Quando o pacifista Nehru invadiu o Estado Português da Índia em 1961 o eng.º Jorge Jardim veio a Lisboa expor ao Dr. Salazar um plano de resgate dos cativos portugueses. Meio incrédulo, o Dr. Salazar achou o tal plano praticável e deu-lhe aval. -- O eng.º Jorge Jardim conseguira por um golpe audacioso «meter no bolso» um negociante indiano de Moçambique que tinha negócios escuros com o filho do ministro indiano das Finanças; consegiu dele um livre-trânsito e, acompanhado da enf.ª pára-quedista Ivone Reis, introduziu-se na Índia com uma carta do Ministro do Ultramar mandatando-o para falar em nome do governo português. Exigiu a libertação imediata da equipa da R.T.P. que lá estava prisioneira, pediu para escolher um quadro da galeria dos vice-reis para trazer para Portugal e negociou o plano de retirada dos portugueses que posteriormente deveria ser enviado pelo nosso ministro dos Negócios Estrangeiros. Os indianos concordaram com tudo.
Sem relações diplomáticas com a Índia, o plano da retirada dos portugueses foi enviado à embaixada do Brasil em Nova Deli que era quem, por acordo diplomático entre Portugal e o Brasil, representava os interesses de Portugal na Índia. Passado tempo, sem nada acontecer, o Dr. Salazar mandou procurar e informar o eng.º Jorge Jardim de que o plano não estava a resultar. Informado do caso, logo ele se pôs em campo para descobrir que o plano tinha estranhamente sido retido na embaixada pelos brasileiros, chegando mesmo o governo indiano a ver-se obrigado a exercer pressão diplomática para conseguir por fim receber o plano de repatriamento dos portugueses.
Há pedaço falaram-me duma notícia e lembrei-me desta história (**). Razão teria o gen. De Gaulle.
Zé Carioca, 1880, in Mercado Livre.
(*) Frase atribuída ao gen. De Gaulle.
(**) Li-a com ainda com mais sumo de pormenores no livro do Ten-Cor. Brandão Ferreira, «Em Nome da Pátria» (1.ª ed. Dom Quixote, Alfragide, 2009, pp. 219 e ss.) que o meu estimado amigo e colega sr. António Fernandes muito gentilmente me ofereceu há dias.
De Espanha costumava-se dizer que de lá não vinha nem bom vento nem bom casamento, já das terras de Vera Cruz não sei o que dizer tamanho é o ódio que destilam sobre Portugal...
ResponderEliminarTêm vergonha do que são. Descarregam nas origens. Quer maior estupidez?
ResponderEliminarCumpts.
Saberão o que são, ainda?
ResponderEliminarE saberemos nós, o que ainda somos? Mas como, se já mal sabemos o que outrora fomos?
Enfim, quando os portugueses se tratam a si próprios e à sua pátria da maneira que vemos e temos visto há quarenta anos, é sensato esperar que melhor seja o tratamento vindo de fora?
Fora eu brasileiro e também não saberia o que pensar das minhas origens. Espero que, ao menos, tivesse piedade.
Ser, já não somos. Poucos sabemos já o que fomos. Depois do grande acidente nacional Portugal acabou.
ResponderEliminarCumpts.
É com as lágrimas nos olhos que vos dou razão…
ResponderEliminarSerá que não resta nem um descendente dos Conjurados de 1640? Eu não o serei dos 40, seguramente, mas, calhando até posso ser de um dos outros 10, ou isso que é, dos “prosaicos”. Ainda me sobra fôlego, parafraseando o Cid, para não ficar em casa… Eu sei que eles estão aí, mas escondidos.
Cumpts
Ninguém se quere meter nisto. E enquanto jorra a teta estrangeira os cães não largam o osso. Quando a penúria for total é possível que surja alguma alma. Se ainda a houver.
ResponderEliminarCumpt