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quinta-feira, 30 de julho de 2026

Última hora! Já está a dar o autocarro do Benfica

Autocarro do Benfica no regresso dos campeões europeus», Lisboa. A. n/ id., col. hipotetica do Sr. Júlio Domingues, 1961
Autocarro do Benfica no regresso dos campeões europeus, Lisboa, 1961.
A. n/ id., col. virtual do Sr. Júlio Domingues.

Transportes Aéreos Portugueses — A linha portuguesa ao serviço de Portugal

Transportes Aéreos Portugueses; sede da T.A.P. na Rua do Conde de Redondo, Lisboa (H. Novais,  1964-1971

Transportes Aéreos Portugueses; sede da T.A.P. na Rua do Conde de Redondo, Lisboa (H. Novais,  1964-1971
Transportes Aéreos Portugueses; sede da T.A.P. na Rua do Conde de Redondo, Lisboa, 1964-1971.
Horácio Novais, in bibliotheca d' Arte da F.C.G.

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Desenrascanço e improviso

680, Camião com atrelado (adaptado) — © 1971 LEGO
680, Camião com atrelado (adaptado) — © 1971 LEGO

sábado, 18 de julho de 2026

Guerra dos recém anos

 Admirável mundo! Estou a ver no Tubo da Internete o jogo de consolação do Mundial da bola entre essas duas nações da velha guerra dos cem anos: a Martinica contra a Jamaica. Agora estão no intervalinho de beber um sumo. A Jamaica está a ganhar por dois a zero. Talvez à Martinica ainda valha alguma Joana Dark…


Representação de Joana d'Arc
Clément de Fauquembergue, «Representação de Joana d'Arc na margem do registo do Parlamento de Paris» [negativo em microfilme], Registre du Parlement de Paris, 1429, Paris, in Arquivos Nacionais da França, AE II 447, X1a 1481, fol. 12r.

domingo, 5 de julho de 2026

Vamos à praia


Vamos à praia, Ericeira, 1936.
A. n/ id., in Colecção da Fundação Portimagem.

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Está um calor de derreter os untos

M.A.I., «Temos um barril de pólvora»; Luís Paixão Martins, especialista em «marketing político»</i>, NAU [é como se diz], <i>[Tele]Jornal à noite [i.é à tardinha]</i>, 2/VII/2026.
M.A.I., «Temos um barril de pólvora»; Luís Paixão Martins, especialista em «Marketing Político», NAU [é como se diz — ortografia fonética, portanto…], [Tele]Jornal à noite [i.é à tardinha; estamos no pino do Verão], 2/VII/2026.

 Quem não tem que dizer, fala do tempo.
 Hum!…
 Talvez não.
 Ou melhor, talvez sim!
 É o meu caso.
 Está um calor de derreter os untos. Ontem estiveram 40º em Lisboa. Quási como em Junho de 81. Lisboa chegou aos 43º. Dias antes andou pelos 40º-41º. Um dia ou dois depois «refrescou»; caiu para os 39º. 
 Naquele tempo, sim, era um calor de derreter os untos. 
 Hoje não.
 Não que os não derreta, mas um calor destes (ou unzinho só de 30º) é calor de dar pânico.
 Começa no I.P.M.A., um instituto que mandou a Meteorologia e a Geofísica ao mar. Ao mar e ao ar — à atmosfera. Dali desce às redacções da imprensa do secretariado da propaganda. E daqui sobe ao Ministério. No caso, ao do Interior. Ou da Administração Interna, talvez para ser inclusivo… com o litoral.
 E eis assim, pois, que temos o sr. ministro das Neves, do Interior, não a derreter com o calor (salvo seja, ou antes que nos valesse a Nossa Senhora das Neves!…), mas a decretar «um barril de pólvora» — a lançar o pânico, entenda-se — ministerialmente estribado no factor cagaço (e ao fresco, no ar condicionado do gabinete) por, com mais certeza de que por hipótese, virem a arder para aí uns bastos hectares de mato e floresta nos ermos do (cá está!) interior. (O litoral, se arder, será por (des)ventura, mas a bem da inclusão.)
 O factor cagaço, porém, não é o pânico atirado no tal «barril de pólvora» pela tubas da propaganda dos «fenómenos extremos» à plebe.
 Não.
 O bom povo entende bem o calor e o frio e Deus sabe que bem tem de lidar com ele.
 O factor cagaço é o sr. ministro das Neves, não a refrescar-nos, mas a sacudir-se dalguma chispa do conhecido efeito «Pedrógão», não vá arder ele com isso, o pobre de Deus.
 E assim, estamos em estado de alerta nacional desde a meia-noite passada porque… É Verão e está um daqueles calores de derreter os untos.
 Quási (mas não bem) como naquele Junho em 81.
 Não me lembro em 81 de nenhum barril de pólvora. Só de cerveja.

 

P.S.: E assim, também, está explicada a notável profissão do especialista em «marketing político» que, se não disse nada disto que digo eu agora, era o que havia de ter dito. Não sei se disse porque o nem ouvi. Só vi o rótulo no ecrã da TV e pensei: há com cada coisa, que até é preciso desencantar especialistas a preceito para o explicar à gente!…

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Sardinheiras

Há uma sardinheira ali atrás que volta não volta «canta» o fado. É só quando do saguão mais ao lado ressoam trinados dalgum faquir ou qualquer guinchadeira de espécie exótica do género, mais própria de meneios de ventre para lá de Goa do que coisa que inspire Lisboa. Realmente, uma coisa destas é que não podia ser. Não, senhores! Não por aqui. De maneira que calha bem assim: guitarras de fado e a voz de Amália a ressoar duma sardinheira por justa alma do lugar. É bonito. É Lisboa. Alguém concebe um autêntico saguão alfacinha donde brotem acordes mais próprios de dança do ventre? Claro que não. Vade retro!
Amália Rodrigues

Amália — Sardinheiras
(Linhares Barbosa, Fernando de Freitas)

Um dia ele seguiu-me
Da água onde eu morava
Cumprimentou-me, fugiu-me
E a outro dia lá estava

Atirei-lhe da trapeira
Da minha água furtada
Uma rubra sardinheira
Que se tornou mais corada

Depois, nunca mais o vi
Nem do seu olhar a chama
Passou tempo e descobri
Que ele morava na Alfama

Uma noite, sem pensar
Pus o meu xaile e o meu lenço
E fui atrás desse olhar
Que deixara o meu suspenso

Hoje moro onde ele mora
Hoje durmo onde ele dorme
E há Sol por dentro e por fora
Da minha alegria enorme