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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Arte da Grammatica


« Era o tipo de violência que se vinha verificando em Portugal há [havia] décadas e cuja supressão há [havia] muito constituía a principal missão do Exército.»



 Há uma desconformidade de tempos verbais nesta frase. Será português macarrónico ou serei eu…?
 É isto tirado da edição portuguesa da biografia de Salazar de Filipe de Meneses (D. Quixote, 2010, p. 170). Já Vasco Pulido Valente, creio que no Público, se referiu aos trejeitos do idioma naquela tradução.
 Este não é o único exemplo.

Arte da grammatica da lingua portugueza / António José dos Reis Lobato. - Lisboa : Na Regia Officina Typografica, 1770. - XLVIII, 253 p. ; 15 cm


 




Adenda em 1/X/2010 às vinte para a uma da tarde.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

De Abril ao princípio da História

 Como esta terra não tem já muito mais que dar vai agora de explorar o mar. O empreendedorismo perfila-se no litoral a adivinhar a inovadora dobra do Bojador e iniciativas mais além, conjugadas num projecto de excelência co-financiado pelos fundos da Boa Esperança, em que o indígena - dito comum - usufruirá de amplos espaços de lazer onde o mar começa e a terra acaba. O empreendimento permitirá ver navios onde antes se veria passar os comboios.
 A História (re)começa agora. Quem tragou a Pátria e aboliu o passado não tarda a arrotar Os Lusíadas
 Estou para ver se no fim sobra alguma sardinha.
 


Litoral
Litoral, Abraham Jansz Begeyn, 1662.
Óleo sobre tela, 90 x 119 cm,
Museu Hermitage, Sâo Petersburgo.


 




Nota: nas duas notícias para que remeto o benévolo leitor, duas pérolas; numa, a criação duma cátedra na Universidade de Aveiro para, segundo o reitor, "promover o avanço científico do mar"; noutra, jornalistas que não atinam com a concordância em género - "Foi atribuído a Portugal a responsabilidade de gestão de quatro novas áreas marinhas..."

Seja bem-vindo ao...

Olá!...



E 'olá' num dos crioulos do português.

Para memória futura

Av. Antº Augusto de Aguiar, Lisboa - (c) 2004
Avenida António Augusto de Aguiar, 10, Lisboa, 2004.

domingo, 26 de setembro de 2010

Av. António Augusto de Aguiar, 2-12 [uma]

Av. António Augusto de Aguiar, 2, Lisboa (
Prédio(s) para demolir, Lisboa, [196...]
Artur Inácio Bastos, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..


Av. António Augusto de Aguiar, 2-12 [duas]


Lisboa, 2010
Prédio(s) para demolir, Lisboa, [2007-10]
(c) Microsoft Corporation (imagem adaptada).


Av. António Augusto de Aguiar, 2-12 [três]


Hotel Altis Marquês (Lx Projectos, s.d.)
Hotel Altis Marquês, [s.l.], [s.d.].
Projecto de João Paciência [Deus me dê muita!...], in Lx Projectos, 20/9/2006.

Respeito


«Sucede também que possuo eu um emissor de F.M. baratinho, com 2 GB de música bem escolhida [...] que uso às vezes no automóvel em alternativa à telefonia e ao gira-discos. Pois logo que afinei a frequência do meu emissor em casa, a proximidade deste ao receptor do vizinho abafou-lhe de imediato a emissão da estação de rádio




 O cavalheiro da música de discoteca resolveu hoje acordar-me e à vizinhança com martelada. Eram 9h00 da manhã e, não sendo madrugada, é domingo. Ao domingo prezo dormir um pouco até mais tarde, mas já que me ele acordou, por cortesia pu-lo eu a ouvir a Aretha...



sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Mar da Palha, c. 1990

 A lua vai hoje pouco mais ou menos assim e ia há pedaço para aquele lado: do Mar da Palha.
 Já houve tempo em que se lá não via silhueta de ponte nem se intrometia diante o betão armado dos Alfinetes. Quando muito recortava-se a margem de cá com as ruínas da Salgada ou uma construção mais extravagante. Mais cá ainda percebia-se a Estrada de Cima de Chelas e a Calçada do Teixeira. Em fundo, só horizonte de lezíria. E o brilho de prata do Tejo.

Mar da Palha, c. 1990
Vista sobre o Mar da Palha, Picheleira, c. 1990.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Sting. Um inglês em Nova Iorque

 Ouvi esta hoje na telefonia do carro. Soou-me bem e lembrei-me de a cá pôr a tocar.
 



Sting, Englishman In New York
(c) 1987 A&M Records

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Dos ministros que se põem a jeito







Rodrigo, futuro ministro.
(D.N., 22/9/2010)

A Calçadinha de Santo António

 A calçadinha de Santo António era uma serventia pedestre, ou pedonal, como agora se diz. Partia da Estrada de Chelas por umas escadinhas que ainda existem e desembocava nuns casais na Rua do Sol a Chelas. Quem na percorresse de cabo a rabo, mais ou menos a meio caminho encontrava sobre a via um arco que fazia ligação entre as casas que ladeavam o caminho dum lado e doutro. Estas casas não tinham porta para a Calçadinha, apenas ja-
nelas muito altas. Eram casas tão velhas que dizíamos que deviam vir do tempo do Camões - um exagero. Naquele tempo, cuido, nem saberíamos o nome da Calçadinha de Santo António, de modo que passámos a referir o lugar como Camões.
 A memória apagou-se-me. Não me lembraria jamais de tal Camões não fora o comentário dum amigo de velhas er-
râncias infantis em busca por lugares misteriosos à maneira dos Cinco. Mas isto é de pouco interesse. Bem mais in-
teressante seria descobrir a antiguidade daquele velho caminho rural; que casas foram aquelas e quem nas cons-
truiu; a que quintas pertenceram; quem foram os seus senhores; que vidas, que trabalhos ali houve; que histórias há do lugar que ainda se guardam - houve combates das guerras liberais por ali em Setembro de 1833...
 A casa que tinha esse arco era uma com telhado de quatro águas que se vê no plano inferior da fotografia de Xabregas; uma com duas janelas espreitando para cá.



Fotografias: A.H.Goulart e Vasco Gouveia de Figueiredo (anos 60, 1972), in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Vale de Chelas, Lisboa, c. 1990

Vale de Chelas, Lisboa, c. 1990
Vista sobre o Vale de Chelas até Xabregas, Lisboa, c. 1990.



 A demanda da fotografia da quinta das Ameias que pus há dias levou-me a revolver um velho baú onde jazem empoeiradas uma vãs aspirações a fotógrafo. Esta não é famosa - é dum dos poucos filmes a preto e branco que resolvi experimentar. Uma vista sobre Xabregas tirada do fundo da Rua Capitão Roby, à Picheleira. Uma janela muito minha para o Tejo com mais do dobro do tempo que tem esta fotografia.
 O vale de Chelas espraiando-se entre o alto da Madre Deus e o Alto de São João, atulhado de velhas fábricas com as suas características chaminés. À esquerda uma fiada de casas operárias; ao fundo, a fachada do palácio dos marqueses de Nisa dão o curso da Rua Gualdim Pais. O plano de fundo, tão esbatido, é o nevoeiro do Tejo pela manhã. A névoa mais próxima, porém, era coisa a arder no Carrascal...
 Calhando, agora, talvez saia do baú mais um ou dois enganos daquele tempo.

domingo, 19 de setembro de 2010

Contem-me como foi

 Sobre o trabalho de Salazar no governo em fim dos anos 20, início dos anos 30, havia os que criticavam as suas obras e duvidavam dos números. Tudo mentiras que, todavia, «estavam a tornar-se realidade em toda a parte: estradas velhas eram reparadas e novas construídas, o mesmo sucedendo com portos, escolas, caminhos de ferro, linhas telefónicas, projectos de irrigação, navios de guerra...» (1)
 Devia ser mesmo tudo mentira porque ainda agora andamos com as mesmas obras.
 Sobre essas mentiras o discurso de Salazar:


« [...] Equilíbrio, saldos, diminuição da dívida, estabilidade monetária, reservas, ordem financeira, tudo é mentira - uma mentira amável, condescendente, fecunda, enfim, uma mentira que se comporta há seis anos, que se comportará toda a vida, tal qual como se fosse verdade.» (2)


 A História é o que foi e a realidade é o que é. A linguagem é que pode baralhar.


Estrada Marginal, Santo Amaro (H. Novais, post 1936)
Estrada Marginal, Santo Amaro, [post 1936].
Estúdio de Horácio de Novaes (1930-1980), in Biblioteca de Arte da F.C.G.




(1) Filipe Ribeiro de Meneses, Salazar, 1ª ed., Dom Quixote, [Alfragide], p. 136.
(2) António de Oliveira Salazar, «Contas públicas de 1933-34», in Diário da Manhã, 16/11/1934, apud op. cit.

sábado, 18 de setembro de 2010

O lugar do morto

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 O sr. António de Vasconcelos deve ter manuseado o calhamaço de Filipe de Meneses sobre Salazar, mas lê-lo... Só assim se explica que o resumo que faz dele (de Salazar, não do livro) seja o habitual chorrilho de lugares-comuns que nestas ocasiões tão bem compõem uma colunazinha de cultura no jornal. Metodicamente, porém, no último parágrafo faz-lhe um conciso reparo (neste caso é ao livro): o não ter enfatizado a devastação cultural de que o país ainda não se recompôs (e dá o apagamento da memória histórica como exemplo; aonde terá ido ele buscar esta?)
 O sr. António de Vasconcelos - perdão, o sr. António-Pedro de Vasconcelos - é boa prova da tal devastação cultural que diz, e também ele se não recompõe. Se é por causa de Salazar ou por causa do hífen, das duas uma.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Uma óptima notícia

 O sr. Jacinto Apóstolo propôs e foi considerada para concorrer ao Orçamento Participativo da C.M.L. a obra de recuperação como jardim, parque infantil e de merendas, do arruinado Casal Vistoso, ou Quinta das Ameias, ao Areeiro. A obra carece apenas de três trabalhos: limpar os matos mantendo arvoredo; consolidação das ruínas e do talude sobre a Av. Afonso Costa e; reconstrução de parte das casas para instalações de apoio ao jardim (restaurante/bar e W.C.).
 Como é simples, não é verdade?
 O projecto é o 813, tem prazo de execução de 24 meses.
 Desejo vivamente que a proposta do sr. Jacinto Apóstolo vá por diante.

Casal Vistoso, Lisboa, c. 1990
Casal Vistoso, Areeiro, c. 1990.

Ecoador

 Terei ouvido bem? O escritor Miguel Tavares dizer no programa da Ana Lourenço que os investidores não acreditam que póssamos pagar?!...

Miguel...
Imagem da rede...

Verbete sobre o unto ferroviário

Estação de Campolide, Lisboa (M. Novais, s.d.)

 O Sud-Expresso perde passageiros a cada dia e dá um prejuízo de dois milhões por ano. – A CP não sabe se vai conseguir inverter esta tendência negativa – diz o repórter (R.T.P., Sud: o Último Expresso, 23min 15s). Um administrador dos caminhos de ferro enrola hesitações à procura de ver se a procura é capaz de reagir. E diz coisas sobre nichos de mercado...
 Com um panorama decadente destes estou para ver que razões não haverão de ainda brotar para lubrificar o Grande Vitesse.







Fotografia:
Estação de Campolide, Lisboa, [s.d.].
Mário de Novais, in Biblioteca de Arte da F.C.G..

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O problema

 O problema.
 Essa miséria mental que rege o P.S.D., empoleirada numa plataforma de construir ideias, deu em elaborar sobre um novo problema. Não o enuncia mas mesmo assim propõe-lhe solução: regionalização gradual do rectângulo, cujo o primeiro passo pode ser uma experiência-piloto. Portanto, o problema deduz-se: Portugal é um país nacional. Como tal é um empecilho tremendo a não sei bem o quê, vai de rever a Constituição urgentemente. Só após nos livraremos de ser a pobre nação que somos e haveremos de ter então cá no rectângulo prósperas e administrativas regiões (e muitas mais constituiçõezinhas regionais em que nos ocupar).
 Isto é o que deu na ideia ao cavalheiro.
 Pois eu, do que vejo desde que cá ando, apenas noto que o menos que tem faltado são experiências-piloto para pôr Portugal em frangalhos; do entreguismo ultramarino à capitulação como Estado soberano perante a C.E.E. & Suc. - não esquecendo omnipresentes jardins nem felgueirices esquivas -, o esfrangalhar nacional é todo um programa.
 Pena que gente bisonha lhe custe tanto perceber a realidade. Mas no caso pode o regente alternativo começar com um exercício simples: já que mora em Massamá carreie a tal plataforma pelo I.C. 19 e construa ab-initio na sua cabecinha a ideia de engarrafamento. Depois esforce-se por daí enunciar um problema concreto. 

I.C. 19, Cacém, 2007
I.C. 19, Cacém, 2007.

(Verbete revisto.)

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Ano lectivo 2010/11:

Arenga da sr.ª Ministra da Educação.









Rua Sésamo - Vaca

Das Belas-Artes

Se eu soubesse desenhar desenharia um desenho assim.
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(Postal-convite recebido por correio.)

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Sem custo para utilizador

Ponte da Arrabida, Porto (H. Novais, post. 1963)

Ponte da Arrábida, Porto, post 1963.
Horácio de Novais, in Biblioteca de Arte da F.C.G..

Do marketing político

 Duma vez procurei ao meu pai se vira pessoalmente Salazar, nalguma manifestação ou algo assim. Disse-me que não. A manifestações nunca foi, salvo uma que fizeram no Largo do Carmo no dia 25 de Abril de 1974 e veio de lá enganado. Houve uma ocasião porém, na escola primária, que levaram os meninos a S. Bento e viu lá ele o Salazar. Lembrava-se disso porque o Salazar lhes deu um pacote de bolachas. Ou mandou dar.

Paideia de Sóctates (C.M. 9/9/2010)


(C.M., 9/9/2010; recorte gentilmente cedido pelo amigo Paulo M..)

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A República

 O governo da República, para comemorar 100 anos da dita, diz que vai pôr 200 charangas numa espécie uníssono nacional tocando A Portugueza.
 Naquela cantiga do Zé Cid, no dia em que o rei fez anos, sabemos que o vinho correu à farta e a fanfarra não parou de tocar. Foi só um dia e apenas uma fanfarra. Agora são 100 anos, 200 fanfarras: os do governo dando-nos música a dobrar por cada ano da República. Uns fanfarrões.

Cortejo, Conquista de Lisboa aos Mouros (H.Novais, 1947)
Grande cortejo imperial, Lisboa, 1940.
Horácio de Novais, in Biblioteca de Arte da F.C.G..

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Paideia

 Vinha ouvindo o noticiário na telefonia do carro; um relatório da O.C.D.E. sobre educação deixa Portugal mal visto. O sr. primeiro-ministro - que foi inaugurar um jardim-escola no Lumiar - fez pouco caso, antes disse airosamente que o pré-escolar abrange 80% dos meninos ou algo assim parecido. Teve graça e lembrou-me duma sobrinhita que entrou aos três no jardim-escola e no fim do 1º ano recebeu um diploma atestando as competências adquiridas em brincadeira normalizada. A licenciatura do jardim-escola foi completa com distinção em Junho passado e, imbuída já dum assinalável espírito da formação contínua, frequentou com todo o empenho em Agosto um curso de Verão: um 'workshop' na Eurodisney...

Ama com uma criança, Lisboa (J. Benoliel, 1912)
Ama com uma criança, Avenida, 1912.
Joshua Benoliel, in Illustração Portugueza, 20/5/1912.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Rua Carvalho Araújo

Rua Carvalho Araújo com dois sentidos...

Rua Carvalho Araújo, Lisboa (A. Goulart, s.d.)
Rua Carvalho Araújo, Lisboa, 196...
Artur Goulart, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

sábado, 4 de setembro de 2010

Azinhaga do Areeiro, c. 1910

Azinhaga do Areeiro, Lisboa (J.A.L. Bárcia, c. 1910)  Nos alvores de escrever aqui não imaginava onde fosse. Um ano depois descobri onde jazia e dei cá notícia. Pois da Azinhaga do Areeiro tenho cá agora uma vista dela, serpenteando até ao Areeiro.
  O monte para cujo sopé ela corre é o Casal Vistoso, também já aqui falei dele. Nesta imagem percebe-se-lhe todo o muro voltado a Sul com o alvo casal sobressaindo. Na encosta voltada a poente (lado esquerdo) brilha a fachada das ameias e nota-se bem o caminho ladeado de árvores que subia da quinta do Dr. Lobo (a casa desfocada), no preciso ponto onde a Azinhaga do Areeiro entroncava na Estrada de Sacavém.
  A Azinhaga propriamente era como que o prolongamento do caminho do Poço dos Mouros (que se não vê na ima-
gem); atingia a sua cota mais elevada, parece, no exacto sítio onde hoje temos a fonte monumental da Alameda de Dom Afonso Henriques (a meia altura da imagem, onde a estrada aparece cortada pela margem). A cota mais baixa era lá onde se vê uma fiada de casas; corresponde ao troço da Rua Abade Faria entre as ruas José Acúrsio das Neves e Lucinda do Carmo.
  Quase que diríamos que esta azinhaga ainda hoje lá está, embora se não veja...




Fotografia: fragmento duma Panorâmica de Lisboa, c. 1910.
José Artur Leitão Bárcia, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

Bill Withers



Bill Withers - Ain't No Sunshine

(1972)

I Need You Tonight

 Por nada em especial, perguntei aqui à senhora se havia alguma música dos anos 80 que se lembrasse e que gostasse de ouvir. Não me respondeu directamente. Em vez disso disse-me que havia uma cantiga dos anos 70 ou 80, que ouvira só uma ou duas vezes em miúda e depois nunca mais. Até hoje. E isto não porque gostasse por aí além, mas porque lhe tinham ficado no ouvido uns versos.
 Obviamente...



 Googlando...


 E daí a diante foi um passinho.


 



Peter Wolf, I Need You Tonight
(Lights Out
, 1984)



 O achado, a senhora achou piada (passe a redundância). Pela surpresa rasgou-se-lhe um sorriso. Riu-se com desdenhoso prazer do estilinho do cançonetista, condoeu-se da música tão chocha e ferrou-a alegremente: que teledisco tão estúpido.
 Independentemente do juizo feito, o facto é que ela achou agora a sua cantiga perdida. E eu continuo por saber quando terei sorte igual com a minha cantiga perdida que, como certa vez aqui escrevi, não sei trautear com convicção, não sei o nome, cuja cantora não sei quem é, e cujo teledisco também não sei se há.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Liberdade, igualdade, fraternidade

Igualdade.JPG

E se todos os condenados tivessem tempo de antena num canal público depois da sentença lida?

Boa noite ti Pedro!...

Revista das Folies Bergères, Paris (Walery 1923)
(Imagem: Folies Bergère, Paris, 1923 em...)


 


 Como Agosto é mês de férias suponho que o governo tenha tornado ao trabalho anteontem. E ontem já mostrou serviço.
 Num país em que parece que nada se despacha sem cunhas, imagino só as que os fanchonos metem no governo.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Rua Conselheiro Morais Soares, c. 1910



 A dado passo discorri aqui sobre esta fotografia (v. Uma panorâmica de Lisboa). Fi-lo com certa minúcia apesar da imagem não dar para grande ampliação. Como me interessava analisá-la mais em pormenor alguém teve o trabalho de me obter do Arquivo Fotográfico da Câmara uma boa cópia. Pude assim vê-la à lupa... 
 (Era por estas e por outras que no retiro do Manuel dos Passarinhos havia uns dizeres: "Não se esqueçam da volta. Vinhos e Petiscos".)
E longe vá o agouro.


 




Fotografia: fragmento duma Panorâmica de Lisboa, c. 1910.
José Artur Leitão Bárcia, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Vê-se creches

Vê-se creches  (1º de Janeiro, 1/9/2010)


Primeira página d' O Primeiro de Janeiro de hoje, sobre creches
Também eu me custou perceber à primeira, mas lá está...

(Via A Civilização do Espectáculo.)