« De resto, a varanda em que este poema [Gaiola?] ocorre no romance era a do quarto dele, na esquina da Rua José Falcão para a Rua António Pedro, e o prédio da frente-diagonal, tal como é descrito, creio que ainda lá está, como infelizmente a varanda [de Jorge de Sena] não está, nem a casa, levadas no progresso citadino em nome do qual se têm cometido verdadeiros crimes de estética arquitectural.»
D.ª Mécia de Sena, 1983-84, na introdução dos «Sinais de Fogo».
Não estou bem certo se o poema é a Gaiola de Vidro, a dado passo dos Sinais de Fogo. Ele assim parece. Mas nesse passo não há varanda; o autor/personagem, no romance, deambulava por Pedrouços...
Todavia é a casa que me interessa; Rua António Pedro, 68, Lisboa; há hoje ali uma loja de móveis. Da antiga casa, em que morou Jorge de Sena, não achara eu fotografia até há dias. E a que surgiu então (única até agora) nem dá bem a ideia... A casa aqui vê-se em construção («meia desconjuntada» nas palavras dum leitor) e tomada das terras de trás. Cá fica a nota.

Prédio da Rua António Pedro, 68 em construção, Arroios, 1908.
António de Novais, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.
Sem comentários:
Enviar um comentário