« Ali se acendeu hûa forte e crua batalha ferida de guolpes quais os homens têm a costume de dar e não quejandos alguns escrevem. Pera que diremos guolpes, nem forças, nem outras rezões compostas por louvor de alguns, nem aformosentar estória que os sesudos não hão-de crer, de guisa que de estórias verdadeiras façamos fábulas patranhosas? Abasta que de hûa parte e outra eram dados tais e tamanhos guolpes como cada um melhor podia apresentar àquele que que lhe caía em sorte, de guisa que os muitos por sogegar [subjugar] os poucos e os poucos por se ver isentos de seus imigos, lidavam com toda sua força.»
Fernão Lopes, Crónica de D. João I, vol. 2, [s.l.], Civilização, imp. 1994, p.106.
A grafia foi actualizada excepto nos casos em que denota pronúncia diferente. O 'u' em hûa lê-se nasalado.Nesta data comemora-se o dia da Infantaria.
(Como o Rei de Portugal derrotou o Rei de Castela em Aljubarrota.)
Excerto de Fernão Lopes adicionado às 21h 21m.
segunda-feira, 14 de agosto de 2006
Postas as batalhas como ouvis e vedes pintadas [...]
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Isto é que eram guerras, espadeirada que "fervia"!!! Agora é "butanitos" e pronto! Boas férias
ResponderEliminarPois... Boas férias também. Cumpts.
ResponderEliminarPeço ao Caríssimo Bic Laranja que se não ofenda, porém gostaria de ver um "post" sobre a magna questão da estátua de Nun´Álvares ao cimo do Parque Eduardo VII dever ser equestre ou a pé. Intervieram com brochuras ou artigos muitos intelectuais de um lado e de outro, Hipólito Raposo, Augusto Casimiro, Belisário Pimenta...
ResponderEliminarNote-se que sou um homem de Infantaria, a questão prende-se com as dimensões que garantiriam a monumentalidade, no local onde hoje pousa um símbolo fálico atrofiado.
Abraço.
Ó meu caro Paulo, não ofende nada. Mas como já aborda o tema no seu blogo ( http://misantropoenjaulado.blogspot.com/2006/08/o-heri-consensual.html ) achei por bem registar lá um desinspirado parágrafo. Oxalá me não condene pela deselegância. Cumpts.
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