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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Fotografia de Paulo Guedes em dia de S. Lourenço

Chalet, [Picoas] (P.Guedes, c.1902)



 Uma casa que não diz onde é. O arquivista apenas dá o autor e uma data aproximada: década de 1900. Se o prédio detrás do chalet é, como cuido que é, o prédio do anjo, onde há hoje uma construção chamada Atrium Saldanha dando frente para a estátua do dito, então o que vedes aqui é a esquina da estrada das Picoas (hoje Rua Eng.º Vieira da Silva) com a Av. de Fontes Pereira de Melo. Já passava ali o eléctrico (quando lá passou o fotógrafo); a linha do Rossio ao Campo Pequeno (Lumiar) foi aberta em 10 de Agosto de 1902. Dez de Agosto, dia de S. Lourenço. Ora aqui tendes uma boa data para a fotografia. Pelo soalheira que é não desmente.

(Fotografia de Paulo Guedes, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.) 


 




Revisto no dia de S. Lourenço de 2014.

6 comentários:

  1. Atentti al Gatti11/8/11 01:33

    Ou seja, ficaria, mais ou menos, no local onde se situou, posteriormente, o Mercado do Matadouro ou das Picoas,também ele desaparecido ainda não há muito tempo, substituído parcialmente, por uma "coisa em forma de assim", chamado Mercado 31 de Janeiro. mas a ser assim, que rua será aquela que fica à direita do edifício?

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  2. Bic Laranja11/8/11 08:32

    Rua das Picoas, actualmente, Engº Vieira da Silva.
    Cumpts.

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  3. José Caldeira12/8/11 02:14

    Se houvesse alguma dúvida na localização que sugere para a casa, bastaria confrontar com a planta 10K do levantamento de Lisboa de 1904-1911. Lá está a silhueta da casa com a peculiaridade da reentrância na esquina e com caprichosa escadaria de ferro na frente.
    Curiosa esta casa, com aparência africanista na sua varanda corrida e alpendrada. Devia ser exemplar raro nas avenidas novas.
    Talvez por isso tenha sido bastante alterada por fora pouco depois. A nova versão surge em muitas fotografias do Arquivo Municipal. O primeiro andar avançou em todos os sentidos, absorvendo a varanda, mas a reentrância manteve-se. O sótão eriçado de águas-furtadas deu lugar a um segundo andar de pé direito em tudo igual ao primeiro. A grande alteração fez-se no piso térreo que galgou o jardim até ao muro e se abriu em portas e montras directamente para a rua. A escada exterior, aparentemente, desapareceu.
    Em grande parte das fotografias, algumas já contemporâneas da demolição do matadouro, é visível um enorme anúncio luminoso da Philips no telhado. Seriam instalações comerciais dessa empresa?
    Cumprimentos,
    José Caldeira

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  4. Bic Laranja12/8/11 16:27

    Não me ocorreu que fosse a mesma casa, mas sim, tem razão. Grande «desbaste» teve esta exótica casa colonial, tão rara (calhando única) de encontrar. Até ao desbaste final que foi o Atrium envidraçado que lá poisa. Enfim!...
    Grato pela informação.

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  5. Attenti al Gatti13/8/11 00:26

    Pois é. Esta casa já me deu uma trabalheira danada. Tenho a certeza que ví uma igual ou, pelo menos, muito parecida, numa publicação com fotos antigas de Moçambique. A legenda localizava a casa em questão em Téte, capital da província com o mesmo nome. Já lá estive e não ví tal edifício. Tería sido demolido ou a legenda estaría errada, não sei. O pormenor que me chamou a atenção em ambos os casos, foi a decoração em ripas de madeira cruzadas,que ostentavam na fachada. já dei volta a não sei quantos alfarrábios e não descortinei essa foto antiga. Onde Diabo a tería eu visto? Se calhar em alguma livraria onde folheei a tal publicação. Um mistério que face ao insucesso da pesquisa, só poderá ser resolvido pelos acasos da sorte.
    A.v.o.

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  6. Bic Laranja15/8/11 13:16

    :) Cumpts.

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