O azulão berrante com que a R.T.P. transvestiu o claustro dos Jerónimos é a representação mais acabada do actual equívoco europeu. O mosteiro dos Jerónimos exibe a carga simbólica mais rica e esplendorosa da monarquia portuguesa, de Portugal, portanto. Foi o legado da cultura e a identidade das pátrias europeias que determinou (e deveria determinar) por definição a Europa. Ao invés, esta federação ISO 9000 que por aí anda mais não faz que albardar as pátrias com o azulão estrelado (v. as matrículas dos carros). A R.T.P. fez-nos o favor ontem de ofuscar os Jerónimos com os holofotes estridentes desta espécie de civilização de esferovite e cartão prensado. Eis o equívoco. Em vez de culminar cultural e civilizacional das matrizes pátrias, a Europa faz-se por aí agora com iluminados que estabelecem o padrão da curvatura dos pepinos à venda na praça. Uma ridicularia civilizacional absolutamente sem nível para os Jerónimos.
(Imagem da R.T.P.)
segunda-feira, 8 de junho de 2009
O equívoco da Europa
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Absolutamente de acordo.
ResponderEliminarObrigado! Cumpts.
ResponderEliminarPapalvos
ResponderEliminarRidículos
Ignorantes, o que já é perigoso...
Caro Bic:
ResponderEliminarSó de ver aquela imagem do azulão horrendo num Lugar Sagrado, dá-me um aperto na alma. E lembro-me logo de «Sua Azulidade» do filme psico/pop »Yellow Submarine» dos Beatles... Convenhamos que, de mascarilha à «Irmãos Metralha» e barrete de orelhas à «Rato Mickey», como no filme, os azuis de agora estariam mais de acordo com a sua verdadeira imagem...
Que se vão e que levem o infame trapo azul com eles. De vez, com os seus pepinos normalizados e todas as outras imbecilidades surrealistas...
Cumprimentos.
Perigoso. Sem dúvida. Cumpts.
ResponderEliminarNão nos livramos disto. Em vez de azulados quedaremos anulados, sabe...
ResponderEliminarCumpts.