Annibale Giannarelli, Tema de «Trinitá, Cowboy Insolente» no estúdio da rádio S.B.S.
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Por falar em saber músicas de cór. Achei a notícia da estreia do Trinitá. Por Lauro António, quem mais, no Diário de Lisboa. Bigodaça, risco ao lado, cigarro ao canto da boca.
Estreou-se o filme em 3 de Março de 1972 no Avis e no Roma. Associei-o ao Natal, mas a memória é mesmo assim… O meu muito estimado J. Bernard disse-me que foi ao depois o filme dos voos da ponte aérea de Angola. Mais se entranha este filme na nossa história dos anos 70. Foi marcante. O tempo mais e mais o provou. Teve na estreia boa crítica do Lauro António. Os críticos de cinema costumam dizer tudo ao contrário, mas não foi o caso; fez-lhe boa crítica, pese embora a conclusão: — «Não se trata duma obra importante, está bem de ver.»
Pois, mas foi.
Como disse, o Trinitá deu nome por aí a bares, cafés, pastelarias e até a alguns pintas de risco ao lado, bigodaça e cigarro ao canto da boca...
E o assovio, os portugueses que sobrarem sabem-no de cór.

Lauro António, «Trinitá, o Obélix do Oeste» (Diário de Lisboa, 7-3-972).
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