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quinta-feira, 31 de agosto de 2006

Tracinho-monumental

 Há manifestações ditas artísticas que, por razões evidentes, necessitam ser compostas... O campo da Ataca, próximo de S. Torcato (Guimarães), onde se deu a batalha de S. Mamede foi atacado. Sete minhocas elevando-se do chão num cantinho do tal campo é um desses arranjos ditos artísticos que, por razões evidentes, necessitam ser compostos com tracinho, monumental. Artístico-monumental, portanto. O título da minhoquice é "Os Afonsinhos".

Afonsinhos © 2006
Os Afonsinhos [arranjo artístico-tracinho-monumental],
Guimarães, 2006.

 — Ó pai! Olha aquele afonsinho é um cavalo.

terça-feira, 29 de agosto de 2006

Pontapés na onomástica

 Ases do esférico com o nome mal escrito fazem-me lembrar um... queque.

segunda-feira, 28 de agosto de 2006

Correntes da memória

50 centavos A primeira corrente que tive notícia chegou por carta dactilografada prometendo boa sorte aos que a mantivessem. A minha mãe não deu importância àquilo mas o meu irmão, meio crescidote e com modos de responsável tomou o assunto em mãos. Não quis ele arriscar – a coisa podia dar para o torto em quebrando a corrente. Era necessário enviar uma cartinha igual a, se não me engano, cinco destinatários, sem esquecer de pôr uma moeda de $50 em cada. Lá convenceu a minha mãe a dar-lhe 25 tostões. Mas dinheiro para selos (talvez 20$00), isso é que a minha mãe não lhe deu. Se quisesse prosseguir no intento que deitasse ele por mão própria as cartas no correio dos destinatários.
 Afinal a boa fortuna acabou por sorrir a mim: julgo que comprei pastilhas com os 2$50 que a minha mãe me deu para igualar o que lhe dera.


Portugal, 4$00 Vem isto a propósito duma corrente que, pelas memórias me foi amavelmente passada pela Margarida. Manda a corrente que divilgue aqui seis dicas sobre mim, uma tarefa árdua, considerando o minimalismo daquele Bic Laranja ali no cabeçalho...
 Cá vai: 1) gosto de dias longos e noites abafadas; 2) gosto de conservar hábitos (aliás: se algo está bem, mudar serve para quê?); 3) aflige-me não haver limite para o aumento do P.I.B.; 4) desconsolam-me os eufemismos politicamente correctos; 5) não tenho telefone móvel; 6) um melão, não sendo pepino, sabe sempre a Verão.


 Quebrados assim os grilhões (a estimada Margarida que me perdoe a sinceridade) sinto-me incapaz de acorrentar mais alguém.

domingo, 27 de agosto de 2006

Um 17 com porta atrás!

 O 17 nunca foi um autocarro muito demandado por mim. Era-o sim pela Armanda sapateira e pelo Semestre, que moravam nas Galinheiras. Recorda-me bem - há-de ter mais de trinta anos, era eu miúdo - de ouvir a minha mãe comentar com o meu pai que o 17 já não ia [só] para as Galinheiras, quando mudaram o percurso para os Fetais [2/IV/1976]. Onde eu via muitos 17 passar, a par do 35, a caminho do Cais do Sodré, era no Chile e na Morais Soares. Estranhamente, nunca me lembra de ter visto um autacarro de porta atrás nesta carreira...
 Até hoje!


Autocarro 17 na paragem do L.N.E.C., Lisboa (A. Madureira, 1961)
Prédio em construção, vendo-se um autocarro na paragem, Av. do Brasil [L.N.E.C.], 1961.
Fotografia de Arnaldo Madureira, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.

Auto-escravatura

Auto-escravatura, Guimarães — (c) 2006
Vende-se o próprio, Guimarães, 2006.

(Revisto.)

sábado, 26 de agosto de 2006

sexta-feira, 25 de agosto de 2006

Campeonato de matrecos

Matraquilhos, Armação... © 2006

AL|¯|RVE... E (PUB)

 Estava aqui a lembrar-me...
 Em meninos, antes de jantar o meu irmão e eu soíamos ir ao Saraiva buscar meio litro de palheto para o pai. Quando queríamos laranjada levávamos a garrafa vazia de Schweppes Pomar porque o Saraiva da taberna não vendia refrigerantes sem vasilhame. A garrafa tinha um valor: se a levássemos sem ser à troca à taberna do Saraiva ou à do sr. João lá ao fundo da rua, devolviam-nos os quinze tostões do depósito — salvo erro era quinze tostões.
 A Schweppes Pomar acabou.
 Os donos das fábricas de refrigerantes resolveram poupar na lavagem do vasilhame.
 Talvez tenham investido os lucros daí obtidos em unidades de produção de garrafas, ditas de tara perdida. Perdida para quem compra, que paga a bebida e o vasilhame, de certeza. Porque compra uma garrafa, dizem, sem valor.
 Talvez os donos dessas fábricas de refrigerantes (e de cervejas, de águas naturais ou gaseificadas de múltiplos sabores a tudo o mais) tenham achado bem investir os novos lucros em vidrões e plasticões. Talvez tenham até reinvestido em novas linhas de lavagem... Lavagem ao meu cérebro incutindo-me uma qualquer ideia de fazer o bem se lhes devolver de graça a matéria-prima para me venderem mais garrafas — as ditas da tara perdida; se lhas depositar onde lhes dá mais jeito ir recolhê-las.
 Talvez tenham inclusive investido em plasticões e vidrões domésticos para eu lhes separar o trigo do joio com mão-de-obra graciosa. Talvez até mos vendam (os plasticões domésticos) se eu me domesticar para comprar; ou talvez os vendam ao presidente da junta para ele domestica(da)mente os dar…
 Talvez um macaco aprenda numa hora a separar o lixo.

Painel da Schweppes, Vale de Parra, Algarve. © 2006
E.M. 526 (Albufeira), Vale de Parra, 2006.

 A não ser pela Schweppes, nada do que vem escrito acima tem que ver com a intenção de agradecer e retribuir a engraçada menção do Manuel. Devo-lhe ao fim e ao cabo a solução de como ilustrar este verbete que tinha meio alinhavado.

quarta-feira, 23 de agosto de 2006

Rotunda das Picoas

 Rotunda das Picoas era como ao princípio se chamava à Praça Duque de Saldanha. Hoje chamamos comummente a esta praça 'o Saldanha'. E a rotunda desfizeram--na: moldaram-na em forma de avenida para melhor fluir o trânsito.
 Mas então...?!

Saldanha, Lisboa (F. Cunha, c. 1930)
Cortejo de viaturas antigas, Saldanha, c. 1930.
Ferreira da Cunha, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

 [Viaturas antigas são as que desfilam...]

segunda-feira, 21 de agosto de 2006

Falar marginal


 António Costa, que falava à margem de uma visita à associação Moinho da Juventude, na Cova da Moura [...] lembrou o trabalho realizado em conjunto pelo Serviço Estrangeiros e Fronteiras (S.E.F.) e pela G.N.R. com a Guarda Civil espanhola na «securização [!] da fronteira espanhola [!!]». («Imigração ilegal é problema conjunto da União Europeia», Lusa, 21/8/2006.)



Desfile de efectivos da P.S.P.  (J.Benoliel, 1918)
Desfile de efectivos da Polícia de [Securização] Pública, Lisboa, 1918.
Fotografia de Joshua Benoliel, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.

domingo, 20 de agosto de 2006

Vistas redondas

 O Sousa Tavares conta no saco de plástico que no Algarve a grande novidade agora são prédios com vista para rotundas (é como em Portugal). Não se lembrou ele de contar quantas havia só na Armação de Pêra e fez bem, que senão ainda agora lá estava...
 Esta que aqui tendes é em Albufeira. É uma das 12 rechonchudas chicanas que polvilham a E.M. 526 entre a Armação de Pêra e o lugar do Rojapé, um percurso de pouco mais de 20 km.
 Albufeira &copy 2006
 [Por cada nova rotunda os presidentes das câmaras devem sentir-se como estes golfinhos.]

sexta-feira, 18 de agosto de 2006

A noute e a importância do nome Amélia


 A primeira vez que ouvi pronunciar noute em vez de noite foi à D. Amélia, a mãe do Luís. Achei esquisito e disse à minha mãe que a mãe do Luís dizia boa noute e não boa noite.
 — Pois diz, filho. Talvez seja porque nunca foi à escola.
 Admirei-me de a D. Amélia não saber ler mas fez sentido; julguei então que dizer noute em vez de noite era por isso...
 É curioso que havia mais duas Donas Amélias lá na rua e ambas eram explicadoras. Havia a D. Amélia, a avó do Carlitos e a D. Amélia do 8. E havia ainda a Amélia dos jornais que não era dona, com certeza por ser dos jornais. À D. Amélia do 8 ia o Vijó levar algumas vezes garrafas de vinho branco lá da taberna do pai. Íamos muito os dois; ele deixava-as à porta sem bater e depois íamos brincar. Mas onde o Vijó andou na explicação foi na outra D. Amélia, a avó do Carlitos.
 Não imagino Lisboa na primeira metade do séc. XX, das avenidas novas aos bairros antigos, sem haver imensas (*) Amélias: costureiras, criadas, floristas, vendedeiras, avós, tias, senhoras, algumas quadrilheiras, donas, meninas... O nome Amélia era mais vulgar que hoje, com certeza por a rainha D. Amélia se chamar assim. Os nomes são como as roupas: há-os com naftalina e há-os em plástico. Uns andam comidos pela traça, outros queriam-se no... ecoponto...



Palacete Silva Graça, Lisboa (J.Benoliel, post. 1908)



 Não tenho a certeza mas, depois da D. Amélia, a mãe do Luís, acho que nunca mais ouvi ninguém pronunciar noute por sua fala natural. Talvez nos Açores... Mas a D. Amélia não era de certeza de lá. Tenho ideia que até era lisboeta... Na verdade não sei (**). Sei é que o duplo emprego de ouro/oiro, louça/loiça é comum e acho que cada um opta pelo que calha. A forma noute (e dous também), parece-me eu, apoia-se já só no cajado da naftalina; enquanto a traça das amélias lhe não dá.



Fotografia:
Palacete Silva Graça (depois Hotel Aviz) e senhoras subindo o troço inicial da Av. 5 de Outubro, Lisboa, post. 1908.
Joshua Benoliel, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..
[Revisto em 20/8/06. Publicado de novo em 28/6/2016 à meia-noute e quarenta.]


Notas em 28/6/16:
(*) Imenso é o mar; hoje escreveria inúmeras ou numerosas.
(**) A D.ª Amélia, a mãe do Luís, era de Setúbal, disse-me o Carlos cujo pai tinha um táxi e que morou lá no prédio.



 

quinta-feira, 17 de agosto de 2006

Quando não há nada fala-se do tempo

Os habituais pregoeiros de desgraças, quando lhes falece assunto ardente ou trauliteiro (incluo aqui a bola...) fazem-nos desabar o céu sobre a cabeça. A tristeza assiste-lhes na inversa dum amanhecer soalheiro. Que é o mais normal em Lisboa.

Av. D. Rodrigo da Cunha em construção, Lisboa (Arq. Fotográfico da C.M.L.)
Av. D. Rodrigo da Cunha, Lisboa, [s.d.].
Fotógrafo não identificado [Claudino Madeira], in Arquivo Fotográfico da C.M.L.

quarta-feira, 16 de agosto de 2006

Sósias

 Ali mesmo ao lado estava a senhora dos romances aos murmúrios. Depois, quando já íamos da praia, vinha o sr. Phelps. No outro dia veio outra vez. Depois já não; talvez fosse em missão...
 Houve outro bastante famoso; já o vi na televisão mas ultimamente só me lembro dele no dentista. Este acompanhou-nos as férias quase todas. Umas vezes já lá estava, outras chegávamos nós primeiro. Houve até uma vez que saímos em simultâneo da praia.
 É claro que não lhe perguntámos nada do que andava ali a fazer...
 Foi ao lado da praia dos Tomates. Não se estranhe haver gente famosa, portanto.

Praia dos Tomates, Algarve [© 2006] 
Praia da Rocha Baixinha (antiga dos Tomates), Algarve, 2006.

 Mas pode ser que este verbete se autodestrua em 5 segundos.

terça-feira, 15 de agosto de 2006

Imagem queimada

 Enquanto os jornaleiros duma certa televisão incendiavam o sr. ministro da agricultura e outro (não me lembro qual), o sr. ministro Costa do interior foi louvado como o único que deu a cara. Já o ouvi três vezes dizer na televisão que viu as imagens a arder.
 Se bem entendi, ora está à frente da televisão a ver imagens a arder, ora está em frente das câmaras de televisão dando a cara, dizendo que viu as imagens a arder.


Portugal: pompiers (C. Chusseau-Flaviens, 1900-1920)
Portugal: bombeiros [com meios movidos por animais], c. 1890-1910.
Foto: Charles Chusseau-Flaviens, in George Eastman House.

 Parece que amanhã o S. Pedro vai coordenar os meios aéreos.

4'33'' de aguinha fresca

Presuntos Implicados - Cómo hemos cambiado
(Ser de Água
, 1991)




[E as 'pachalitas' a cacilhar? G'anda cena, man!]
Página da banda em www.presuntos.com.

segunda-feira, 14 de agosto de 2006

Postas as batalhas como ouvis e vedes pintadas [...]


 « Ali se acendeu hûa forte e crua batalha ferida de guolpes quais os homens têm a costume de dar e não quejandos alguns escrevem. Pera que diremos guolpes, nem forças, nem outras rezões compostas por louvor de alguns, nem aformosentar estória que os sesudos não hão-de crer, de guisa que de estórias verdadeiras façamos fábulas patranhosas? Abasta que de hûa parte e outra eram dados tais e tamanhos guolpes como cada um melhor podia apresentar àquele que que lhe caía em sorte, de guisa que os muitos por sogegar [subjugar] os poucos e os poucos por se ver isentos de seus imigos, lidavam com toda sua força.»
Fernão Lopes, Crónica de D. João I, vol. 2, [s.l.], Civilização, imp. 1994, p.106.
A grafia foi actualizada excepto nos casos em que denota pronúncia diferente. O 'u' em hûa lê-se nasalado.


Nesta data comemora-se o dia da Infantaria.

(Como o Rei de Portugal derrotou o Rei de Castela em Aljubarrota.)




Excerto de Fernão Lopes adicionado às 21h 21m.


domingo, 13 de agosto de 2006

Super Gorila

 A sra. D. Maria Luísa trouxe do super um sabonete líquido. É da marca do super e tem um perfume igualzinho às pastilhas!...
Gorila
[
Será que fez compras no super Gorila?]

Suzanne Vega e Nova Iorque

Uma história desagradável (felizmente que é inventada) que ocorre em Nova Iorque...  Suavizada com a candura velada da Suzanne Vega.



My name is Luka
I live on the second floor
I live upstairs from you
Yes I think you've seen me before 
[...]



 
 [Olha se fossem os jornaleiros a contá-la!]


 

 

sábado, 12 de agosto de 2006

Vitimar aviões?

 A metáfora do avião cheio de crianças é uma bola de neve. É uma avalancha.
 É um plágio dos antigos — coisa requentada lá de fora, vendida neste umbigo rectangular como se fora original. O texto — injusto e descortês para a aeronáutica civil — é afinal a parte mais... criativa: «todos os anos cai um avião cheio de crianças em Portugal»; interessante é a elipse em «todos os anos a velocidade nas estradas vitima um avião cheio de crianças», que se presta a nexos de causalidade absurdos:
Foto: P.R.P.  — Então a velocidade vitima um avião? Que é lá isso?! O que vitima, ou melhor, o que faz cair um avião é o oposto: a falta de velocidade. Entre outras coisas...
 Ou leituras mais ou menos gramaticais:
  — Um sujeito veloz na estrada tem como predicado vitimar de tanto acelerar acaba voando e... choca com um objecto directo do voo - um avião - vitimando-o. Para piorar, é um avião com um complemento circunstancial intensamente povoado de crianças.
 Ora aí tendes o mais importante: um complemento circunstancial (va bene, leia-se crianças). Mas apesar da intensidade (avião cheio), a tragédia agrava-se com o outro complemento: o de tempo  — «todos os anos...»
 Esta avalancha criativa dos publicitários ultrapassa em alta velocidade a P.R.P., capaz só de campanhas a 10 à hora, do tipo «se conduzir não beba» ou «comigo a criança vai sempre atrás». O custo de produção desta original campanha foi vertiginoso: atingiu meio milhão à eura — já com I.V.A. e avião incluídos. Coisa assim, só possível a esse Fórmula 1 cheio de energia que é Galp. Eis a anti-sinistralidade rodoviária à grande vitesse — que é o mesmo que à grande e à francesa — e que é coisa bonita de ver a uma empresa pública... Perdão! É uma S.A.
 Não quis o sr. ministro Costa do interior ficar atrás e toca de acelerar a 1 milhão à eura com o Fundo de Garantia Automóvel no grande prémio da divulgação. Pública. Na comunicação social: pública e privada. E... (qual pescadinha de rabo na boca) nos 800 postos da Galp!
 Se bem que os aceleras hajam de continuar só a ouvir os subwoofers da estereofonia do carro, as crianças que andam de avião hão-de ficar mais felizes.
 E as que os pais tenham empresas que facturem a divulgação da campanha ao sr. ministro Costa do interior também.
 Ora aí tendes o mais importante: complementos circunstanciais.


 O mais triste é que face ao que se adivinha já sobre aviões e segurança, as pobres crianças — seja na pele delas ou na pele de adultos — nem uma garrafa de ¼ de litro de água haverão de poder levar na cabina: pode ser explosiva. Uma ironia para os mais de 60% de água que o corpo humano é.

sexta-feira, 11 de agosto de 2006

Condomínios

Olha que categoria de cidade!
Foi muito antes de haver complicações...

Av. Infante Santo, Lisboa (M.M.Jesus, 1957)
Av. Infante Santo, Lisboa, 1957.
Foto: de Manuel Mendes de Jesus, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

... por causa de fechar varandas.

quinta-feira, 10 de agosto de 2006

Aeroporto alternativo

Aeroporto de Cabo Ruivo, Lisboa (A. Goulart, 1962)
Aeroporto de Cabo Ruivo vendo-se um hidroavião a seco, Lisboa, 1962.
Artur Goulart, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.

terça-feira, 8 de agosto de 2006

Sem melhoras

 Hoje em dia ninguém melhora nada. Em lugar disso, a mais insignificante medida que se tome é imediatamente apregoada, alto e bom som, como garantia da MAXIMIZAÇÃO (1) de resultados por via da optimização de meios.
 Soa a melhoria definitiva, não é?!

Portugal, pompiers
Portugal: bombeiros, c. 1890-1910.
Foto: Chusseau-Flaviens, in George Eastman House.

 Devemos ter optimizado o calor...




(1) Maximizei o significante para optimizar a sua relação com o significado, coisa que posso publicitar como aumento maximização da qualidade ou, como também sói dizer-se: uma mais-valia. A pensar em si, benévolo leitor; sem mais encargos.

segunda-feira, 7 de agosto de 2006

Do cais de Gaia

Uma perspectiva parecida com esta, alguns anos antes.

Porto. Scene au port et rue
Porto: cena de rua no cais, V. N. de Gaia, [s.d.].
Foto: Chusseau-Flaviens, in George Eastman House.

Nas calmas

Tomámos [onte' à noute] café tranquilamente aí onde vedes. Mas cara lavada só na parte comercial, que o jardim tem-no a Câmara muito em desalinho.

Campo Pequeno, Lisboa [© 2006]
Lisboa — © 2006

domingo, 6 de agosto de 2006

Mais Expesso

 Um bom amigo que tenho, sempre mui atento, disse-me simpaticamente a propósito do Expesso, que me esquecera eu de dar ao rol do saco de plástico um cartãozinho de grandes descontos.

 Tentando colmatar a falha, cá deixo o cartão do saco plástico de ontem. E como o sei sensível ao Português, só espero que ele dê um descontozinho a 5
Vez[es] 2 Bilhetes com maiúsculas. Já conto menos é que ofereça até € 11,00 em preposições aos Produtos Bar ou que deixe de cobrar o preço normal das orelhas de burro ao ilustre xeque, i.e. Xeke, que redigiu o cartãozinho.



Grandes descontos (i.e. imbecis)

sexta-feira, 4 de agosto de 2006

Alcácer...

Alcácer do Sal (©2006)
 Alcácer do Sal, 2006.

quinta-feira, 3 de agosto de 2006

Não disse que faltava?

 Na Primavera, com a luz do amanhecer, consegui ver a Rua de São Sebastião através do nº 1 da Rua Viriato em Lisboa.
 
Rua Viriato, Lisboa [(c) 2006]
Rua Viriato sem nº 1, Lisboa, 2006.

terça-feira, 1 de agosto de 2006

T rraços do

 Na Vilamoura, além das oliveiras que bordejam a estrada de Albufeira, vi no mês passado que foi aceita (com exacerbado rigor fonético) uma proposta aqui feita há um ano.

Vilamoura, 2006
  Vilamoura, 2006.


 




T´rraços do  foi patrocinado por Constrói & Não Te Rales, Lda..

Um cromo em falta na colecção de Lisboa


Rua Viriato, n.º 1, Lisboa, [s.d.].
Foto de João Goulart, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..