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sábado, 10 de março de 2012

A mixórdia ortográfica da I.ª República

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A que a II.ª República pôs cobro e a III.ª República exibe novamente, impante de orgulho.
(«Ilustração Portugueza», II série, n.º 623, 28 de Janeiro de 1918.)

13 comentários:

  1. Inspector Jaap10/3/12 18:19

    Caro Bic:

    Magnífico exemplo no que respeita à I República…
    Mandei-lhe há dias o contraponto da III!
    Cumpts

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  2. Venâncio10/3/12 20:22

    Caro Bic:

    Saberá que este era, então, o cenário habitual, numa situação em que a aplicação da Reforma de 1911 não era obrigatória fora da administração e do ensino. O problema não estava na Reforma, nem no empenho dos cidadãos (ou falta dele), mas na indefinição legal do todo. Vendo a coisa pela moral: a I República foi, aqui, razoavelmente permissiva.

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  3. Sei. A I.ª República foi inconsequente. Pela reforma, precisamente, intempestiva e dessincronizada, de romper com marcas que criam ser do tempo da Monarquia a todo o transe e de esquecer-se estupidamente do Brasil. A reforma foi duma cegeira política criminosa. Foi o abrir da caixa de Pandora em que nos havemos novamente agora. O problema, prezado Venâncio, esteve e está (tornou a estar) todinho na reforma. O exemplo em apreço espelha em pleno a barafunda desnecessária que foi criada para vanglória de sabujos, como agora se tornou a criar. A tradição orthographica segundo os melhores auctores tinha mais consistência do que estes repelões.
    Cumpts.

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  4. Venâncio10/3/12 21:09

    Mas, meu caro Bic, uma era a ORTHOGRAPHIA dos Braganças, outra a ORTOGRAFIA (assim grafava João de Barros) dos Avis. Os "melhores auctores" de Oitocentos apenas já perpetuavam uma geringonça gálica, jacobina. Parece-lhe isso recomendável?

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  5. A geringonça dos Braganças era latina. E era como lhe digo. Tinha mais consistência do que esta barbaresca caranguejola agora que nem romanço afonsino sabe ser.
    Cumpts.
    (João de Barros grafava Avis ou Aviz?)
    :)

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  6. Bem vi. Chove disso a cântaros, agora. Só chuva chuva é que não chove, que sempre havia de lavar...
    Cumpts.

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  7. Venâncio10/3/12 21:35

    Na Década Primeira (1552): «os comendadores da Ordem de Avis». Na Década Segunda (1553): «um fidalgo morado em Avis». Mas isto já Você sabia.

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  8. Venâncio10/3/12 21:36

    [morador, digo]

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  9. Nao sabia. E todavia Ordem e Mestrado de «Christo», Nossa Senhora da «Assumpçam», que são «bõ pronostico» de não irmos mais longe do que estamos já, com João de Barros.
    E já agora: Barros diria pru- ou prònóstico?
    Cumpts.

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  10. Venâncio10/3/12 22:36

    Na época, já se dera a elevação (fechamento) do O pré-tónico. Acontecia grafar-se (espontaneamente, digamos) «purtuguesa», «purtugueses». Os casos são às dezenas. Mas eu não ousaria extrapolar para um cultismo.

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  11. Joe Bernard11/3/12 12:21

    E a foto do motor fora de borda, de pernas para o ar???

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  12. «Adaptável [de qualquer maneira] a qualquer barco».
    Cumpts. :)

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  13. Inspector Jaap12/3/12 18:25

    Bem visto, caro Joe... esse não acertam uma, nem na forma nem no conteúdo.
    Cumpts

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