Vinha ouvindo o noticiário na telefonia do carro; um relatório da O.C.D.E. sobre educação deixa Portugal mal visto. O sr. primeiro-ministro - que foi inaugurar um jardim-escola no Lumiar - fez pouco caso, antes disse airosamente que o pré-escolar abrange 80% dos meninos ou algo assim parecido. Teve graça e lembrou-me duma sobrinhita que entrou aos três no jardim-escola e no fim do 1º ano recebeu um diploma atestando as competências adquiridas em brincadeira normalizada. A licenciatura do jardim-escola foi completa com distinção em Junho passado e, imbuída já dum assinalável espírito da formação contínua, frequentou com todo o empenho em Agosto um curso de Verão: um 'workshop' na Eurodisney...
Ama com uma criança, Avenida, 1912.
Joshua Benoliel, in Illustração Portugueza, 20/5/1912.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Paideia
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OCDE... mas isso interessa lá para alguma coisa?!?! ENautno eles tiverem uns computadores todos fixolas para impingir... 'tá tudo nice!!
ResponderEliminarO caro Bic está brincar quanto a essa coisa de diploma da pré, não está?!?! (Devo confessar que aqui não percebo se é ironia ou se é mesmo um facto. :s).
Gostei da foto. Uma boa escolha!
Que fosse um diploma a brincar, é um facto. Mas não deixa de ser um diploma. E de muito bom aproveitamento. Sic transit gloria mundi.
ResponderEliminarCumpts. :)
Eu sou apologista da ideia que desde muito cedo se deve estimular quem nos rodeia a ser mais e melhor em tudo o que faz, nem que seja nas brincadeiras da pré-primária. Mas... não estamos a cair no exagero de passar diplomas por "dá cá aquela palha"?!?! É que eu na pré só queria correr e saltar e, apesar de não ser burra, não conseguia ler diplomas...
ResponderEliminarSaudações
Sim, mas lêem os pais cheios de orgulho.
ResponderEliminarOs jardins-escola substituem a mãe as amas de antigamente. O ministério da Educação meter-se com estas idades é por amor á normalização dos meninos...
Cumpts.
A ajuizar pela foto, parece que nesta coisa da inducação temos andado de cavalo para burro.
ResponderEliminarA.v.o.
Oxalá os pais da sua sobrinhita lhe transmitam boa educação, ensinem boas maneiras, a falar português e a entender a nossa História, porque na escola que temos, não há tempo a perder com isso.
ResponderEliminarDiz-se até, por aí, que em matéria de educação e civilidade, o problema é da família, porque à escola só compete dar os programas estabelecidos.
Deste negrume, salvaguardadam-se as excepções de estabelecimentos e professores que, abnegadamente, são diferentes.
Caro(a) cb, adorei o seu: "não há tempo a perder com isso.".
ResponderEliminarNo entanto, acho que um professor não deve ser o multi-tarefas que se espera que seja. Claro que um professor deve, além do conhecimento científico, ser capaz de transmitir educação e à civilidade. O que acontece nos dias de hoje é que os pais querem que os professores façam isso a 100% descartando a responsabilidade de criar um filho. Porque se o menino faz asneiras na sala de aula e o professor em desespero de causa o põe na rua, a mamã "espeta-se" na escola à hora de almoço para acertar contas com a professora, dizendo que o seu menino é um anjo. E esta história vi-a eu em primeira mão durante o meu estágio. O aluno em causa era mau, de má índole MESMO e, apesar de eu achar que a minha orientadora de estágio era parva, com este aluno parecia-me que era demasiado branda. Quando a mãe apareceu lá na escola... percebi porque era a senhora tão tolerante com o monstro, já sabia que vinha outro pior...
E nem era um grande cavalo, pois. Veja só bem o que regredimos.
ResponderEliminarCumpts.
Que transmitam e ensinem não duvido. Vamos lá ver se a pequena aprende. O meio que nos rodeia mina muito por aí, bem sabe...
ResponderEliminarCumpts.
Professores só com deveres mas sem autoridade. Uma espécie de pajens de fidalgotes.
ResponderEliminarCumpts.
"...percebí porque era a senhora tão tolerante com o monstro, vinha lá outro pior.." Uma frase de antologia, cara Luísa. Ás vezes, em poucas palavras, se diz tudo. Quem dera que isto se passasse apenas no ensino...
ResponderEliminarQuem dera que isto passasse.
ResponderEliminarCumpts.
Cara Luisa
ResponderEliminarA frase não era dirigida à classe, mas tão só ao papel que o poder politico reserva à escola na organização social.
De facto o professor não pode, nem deve, ser um faz-tudo, embora muitos pudessem esforçar-se um pouco mais.
Por via das injustiças, salvaguardei (embora com alguma atrapalhação no final do verbo) as excepções.
O exemplo que dá, entre tantos que ouvimos e vemos, enquadra-se naquilo que o nosso "senhorio" falou, a ausência de autoridade, onde o responsável maior não é certamente o professor.
É como na "bola", é o sistema !