Portugal. Um trôço de estrada ha mais de cem annos...
Estrada de Bemfica, com Monsancto a recortar o horizonte?...
Estrada real de Cintra, com a cumeada da Reboleira ao Burel em fundo...?
Em ambos os casos quero adivinhar qualquer coisa como um trôço do aqueducto na meia encosta. Meros palpites a partir d'uma cumeada salpicada de moinhos que me parece vagamente familiar.
E as duas carradas de não sei o quê, guiadas por saloios?!... -- Dá-me idéa que se cruzaram elles aqui com touristes em apuros n'um passeio de automovel que, percebe-se, encostou para mudar a roda. -- Transtornos d'uma excursão a Cintra?... -- O photographo é que entre tanto não quiz perder o pittoresco etnographico; poz-se a jeito e captou a scena. Os saloios prestaram-se ao retrato, vêde a pose. As senhoras observaram de longe, de dentro do automovel, para não enfrentarem a poeira do caminho.
Duas carradas, Estr. de Cintra (?), 1890-1910.
Charles Chusseau-Flaviens, in George Eastman House.
E o outro calhordas a tentar fazer uma ultrapassagem para ficar na photo...bem os Anglos nos lixaram durante séculos,com vedetas como o salasar a nos lixar com a sua senhora de fàtima a diser que a guerra ia acabar!!Sim ;eu sei que escrevo mal,mas na escola Fonseca Benevides os prof's não éram melhores,e o dicionário que tenho é de José Pedro Machado de 1960,sou vélho jogo...mas gosto imenso de o ler.Bye
ResponderEliminarO abate indiscriminado de árvores centenárias continua em franco progresso e rápido desenvolvimento, por obra e graça do sr. Costa da C.M.L., que pelos vistos só existe para ir destruíndo Lisboa em todas suas áreas, até as de recreio e lazer, já que do resto tem dado conta com sobras.
ResponderEliminarPassei há dias pela Mata Silva Porto só para ver como se estava a processar o contínuo desbaste arbóreo, que aliás já vem de longa data. Nada que me tivesse surpreendido. A Mata está cada vez mais despida de arvoredo e carregada de cangalhada horrorosa espalhada por tudo quanto é sítio supostamente para exercício físico dos mais novos e dos mais velhos e qual não é o meu espanto (sim, ainda me consigo espantar, o que já não me deveria acontecer, com os sucessivos crimes urbanísticos e patrimoniais perpetrados impunemente por este inacreditável bando de democratas d'algibeira, situando-se o sr. Costa como seu ponta de lança) quando mesmo à entrada do lado posterior da Mata, junto à qual existia até há pouco tempo uma palmeira tri-centenária, portanto muito anterior à existência da Mata, vejo-a cortada quase pela raíz e os vários pedaços de tronco (de madeira valiosa) em que foi dividida, de enorme diâmetro, colocados ao lado da dita. Será que a fábrica de celulose a que aquela madeira se destinaria, em comandita com a Câmara, claro está, ainda não teve quem a mandasse recolher ou terá ela como país de destino os gananciosos Estados Unidos que dela tanto necessitam (vide o crime de proporções planetárias que este país tem vindo a cometer impunemente desde há dezenas d'anos na floresta amazónica por interpostos madeireiros contratados por empresas norte-americanas do ramo).
A destruição sistemática que a Câmara de Lisboa vem perpetrando desde há décadas na Mata Silva Porto, mas com uma assiduidade desusada desde que o senhor Costa assumiu a respectiva presidência, só para citar um caso de flagrante falta de respeito pelos munícipes, entre muitos outros semelhantes em toda a cidade, é um verdadeiro atentado contra o património de todos os portugueses e não só lisboetas, a merecer punição exemplar..., mas quem é que é capaz de incomodar sequer com uma simples pena a seita maçónica que domina a Câmara assim como o País, continuando a fazê-lo alegremente sem que nada lhe aconteça porque, além de obedecer a ordens exteriores, está protegida por quem as profere nada tendo a temer?
Quando é que um punhado de portugueses corajosos e valentes enfrenta de peito aberto este bando de malfeitores causador dos milhentos danos irreparáveis que tem causado a Portugal e aos portugueses?
Há tempo que não passo na mata de Benfica. Mas não me espanta, dado o abate descarado e persistente de árvores que se tem visto em Lisboa. Esta ciganada que se apossou de poder é tão vil que não admira o saque.
ResponderEliminarCumpts.
A propósito da imagem, como é que consegue distinguir se é a Estrada de Benfica/Monsanto ou a Estrada de Cintra/Reboleira, mesmo que em tom interrogativo?! Se calhar é mesmo uma dessas. Que extraordinária perspectiva a sua e que memória visual não menos extraordinária. Fantástico.
ResponderEliminarMaria
Intuição e fèzada.
ResponderEliminarCuidei a princípio que a casa fosse esta, mas o mais certo é ser a scena mesmo na Estr. de Benfica. Terei de procurar com paciência o que sobra desde Sete Rios á Venda Nova, a menos que surja algum contributo d'algum leitor.
:)
Cumpts.
Olhe, sabe o que me parece? É que essa estrada de terra batida é a que viria a ser a Estª. de Benfica, tal como hoje a conhecemos. Aquela espécie de moradia pequenina de cor amarela, do séc. dezanove, creio, que se vê à esquerda na imagem do Google, poderia ser uma que estava a cair de velha há uns anos e entretanto restaurada, mas possìvelmente não é. Por outro lado a Estrada que se vê na imagem do Google deve ser efectivamente a Estrada da Venda Nova(?), da Amadora(?), mas esses troços, mesmo o casario/prédios de umas e de outras são tão parecidos que é difícil distinguí-los.
ResponderEliminar-----
A propósito, chegou a descobrir alguma coisa daquela Quinta para os lados de Benfica, de que lhe falei? Quanto ao Largo Conde de Ottolini (será que a Quinta era ali por perto?, é muito capaz, na parte velha de Benfica, na zona das grandes quintas, uma das quais conheço) sei eu que existe porque já lá passei:)
A casa amarela na Elias Garcia não parece ser (parece, mas não confirmo). A casa amarela tem uma esquina arredondada. Ainda que esquina não seja possível de ver na foto antiga (não tem ângulo), pela sombra projectada o edifício é a direito. Ainda que a casa amarela também tenha uma parte direita, acho que se fosse a mesma a sombra arredondada apareceria no chão. Os moinhos também se parecem com aqueles no topo da Mina (freguesia).
ResponderEliminarNão parece ser a casa na estrada entre a Venda Nova e a Porcalhota (Elias Garcia). A casinha da imagem tem uma agua furtada diferente da que temos hoje n'essa via.
ResponderEliminarSe os moinhos são no Monsancto, estrada que foge em 2.º plano pode ser a do Calhariz. Ou a Gomes Pereira. Ou a Estr. das Garridas...
É um quebra-cabeças.
Cumpts.