Uma casa que não diz onde é. O arquivista apenas dá o autor e uma data aproximada: década de 1900. Se o prédio detrás do chalet é, como cuido que é, o prédio do anjo, onde há hoje uma construção chamada Atrium Saldanha dando frente para a estátua do dito, então o que vedes aqui é a esquina da estrada das Picoas (hoje Rua Eng.º Vieira da Silva) com a Av. de Fontes Pereira de Melo. Já passava ali o eléctrico (quando lá passou o fotógrafo); a linha do Rossio ao Campo Pequeno (Lumiar) foi aberta em 10 de Agosto de 1902. Dez de Agosto, dia de S. Lourenço. Ora aqui tendes uma boa data para a fotografia. Pelo soalheira que é não desmente.
(Fotografia de Paulo Guedes, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.)
Revisto no dia de S. Lourenço de 2014.
Ou seja, ficaria, mais ou menos, no local onde se situou, posteriormente, o Mercado do Matadouro ou das Picoas,também ele desaparecido ainda não há muito tempo, substituído parcialmente, por uma "coisa em forma de assim", chamado Mercado 31 de Janeiro. mas a ser assim, que rua será aquela que fica à direita do edifício?
ResponderEliminarRua das Picoas, actualmente, Engº Vieira da Silva.
ResponderEliminarCumpts.
Se houvesse alguma dúvida na localização que sugere para a casa, bastaria confrontar com a planta 10K do levantamento de Lisboa de 1904-1911. Lá está a silhueta da casa com a peculiaridade da reentrância na esquina e com caprichosa escadaria de ferro na frente.
ResponderEliminarCuriosa esta casa, com aparência africanista na sua varanda corrida e alpendrada. Devia ser exemplar raro nas avenidas novas.
Talvez por isso tenha sido bastante alterada por fora pouco depois. A nova versão surge em muitas fotografias do Arquivo Municipal. O primeiro andar avançou em todos os sentidos, absorvendo a varanda, mas a reentrância manteve-se. O sótão eriçado de águas-furtadas deu lugar a um segundo andar de pé direito em tudo igual ao primeiro. A grande alteração fez-se no piso térreo que galgou o jardim até ao muro e se abriu em portas e montras directamente para a rua. A escada exterior, aparentemente, desapareceu.
Em grande parte das fotografias, algumas já contemporâneas da demolição do matadouro, é visível um enorme anúncio luminoso da Philips no telhado. Seriam instalações comerciais dessa empresa?
Cumprimentos,
José Caldeira
Não me ocorreu que fosse a mesma casa, mas sim, tem razão. Grande «desbaste» teve esta exótica casa colonial, tão rara (calhando única) de encontrar. Até ao desbaste final que foi o Atrium envidraçado que lá poisa. Enfim!...
ResponderEliminarGrato pela informação.
Pois é. Esta casa já me deu uma trabalheira danada. Tenho a certeza que ví uma igual ou, pelo menos, muito parecida, numa publicação com fotos antigas de Moçambique. A legenda localizava a casa em questão em Téte, capital da província com o mesmo nome. Já lá estive e não ví tal edifício. Tería sido demolido ou a legenda estaría errada, não sei. O pormenor que me chamou a atenção em ambos os casos, foi a decoração em ripas de madeira cruzadas,que ostentavam na fachada. já dei volta a não sei quantos alfarrábios e não descortinei essa foto antiga. Onde Diabo a tería eu visto? Se calhar em alguma livraria onde folheei a tal publicação. Um mistério que face ao insucesso da pesquisa, só poderá ser resolvido pelos acasos da sorte.
ResponderEliminarA.v.o.
:) Cumpts.
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