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sexta-feira, 30 de março de 2012

Chiado elegante

 

A estátua do Chiado bebe destes

image001.jpg

Ou é a do Pessoa?


 




(Fotografia de Fernando Jorge, in Lisboa S.O.S..)

Da lógica assaz elementar

 Vender por 40 milhões um bem que custou 5000 6600 milhões a solver é obra. Não sei que contas são estas nem que brilhante economista havemos por primeiro ministro.
 E ainda foi preciso irem pedir autorização em Bruxelas...


Detalhe no Pavilhão de Portugal, Exposição Universal de Bruxelas, 1958.
Autor do projecto: arq.º Pedro Cid. Fotógrafo: Horácio Novais. In Biblioteca de Arte da F.C.G..

quarta-feira, 28 de março de 2012

terça-feira, 27 de março de 2012

Lambreta

 Lambretas era como na gíria da Carris eram conhecidos os autocarros dum só piso, dos anos 40, modificados com estas carroçarias de dois pisos nos anos 60. Um trabalhinho sobre os velhinhos AEC Mk. III feito por inteiro nas oficinas da Carris com melhoria de vulto (ainda assim insuficiente) na oferta de lugares de transporte colectivo aos lisboetas nos anos 60. Este FE-14-61, aqui renumerado em 478 (v. lista), teve de início o n.º de frota 101; chegou cá em Dezembro de 1948.
 Acerca da carreira 28 veja o benévolo leitor a página da Carris de Cruz-Filipe.
 Sobre o notório desalinho da cidade (e dos autocarros) nesta época (1980) confira por contraponto uma fotografia do mesmo local (de ângulo diferente) que publiquei aqui há dias.

Chassis 194...: Carroçaria 196..., Cais do Sodré (Wood's Library, no Flickr)
Plataforma (chassis) dos anos 1940; carroçaria de 196..., Cais do Sodré, 1980.
Wood's Library , n.º 1441, 3 de Outubro de 1980.

Comunhões solenes, Ld.ª

 Hoje ouvi missa. Dantes a missa era em latim, ao depois passou a ser em linguagem. Nestas de agora o missal reza colaboradores, clientes, perfórmances, áitemes, auteputes, empatias, proativos (sic), top-dow/bottom-up...
 Bottom-up?
 Ámen!


A.N.T.T., «O Século», Joshua Benoliel, lote 12, cx. 02, negativo 06.

C.P. 086

 No tempo em que as siglas levavam pontos.





Locomotiva tirada do A.N.T.T., «O Século», J. Benoliel, ...

segunda-feira, 26 de março de 2012

Do fim das linhas


 image006.gif(In «Público, 26/III/12.)



 Os drogados também acabaram. O que há são «aditivados»...

Petite vitesse Linha de baixa prestação



Estação do Estádio Nacional, Jamor, [s.d.].
Estúdio de Mário Novais: 1933-1983, in Biblioteca de Arte da F.C.G..

domingo, 25 de março de 2012

Hora de Verão

Por acaso um que tinha ali guardado já estava na hora de Verão. Não foi preciso acertar.


(Imagem da Esquire.)

Mudou a hora?!

Alfama, Lisboa (A. Pastor, s.d..)

 Esta [arrelia] cuido devê-la também ao Malacaka (mais uma). Com a porcaria do português cheio de erros deixei de sintonizar os canais de notícias — aqueles que dantes me soavam em fundo e davam a hora sempre ao cantinho. Passa mais tempo a televisão apagada do que acesa e só a senhora, se a acende, é quem na sintoniza por norma nos AXN e nos Foxes desta vida... De modo que me não soou cá nos pavilhões auditivos a mudança de hora. Soube por causa do iPad.
— Agora temos de acertar os relógios — diz-me aqui a senhora.




Fotografia: Artur Pastor, «Alfama de Lisboa», [s.d.]. Arquivo Fotográfico da C.M.L.

sábado, 24 de março de 2012

Estação do Cais do Sodré

Estação do Cais do Sodré, Lisboa (M.Novais, s.d.)
Estação do Cais do Sodré, Lisboa, [s.d.].
Estúdio de Mário de Novais, in Biblioteca de Arte da F.C.G..

Pedrouços

 No final fim dos anos 30 a linha de Cascais foi desviada donde passa a Av. da Índia (avenida marginal) para a posição em que agora a tendes. Precisamente para abrir a dita avenida marginal. Esta ficou sensivelmente à cota que foi a da plataforma da gare da antiga estação de Pedrouços, cuja casa é a primeira que se vê à direita, meia encoberta pelas árvores, adiante donde caminham os peões. Ainda hoje lá a podeis ver, fechada e sem serventia que lhe eu conheça.
 Temos, pois, que a velha linha de Cascais antes de ser desviada ia numa cota de cerca de 1 m abaixo daquela em que se fez a actual Av. da Índia. A segunda casa à direita, mais ao longe, denuncia-o; vede as janelas.
 Onde vai a nova linha do comboio que ali vedes agora era o areal da praia que se estendia mais ou menos Tejo adentro conforme as marés, mas nunca deixando a seco, creio, até lá tão longe como vai a moderna margem que adveio do aterro que aqui vedes fazer-se. O aterro veio a dar ao depois na doca e na lota da Docapesca. Hoje parece que se tornou numa beleza do ex-Champallimaud que desenvolve e potencia os objectivos de excelência, que soa bem melhor.
 Do justo lugar (um exactamente aqui, no dizer do prof. Hermano Saraiva) onde tendes esta via férrea, caminho de Algés, há fotografias antigas com banheiros, damas e crianças. A praia de Pedroiços, a uma légua da cidade: «a mansão official da villagiatura burocratica de Lisboa.», no dizer de Ramalho.

Linha de Cascais, Pedrouços (M. Novais, s.d.)
Pedrouços, Lisboa, [s.d.].
Estúdio de Mário de Novais, in Biblioteca de Arte da F.C.G..

Estação do Estádio

Estação do Estádio Nacional (M. Novais, [s.d.])
Estação do Estádio, Jamor, [s.d.].
Estúdio de Mário de Novais, in Biblioteca de Arte da F.C.G..

sexta-feira, 23 de março de 2012

Da escrita como se diz

 Apregoam por aí aos sete ventos os da «vanguarda» ortográfica que é preciso de «evoluir». Que escrever à brasileira é que é. — Muitos nem sonham que a nova escrita é à brasileira... porque do português também nada sabem. — Sem embargo cuidam esses «vanguardistas» já saber tudo, por si e pelos outros, sem curar de saber coisa nenhuma senão de impô-lo aos «velhos do Restelo» (e sabe-se lá onde descobriram este rótulo). Afinal se vão na vanguarda, que precisam mais de saber? Basta irem. Por isso são eles que ditam democraticamente a mudança, esse imperativo categórico sem o qual não se pode ser. Se lhes zurram que o «p» de óptimo é inimigo do bom, então ah! mas sim, pois claro! — Que é lá isso dum «p» que se escreve não parecendo que se oiça?! Coisa de antes. E dantes era tudo tão pouco evoluído!
 — Olha! Como no tempo daquele da batalha de Aljubarrota, o Condestável, que mesmo fidalgo importante, nisto das letras nem para a 4.ª classe dava. Não querem lá ver como ele escrevia mal numa carta a sua neta D.ª Isabel. Era no modo como falava...


O Panorama, N.º 1, 1837

 A Senhora D. Zavel minha netinha faga Deos santa. — Ninguna reson tenedes pera renhir-me, porque hei grão prazer de letras bossas leer. Os dias atraz ubi [i.e. houve = recebi] huma bossa, que me foy tragida por bentura, e se non bos foy respondida, non foy menga [falta, ou melhor, míngua] de bontade, mas de mui pouca saude que para ello tube. Escrever a Fernando mais avondo [mais vezes] bos non faga tenerdevos em o logo [terdes em conta] de que más a el do que a bos hei d'afeiçom &c.



 O Panorama: Jornal Litterario e Instructivo, N.º 1, 6 de Maio de 1837.




Notas: 1) o castelhano que se acha escrito (faga, ninguna, tenedes, más) deve-se talvez a que a destinatária da carta era a rainha de [tenha nascido e vivido em] Castela; 2) os vv pelos bb, tragida por trazida, menga por míngua, são marcas de pronúncia; 3) ubi por houve e tube por tive, podem ser uma ou outra das anteriores (ou as duas à uma).

(Traslado às 8h10 da noute.)

quinta-feira, 22 de março de 2012

Entre-campos



(A.N.T.T., «O Século», Joshua Benoliel, lote 0, cx. G, neg. 262.)

quarta-feira, 21 de março de 2012

Trincando o lince







  Já posso ler toda a porcaria que quiser nas páginas da Internete sem vomitar. O Firefox tem um extrazinho que substitui o estropiado português dos mutilados cerebrais.


 Instalei o Firefox; instalei o extra (https://addons.mozilla.org/pt-pt/firefox/addon/foxreplace/) e carreguei-o com ficheirozinho de correcção (*) de português copiando uma remissão (http://dl.dropbox.com/u/4967399/FoxReplace.xml) para o campo «Update from URL» na janela que se abriu; depois marquei os [dois primerios dos] três piscos que havia para marcar (o do campo onde lancei a URL e [o primeiro d]os dois de «substituir... substituir...» - ATENÇÃO! Não marcar o terceiro pisco).
 Basta seguir o menu do «Ferramentas» do Firefox como vê na imagem para proceder como indicado e fazer isto que disse. Atenção que não passa dum paliativo. Fundamental é varrer do mapa a estúpida cacografia do governo. Para isso só assinando a I.L.C. contra o Acordo Ortográfico.

image005.jpg




(*) O ficheiro de correcção é facultado, ao que julgo, pelo confrade João Ricardo Rosa, da I.L.C. [ver no Facebook]

Mó, E.N. 224 - (Luísa Gonçalves, 2011)
Cliché de Luísa Gonçalves.

terça-feira, 20 de março de 2012

segunda-feira, 19 de março de 2012

De meter água



  À procura do sítio exacto desta bomba na Azinhaga e dei com um troço da velha estrada da estação de Mato Miranda crismado Rua Pilar del Rio. O Guglo dos mapas dirigiu a pesquisa por «Azinhaga Golegã» directamete para lá, para a rua da Pilar; cuido dar-se o caso de ser o novo centro da aldeia mais ribatejana de Portugal. Meio desviado da igreja matriz de N. Senhora da Conceição, mas enfim, muito mais de acordo com os tempos!... — Até a Rua do Saramago é mais pequenina. Não tardará a haver ali um novo templo à N. Senhora del Pilar. Com a fachada toda em pontas de diamante, como casa dos bicos....
 Arrancaram faz tempo à Azinhaga uma secular oliveira galega e pela perda, percebo agora, brindaram-na com a rua duma presidenta espanhola de alto coturno. Com o caudaloso Rio desta Pilar, bem pode o Almonda transvazar-se (uma prática assaz espanhola) para cá, para Lisboa, a ver se irriga a oliveira do Campo das Cebolas que diz ter secado com o polvilho de Saramago que lhe puseram. Os campos da Golegã, esses, pelo notável enxurro que lhe alaga a toponímia, já vejo que devem de vir alagados até Almeirim. Pode ser que melhore o melão...

Inscripção

Inscripção, Azinhaga do Ribatejo, 2011
Capella de S. Ioseph, Azinhaga do Ribatejo (Golegã).
(c) 2011

Clave de sol

IMG_4364.jpg


(c) 2012

domingo, 18 de março de 2012

Afixação proïbida

Afixação proïbida, Ponte da Barca - (c) 2011

N.º 4353

Postal em 31 de Dezembro.

Vilamoura. Aspecto da marina. (c) 2011

N.º 4414

Joaninha avoa, avoa
Que o teu pai está em...

Joaninha - (c) 2012

Lisboa
(c) 2012

N.º 4425

Estes dois têm vindo a fazer nas minhas sacadas o mesmo que fazem no lampião da rua. E não me refiro só ao namoro.

N.º 4425, Lisboa - (c) 2012
Lisboa, Primavera de 2012.

quinta-feira, 15 de março de 2012

G.P. de Portugal, 1959

 Ainda não tive tempo de ver e ouvir com atenção mas ponho já o filmezinho a dar.
 A introdução apresenta Lisboa com o Rossio e o elevador do Lavra.  Há partes do circuito reconhecíveis à primeira: a entrada da auto-estrada em Caselas; a descida da Estrada de Queluz até ela (tomada do alto aos 3m 15 com ampla vista para os lados de Alfragide); a estrada do penedo... A recta da meta era no alto da Ajuda. 
 Em 1959 ganhou Stirling Moss num Cooper Climax. A enciclopédia livre tem um rico mapa interactivo do circuito.



Ignomínia ®

 O chefe índio de Santa Comba lembrou-se agora de vender a vinhaça da tribo ao turista, às cavalitas da memória do dr. Salazar. Grosseria de tratante interesseiro e piegas. — Seja ele corajoso! Reerga ao dr. Salazar a estátua que lá havia na terra. É mais nobre e calhando logo verá mais turistas do que espera.


 


Ignomínia, Santa Combaa Dão, 1975


Momento de ignomínia, Santa Comba Dão, 1975.
(Imagem d’ «A Voz Portalegrense».)

quarta-feira, 14 de março de 2012

Cálix de aguardente

Fernando Pessoa, Abel Pereira da Fonseca (Poço do Bispo), s.d.( in «Restos de Colecção», 25/10/2011)
« Era comum Fernando Pessoa, enquanto se encontrava a trabalhar, levantar-se, pegar no chapéu, ajeitar os óculos e ir até ao “Abel”. Esta simples acção de Pessoa, que se tornou um hábito, intrigou um colega de trabalho do poeta, Luiz Pedro Moitinho de Almeida (segundo Fernando Pessoa - empregado de escritório, do João Rui de Sousa). Esse mesmo colega apercebeu-se, algum tempo depois, que as idas ao “Abel” eram, nada mais, nada menos, que uma ida ao depósito mais próximo da casa Abel Pereira da Fonseca para tomar um cálice de aguardente.»


In Companhia Agrícola do Sanguinhal,  apud Restos de Colecção (25/10/2011).

terça-feira, 13 de março de 2012

Abel Pereira da Fonseca, Lda.

Antes dos aterros na doca do Poço do Bispo...
 


Abel Pereira da Fonseca, Lda., Lisboa (Horácio de Novais, s.d.)
Abel Pereira da Fonseca, L.da, Poço do Bispo, 193...
Fotografia: Estúdio de Horácio de Novais, [s.d.], in Biblioteca de Arte da F.C.G..

segunda-feira, 12 de março de 2012

Ponte Salazar

O paquete não sei dizer...
 


Ponte Salazar, Lisboa (Horácio de Novais, s.d.)

Fotografia: Estúdio de Horácio de Novais, [s.d.], in Biblioteca de Arte da F.C.G..

Olha que atenciosos!

Uma atençãozinha...




 Diz que apesar de ter decretado a cobrança de portagens na antiga Ponte Salazar o governo teve de pagar as indemnizações compensatórias à Lusoponte. E diz mais: não podia o governo eximir-se de ter de pagar porque essa paga estava, preto no branco, no contrato de concessão de exploração da ponte.
 Ora então, não estava no contrato que a indemnização compensatória era devida justamente por estar impedida a Lusoponte de cobrar portagens nos agostos?!... E se estava assim no contrato, como parecerá óbvio, não ficaria assim por maioria de razão anulada toda a obrigação de pagar qualquer indemnização compensatória logo que a cobrança das portagens, depois de decretada, se desse?
 Ou o contrato omitia displicentemente a razão da indemnização embora fosse claro — claríssimo, segundo consta — sobre a obrigação (neste caso infundada) do Estado  em pagá-la?!...


 Tudo isto cheira a esturro. E agora os termos desta notícia: Lusoponte aceita devolver o dinheiro.  
 Ai aceita?! — Que atenciosa é pelo favorzinho de não mamar a dobrar.

domingo, 11 de março de 2012

Acordo$ ortográfico$

 Um cabeçudo da Porto Editora (uma que publicou ao Casteleiro um vocabulário da língua portuguesa que este, com fundos públicos de vulto, nunca levou a cabo na Academia das Sciencias) desaguou ontem no «Público» a queixar-se de Portugal estar a meio duma «ponte» entre Angola e o Brasil.
 Não está.
 A «ponte» é metáfora de engenharia domingueira com cálculos da treta.
 Este ganancioso viu-se agora aí na margem com um corso de dicionários que não consegue vender ao Brasil e insinua-se, descarado, pela diplomacia portuguesa (e brasileira) para impingir o seu carnaval a Angola e Moçambique?!
 O gajo está de tanga. Ele que se jogue ao rio com os dicionários ao pescoço. A ponte é uma miragem.


Ganância, ganância, ganância...




Adenda: 
  O artigozinho do tratante tem nove parágrafos. Tirando dois introdutórios (mas que desperdício!), o vocabulário de merceeiro do idioma (assinalado em azul) espraia-se desenvolto nos restantes sete. Rica gramática...

sábado, 10 de março de 2012

A mixórdia ortográfica da I.ª República

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A que a II.ª República pôs cobro e a III.ª República exibe novamente, impante de orgulho.
(«Ilustração Portugueza», II série, n.º 623, 28 de Janeiro de 1918.)

Sanatório Vasconcelos Porto

Sanatório Vasconcelos Porto, São Brás de Alportel

 O confrade Manuel do H Gasolim Ultramarino primeiro sugeriu a hipótese — Sanatório Vasconcelos Porto em São Brás de Alportel —; ao depois deixou de ter dúvidas e eu também. Devo-lhe este deslinde.
 Não conheço o lugar do sanatório (Almargens, São Brás de Alportel), mas das imagens, descontando a galeria em ferro que é a varanda, olhe-se a fachada: uma ala corrida e um corpo lateral com frontão; contem-se as portas e as janelas... — É, não é?...
 Não convencido?
 Note o benévolo leitor a assimetria entre a 2.ª, 3.ª e 4.ª portas (1.º andar) a contar da esquerda; há só uma janela de intervalo entre elas; nas restantes, há duas. Comparando, as imagens batem certas.
 O sanatório de Carlos Vasconcelos Porto foi inaugurado em 1918 para tratamento dos tuberculosos dos caminhos de ferro do Estado. Diz que o projecto, porém, é de 1928 (!), do arquitecto Carlos Chambers Ramos, afamado autor do Pavilhão de Rádio do Instituto da Palhavã (cf. S.I.P.A., Sanatório de S. Brás de Alportel). A construção segundo este projecto foi em 1931, com alterações em 1954. Não sei bem o que existiu entre 18 e 28. Talvez o mesmo casarão sem Le Corbusier nem teorias da «arquitectura do racionalismo internacional»...
 Na fotografia sem legenda o casarão não tinha a varanda. No Guia de Portugal (vol. II, 1.ª ed., 1927, pp. 242), Raul Proença descreve-no-lo com instalações medíocres (tem apenas alojamento para 22 doentes), mas excepcionais as condições de abrigo em que se encontra, oscilando sempre a temperatura interna no sanatório entre 15º e 25º. Da varanda [sublinhado meu] belas vistas sobre Farrobo e Alportel. - Na enciclopédia livre tem o benévolo leitor um verbete razoável com a cronologia do sanatório.
 De Raul Proença tiro que em 1927 havia uma varanda. A imagem do motociclista não na mostra. Faria sentido aquele casarão sem varanda? — Calhando, não. Calhando, a fotografia é do casarão inacabado. Se ele vem de 1918 temos uma data; se só vem do projecto do arq.º Carlos Ramos, temos um intervalo (1928-31). Não sei que diga.
 Com isto, pois, temos a geografia certa e uma profusão de datas para uma fotografia sem legenda perdida na Torre do Tombo. Perguntava-me o confrade Manuel se se podia situar o ponto donde ela foi tirada. Sim, não há-de ser difícil. Mais trabalhoso será, porém, saber quem era o motociclista; – só talvez folheando «O Século» de 1918 a... 1931? Por isso a fotografia de há dias ainda vai sem legenda.



Sanatório Vasconcelos Porto, São Brás de Alportel



(Os postais aqui são do Profe 2000.)

segunda-feira, 5 de março de 2012

Poucas melhoras...

Ilustração, n.º 3, Fevereiro de 1926
(Ilustração, 1.º Ano, n.º 3, 1 de Fevereiro de 1926, p. 14.)

domingo, 4 de março de 2012

Kodak

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«Painel publicitário», Rua Augusta, 1942.

Autor do painel: José Rocha. Fotógrafo: Mário Novais (1899-1967).

(In Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian.)

sábado, 3 de março de 2012

Fotografia sem legenda

Será uma chaminé algarvia naquelas casinhas mai' modestas? Será o Algarve? Onde?...


 


Fotografia sem legenda, [Algarve?] (A.N.T.T., «Oséculo». J. Benoliel, cx. F, L. 3, neg. 13)

(A.N.T.T., «O Século», Joshua Benoliel, cx. F, lote 03, neg. 13.)

O papel das humanas e das humanas na economia monocromática da puericultura

fotografia.JPG

«Polyclinica Geral», Theatro Nacional de D. Maria II, c. 1900. (A.N.T.T., «O Século», Joshua Benoliel, ...)

O papel dos humanos e das humanas na economia colorida actual

 A Edite (*) Estrela a presidir à audição pública sobre «o papel das mulheres na economia verde», promovida pela Comissão FEMM no PE.





Existe uma economia verde? Com promoção de igualdade de género e tudo?!...

Imagem do Livro das Fuças da Edite (*).




(*) Imperativo do verbo editar desde que se simplificou a grafia de Edith por imperativos de analfabetismo.

(A ver no que isto dá...)

C.G.D. - Reclamação
Prezada Sr.ª Rita Almeida,



 Recebi V/ carta de 9/2 (ref.ª 01912002578) com desagrado e estupefacção. Reclamei do V/ uso da 'nova ortografia' e responde-me nela, que é descarada ofensa. Não lhe rebato o arrazoado jurídico-legislativo invocado por ser perda de tempo. Remeto-a sumariamente para o artigo dos prof. José de Faria Costa e Francisco Ferreira de Almeida que argúem q.b., fundados nos termos dos art.ºs 10.º e 24.º da Conv. de Viena, da nulidade do tratado do A. O. pelo óbvio malogro dos seus termos provocado, justamente, pelo II.º Protocolo Modificativo. Face a isto, o foguetório legislativo em que se estriba a C.G.D. para me ofender é de todo em todo nulo.
 Doravante a V/ correspondência será recusada.


Cumpts.
[Cliente bem identificado]


 




 

quinta-feira, 1 de março de 2012

Azenhas do Mar

image.png

Azenhas do Mar, 1955. Arquivo da Ordem dos Arquitectos, PT-OA-IARP-LSB-SNT00-009.