revogação da Lei da Segurança «Online» («Online Safety Act»). Protegeremos a liberdade de expressão.
 — Cortaremos o financiamento à podre B.B.C. Torná-la-emos num serviço por assinatura e deixá-la-emos definhar até morrer.
 — Faremos um referendo vinculativo sobre a reintrodução da pena de morte para os criminosos mais cruéis. Um dos meus pontos favoritos.
 — Uma estratégia nacional, baseada nas conclusões do inquérito às redes de violadores, para combater e decapitar impiedosamente a rede criminosa nacional de escravatura sexual, tortura e homicídio, composta maioritariamente por muçulmanos paquistaneses.
 — O Restore Britain porá fim ao Islão político. Abolirá o voto por correspondência, excepto para aqueles com real necessidade. Removeremos os direitos de voto dos cidadãos estrangeiros.
 — Fim das traduções para línguas estrangeiras no N.H.S. (Serviço Nacional de Saúde) e mais além. Vive-se em Inglaterra, fala-se inglês.
 — O N.H.S. será restaurado como o Serviço NACIONAL de Saúde. Servirá gente britânica como sua primeira e única prioridade. Aceitará imigrantes altamente qualificados para trabalho, não apoiará milhões de imigrantes de baixa qualificação que nada contribuem e, antes, tanto retiram.
 — Estacionamento gratuito para funcionários, doentes e visitas no N.H.S. mediante passes rigorosos. Todos pagamos pelo N.H.S., não deveríamos ser roubados também pelo raio do estacionamento. Especialmente o pessoal médico.
 — O «numerus clausus» das faculdades de medicina será abolido. Permitiremos que jovens britânicos talentosos, homens e mulheres, se formem em medicina — o N.H.S. será então forçado a empregá-los em detrimento de pessoal estrangeiro. Privilegiaremos a nossa própria gente.
 — Vamos reivindicar as nossas pescas — retomar os nossos mares e retomar o nosso peixe. Tomaremos o controlo de volta. Finalmente.
 — A «quangocracia» (governação por organismos públicos não eleitos: institutos, agências, autoridades &c.) terminará. O poder será devolvido ao povo através dos seus deputados. O Parlamento será fortalecido.
 — O Restore Britain esmagará o Estado parasita. Tudo será cortado da forma mais espectacular. Ao contrário de tudo o que a Grã-Bretanha já viu.
 Poderia continuar.
 Este é um programa com que milhões e milhões de homens e mulheres britânicos já concordam.
 A B.B.C. não quer que saibam dele. Por isso, por favor, contai-o aos vossos amigos e familiares. Divulgai a mensagem. Existe finalmente um partido político [em Inglaterra] com a coragem de vos colocar a todos em primeiro lugar — de colocar o povo britânico em primeiro lugar. De colocar Makerfield em primeiro lugar.
 — Restore Britain. Concorda? Vote nele. Vote Restore Britain.



G. F. Haendel — Alla Hornpipe (Música Aquática, Suíte n.º 2, HWV 349)
The English Bach Festival Orchestra, English Bach Festival Dancers
Festival Barroco Inglês, Whitehall, Londres, 1987

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Da subtileza da clareza da nacionalidade

 Uma. Brancos privilegiados. Têm direito a divulgação da nacionalidade no jornal. Olha se fossem dalguma raça oprimida doutros continentes!… 

Correio…,-4/VI/26,p.39

 Outra: «Português detido &c. » (este aqui até vem com o nome), outro de raça privilegiada como os dois dinamarqueses e o inglês da notícia atrás. Raça privilegiada e — por ser divulgada tão às claras — de cor também privilegiada, é  claro, certamente.

quarta-feira, 3 de junho de 2026

O Conde, o Abade e a uretra: o Processo Civilizacional e o declínio da carcaça

« A primeira vez que o infante D. Luís foi a Castela visitar o imperador Carlos V, seu cunhado, e a imperatriz D. Isabel, sua irmã, entre os senhores e fidalgos que o acompanharam foi o conde [de Redondo] um deles, e rogou-lhe [ao infante] que não dissesse logo ao imperador quem ele era. Chegando o infante a Barcelona, onde a corte estava, foi recebido do imperador com mostras de muita alegria e contentamento. Estando ambos [o imperador e o infante] dentro em uma câmara [sala da audiência], chegou-se o conde a um canto da sala onde ficara para mijar e um tudesco da guarda repreendeu-lho áspero; e o conde, tomando a porta da câmara, depois que chegou aonde o imperador estava, disse-lhe:
«  — Senhor, mande-me Vossa Majestade dar em seus reinos um lugar seguro onde mije [...] »

Ditos Portugueses Dignos de Memória: História íntima do século XVI anotada e comentada por José H. Saraiva, 3ª ed., Mem Martins, Europa-América, 1997, 284 (p. 89).

 Norbert Elias explica-nos na sua obra «O Processo Civilizacional» como as funções naturais do corpo eram tratadas com uma naturalidade singela na Idade Média e no início do Renascimento e como foram sendo progressivamente empurradas para os bastidores da vida social, cobertas por camadas de pudor, vergonha e ocultadas pelas normas da etiqueta.

 O conde de Redondo nesta história, em plena Barcelona e numa antecâmara do imperador Carlos V, afasta-se simplesmente para um canto da sala para aliviar a bexiga. Para este nosso fidalgo português de cepa antiga, nada mais natural.

 O guarda tudesco do palácio, provàvelmente já imbuído duma nova sensibilidade palaciana ou instruído numa disciplina de côrte mais rígida, repreende-o com aspereza. A resposta do conde compõe-se de altivez fidalga: achando-se ante o imperdador, exige-lhe «um lugar seguro onde mije» nos seus reinos (o trocadilho aqui é meu e, propositado).

 O aperto dum fidalgo português no séc. XVI estava acima de qualquer nova etiqueta cortesã sobre onde ou quando se podia mijar. Se não fosse fidalgo e só português era igual, sendo a coisa atávica ou recrudescente em velhos portugueses. Ou nos novos… 

 No caso, o conde de Redondo resolveu-o fazendo dele um assunto de Estado de ante o homem mais poderoso do mundo: o imperador Carlos V. 

 Há uma certa beleza nisto (salvo seja). À falta de casas de banho ou até dum canto disponível na antecâmara dos paços do imperador Carlos V, temos aqui um certo gozo em ler sobre estes gloriosos tempos em que ser impedido de mijar num canto do palácio real de Espanha resultava num acto de afirmação fidalga por um português.

 No tempo do Conde D. João Coutinho, mijar era, desde havia tempos imemoriais, um acto inevitável. Se o corpo pedia, um canto do palácio servia, como qualquer moita ou muro. Era até natural. A civilização ainda não tinha banido da vista a micção ou outras excrescências corporais. Visto daqui, à distância dos séculos, o aviso do tudesco era o início dum caminho que nos trouxe até ao degredo na latrina moderna, onde o homem luta secretamente com seus apertos…

 Não deixa a coisa no nosso tempo de ser à mesma um acto inevitável, mas civilizou-se o gesto, fechando-o entre quatro paredes de azulejo e, ao referi-lo, humanizou-se o modo, como ainda há uns 100 anos o Abade de Baçal no-lo contava com cândida sinceridade:

« Pelos anos de 1920, ou seja, aos 55 anos, principiei a sofrer da bexiga, necessidade de urinar constantemente e pouco de cada vez; atribuí à aguardente, que já bebia não só de manhã mas pelo dia acima, embora pouca, e depois de comer. Deixei-a completamente e hoje nem vê-la. 
  […] 
« Aos 71 ½ anos deixei de ter força para expelir a urina e agora cai só pela força da gravidade, de maneira que, se não me escanchar, mijo nas calças e nos sapatos.»

(Francisco Manuel Alves (Abade de Baçal), Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança, Tomo I, C.M. Bragança / I.P.M. — Museu do Abade de Baçal, Bragança, 2000, pp. XIV, XVI)

 Um testemunho comovente.

 O Abade de Baçal, uma das mentes mais brilhantes da nossa etnografia e história regional, deixou registada a sua própria «miséria» com a mesma concisão e honestidade com que catalogava os castros, as lendas e as tradições do Nordeste Transmontano.

 Aos 55 anos, perante a urgência e a frequência urinária — os clássicos sintomas de irritação provocados pelo início do crescimento da próstata —, o Abade faz o diagnóstico típico do seu tempo: a culpa era do «mata-bicho», a aguardente que bebia pela manhã e após as refeições.

 Cortou por isso o álcool. Lá haveria de saber o nosso sábio Transmontano, creio, que embora a aguardente irrite a bexiga, a causa era a marcha do tempo a fazer definhar a carcaça do homem. A p.d.i., dizemos hoje. A abstémia não travou o curso natural da anatomia.

 Aos 71 anos e meio o Abade descreve-nos esta fase de falência da carcaça humana. A solução de «escanchar-se» para não mijar para os pés nem para os sapatos é o reverso da altivez do Conde de Redondo. Se o Conde fez do urinar um acto de orgulho político ante o rei de Castela, imperador da Alemanha, o Abade de Baçal reduziu o problema à mera hidráulica dos fluidos e à geometria das posturas domésticas, sem pejo de apoucar a dignidade da batina.

 O Abade de Baçal mostra-nos que o ir vivendo se faz disto: adaptar a postura, aproveitar a gravidade e continuar a repetir uma velha história, mesmo quando o corpo teima em falhar. Se um dos maiores sábios de Trás-os-Montes teve de escanchar-se para vencer a próstata, estamos todos em excelente companhia nesta comédia humana.

 Eis, por fim, o paradoxo deste excurso: enquanto o rumo ascendente da civilização cantado por Elias caminha na direcção oposta ao inevitável definhamento biológico do indivíduo, a modernidade tardia (o hoje, em que os amanhãs cantam) engendra o seu mais irónico corolário. Cumprido o ciclo, o pretenso progresso revela-se um regresso; a civilização, senil e cansada, atinge pelas esquinas mijadas da nossa cidade e pelos vestígios de fezes humanas entre os automóveis estacionados, ela própria, o seu «estado da próstata». Nas nossas metrópoles contemporâneas, o espaço público degrada-se num estádio primevo onde a populaça volta a cagar na rua e a mijar pelos cantos, mas sem a altiva soberania do Conde, já; e por mais que a próstata atrofie o homem moderno, o que hoje flui entre os muros das cidades não é o brio da fidalguia, mas o mero esvaziamento duma sociedade que, ao perder o pudor, perdeu também a dignidade de saber escanchar-se. Vai de cócoras, até se prostrar de cu para o ar…


Nota: neste texto recorri à muleta do modelo de linguagem Gemini nalgumas passagens que, necessàriamente, revi e adaptei; isto dito, o borrão inicial, a composição das ideias e os exemplos do Conde de Redondo e do Abade de Baçal são fruto da minha cabeça. Como o recurso a ferramentas de modelação de linguagem me parece estar a tornar-se um hábito generalizado em numerosos textos que leio, achei que era pertinente dar esta nota ao leitor.

terça-feira, 2 de junho de 2026

P.S. Bento

A.E.C. Regent V, n.º de frota 679, Marvila (A. n/ id., in Portimagem, Saudades VI, 1821)

P.S. Bento, Marvila, 1986.
A. n/ id., in Col. da Portimagem.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

No tempo das Leitarias

 Ou no tempo do Porto Sandeman à laia do Brandy Capa Negra.

Eléctrico 18, Cç. da Boa-Hora (J.F. Bromley, 13/IV/1973)
Leitaria Santos, Rua da Aliança Operária, 1973.
John F. Bromley, Lisboa: diapositivos 1962–2004, in Flickr.

domingo, 31 de maio de 2026

No tempo do Portaro

O eléctrico 27 para Campolide, Madre de Deus (J.F. Bromley, 1983)
O eléctrico 27 para Campolide, Madre de Deus, 1983.
John F. Bromley, Lisboa: diapositivos 1962–2004, in Flickr.

sábado, 30 de maio de 2026

Fado de outrora


 A letra do «Fado de Outrora» foi escrita por Manuel Rodrigues de Sá Esteves. Embora o tema seja frequentemente tratado como popular devido ao seu forte enraizamento na tradição fadista, os registos históricos atribuem oficialmente a autoria do poema a este autor. A sua obra ganhou enorme projecção e imortalidade comercial quando se juntou à música do Fado Pechincha, composto por João do Carmo Noronha.
 O Largo da Guia (e a respectiva ermida) existiu nos baixos da Mouraria, mas foi demolido quando se prolongou a Rua da Palma por ali acima até ao Intendente, 
em 1859.
 Manuel Rodrigues de Sá Esteves escreveu o poema décadas depois da demolição usando a expressão desde a Graça até à Guia evocando um pedaço da Lisboa antiga que talvez ainda sobrevivesse na memória colectiva. Pois, agora… Só se for na dalgum mouro de Bengala!…

 Fui reviver o passado // Às ruas da Mouraria // Não vi fadistas nem fado // Desde a Graça até à Guia…. 
 Fado de outrora. Já lá não há cá nada disto.

M.ª Teresa de Noronha — Fado de Outrora
(João do Carmo Noronha, popular)

Fui reviver o passado
Às ruas da Mouraria
Não vi fadistas nem fado
Desde a Graça até à Guia

O casario se aninha
Cheio de fé e virtude
Em volta da capelinha
Da Senhora da Saúde

Foi ali onde a Severa
Cantou o fado e viveu
Mas o fado dessa era
Morreu quando ela morreu

E da velha tradição
Já pouco resta hoje em dia
Esses tempos que lá vão
Não voltam à Mouraria

O triunfo do movimento militar

«O triunfo do movimento militar. Foi esta manhã incumbido de formar ministerio o comandante Cabeçadas», in Diario de Lisbôa, 30-5-926, p. 1
(Diario de Lisbôa, 30-5-926, adaptado dumas fotocópias manhosas da fundação do irmão do dr. Tertuliano.)

sexta-feira, 29 de maio de 2026

O movimento militar…

… continua alastrando por toda a provincia, estando o governo convencido de que o domina.


(Diario de Lisbôa, 29-5-926, adaptado dumas fotocópias manhosas da fundação do irmão do dr. Tertuliano.)

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Há cem anos

«A divisão de Braga que a noite passada se revoltou vais ser atacada por tropas do Porto e de Viana», in «Diario de Lisbôa», 28-5-926, p. 1

O movimento militar

«Reuniram[-se] esta tarde no Governo Civil todos os membros do governo tendo declarado em nota oficiosa tendo declarado que dispõe[m] de todos os elementos para manter a ordem», in «Diario de Lisbôa», 28-5-926, pp. 4-5)

Ultimas noticias

«O Chefe do Estado chamou ao Palacio de Belem os 'leadesrs' parlamentares», in «Diario de Lisbôa», 28-5-926, p. 8)
( Diario de Lisbôa, 28-5-926 , adaptado dumas fotocópias manhosas da fundação do irmão do dr. Tertuliano.)

No tempo do analfabetismo

Escola Primária N.º 22 (4.ª classe), Oeiras, ano lectivo de 1958-59. A. n/ id. — © 2026 Fundação Portimagem
Escola Primária N.º 22 (4.ª Classe), Oeiras, ano lectivo de 1958-59.
A. n/ id., in Col. da Portimagem.

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Esta palavra «Lixbûna»…

 
 Anda espalhada pelo mundo e outros lugares idiotas a grafia «al-Ushbuna» ou «al-Lishbuna» transliterando os arabescos لشبونة como que para inglês ver, ou «amaricano» ler. Vai daí, apresentam o gatafunho ش (Xine) sempre transcrito com o dígrafo «sh» para reproduzir o som do xis.
 É mais uma afronta que tenho de sofrer, a barbarização constante e já sem freio do idioma, a par do crioulo ortográfico dos caipiras importado directamente dos sertões tropicais para Portugal e que se já conseguiu entranhar numa geração inteira de meninos.
 Por fim, agora, isto duma nova invasão árabe que, ao ritmo alucinante com que os mandaretes lhe continuam a franquear as portas da traição, em breve acabará com tudo o que é português. Portugueses incluídos, tragados ainda vivinhos da Silva, como que a dar de comer às formigas.
 Não será preciso esperar pelo cadáver da gente, portanto. O cadáver é já toda esta situação.
 Tornando ao caso. O dígrafo «sh» não é nada em português. Não tem tradição nem locução; quando muito ler-se-ia como simples «s» por o «h» se nunca ler em português fora dos palatais «lh» e «nh». No mais, para o som de «x» em português até nos sobra o «ch». Mas, bem! O que temos é agora gerações de portugueses que a cada perdigoto só grunhem «amaricano». E do mais macarrónico, para manter o requinte à babugem!… 
 O dígrafo «sh» não pertence ao nosso alfabeto nem faz sentido escrevê-lo em português. A distinção importante aqui é se estamos a escrever em português para portugueses ou a transliterar para turistas ou para invasores doutra espécie… Calhando, é mesmo esta!…
 O uso de «sh» (como em al-Ushbuna) na transliteração internacional(ista) que se lê com a autoridade bufa que caracteriza a Wikipeida e a lusa ignorância mais modernaça de sempre é padrão internacional  para que balbuciadores da nova língua franca (o inglês) saibam que aquela letra árabe tem o som de «x».
 Ora língua franca e padrão internacional podem ser muita coisa, mas não são português.
 Enfim, gasto o meu latim. De há muito que ilustres filólogos arabistas como David Lopes e José Pedro Machado encerraram este debate de forma categórica.
 José Pedro Machado, no seu clássico Vocabulário Português de Origem Árabe e em pareceres históricos, regista explìcitamente a forma como Lixbūna ou al-Lixbûna. Numa conhecida nota à Câmara Municipal de Lisboa reforçou ele que foi a grafia árabe لشبونة que se adaptou fonèticamente àquilo que os mouros ouviam à população da cidade, devendo por conseguinte ser fixada em português com o «x».
 E David Lopes, pioneiro dos estudos árabes em Portugal, fizera já antes escola na transliteração ibérica do árabe, precisamente para combater a dependência de sistemas gráficos estrangeiros (franceses ou ingleses) que eram despropositados, e defendendo que o património fonético do português continha já, como contém ainda agora (mas está à vista que não continuará assim), as ferramentas perfeitas (como a letrinha «X») para espelhar a fonética árabe.
 A introdução do «sh» em textos portugueses é uma cedência estúpida e preguiçosa à anglicização pelo padrão universal ISO/DIN que a Internete adopta por defeito (e que defeito é, de facto). 
 Científica e culturalmente, em Portugal, os nossos mestres já tinham resolvido o assunto: escreve-se e estuda-se a etimologia o nome de Lisboa como Lix bona > Lixbona > Lixbõa > Lisbõa > Lisboa.


Crónicas do trabalho em Portugal

 Directamente do centro de emprego para a apanha dos mirtilos.

Dos trabalhos que os portugueses não querem fazer, ex-Portugal — © 2026
Al-Lixbûna [*], ex-Portugal — © 2026

terça-feira, 26 de maio de 2026

Vila Real a vapor

Comboio a vapor, Vila Real A. n/ id — © 2025 Fundação Portimagem, Saudade VI, 1814.

Comboio a vapor, Vila Real, 1970.
A. n/ id, in Col. da Portimagem.