A que a II.ª República pôs cobro e a III.ª República exibe novamente, impante de orgulho. («Ilustração Portugueza», II série, n.º 623, 28 de Janeiro de 1918.)
Saberá que este era, então, o cenário habitual, numa situação em que a aplicação da Reforma de 1911 não era obrigatória fora da administração e do ensino. O problema não estava na Reforma, nem no empenho dos cidadãos (ou falta dele), mas na indefinição legal do todo. Vendo a coisa pela moral: a I República foi, aqui, razoavelmente permissiva.
Sei. A I.ª República foi inconsequente. Pela reforma, precisamente, intempestiva e dessincronizada, de romper com marcas que criam ser do tempo da Monarquia a todo o transe e de esquecer-se estupidamente do Brasil. A reforma foi duma cegeira política criminosa. Foi o abrir da caixa de Pandora em que nos havemos novamente agora. O problema, prezado Venâncio, esteve e está (tornou a estar) todinho na reforma. O exemplo em apreço espelha em pleno a barafunda desnecessária que foi criada para vanglória de sabujos, como agora se tornou a criar. A tradição orthographica segundo os melhores auctores tinha mais consistência do que estes repelões. Cumpts.
Mas, meu caro Bic, uma era a ORTHOGRAPHIA dos Braganças, outra a ORTOGRAFIA (assim grafava João de Barros) dos Avis. Os "melhores auctores" de Oitocentos apenas já perpetuavam uma geringonça gálica, jacobina. Parece-lhe isso recomendável?
A geringonça dos Braganças era latina. E era como lhe digo. Tinha mais consistência do que esta barbaresca caranguejola agora que nem romanço afonsino sabe ser. Cumpts. (João de Barros grafava Avis ou Aviz?) :)
Nao sabia. E todavia Ordem e Mestrado de «Christo», Nossa Senhora da «Assumpçam», que são «bõ pronostico» de não irmos mais longe do que estamos já, com João de Barros. E já agora: Barros diria pru- ou prònóstico? Cumpts.
Na época, já se dera a elevação (fechamento) do O pré-tónico. Acontecia grafar-se (espontaneamente, digamos) «purtuguesa», «purtugueses». Os casos são às dezenas. Mas eu não ousaria extrapolar para um cultismo.
Caro Bic:
ResponderEliminarMagnífico exemplo no que respeita à I República…
Mandei-lhe há dias o contraponto da III!
Cumpts
Caro Bic:
ResponderEliminarSaberá que este era, então, o cenário habitual, numa situação em que a aplicação da Reforma de 1911 não era obrigatória fora da administração e do ensino. O problema não estava na Reforma, nem no empenho dos cidadãos (ou falta dele), mas na indefinição legal do todo. Vendo a coisa pela moral: a I República foi, aqui, razoavelmente permissiva.
Sei. A I.ª República foi inconsequente. Pela reforma, precisamente, intempestiva e dessincronizada, de romper com marcas que criam ser do tempo da Monarquia a todo o transe e de esquecer-se estupidamente do Brasil. A reforma foi duma cegeira política criminosa. Foi o abrir da caixa de Pandora em que nos havemos novamente agora. O problema, prezado Venâncio, esteve e está (tornou a estar) todinho na reforma. O exemplo em apreço espelha em pleno a barafunda desnecessária que foi criada para vanglória de sabujos, como agora se tornou a criar. A tradição orthographica segundo os melhores auctores tinha mais consistência do que estes repelões.
ResponderEliminarCumpts.
Mas, meu caro Bic, uma era a ORTHOGRAPHIA dos Braganças, outra a ORTOGRAFIA (assim grafava João de Barros) dos Avis. Os "melhores auctores" de Oitocentos apenas já perpetuavam uma geringonça gálica, jacobina. Parece-lhe isso recomendável?
ResponderEliminarA geringonça dos Braganças era latina. E era como lhe digo. Tinha mais consistência do que esta barbaresca caranguejola agora que nem romanço afonsino sabe ser.
ResponderEliminarCumpts.
(João de Barros grafava Avis ou Aviz?)
:)
Bem vi. Chove disso a cântaros, agora. Só chuva chuva é que não chove, que sempre havia de lavar...
ResponderEliminarCumpts.
Na Década Primeira (1552): «os comendadores da Ordem de Avis». Na Década Segunda (1553): «um fidalgo morado em Avis». Mas isto já Você sabia.
ResponderEliminar[morador, digo]
ResponderEliminarNao sabia. E todavia Ordem e Mestrado de «Christo», Nossa Senhora da «Assumpçam», que são «bõ pronostico» de não irmos mais longe do que estamos já, com João de Barros.
ResponderEliminarE já agora: Barros diria pru- ou prònóstico?
Cumpts.
Na época, já se dera a elevação (fechamento) do O pré-tónico. Acontecia grafar-se (espontaneamente, digamos) «purtuguesa», «purtugueses». Os casos são às dezenas. Mas eu não ousaria extrapolar para um cultismo.
ResponderEliminarE a foto do motor fora de borda, de pernas para o ar???
ResponderEliminar«Adaptável [de qualquer maneira] a qualquer barco».
ResponderEliminarCumpts. :)
Bem visto, caro Joe... esse não acertam uma, nem na forma nem no conteúdo.
ResponderEliminarCumpts