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quinta-feira, 30 de junho de 2011

TNT, todos totós

 Em 82, de permeio com as voltas da Fórmula 1, o Verão ressoou em estéreo espacial, uma fabulosa novidade audiófila que se tirava do novo tijolo do Brooks. Esta África ouvia-se lá que era uma categoria. O grupo, eram uns Toto de quem nunca jamais eu ouvira falar em tempo algum e que me foram «apresentados» pelo Jorge Pêgo do «TNT, Todos No TOP». Ele, o Jorge Pêgo, não dizia Toto (Tótò); quem dizia éramos a gente; ele dizia Tâu-Tâu, e creio que o Jaime também, mas a gozar.
 Anos mais tarde ia eu e o Jaime... e dessa vez também ia o Zé — o Brooks é que já não ia —, certa noite cruzando Avenida de Roma de carro, quando o vimos, ao Jorge Pêgo, à porta do Centro [comercial] Roma. — «Olha ali o Jorge Pêgo do TNT!» — e dei em chegar-me ao passeio parando diante dele enquanto os meus camaradas vozeavam alegremente: — "Ó Jorge Pêgo, pá! Ó Jorge Pêgo! Tu 'tás bom? — e entoávamos o jingle pelas janelas do carro — «TNT, Tooodos no TOP!»
 A verdade é que nenhum de nós conhecia pessoalmente o Jorge Pêgo, mas nemssim nos admirámos de vê-lo aproximar-se do carro, à espreita, pelo meio da vozearia — «TNT, Tooodos no TOP» — Só quando ele abriu a porta fazendo sincera menção de entrar no carro é que deve ter-nos ocorrido: — «O que quer o gajo, pá?! Vai entrar no carro sem nos conhecer de lado nenhum?!» — Aí foi o Jorge Pêgo que se surpreendeu: — «Oh! Pensei que eram uns amigos meus… Estava aqui à espera…» — balbuciou.
 O Jaime ainda me parece que lhe lançou um - «Não há crise ó Jorge. Nós também somos amigos.» — mas o Jorge Pêgo já recuava, desenganado. Nós logo dali também seguimos, talvez para a Sul América, com esta historieta na algibeira.
 Os Toto (ou Tâu-Tâu, como preferirdes) aqui vo-los deixo como soaram em 2003, à laia de acompanhamento. Notai só mais o vocalista de preto (o com voz de falsete); imita bem o ar do imitador Fernando Pereira, não vos parece?!…
 (E cá para mim agora, o guitarrista até que parece o Brooks.)


Toto, Africa
(Amesterdão, 2003)

5 comentários:

  1. ... e ia também o tó cardoso que ainda soltou um: grande pegoo, pá! shampoo timotei e tal

    (éramos tão giros!)

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  2. É verdade! E foi com voz de 'shampoo' Timotei que o Pego balbuciou que se enganara.
    Abraço.

    (Éramos uns totós.)

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  3. Caríssimo,
    Gostei particularmente do "Brooks" e do "Estéreo Espacial" do meu tijolo "Philips"
    Quando puderes, relembra-me quem foi o artista (salvoerro um professor teu) que afirmou qualquer coisa deste género:
    "Na auto estrada entre Lisboa e Porto, o meu carro é uma hipótese"...
    Grande abraço.

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  4. Bic Laranja19/7/11 13:07

    Dulcínio de Vasconcelos, e era: "Na estrada de Serpa a Moura o meu carro é uma hipótese". Uma anedota para o subproduto intelectual.
    Cumpts.

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