3 de Julho, 9h00 da manhã
O mormaço sente-se como à tarde. Rumamos à praia. O tio Júlio passa por nós de carro sem nos ver...
Maré baixa: um bípede do Paleolítico com pinturas de guerra nos lombos «instrói» a cria do seu clã no urro do matraquilho melhor do mundo da Pré-História. Repete-o meia dúzia de vezes. Cria diplomada.
Ontem havia dois homens das cavernas numa sacada alardeando culturismo, levantando halteres. Das tatuagens a cultura que lhes vejo é de antropófagos. A senhora, menos elaborada, comentou apenas: — Parece um bairro social.

Lincoln
Está ali. Só falta o homem que devorava livros.

Homem que devorava livros lendo o jornal, Algarve — © 2014
11h00 da manhã
As adjacências apinham-se de humanos; temos 1 m de espaço «vital» em redor. É tempo de carregar a mobília e tocar as bestas. Tornamos ao depois...

Praia da Falésia, Algarve — © 2015
Encanada do lado de Marrocos
Esta tarde melhor não podia estar: calor; água quente (quente, não morna) à superfície e fria no fundo; maré a descer. Quando a corrente vem do lado das Colunas a água fica assim; é o que o tio Júlio diz «vir encanada do lado de Marrocos».

Praia da Falésia, Algarve — © 2016
Pin & Pon
... Já é personagem do ano passado; não me lembrava se não tornasse a ver: é uma moça que se vê sòzinha e que se deita à beira de água de braços abertos para vencer a fornalha. Engraçada moça.

Praia da Falésia, Algarve — © 2015
Photographias
Este ano a máquina ficou em Lisboa. Vai valendo o telephone, mas cuido que no fim valha de pouco.

Praia da Falésia, Algarve — © 2016
(Algarve, 3/7/16)