Sardinhada. Sardinha miúda, que é o que se apanha este ano. Boa pinga. melhor prática (4ª acepção).
O avô Manuel, fiquei a saber, aprendeu por si a ler. Tomou-lhe gosto e diz que lia romances à família, ao serão: «Amor de Perdição», «As Pupillas do Snr. Reitor»... — «A Vida de Cristo» — corta a ti Tónia, sempre a mais devota... — Diz que quando interrompia a leitura, que era costume dizer: — "Agora vamos dormir porque amanhã é dia de trabalho." — E diz que no dia seguinte a avó Rosa se punha a contar as histórias às vizinhas.
Algarve, 9/VII/11
No fim de um dia de trabalho longo e cansativo, sabe bem ler coisas assim, tão simples mas tão bonitas! Senti-me reconfortada com esta história. ;)
ResponderEliminarMuito obrigado! É o melhor comentário que poderia receber.
ResponderEliminarCumpts.
Não tem que agradecer, caro Bic.
ResponderEliminarSou 200% apologista do elogio claro às coisas que nos agradam. Isso faz bem a quem lê/ouve, mas também atrai energia positiva para quem escreve/diz.
Saudações!
:) Cumpts.
ResponderEliminarGosto muito de consultar o s/blog que descobri através do "Ruas de Lisboa com Alguma História".
ResponderEliminarEste post comoveu-me também o meu pai que teria agora 99 anos fazia os serões lá em casa (em Lisboa) a ler e contar Histórias algumas passadas na nossa aldeia (a que ilustra o post)
Obrigado pelo seu apreço.
ResponderEliminarCumpts. :)
Bons velhos tempos da minha infância passados aqui na Azinhaga e no Pombalinho - em casa dos meus padrinhos. recordo ir caçar codornizes logo quando se passava o Almonda , creio que neste local, pois tem ainda hoje umas escadas que dão acesso directo á margem do rio. Morava nessa rua. Uma casa comprida que tinha junto, na esquina, um engenho de tirar água.
ResponderEliminarCuido que as escadas são mais adiante. Este é o largo do lavadouro, mais ou menos por trás da praça.
ResponderEliminarCumpts.