Nos alvores de escrever aqui não imaginava onde fosse. Um ano depois descobri onde jazia e dei cá notícia. Pois da Azinhaga do Areeiro tenho cá agora uma vista dela, serpenteando até ao Areeiro.
O monte para cujo sopé ela corre é o Casal Vistoso, também já aqui falei dele. Nesta imagem percebe-se-lhe todo o muro voltado a Sul com o alvo casal sobressaindo. Na encosta voltada a poente (lado esquerdo) brilha a fachada das ameias e nota-se bem o caminho ladeado de árvores que subia da quinta do Dr. Lobo (a casa desfocada), no preciso ponto onde a Azinhaga do Areeiro entroncava na Estrada de Sacavém.
A Azinhaga propriamente era como que o prolongamento do caminho do Poço dos Mouros (que se não vê na ima-
gem); atingia a sua cota mais elevada, parece, no exacto sítio onde hoje temos a fonte monumental da Alameda de Dom Afonso Henriques (a meia altura da imagem, onde a estrada aparece cortada pela margem). A cota mais baixa era lá onde se vê uma fiada de casas; corresponde ao troço da Rua Abade Faria entre as ruas José Acúrsio das Neves e Lucinda do Carmo.
Quase que diríamos que esta azinhaga ainda hoje lá está, embora se não veja...
Fotografia: fragmento duma Panorâmica de Lisboa, c. 1910.
José Artur Leitão Bárcia, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..
Quando por lá andei,na infância, já não existia qualquer troço de rua com essa denominação, embora hovessem partes ainda mais ou menos intactas, como a Quinta do dr.Lobo, "as casas das varandas", o Casal Vistoso, etc. Contudo,o local ainda mantinha um certo ar arrabaldino.
ResponderEliminarA.v.o.
Ao cimo da Abade Faria, em chegando á Actriz Virgínia, há um arquear da rua extravagante ao lado da Barão de Sabrosa, que é regular. É o primitivo alinhamento da Azinhaga do Areeiro ao encontro da Estrada de Sacavém mais adiante, onde conheceu a quinta do Dr. Lobo.
ResponderEliminarCumpts.
Esta azinhaga é a que se chamará agora Azinhaga da Fonte do Louro?
ResponderEliminarNão. São as ruas Carvalho Araújo e Abade Faria.
ResponderEliminarAno bom!