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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Da democraticidade da Grammatica


 O partido [communista] não tem opinião technica sôbre o A.O. [de] 90, tem uma posição politica quanto aos termos que o devem moldar: democraticidade, consenso, envolvimento da communidade intellectual e artistica além da scientifica.
Deputado da nação do P.C.P. Miguel Thiago á prof.ª Anna Mendes da Silva, ha minutos no Livro das Fuças (orthographia corrigida pela Etymologia).



 Os politicos (todos) haviam de imperativamente suffragar a ordem alphabetica antes de metterem os seus democraticos chispes em reformas orthographicas.


 


A B C..., a ordem mais democrática do Mundo.

Da moral de fazer colhéres

 N' este momento os deputados á Assembléa da Republica debatem o Direito Penal ugandês por condemnar os homosexuais à cadeia.


Chavascal democratico, Lisboa (F. Gonçalves,1976)
Chavascal democratico, Lisboa, 1976.
F. Gonçalves, in Archivo Photographico da C.M.L.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Av. Antonio Maria de Avellar (dicta do Cinco de Outubro), n.º 52...

... Circa 1910. Cruzamento com a Av. João Chrysostomo. O casarão e o jardim do n.° 34 d'esta última, d'onde se bateu a chapa em que avistavamos a Rua das Cangalhas. E eis o ar das avenidas novas, em novas.
O archivista, porém, situou-a mal...


Cruzamento da João Crisóstomo com a Cinco de Outubro,  Lisboa (A.C. Lima, c. 1910)
Avenidas João Chrysostomo e Antonio Maria de Avellar, Lisboa, c. 1910.
Carlos Alberto Lima, in Archivo Photographico da C.M.L.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Casa J.M.A.

 Casa de J.M.A. com decoração de azulejos em Arte Nova, saguão e logradouro. Os escritos nas janelas dizem que estava para arrendar. Logo a seguir à casa X em rua não identificada. Distribuição de peixe ao domicílio.

Casa J.M.A., Lisboa (P. Guedes, c. 1900)
Casa de J.M.A., Lisboa, c. 1900.
Paulo Guedes, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

1.º jacto da T.A.P. em Lourenço Marques

 Em Delagoa Bay dizem que foi descolagem, mas não; foi aterragem. A chegada do primeiro jacto da T.A.P. teve eco na imprensa de Lourenço Marques, que entrevistou o C.te Amado da Cunha.
 Mais diante, a tripulação que o acompanhou que (tenho esperança) talvez possa ser identificada.

Cte. A,mado da Cunha em entrevistado pela imprensa, Lourenço Marques (Cartaxo, 1970)



Adenda: diz-me o sr. Ant.º Fernandes que o primeiro da esquerda é o supervisor de cabina Rêgo.
2.ª Adenda: soube do meu prezado Fernando C. que o 4.º da dir. é o mecânico de voo Dâmaso; informação que agradeço.




Fotografias:
Entrevista do C.te Amado da Cunha e  tripulação do voo que inaugurou a pista de aviões de jacto no aeroporto de Lourenço Marques (Moçambique, 1/6/1970).
Fotógrafo Cartaxo.
Esp. C.te Amado da Cunha; col. do Sr. Ant.º Fernandes.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Literatura brasileira...

... e as varejeiras.



Bernardo Soares [Fernando Pessoa], Livro do Desassossego [Annotated], vendido por Amazon Serviços de Varejo [ei-las, as varejeiras] do Brasil Lda.

Várzea da Quarteira

Vilamoura, Algarve (A. Pastor, 198...)
Várzea da Quarteira vista do mar, Vilamoura, 198...
Artur Pastor, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Novos ecos de 1980

 A senhora pôs os ecos da praia logo de manhãzinha na vitrola. Lembrou-me os ecos de 1980.
 Trinta anos depois os ecos soam assim, bem, mais pausados; o Tempo a marcar o tempo...?
 



Martha & os Queques, Praia do Eco (versão do 30.º aniversário)

Salvar a praia

 [A propósito de praia.]
 Aproveitando esta aberta no mau tempo, uma cantiga para animar a geração mais bem preparada de sempre em salvar a Costa da Caparica: Salvar a Praia, dos Duran Duran -- em inglês, Save a Prayer.
 
Vamos lá salvar a praia até amanhã (save a praya till the moninafta ♪ ♫ ...)




Duran Duran, Save a Prayer
(Rio, 1982)

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Duns miseráveis fideputas

  Está para fazer 40 anos que Portugal acabou (hão-de-lhe largar foguetes...) Entregue o Ultramar com portugueses e tudo, vendida a soberania, torradas 400 toneladas de ouro «fascista», eis que vejo nestes dias de penúria os herdeiros dos entreguistas de 74 pilhando ... as pedras da calçada. E tamanha é a pouca-vergonha que me ainda apoucam a inteligência com fanfarronadas de «Acessibilidade Pedonal» (linguagem de estúpidos) sem nunca haverem zelado pela simples e elementar conservação dos passeios.

Praça do Areeiro (lado Sul), Lisboa (Horácio Novais, s.d.)
Praça do Areeiro, Lisboa, [s.d.].
Estúdio de Horácio Novais, in Bibliotheca de Arte da F.C.G.


Nota: ali, no recanto retratado, pavimentaram há semanas o chão com um pardo lajedo de cimento; ficou uma lindeza.

Ainda a geração mais preparada de sempre

Algum combustível lhe havia de alimentar o preparo.

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(Público, 21/II/2014.)

Educação nacional

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«Deus, Pátria, Família», A Lição de Salazar, S.P.N., 1938.
In Filipa da Cruz de Azevedo no Google.


Educação nacional democrática




«Dislike Bullying homofóbico», in Mainstreaming de género, République Portugayse et al., 2014.




Educação democrática com patrocínio pluralista:

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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

A geração mais preparada...

 Na «geração mais bem preparada de sempre» que para aí apregoam, o «bem» deve ser etnográfico. É uma geração de gente «bem», preparada como nunca se viu.

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Visita da Mocidade Portuguesa Feminina ao Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa, post 1936.
Estúdio de Mário de Novaes, in Bibliotheca de Arte da F.C.G.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

República casca de banana

E.N. 379, Km 0, Cabo Espichel, 2014
Marco rodoviário, Cabo Espichel, 2014.

Cabo Espichel

Cabo Espichel -- (c) 2014


Cabo Espichel -- (c) 2014

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Do 157 da Moraes Soares

Rua Moraes Soares, Lisboa (J. Benoliel, 195...)
Rua Moraes Soares, Pr. do Chile (prox.), 195...
Judah Benoliel, in Archivo Photographico da C.M.L..


 As vistas são tiradas do n.º 157 da Rua Moraes Soares, em Lisboa, no tempo em que os calceteiros pavimentavam a cidade inteira.
 A rua travéssa á direita é a Carlos Mardel, que prolonga a Francisco Sanches; adeante, a Praça do Chile, com uma larga rotunda ajardinada que ha muito deixou de existir; e a seguir a Pereira Carrilho ainda com a placa central arborizada que em tempo lhe dava sombra.

 Este 157 da Moraes Soares, cuja janella de sacada do 3.º direito serviu de peanha ao photographo, está ha annos devoluto. É um gaioleiro dos annos 10 ou 20 do séc. passado occupando o gaveto da Francisco Sanches, com quatro janellas em cada frente (duas de peitoril intercaladas por duas de sacada do 1.º ao 3.º andar), mais uma no frontão da esquina. A platibanda é decorada por friso de azulejo e por duas estatuetas de barro nos angulos das duas ruas. As janellas tinham vidros de recorte arredondado, ao gôsto da epoca.
 Nos annos 70 o senhorio ou os inquilinos das lojas mutillaram-lhe a fachada para ampliação de montras -- uma prática assaz corrente a desfear da cidade; nunca lhe conheci os alçados primitivos.
 Nos ultimos mezes desappareceu-lhe a caixilharia original das janellas (a de aluminio, sem encanto, não captivou o larapio). Calhando destelharam-no, também. Vae em lenta agonia. Não me parece já que se salve...

 Em baixo a vista do 3.º dir. para o outro lado da rua.

Rua Moraes Soares, Lisboa (J. Benoliel, 195...)
Rua Moraes Soares, Pr. do Chile (prox.), 195...
Id., Ibid.

Av. Almirante Reis, 148 (adenda)

 Abeirei-me hontem dos operarios que acabavam de montar o andaime e perguntei se a obra era de demolição ou para arranjar.
 -- Parece que é para arranjar -- disseram-me.
 Pode ser que seja...

Avenida Almirante Reis, 148
Av. Almirante Reis, 148, Arroios, 2014.

Das lavagens ao cérebro

 Bom! Primeiro, isto agora do dia dos namorados é mais uma que mandaram vir lá de fóra para frete ao commercio induzindo o zé pagode a comprar prendinhas.
 Depois, não me venham cá com coisas porque se o dia é dos namorados então não tenho nada com isso. Quando for o dia das namoradas, está bem, procurem-me que póde bem ser que as atenda.


image001.jpg


Imagem do zé pagode, no omo institucional .

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Av. Almirante Reis, 148

Formulário de contacto





Tipo de contacto Informação
Nome [Munícipe identificado]
Email
[_______@___].pt
Mensagem

Prezados Srs.,

1) Se não sabíeis, ficais desde já informados que foi montado hoje um andaime no n.º 148 da Av. Almirante Reis e que o mesmo foi assim abandonado durante a noite.


2) O andaime permitiu a entrada nas casas devolutas do 1.º e 2.º andares, cujas janelas arrombadas o denunciam.


3) O descuido e a inacção da Câmara depois deste aviso torna-a co-responsável, por falta de zelo e omissão, dos sinistros que doravante sucedam no edifício e que venham afectar as circunvizinhanças.

S. Jorge de Arroios, 12/II/2014 às 22h55.



Assunto Habitação e Património
Assunto Segurança
Assunto Urbanismo
Assunto

Reabilitação Urbana








 
 O n.º 148 da Av. Almirante Reis em Lisboa é o prédio mais baixo à esq. na imagem. Tem as casas devolutas há cerca de trinta anos. O seu aspecto em 2009 era o que se acha nas vistas de rua do Google.



Av. Almirante Reis, Praça do Chile (Revista Municipal, N.º 1, Set. 1939)

Av. Almirante Reis, Praça do Chile, 1939.
In Revista Municipal, n.º 1, Set. 1939, p. 50.

Miséria

 Depois do pregão ordinário das vedetas à sua primeira vez (!), o patético anúncio da Radiotelevisão Portuguesa duma nacionalíssima app second-screen, com uma autoproclamada rapariga das novas tecnologias a tratar-me por tu e a dizer-me de olhos arregalados que posso inter-á-gir com a televisão.
 Pois posso.
 Mudo de canal ou apago-a.


Mais miséria



I, 12/II/2014.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Quem não conhece História arrisca-se a repeti-la


« E, no entanto, pelas suas ruins finanças e irregular administração o País foi julgado nos pretórios da Europa, umas vezes com alguma justiça, outras sem ela. Pelas suas faltas de devedor e urgências de dinheiro teve de aceitar contratos leoninos e acordos cujas cláusulas se afastavam do teor normal entre pessoas ou Estados solventes. Com a expectativa de novos pedidos de empréstimo se pretextaram conluios internacionais, em que se viu contarem pouco os direitos, a integridade, a soberania de uma Nação, suposta independente, segura e garantida. Tudo isso é História; »


Oliveira Salazar, Discursos. Volume Primeiro, 1928 - 1934, 5.ª ed., Coimbra, 1961, p. XIV.



  Pedidos de empréstimo a jeito de conluios internacionais são, pois, História; hoje, o que há para História futura são saudáveis emissões de dívida. Um notável progresso.


Castelo, Guimarães (A. Pastor, s.d.)

Castelo de Guimarães, Portugal, [s.d.]
Artur Pastor, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Espectáculo!


(Diário Económico, 5/II/14.)

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Trôço de estrada

 Portugal. Um trôço de estrada ha mais de cem annos... 
 Estrada de Bemfica, com Monsancto a recortar o horizonte?...
 Estrada real de Cintra, com a cumeada da Reboleira ao Burel em fundo...?
 Em ambos os casos quero adivinhar qualquer coisa como um trôço do aqueducto na meia encosta. Meros palpites a partir d'uma cumeada salpicada de moinhos que me parece vagamente familiar. 
 E as duas carradas de não sei o quê, guiadas por saloios?!... --  Dá-me idéa que se cruzaram elles aqui com touristes em apuros n'um passeio de automovel que, percebe-se, encostou para mudar a roda. -- Transtornos d'uma excursão a Cintra?... -- O photographo é que entre tanto não quiz perder o pittoresco etnographico; poz-se a jeito e captou a scena. Os saloios prestaram-se ao retrato, vêde a pose. As senhoras observaram de longe, de dentro do automovel, para não enfrentarem a poeira do caminho.


fotografia.JPG
Duas carradas, Estr. de Cintra (?), 1890-1910.
Charles Chusseau-Flaviens, in George Eastman House.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Duques...

 Com effeito, depois de emprehender na questão, occorre-me que espreitar o mais vulgar dos diccionarios de portuguez evitaria o equivoco:



duque, [s.m.] 1. soberano de um ducado; 2. título nobiliárquico, imediatamente superior ao de marquês; 3. carta de jogar, peça de dominó ou face de dado que tem duas pintas; 4. variedade de videira; só me saem duques: exclamação que exprime desagrado relativamente a uma situação. (Do latim dux, ducis, «chefe; condutor», pelo francês duc, «duque»).


Dicionário da Língua Portuguesa sem Acordo Ortográfico, Porto Editora (verbete na rede em 1/2/2014).


Dois de paus (baralho Cachemira), Printissa, S. Petersburgo, 2005.
In Playing cards art = collecting
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