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domingo, 29 de setembro de 2013

Faltam freguesias por apurar

São 8h25 da noite. A TVI diz que «faltam 2797 freguesias por apurar».





Cartaz de Marcelo de Sousa «A tempo inteiro», Lisboa, 1989.

Neves Águas, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.

Amanhando o pescado

Praça de Xabregas, Largo do Marquês de Nisa, (s.d.). Fotografia, A.N.T.T., «O Século»…
Praça de Xabregas, Largo do Marquês de Nisa, (s.d.)
Fotografia, A.N.T.T., «O Século»...

sábado, 28 de setembro de 2013

Ribeiros

Rua dos Fanqueiros, 267. Só no 1.º andar.

Ribeiros — Rua dos Fanqueiros, 267 — 1.º, Lisboa.
Fotografia, A.N.T.T., «O Século»…

Adenda: fotografia deve ser do Inverno de 1949-50; a praça da Figueira fora já demolida (após 30 de Junho de 49); em 30 de Dezembro de 50 o eléctrico 18 teve o seu percurso encurtado ao Terreiro do Paço; desde 1 de Julho de 47 que subia a Rua dos Fanqueiros e descia a Rua da Prata, invertendo o sentido do percurso na Praça da Figueira, (cf. C. Filipe, «Eléctrico 18», in A minha página Carris).

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

«One diretion» em Portugal

image002.jpg

Sem mais comentários.

O tempo da aviação imperial


« Foram estes os aviões que viram nascer os T.A.P. e que realizaram a homérica odisseia de manter a "Linha Aérea Imperial" que ligava Lisboa a Lourenço Marques (12.500 quilómetros) durante anos, com passagem por Luanda e mais tarde S. Tomé, no que foi a maior ligação comercial regular em todo o mundo com este tipo de avião. Marcaram sem dúvida uma página épica na história da aviação [...]»


«Os Dakotas nos Transportes Aéreos Portugueses - T.A.P.», in Voa Portugal - O Portal da Aviação Portuguesa (2013).



2141FOTG-placa.jpg
Placa do Aeroporto da Portela, Lisboa, 194...-195...
Fotografia do Museu da T.A.P.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

O tempo da aviação heróica

O Capitão Amado da Cunha aqui, no tempo da aviação heróica, é o pai do Cte. Amado da Cunha do tempo da linha aérea imperial.



Postal não circulado, da colecção do Sr. António Fernandes, por oferta do Sr. Cte. Amado da Cunha.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

TAP - Linha aérea imperial, 1947

 Tripulação completa (e bem disposta) da linha imperial à partida de Lisboa em 1947. Notai como o radiotelgrafista Serpa foi pôr a orelha justamente entre o polegar e o indicador do mecânico de voo Moura. A legenda é do próprio punho do Sr. C.te Amado da Cunha, único tripulante desta tripulação ainda entre nós.

Linha imperial da TAP, aeroporto da Portela (Carneiro, 1947)


A fotografia é do fotógrafo Carneiro, da TAP, gentilmente cedida pelo Sr. António Fernandes. Doc. manuscrito apenso também da colecção do Sr. António Fernandes.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

«Le Brésil n'est pas un pays sérieux» (*)

 Quando o pacifista Nehru invadiu o Estado Português da Índia em 1961 o eng.º Jorge Jardim veio a Lisboa expor ao Dr. Salazar um plano de resgate dos cativos portugueses. Meio incrédulo, o Dr. Salazar achou o tal plano praticável e deu-lhe aval. -- O eng.º Jorge Jardim conseguira por um golpe audacioso «meter no bolso» um negociante indiano de Moçambique que tinha negócios escuros com o filho do ministro indiano das Finanças; consegiu dele um livre-trânsito e, acompanhado da enf.ª pára-quedista Ivone Reis, introduziu-se na Índia com uma carta do Ministro do Ultramar mandatando-o para falar em nome do governo português. Exigiu a libertação imediata da equipa da R.T.P. que lá estava prisioneira, pediu para escolher um quadro da galeria dos vice-reis para trazer para Portugal e negociou o plano de retirada dos portugueses que posteriormente deveria ser enviado pelo nosso ministro dos Negócios Estrangeiros. Os indianos concordaram com tudo.
 Sem relações diplomáticas com a Índia, o plano da retirada dos portugueses foi enviado à embaixada do Brasil em Nova Deli que era quem, por acordo diplomático entre Portugal e o Brasil, representava os interesses de Portugal na Índia. Passado tempo, sem nada acontecer, o Dr. Salazar mandou procurar e informar o eng.º Jorge Jardim de que o plano não estava a resultar. Informado do caso, logo ele se pôs em campo para descobrir que o plano tinha estranhamente sido retido na embaixada pelos brasileiros, chegando mesmo o governo indiano a ver-se obrigado a exercer pressão diplomática para conseguir por fim receber o plano de repatriamento dos portugueses.


 Há pedaço falaram-me duma notícia e lembrei-me desta história (**). Razão teria o gen. De Gaulle.

Zé Carioca, n.º 1880 (1991)
Zé Carioca, 1880, in Mercado Livre.




(*) Frase atribuída ao gen. De Gaulle.
(**) Li-a com ainda com mais sumo de pormenores no livro do Ten-Cor. Brandão Ferreira, «Em Nome da Pátria» (1.ª ed. Dom Quixote, Alfragide, 2009, pp. 219 e ss.) que o meu estimado amigo e colega sr. António Fernandes muito gentilmente me ofereceu há dias.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Sabe ler?

 Se sabe, escusa de perguntar aqui à Amália ou ao Eusébio como se diz...



Imagem de Madalena Crespo, no livro das fuças (adaptada).

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Aspecto de Arroios, 1945

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Escadas, Rua Aquiles Monteverde (Lisboa), 1945.
Fernando Martinez Pozal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Collegio de N.ª Sr.ª do Resgate. Ensino gratuito

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Collegio de N.ª Sr.ª do Resgate. Ensino gratuito, outrora Rua dos Anjos, n.º 212. Hoje uma hospedaria, na mesma rua, n.º 70. À casa comercial Tendinha sucedeu a pastelaria Preto dos Anjos. (Fotografia ant. a 1901: A.F.C.M.L., A1651.)

domingo, 15 de setembro de 2013

Rua de Arroios, 44

Rua de Arroios, 44, Lisboa (A.F.C.M.L., A1299)
Rua de Arroios, 44, Lisboa, [1901-1908].
Fotógrafo não identificado. Arquivo Fotográfico da C.M.L., A1299.


 Uma interessante fotografia de autor não identificado. Retrata um gailoiero no n.º 44 na antiga rua direita de Arroios nos alvores do séc. XX. A scena é trivial. A rua de Arroios era pouco mais que um ermo caminho arrabaldino que começara havia pouco a povoar-se de indústrias. Trivial também é, pois, verem-se os raros alfacinhas das adjacências meios especados a fazerem-se ao retrato. No plano do horizonte, de trás do prédio avista-se a encosta no fim do Monte Agudo e o declive acentuado da sua encosta SO, onde havemos hoje a Rua Heliodoro Salgado.


 O gaioleiro -- três andares revestidos a azulejo, sobrado de 5 sacadas na frente, platibanda de balaustrada e piso de trapeiras decoradas a ferro forjado -- não há-de ter sido demolido há muito, a julgar da pinta do que lá achais agora. Pois aquele velho gaioleiro de esquina antecedia na Rua de Arroios a fábrica de cervejas Peninsular (successora (?) das Cervejas Leão de 1878). Entre ambos a serventia que se entrepunha nestes singelos tempos de 1900 era o Caminho do Forno do Tijolo, que terminava (ou começava) justamemente neste ponto da Rua de Arroios antes de ser truncado pelas novas Av. D.ª Amélia e Rua António Pedro. Na confluência, aqui, do Caminho do Forno do Tijolo com a Rua de Arroios desembocava também o Regueirão dos Anjos, que se identifica bem na imagem entre o anexo ameado nas traseiras do prédio e o muro duma casa do lado de lá onde se vê parte dum telhado de quatro águas. Esta casa no lado de lá do Regueirão dos Anjos era uma certa Villa Braz...


 A deixa que dou ao benévolo leitor no fim desta ladainha toda, se aqui chegou, é dizer quais destes cachopos aí acima lhe parece que frequentassem a Escola Estephania...

Escola Estephania

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«Escola Estephania», no Regueirão dos Anjos, de fotógrafo não identificado. A fotografia acha-se no Arquivo Fotográfico da C.M.L.; o lugar retratado, exactamente, pode ser que se ache.


 


Adenda:


Caro «Bic Laranja»,

 Esta escola obteve alvará em 16 de Março de 1901. Ficava situada na Rua Conselheiro Monteverde (paralela à Rua Pascoal de Melo) e «rezava» um anúncio de 1910:



«Situada num dos mais bellos e hygienicos locaes da capital, servido pelos electricos do Arco do Cego e Arieiro, recebe alumnos internos , semi-internos e externos, para frequencia de todas asa aulas, desde a infantil até o ultimo anno do curso dos lyceus e para o curso commercial com programmas privativos.»



 Era seu director em 1910 Agostinho José Fortes.
 Quanto ao «lugar retratado, exactamente, pode ser que se ache.» ....... 
Sonhar é Fácil. :)


 Os meus cumprimentos,

José Leite.


(15 de Setembro de 2013 às 16:43)

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Gymnastica no Sporting Club



 Esta acima vem etiquetada no arquivo municipal como Exercícios de ginástica no antigo estádio do Sporting Club; local: Campo Grande; notas: Este foi o primeiro campo e sede do S.C.P. em 1907, segundo informações de Doutor Pedro Cardoso do Museu Nacional do Desporto.
 
Pois pois! O problema desta descrição detalhada é a igreja da Penha de França que sobressai de trás dos dois prédios em segundo plano à esquerda. E da esquerda para a direita é a cumeada do Cabeço de Alperche (Penha de França) ao Monte Agudo que fecha o horizonte. -- Para nos situarmos, os gymnastas estão a fazer exercícios na Escola do Exército e as casas mais próximas à esquerda são a antepenúltima e penúltima da rua daquele nome que desemboca hoje na Jacinta Marto, mesmo mesmo acima do quartel de Santa Bárbara.
 Exercícios de gymnastica no Sporting Club, no verdadeiro chão do Visconde de Alvalade, caminho do Lumiar, são os da de baixo. Nela bem se lá vê o prémio Valmor de 1912 na Alameda das Linhas de Torres, de que restam hoje só as paredes.



Fotografias: Gymnastica na Escola do Exército e no Sporting Club, Gomes Freire e Campo Grande, c. 1907 - post 1912. Arquivo Fotográfico da C.M.L.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Formato (um barbarismo)

 Hoje há muito formato. Um ex-galicismo. Serve para molde, feitio, tamanho, dimensão ou (o mais óbvio) forma. E serve de estribilho a quem haja simplesmente esquecido léxico tão corrente como...
 O Corpus do Português indica-nos que arribou ao português pela pena de Eça de Queiroz, nem menos:



  • A tua ideia de fundar um jornal é daninha e execrável. Lançando, e em formato rico, com telegramas e crónicas, uma outra « dessas folhas impressas que aparecem todas as manhãs» (Correspondência de Fradique Mendes);

  • [...] pares de galochas, caídas para o fundo da bacia de assento, todas do mesmo formato [...] (Os Maias);

  • [...] como se fez esta troca de embrulhos - que é a tragédia da minha vida? Eles eram semelhantes no papel, no formato, no nastro [...] (A Relíquia).


 Se foi Eça ou não quem no realmente inaugurou nas bandas cá do Chiado, não sei; que é galicismo e novecentista [oitocentista]: de certo. Fialho seguiu-lhe a moda n' Os Gatos (1889). J. Dantas (Abelhas Doiradas, 1912; Os Galos de Apollo, 1921), J. Régio (Os Avisos do Destino, 1953), A. Portella Filho (O Código de Hamurabi, 1962) e Urbano T. Rodrigues (Os Insubmissos, 1976 *) são raros autores dignos de nota que o usaram depois, e já daqui vedes que foi 'formato' relativamente desusado em Portugal até perto do fim do séc. XX.
 Foi então que tornou, como anlgicismo, estou em crer, no fim dos anos 80. Pela via informática pegou de estaca, tal é a colonização que agora nos trespassa. O emproado galicismo de Eça e Fialho passou prestes a recurso sem chama literária, fácil e irreflectido. Desde 88 o Corpus regista-o por mais dum cento de vezes, derramado em obras dos moderníssimos Maria Velho da Costa, Rita Ferro, Francisco Viegas, Rúben Andresen, Mário Braga, João de Melo, Cardoso Pires, a que podemos somar na imprensa que temos, um Seixas da Costa, um José Barata-Moura (com hífen) ou um Alm. Per.ª Crespo (in Público, Expresso, O Jornal, Jornal de Leiria).
 Na imprensa, na rádio e nas televisões há agora (no séc. XXI), carradas diárias de 'formato(s)'. Um barbarismo subtil em que os ditos (e os não ditos) eruditos são sintomàticamente levados.
 E assim se desformata deforma o português...

Vendedor de banha da cobra, Alcântara (E.Gageiro, 1957)
Vendedor de banha da cobra, Lisboa, 1957.
Fotografia: Eduardo Gageiro, in Lisboa no Cais da Memória.





* A par dum tropicalíssimo grã-fino: «[...] acendia um charuto granfino, de formato bizarro, que um repórter brasileiro, folgazão, lhe metera no bolso.» -- Justificar-se-á no  brasileiro folgazão o tal granfino de Urbano mal grafado...

Collegio Parisiense

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Collegio Parisense, Rua da Cruz de Sancta Apollonia, 19...
Paulo Guedes, in Archivo Photographico da C.M.L..

domingo, 8 de setembro de 2013

Espectáculo de variedades: Neil Diamond

Neil Diamond, Sweet Caroline
(B.B.C. 4, 1970)

sábado, 7 de setembro de 2013

Direitinhos

«Mais um primeiro lugar para a Daimler» (Bus & Coach, Jul. 1967)
Notícia da encomenda pela C.C.F.L. de 40 autocarros Daimler de motor atrás.
(Bus and Coach, Jul. 1967, in Biblioteca de Wood.)


 A primeira vez que vi um Daimler Fleetline da Carris há-de ter sido na Alameda ou no Chile, calhando na carreira 8, talvez. Sem aqueles radiadores nem faróis de calhambeque à frente, tinham um ar bem mais moderno do que os autocarros que me eram habituais. Pela forma direita da dianteira, sem reentrância ao lado da cabina do motorista, classifiquei-os cá na ideia como «os direitinhos»; não fazia ideia da marca Daimler Fleetline (como não sabia dos outros serem A.E.C.).
 Eram raros de se verem, os direitinhos, pelo menos por onde a minha mãe me levava pela mão. De modo que nada me recorda deles na sua pintura verde original de 1967. Só se me tornaram mais familiares depois, por volta de 1979/80, já todos tinham mudada a cor. Por serem relativamente modernos depressa os pintaram na nova cor de laranja eleita pelos democráticos que se encomendaram à Volvo em 1975, rompendo com os ingleses. Ganhou logo nesse tempo foros de cor nacional(izadora) dos transportes portugueses, a de laranja. Não ter ela sido o vermelho dos cravos até admira...

Daimler Fleetline (Trasnportes portuguese, CTT, 1989)

Daimler Fleetline, Largo de D. João da Câmara, 198...
(Postal da série «Transportes típicos de Lisboa», dos C.T.T., circulado em 22/5/1989.)

15. LISBOA — Alameda de D. Afonso Henriques

15. Lisboa


 (Edição de António Passaporte [?], s.d.)

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Da democracia (ou do que sai na rifa)



 Este campeão autárquico que aprecia falar de bola andava à espera duma mobilidade especial não era? Não me parece ele lá muito brilhante. Noutra vez destas andanças lembro-me de lhe ter visto em pleno I.C. 19 um cartaz a dizer «Ninguém pára Sintra» (*), o que na circunstância me sugeriu indigência ou gozo descarado. Quando há semanas deu em literalmente reclamar Lisboa com os pés vi logo o que era: temos aí... mamífero... calhado a pinotes ou (com o dado que é à bola) a entradas de carrinho, o que dá falta... em qualquer dos casos.


 




(*) Hoje, com a cacografia do governo, seria por má ventura «Ninguém para Sintra», que no contexto do I.C. 19 teria irònica-
mente mais propósito. -- Cuido que possa até ter sido para adequar assim o velho cartaz aos engarrafamentos de Sintra que um governo inteligente pôs em vigor o Acordo Ortográfico com o Brasil. -- Não sei se o campeão autárquico aqui segue tal desígnio linguístico; admitindo que não, talvez me sirva para mitigar o escárnio.


 (A imagem é d' O Reviralho. Revisto à meia-noite e meia.)

Avenida Casal Ribeiro e modernidade

 Em 1962, a modernidade impante condenara já o pequeno prédio de rendimento com azulejos de Arte Nova, dos n.ºs 50-54. O orgulho inchado nela (na tal modernidade) foi quem mandou então por ali o fotógrafo.

Avenida Casal Ribeiro, Lisboa (A. Serôdio, 1962)
Av. Casal Ribeiro [...-52], Lisboa, 1962.
Armando Serôdio, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.


 


 A beleza modernaça de 1962, porém, deu no que havia de dar, tais são as modas... Sucede que o cimento de 1962 é mais rijo do que a alvenaria de pedra irregular de 1900. Sobrevive ainda o mamarracho, mas debaixo duma carcaça mais modernaça de agora -- a lembrar aí inúmeras cabeças duríssimas, sempre a mudar de penteado conforme as modas...
 Bom, dissera que cá havia de tornar com isto, pois aqui fica. Para o benévolo leitor ajuizar.

Av. Casal Ribeiro, Lisboa (A.C. Lima, post. 1905)
Av. Casal Ribeiro, 52, Lisboa, post 1905.
Alberto Carlos Lima, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Vista da Casal Ribeiro antes do camartelo


Largo de D.ª Estefânia, Lisboa, c. 1960. (Edição C.S.S.L. ?)

Resiliência, resiliência, resiliência...!



 Resiliência coisa nenhuma! É termo da Física para elásticos.
 Isto são modas barbarescas de quem não sabe usar o léxico. A começar pelos bárbaros, que mais não fazem que engrossar a língua de pau em se exprimem: inventaram eles Human Resources para dizer Personel e a saloiada zarolha daqui dá loguinho em parir «Recursos Humanos», que mais havia de ser. Rebaixam-se de «Pessoal» (significante que remete directamente para o significado «pessoa») a recursos (=> coisas). E ainda dão por aí em doutrinar que esses «recursos» se tornem «resilientes».
 -- Como um elástico que torna à posição de repouso depois de distendido!?  Ora!
 Aos antigos bastava-lhe dizer «rijo» (quatro letrinhas) quando referiam alguém resiliente tenaz. Mas parece que já não há homens de ferro, só «recursos» de elástico...

(Definição: Dicionário da Língua Portuguesa 2004, Porto.)

Sabe o que são ojetivos?

Ojetivos


São resultado de mini-cérebros militantes...


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terça-feira, 3 de setembro de 2013

Largo de Dona Estefânia

 Uma furgoneta «pão de forma» diante do n.º 11. Do antigo Colégio Teófilo Ferreira nem sinal. No r/c um fotógrafo; nos andares superiores janelas pejadas de escritos. O gailoeiro dos anos 1900, não obstante o ar saudável que tinha, era pasto de cobiça.
 O título da fotografia é....

Largo de D.ª Estefãnia, 11, Lisboa (A. Goulart, 1961)

Prédio para demolir, Lisboa, 1961.
Artur Goulart, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

Em 1969 ainda se aguentava.

Largo de D. Estephania

  Duas damas, um cavalheiro e dois homens no Largo de D. Estephania, n.º 11, onde houve o Collegio Theophilo Ferreira. Pela a esquerda a rua d'aquelle mesmo nome, caminho do Arco do Cego. Pela direita a Rua Paschoal de Mello, caminho de Arroios.
 Photographia com sol de Inverno quando a Azinhaga do Pintor por ventura ainda estaria na memoria.


 



Largo de D. Estephania (pormenor), Lisboa, c. 1908.
Photographo não identificado, in Archivo Photograhico da C.M.L..

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Jeitoso

1.


Prémio Valmor de 1967, Olivais (A. Serôdio, 1968)


 


2.


Prémio Valmor de 1967, Olivais (A. Serôdio, 1968)


 


3.


Prémio Valmor de 1967, Olivais (A. Serôdio, 1968)




Arquitectos: Nuno Teotónio Pereira e António Pinto de Freitas. Proprietário: Sociedade Cooperativa 'O Lar Familiar'. Fotografias: Prémio Valmor de 1967, Olivais, 1968. Armado Serôdio, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..


Espírito do prémio Valmor: «um prémio que será anualmente dado em partes iguais ao proprietário e ao arquitecto do mais belo prédio ou casa edificados em Lisboa, com a condição porém de que essa casa nova, ou restauração de edifício velho, tenha um estilo arquitectónico clássico, grego ou romano, romão gótico, ou da renascença ou algum tipo artístico português [...]»
Talvez seja dalgum tipo artístico português... de franja.

Publicidade desrespeitosa

Uns perfeitos analfabetos...

C.G.D., um banco brasileiro. 

Nota ao meio-dia e meia: esta reclamação foi depositada na caixa de sugestões da Caixa por, naturalmente, o remetente noreply [outro barbarismo gratuito] @cgd.pt não servir para receber correio. Na resposta recebida em 30 de Agosto duma sr.ª Manuela Coragem Manoela Curagem Diretora (há-de ser nome de família... brasileira), salpicada de perdigotos (efetuada, rececionada e eletrónico), lá se dizia que a desrespeitosa publicidade fora inibida. Ficamos gratos. E aliviados da albarda que tão bem a veste.