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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Vista da Casal Ribeiro antes do camartelo


Largo de D.ª Estefânia, Lisboa, c. 1960. (Edição C.S.S.L. ?)

4 comentários:

  1. Anónimo4/9/13 22:12

    Que lindo prédio. Claro, tudo o que tenha beleza, seja ele prédio, Jardim, Mata, Largo, Praça, Praceta, Avenida, estrada ou simples rua, que possua harmonia, proporcionalidade, enquadramento e se construído interior e exteriormente com materiais nobres, é certo e sabido que vai abaixo (claro que todos os materiais de alto valor decorativo e/ou de construção - sobretudo mármore fino, bronze, azulejos dos Séculos XVII e XVIII e Arte Nova - são surripiados antes da demolição ficando em poder de quem manda derrubar, para por sua vez irem parar às suas pretensas casas, como está bom de ver).
    Estes malditos 'democratas', que só aterraram no nosso país para o destruir em todas as áreas da sociedade e de todas as maneiras possíveis e imaginárias, é que deviam ser destruídos. E mais cedo do que mais tarde. Cambada de pulhas, mereciam a prisão perpétua à falta da pena de morte.
    Maria

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  2. O prédio de gaveto já andava como havia de ir nesta altura, pelo menos é o que dá impressão das portadas nas janelas de esquina, completamente cerradas. Aliás é dos anos 60 a pato-bravice que nos deitou a perder a Lisboa de Rosa Araújo e de Ressano Garcia. De tudo o que está à vista salvou-se (até ver) o prédio à direita na imagem.

    A maravilha é que da Estefânia ao Saldanha a soalheira é hoje muito menor, com proveito óbvio nas insolações das moleirinhas... Mas 5 andares na Casal Ribeiro não dão ainda «sombra» suficiente, pelo menos à Santa Casa da Misericórdia. Hão-de ter de ser pelo menos 8...

    Naquele da esquina morou Fernando Pessoa algum tempo. Por isso o mamarracho que temos agora chama-se Edifício Pessoa. Por isso ou porque o rótulo ajuda a vender andares. Não ajudou foi a conservar a História. Ironias do vil metal.

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  3. ASeverino6/9/13 09:44

    Mas ó Maria mas atenção que os patos bravos (dos anos 60) fizeram boa obra...

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  4. Anónimo6/9/13 17:38

    Tem razão, segundo tenho vindo a tomar conhecimento destas matérias pelo mui conhecedor das mesmas e autor deste digníssimo espaço, visto que estive fora durante esses anos. Mas olhe que o que se tem verificado no que à construção diz respeito nas últimas décadas (e sobretudo à criminosa demolição de belíssimos exemplares do que de mais nobre, belo e sólido se fez em construção nos séculos passados, com destaque para o fim do séc. dezanove/princípios do vinte, não me parece que tenha comparação possível) é um verdadeiro dó de alma. Constatar a pobreza/vulgaridade dos materiais, das horrendas linhas arquitectónicas exteriores e interiores, dos acessos mal concebidos e com pouca ou nenhuma funcionalidade, dos espaços envolventes despidos de arborização ou lúdicos, etc.
    E então, se nos abstrairmos da construção pròpriamente dita e nos detivermos na estatuária..., bem, esta iguala-se-lhe. O que tem sido feito desde o 25/4 até hoje não tem ponta por onde se lhe pegue, abstraccionismos do mais ridículo, para não dizer piroso, que há, tanto nos materiais como na concepção como na forma.
    Maria

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