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sexta-feira, 30 de março de 2012

Chiado elegante

 

20 comentários:

  1. Lindo! Obrigada por partilhar.

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  2. marcos pinho de escobar31/3/12 01:44

    Espectacular! A comparação com a fauna que hoje por ali se passeia chega a ser cobardia...
    Um achado! Obrigado!

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  3. Uma beleza! Vi uma vez e vou rever mais uma data delas. Quero observar tudo em pormenor. Adorei ver as senhoras bem vestidas e todas de chapéu; os cavalheiros, idem, aspas; as crianças todas de chapalinho ou gorro; os rapazes, de boné; muitos dos cavalheiros com polainas (que requinte!) e o resto da vestimenta a condizer. Os passeios PRIMOROSAMENTE desenhados, calcetados... e LIMPOS.

    Enfim, tudo isto é sinónimo de bom gosto e suficiente nível de educação social e cívica para, ricos e menos ricos, se vestirem com o rigor e a elegância requeridos ao passearem-se pelas ruas e avenidas (porventura com maior elegância do que noutras capitais europeias, à excepção talvez de Paris) ou dedicados aos seus afazeres profissionais.
    Por outras palavras, estes instantâneos são demonstrativos da elegância ou, se se quiser, da postura impecável de quem neles aparece. Fosse classe alta, média ou baixa. Mas o que é realmente surpreendente é pressentirmos nos rostos dos fotografados um bem-estar e paz exteriores, que mais não fazem do que traduzir a alegria de viver e felicidade interiores. (Paz e alegria que perdurou, é claro, até ao início, alguns anos depois, de nova catásfrofe mundial).
    O exacto oposto dos estados de alma com que os portugueses novos e velhos se debatem diàriamente desde há pelo menos vinte anos: medo, tristeza, depressão, mal-estar permanente, desemprego como jamais neste país, ódio aos político e à política, pouca ou nenhuma vontade de viver. E o resultado deste inferno em que vivemos, são os cancros que aumentam em flecha e os suicídios que acontecem cada vez em maior número e o que é gravíssimo, em todas as idades.

    Esta é a criminosa herança que nos foi legada após quase quarenta anos, com gáudio, pelos 'anti-faxistas'.
    Os quais, com a hipocrisia e falsidade que os caracteriza, ainda têm a desfaçatez de 'aconselharem' os portugueses a que:... "não se deve dizer mal de Portugal, nós somos patriotas"!!!... (Soares dixi). Não fora o estado depressivo em que os portugueses se encontram, que o que mais sentem é vontade de chorar ante o caos político, social e moral em que o país se encontra e as palavras vindas deste verme que se auto-intitula cìnicamente 'patriota' depois de ter destruído um País quase milenar e mandado assassinar milhões de portugueses crentes e bons, davam para nos partirmos a rir.
    Maria

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  4. antónio domingues31/3/12 11:55

    muito bom

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  5. Anónimo1/4/12 01:54

    "... ainda têm a desfaçatez de ACONSELHAR..." e não 'de aconselharem'.
    Maria

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  6. Não sabia que tinha um canal no youtube , está adicionado .

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  7. Bic Laranja1/4/12 16:45

    Obrigado sou eu!

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  8. Bic Laranja1/4/12 16:47

    É verdade. Quis mencioná-lo, mas omissão, por contraste ao que aqui se apresenta, torna-o muito mais flagrante. Tempos bem decadente, estes nossos.
    Cumpts.

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  9. Bic Laranja1/4/12 16:51

    Mérito e oportunidade do fotógrafo.
    Grato pelo apreço.

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  10. Portugal acabou. Fecharam-no. Não são dias fáceis os de hoje. Serve-nos realmente de refrigério este legado. Uma foto-reportagem com um propósito particular que não identifico mas que posso conjecturar que fosse também o de dar à posteridade o habitual do Chiado naqueles dias. Por certo o fotógrafo, se pensou realmente nisto, não havia de adivinhar que a cousa decaísse ao ponto em que a temos hoje. Como podia?! Cuido que seriam inconcebíveis a ruína e de abandono, as garatujas pelas paredes, a porcaria pelo chão, a fauna andrajosa ou os touristes sem requinte.
    Paciência. Sobra-me o exílio no passado. O Chiado também acabou.
    Desculpe-me o lamento. Cumpts.

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  11. Não me ocorreu que arrumar uns pedacitos de filme fosse um canal. Mas está bem. Grato à mesma pelo apreço!
    :)

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  12. Inspector Jaap1/4/12 20:58

    Obrigado Bic , por nos ter dado um retrato de um País verdadeiro... qualquer analogia com este sítio mal frequentado que dá pelo nome de Portugal (que tristeza!) é mera coincidência.
    Cumpts

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  13. Anónimo2/4/12 16:07

    Apesar de tudo ainda conservo uma réstea de esperança de que estes traidores sejam daqui corridos por indecente e má figura (assim se procedia com os patifões - que não os políticos - "de antes d'Abril", que comparados com estes, agora sim, políticos/bandidos de depois d'Abril, eram uns inofensivos guardadores de rebanhos). Lá diz o ditado: "não há mal que sempre dure...".

    Nesse dia, que se quer tão próximo quanto possível, se da minha parte tudo correr como espero e desejo, eu própria darei uma festa de arromba e todos os estimadíssimos autores dos Blogos que eu visito, sem excepção, estarão antecipadamente convidados.

    Agradecida pela sua resposta, mas permita-me que lhe diga que, apesar de eu achar que tem uma certa (muita) razão nesse pessimismo, há sempre esperança, mínima que seja, de que as coisas melhorem. Senão, o que seria de nós? E como se costuma dizer, a esperança é a última a morrer.
    Eu sou uma pessoa de muita Fé. E tenho a certeza que mais tarde ou mais cedo isso verificar-se-á.

    Como sabe, a História dos países passa por vários ciclos: os bons, os menos bons e os maus. Estamos num dos maus, como já nele havíamos estado e não poucas vezes, ao longo da nossa História. E com muito sangue, suor e lágrimas, conseguimos ultrapassá-los. A seguir virá o ciclo bom, terá que vir. A única coisa que há a fazer para quem tem Fé, é rezar a Deus para que tal aconteça o mais brevemente possível. E Deus que tudo sabe e tudo pode, virá em nosso auxílio. Não o duvidemos sequer por um segundo. Pessoal e familiarmente tenho tido variadíssimas provas disso.
    Maria

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  14. Bic Laranja2/4/12 23:12

    Como disse, mérito e oportunidade do fotógrafo.
    Grato pelo apreço, em todo o caso.

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  15. ASeverino3/4/12 11:36

    Maria, mas olhe que naquela mesma altura também existiam o medo(sobretudo este), a tristeza, a depressão, o mal-estar, o ódio aos políticos, enfim a miséria... e Chiado só havia um (cá na capital). Mas eu adoro ver estas fotografias porque também a mim me recordam os doces tempos já vividos, não na mesma época das fotografias (anos 30) mas trinta/quarenta anos mais tarde.

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  16. Boa tarde

    Parabens pelo seu blog que, em boa hora encontrei.
    if

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  17. Felizmente tudo isso passou. Especialmente a miséria.
    Cumpts.

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  18. Maria João Gouveia5/4/12 16:20

    Concordo em absoluto com o que aqui foi escrito. Mete dó observar as diferenças entre duas épocas, sendo que seria de pensar que a mais actual seria mais desenvolvida... Gostei imenso da montagem que fez.
    Maria João Gouveia

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  19. Só por si, o passar do tempo não é progresso para melhor, antes pelo contrário. Somente que, dos que contam a História, somos levados a pensar que sim.
    Muito obrigado.

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