Dei-me conta agora que "Um desejo chamado eléctrico" já houve antes...
Carro eléctrico nº 216, Porto, 2006.
Carlos Romão, in A Cidade Surpreendente.
terça-feira, 30 de junho de 2009
Um plágio sem querer
Um desejo chamado eléctrico
Duma estética original com as suas molduras [das janelas] em bico, este carro construído em 1927 sobre uma zorra inglesa do tipo Peckham tinha uma suspensão pendular que oferecia um maior conforto. A série de doze viaturas idênticas viria a ser abatida em 1972. O itinerário ao longo da Avenida da Liberdade veio a ser suprimido aquando da inauguração do metro em 1959.
MTUIR, Os eléctricos europeus em 1950-60, Lisboa.
O carro eléctrico
Andou onte' o governo assaz empenhado com o carro eléctrico para cá, o carro eléctrico para lá...
Ele diz agora que o carro eléctrico é verde e sustentável, cousa maravilhosa de ver. O caso é que quando o carro eléctrico era amarelo... não prestava para nada!... Lá no bairro suspenderam o carro eléctrico há uma dúzia de anos; diz que foi provisoriamente - tanto quanto provisório é o definitivo. Os carris na' ruas foram ficando ou sendo alcatroados por cima por nã' haverem serventia. Pôr o velho carro eléctrico de novo nos trilhos teria graça e certo seria que aqui havia freguês. Mas agora este novo, verde, tão apregoadamente sustentável e tão graciosamente sustentado pelo sr. primeiro ministro - à laia das tabletes Magalhães -, este não me inclina nada sustentá-lo...
Carro eléctrico da Graça, Martim Moniz, [c. 1950].
Fotografia: Estúdio de Mário de Novaes (1933-1983), in Biblioteca de Arte da F.C.G..
segunda-feira, 29 de junho de 2009
No frontão da casa vizinha
| Há tempos numa pizzaria vi umas fotografias antigas emolduradas decorando as paredes. Enquanto esperava o almoço apontei umas notas no caderninho. Não me recorda ao certo o que escrevi mas cuido ter anotado algo sobre uma certa luminosidade extraordinária nestas imagens antigas que não acho facilmente em Lisboa hoje em dia. Não sei se isto fará sentido, deve ser crença minha. Esta tarde porém, sobre o frontão da casa em frente pousava essa extraordinária luminosidade de fotografia antiga e prolongava-se no azul do céu, miraculosamente sem nuvens àquela hora neste chuvoso dia de Junho. Por um instante dissipou-se o bulício imparável da cidade. Por um instante cuido que entrevi ali, sobre o frontão e o telhado da casa em frente, aquela luz antiga dos retratos de Lisboa de há sessenta, setenta, oitenta anos. |

Palacete Sotto-Mayor, Lisboa, [ant. 1947].
Paulo Guedes, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..
A régua da felicidade
Uma das petulâncias mais enjoativas deste mundo contemporâneo é a de medir com uma régua o que não é palpável. Para medir a felicidade, por exemplo, a ideia que dá é que bastam uns tipos de bata branca colhendo cuspo numa proveta e, ao depois de centrifugarem as amostras na Bimby dum laboratório universitário, a conclusão se há-de ler, infalível, num talão de supermercado: 66 a 73% dos portugueses andam satisfeitos ou são felizes.
Sem margens de erro como nas sondagens e com direito a editorial na telefonia amanhã às dez.
Melhor só a indignação hoje do jornalista da rádio com o resultado: - "Como é possível?! Tantos portugueses não conseguirem aquecer a sua casa em noites frias de Inverno, não poderem gozar uma semana de férias, não poderem dar prendas no Natal, e apesar disso serem felizes?!..."
Melhor ainda a conclusão a seguir: - "Pobres e resignados. Vem isto do Salazar" - que não sabe o jornalista se era bom economista, mas que - "era muito esperto e entendia muito bem a índole dos portugueses." - Mantê-los como eram, quando eles o eram por sua natureza foi uma maldade que não se faz.
É um brilhante raciocínio. Com a mesma lógica, outros libertadores - talvez não podendo inculpar Salazar, por anteriores a ele - inculparam a Inquisição e o absolutismo. Para esses, tanto fazia que o regime de 1820 levasse de vigência mais de cinquenta anos moralmente superiores. Tal como não se desmerece agora a III República que leva 35 anos de acção libertadora da tenebrosa 'longa noite...' Nem tão pouco interessa - tornando ao caso - a esta moderníssima ciência de excelência que o I.S.C.T.E. se meta de fita métrica a medir, no presente - e do presente, não do tempo de Salazar - meros padrões de conforto do catálogo da Worten ou da barraquinha da Abreu montada à porta e conclua pateticamente 73% de felicidade para os portugueses.
Pois disto, vede: a mim, se me inquirirem depois duma opípara sardinhada quanto, de 1 a 10, me sinto feliz, pode ser que até responda mais de 7,3 - dependerá do tinto.
E também há-de ser culpa do Salazar.
(Imagem através do Google.)
(Ajeitado às18h10 para melhor clareza.).
sábado, 27 de junho de 2009
Regime de troca directa
Eu largo a TVI se tu deslargares as eleições no mesmo dia.
Negociantes de peles descendo o Missouri, 1845.
George Caleb Bingham, (1811-1879).
Óleo sobre tela, 74 cm x 92 cm, Museu Metropolitano de Arte, Nova Iorque.
A ostentação do Poder
Chegada a Lisboa de D. Estefânia em 18 de Maio de 1858, pelas 12:00 horas.
Amédée Lemaire de Ternante. 19.8 x 23.6 cm.
O Terreiro do Paço é uma praça de ostentação do Poder. Da arcaria monumental aos imponentes torreões; do majestoso rei Dom José a cavalo ao arco que triunfalmente o enquadra quando olho do cais das colunas, o Terreiro do Paço é toda uma alegoria ao Poder. Praça aberta ao rio, exibe esse Poder magnífico ao forasteiro que chega. Na arquitectura da primeira cidade do reino o Terreiro do Paço não se fez para mais que isto: a ostentação do Poder. Nesta medida, pois, cumpriu e cumpre a sua função. Ora vede vós as demonstrações: o Poder sumptuoso em desfiles e recepções reais; a anarquia, pois, no regicídio; o Poder férreo e orgulhoso nas aclamações e desfiles militares do Estado Novo; a solenidade do Poder executivo com o estabelecimento de ministérios. - Não foi à toa que o tomaram de assalto no 25 de Abril. - E ao depois da dita auspiciosa alvorada cá continua o Terreiro do Paço ostentando o Poder que nos rege: um ridículo Poder de polícias de giro à mangueirada a polícias em manifestação; um Poder folclórico de árvores de Natal publicitárias; um Poder miserável - isto custa - com mendigos dormindo em papelão debaixo das arcadas à porta de ministérios...
Chegados a esta desgraça, se ainda há Poder ele é patético: só assim concebo que o Estado haja abdicado da jurisdição do Terreiro do Paço a favor duma qualquer sociedade comercial para ela o vestir em padrão Burberry para os bem-aventurados 100 anos do barrete frígio.
Em continuação, segue-se, quiçá, o corridinho e o fandango de ranchos aventaleiros em padrão a condizer... Será mais uma ostentação do Poder. Para o bem ou para o mal, com ou sem farturas e churros ao domingo à tarde, o que o Terreiro do Paço mostrar, será a imagem do Poder que nos rege.
(Padrão Burberry onde se queira.)
(Texto revisto ás 9h00 da manhã e ajeitado à 1h00 da tarde.)
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Nótula marginal à notícia do momento
O locutor de serviço no canal das notícias, referindo-se a uma página da Internete da qual lia em directo a nova do passamento do cantor Michael Jackson: - "Notícia de última hora avançada pelo site TMZ, onde se pode ler R.I.P., do inglês Rest In Peace..."
Soubesse o locutor algum Latim e provavelmente ocorrer-lhe-ia Requiescat In Pace.
Que a terra lhes seja leve. Ao cantor e ao Latim.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Vénus e Cupido
Conjunto escultórico de António Machado, 1774.
Largo Dr. José de Figueiredo, Janelas Verdes, 2004.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Dos bichos
Há bichos na selva que marcam território urinando nas plantas. O seu cheiro assim espalhado avisa outros da espécie sobre quem manda no território. Na selva urbana os cães não perderam o instinto; na falta dum tronco de árvore mijam na roda dum carro...
Os mamíferos humanos, menos olfactivos, compram latinhas de tinta para serem como os bichos.
Texto revisto d' Os bichos; imagem adaptada de Lisboa S.O.S..
terça-feira, 23 de junho de 2009
Alegoria à Vitória
No plinto do monumento ao Duque de Saldanha está a estátua duma figura feminina alada, muito bela, de bronze, em representação da Vitória. Dirigidos a quem sobe a Av. Fontes Pereira de Melo foram postos antes das eleições uns cartazes de propaganda pouco altos, talvez por pudor em ocultar a estátua do Duque no seu pedestal dórico. Ironicamente — não sei se os fautores do trabalho se deram conta — ocultaram a Vitória. Pois as eleições foram vai já para três semanas e as Libertas, mais os que não baixam os braços, lá continuam com a sua propagandazinha. A Vitória, sintomaticamente, permanece encoberta.
Nota: o monumento ao Duque de Saldanha foi inaugurado em 13 ou em 18 de Fevereiro de 1909. Fez, em todo o caso, agora 100 anos. |
sábado, 20 de junho de 2009
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Dou razão ao sr. primeiro ministro
De relance passei ontem na entrevista do primeiro ministro Sócrates. Dizia gravemente S. Ex.ª à jornalista Ana Lourenço, chocado com tamanha barbaridade que por aí ouvira: - "Repare! Eu seria incapaz de afirmar que o casamento é para procriar!..."
Ora bem, quando o marialvismo ainda era a contra-cultura dominante o casamento reservava-se muito a uma espécie de semental de ganadaria. Esse tempo de facto já passou. Modernamente a procriação tornou-se mais coisa de aviário regida — a democratização parece que tem destas coisas — por um conselho de sábios. E o casamento, esse, anda para ser entregue à bicharada como bem se há-de ver. O sr. primeiro ministro Sócrates tem, pois, boas razões para pôr um ar grave e se mostrar chocado com certas barbaridades...
quarta-feira, 17 de junho de 2009
O dom
O bama da América possui o dom da vida nas mãos. E o da morte à chapada.
Totem de cartão em cubecraft.
terça-feira, 16 de junho de 2009
Ao serão
Ganhou a senhora o hábito há anos de, nestas noites quentes, desligar a televisão e pôr algo mais apropriado na grafonola. A estranheza que senti pela falta do fundo televisivo em casa ao serão - e no meu caso cresci com isso - não resistiu trinta segundos ao embalo desta cantora.
Diana Krall - The Look Of Love
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Apesar da bátega (e também por isso...)
No Sapo, há 5 minutos, o boletim de tempo para hoje era este. Mas cheira-me que logo à noite virá aí pela televisão um vendaval de alterações climáticas...
Trabalho árduo
"Ministra da Saúde evita alarme após confirmação de terceiro caso de gripe A" - li na primeira página do jornal.
Padaria e pastelaria de Castanheira & Fernandes, sucursal d' O Século, Jardim Constantino, 1910.
Joshua Benoliel, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..
sábado, 13 de junho de 2009
Notícia da Rua Castilho, vista da Rua Braamcamp...
A empresa Heron Interrnacional vendeu em 94 um andar na Rua Braamcamp à sociedade Stoldberg Investments, Ltd. por 56.000.000$00. A Stoldberg vendeu o andar em 98 à sr.ª D.ª Adelaide Monteiro, por 50.000.000$00. A procuradora da Stoldberg nos dois negócios foi a sr.ª Paula Ribeiro, sua directora e residente no Mónaco. A firma Stoldberg, porém, mantinha escritório no Chiado em 2006.
A escritura da venda de 98 foi feita no 21.º cartório de Lisboa e estava perdida havia tempo. Foi agora devolvida pela antiga notária, dr.ª Lídia Meneses, juntamente com vários documentos desaparecidos do cartório (v. Felícia Cabrita, «Antiga notária devolve documentos desaparecidos», Sol, 12/VI/2009). Do 2.º negócio, porém, havia cópias autenticadas compaginadas à primeira escritura de venda que se encontra no 2.º cartório de Lisboa.
Além da história do andar da sr.ª D.ª Adelaide Monteiro, o Sol dá notícia doutras curiosidades como: donde é natural a srª Paula Ribeiro, com que idade foi para o Mónaco, com quem vive, e com que frequência telefona à mãe; que a sr.ª notária Lídia Meneses foi condenada em 2006 por falsificação de documentos num processo 'Dantas da Cunha' juntamente com o dr. Vale e Azevedo; que o dr. Vale e Azevedo também comprou um andar no edifício Heron da Rua Castilho; que a sr.ª D.ª Adelaide Monteiro é mãe do sr. primeiro ministro (cf. Felícia Cabrita, «Os documentos do Heron foram recuperados», Sol, n.º 144, 12/6/2009).
Prédio, ornamentos vários, polícia sinaleiro, Rua Braamcamp, 1969.
Artur Inácio Bastos, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..
... e já agora notícia de Madrid, vista Alcochete
Não foi esta no Sol, foi num canal de notícias da televisão; em reportagem sobre qualquer coisa como o futebolista Ronaldo ter caído da cama em menino e ter batido com a cabeça no penico ou algo assim, estava um repórter ontem à noite em directo de Alcochete dizendo que a família do jogador fora jantar àquela vila. O pé-de-microfone, sempre em directo, conseguiu o valoroso feito de entrevistar sobre o assunto um jogador da bola qualquer que andava por ali.
Bacio do Ano Zero.
(Remissões para o Sol repostas em 26/VIII/15.)
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Ar na canalização
Sobre os auspiciosos enlaces da abrilada com o dia de Camões, o discurso de sastifação que faltou no presente 10 de Junho.
(Manuel Santos Carvalho, Canção de Lisboa. Cottinelli Telmo, 1933.)
Erro histórico no 10 de Junho...
" Esta manhã, em Santarém, o Chefe de Estado destacou o papel da «Escola Prática de Cavalaria e do jovem militar Salgueiro Maia que, em Abril de 2004 [sic], daqui saiu e marchou para Lisboa em nome dos ideais da democracia»."
Portugal Diário, 10/6/2009 (o sublinhado e a "democracia" com letra miníscula são da própria notícia).
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Imagem de certa marca
Os agentes de vendas da J.P. Sá Couto investem em novo negócio.
(Anúncios no jornal Metro e na 2ª circular.)
O equívoco da Europa
O azulão berrante com que a R.T.P. transvestiu o claustro dos Jerónimos é a representação mais acabada do actual equívoco europeu. O mosteiro dos Jerónimos exibe a carga simbólica mais rica e esplendorosa da monarquia portuguesa, de Portugal, portanto. Foi o legado da cultura e a identidade das pátrias europeias que determinou (e deveria determinar) por definição a Europa. Ao invés, esta federação ISO 9000 que por aí anda mais não faz que albardar as pátrias com o azulão estrelado (v. as matrículas dos carros). A R.T.P. fez-nos o favor ontem de ofuscar os Jerónimos com os holofotes estridentes desta espécie de civilização de esferovite e cartão prensado. Eis o equívoco. Em vez de culminar cultural e civilizacional das matrizes pátrias, a Europa faz-se por aí agora com iluminados que estabelecem o padrão da curvatura dos pepinos à venda na praça. Uma ridicularia civilizacional absolutamente sem nível para os Jerónimos.
(Imagem da R.T.P.)
domingo, 7 de junho de 2009
Rua Braamcamp, 9
| O edifício «Franjinhas» foi prémio Valmor em 1971. Tem melhor ar nesta imagem que na realidade — confirme o benévolo leitor por si quando passar no local; é no cruzamento com a Rua Castilho. O estilo do «Franjinhas» é tão calhado às avenidas do tempo de Ressano Garcia e de Rosa Araújo quanto a sua arquitectura é talhada no espírito do prémio Valmor: «um prémio que será anualmente dado em partes iguais ao proprietário e ao arquitecto do mais belo prédio ou casa edificados em Lisboa, com a condição porém de que essa casa nova, ou restauração de edifício velho, tenha um estilo arquitectónico clássico, grego ou romano, romão gótico, ou da renascença ou algum tipo artístico português […]» Talvez seja dalgum tipo artístico português… importado. |
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Edifício "Franjinhas". Prémio Valmor de 1971, Lisboa, 1969. |
Rua Braamcamp, 7
Rua Braamcamp, 5
sábado, 6 de junho de 2009
"Very typical"
Posssiblidade de assistir ao solene render da guarda em cada 3º domingo do mês.
(Projecto do novo museu dos coches, R. da Junqueira / Pr. Afonso de Albuquerque, in Cidadania Lx.)
Vista nocturna da Rua Braamcamp
Rua Braamcamp, Lisboa, [s.d.].
Fotografia: Estúdio de Mário de Novaes (1933-1983), in Biblioteca de Arte da F.C.G..
sexta-feira, 5 de junho de 2009
"Consumidores de lusofonia"
(Carta de Pero Vaz de Caminha, fl. 1, in Mª Clara Paixão de Sousa, Curso de Filologia Portuguesa, U.S.P. )
Um locutor da rádio referiu-se ao Brasil esta manhã, a propósito nem sei bem de quê, como um grande lugar de ‘consumidores de lusofonia’. O paradigma mercantil subjacente já nem me merece reparo, todo o linguarejar da imprensa afunila para aí. O idioma pátrio, bem parece, conta só como qualquer outra mercadoria, necessariamente fashion e orientada para o cliente, com que alguém se há-de encher.
Porém nesta agora, o facto mais notório (e o jornalista deve ser surdo) é que, em rigor, a fonia lusa é bem pouco ‘consumida’ no Brasil. Chega a ser ininteligível lá. Nos termos propostos (e dando barato que ‘consumir lusofonia’ valha por ‘falar português’ ) o que se lá mais se ‘consome’ é sotaque. Mas torna-se claro pelo crescente gorgolejar bárbaro temperado com algum crioulo de semântica levemente a propósito, lá e cá trabalha-se valentemente para dar sumiço ao idioma. Con‑sumidores, portanto.
Psicologia barata
O jornalista Osório há pedaço, com aquele pisar e repisar de admiração no estilo "como é possível?!..." disfarçou mal o desconsolo com a desvantagem da esquerda caviar em relação à ortodoxa. Ou será impressão minha? Afinal a mesma diferença na sondagem entre o P.S. e o P.S.D., começou ele por dizer, era empate técnico.
Vista Nocturna
Rua Braamcamp, Lisboa, [antes do Castil e do Franjinhas].
Fotografia: Estúdio de Mário de Novaes (1933-1983), in Biblioteca de Arte da F.C.G..
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Prémio Jardim Constantino
Nos termos do nº 5 do art. 166º da Constituição, um lustroso naco da prosa doutrinária do serviço público de excelência.
(Diário da República, 1.ª série - N.º 104 - 29 de Maio de 2009, pela via do Portugal dos Pequeninos e do eco do Estado Sentido.)
segunda-feira, 1 de junho de 2009
1979 - Ano Internacional da Criança
O título do verbete anterior poderia ser H1N1 ou o nome doutro papão qualquer, mas já é tarde para o mudar.
Desde o Ano Internacional da Criança passaram 30 anos. A minha aventura ao Jardim Zoológico nesse longínquo dia também já contei faz tempo. Quando a quis ilustrar aqui lembrei-me do gracioso cartaz que Maria Keil fez para a ocasião. Passados, pois, estes anos todos, poucas crianças de então se hão-de ainda lembrar. Também é natural: o tempo apaga estas memórias e a estética levou já muita volta...
Agora, ao voltar o dia, ainda o cá deixo, pois era o que havia eu cá de ter posto em lugar da horrível macaquice da C.G.D..
Dia da criança
As crianças que forem à página electrónica da Caixa Geral de Depósitos são recebidas por esta lindeza. Os adultos também. Demora 20 segundos.
