Perguntava-me a estimada leitora Maria no verbete
Finis Patriae
se se não liam as incrições na colunas do cais do Terreiro do Paço. Lá lhe
respondi que:
A
inscrição da coluna
lê-se bem. Tal como a
inscrição da outra. Dão notícia do embarque e das viagens do Presidente Carmona ao Ultramar em
1938 e 1939
« COM A CERTEZA DE QUE FALA PELA MINHA VOZ PORTUGAL INTEIRO, PROCLAMO A UNIDADE INDESTRUTÍVEL E ETERNA DE PORTUGAL DE AQUÉM E DE ALÉM MAR.»
GENERAL CARMONA.
Obviamente que cantaria epigrafada com tais inscrições é uma
vergonha para o Portugalinho dissolvido e apagado. Não sei o que lá diz hoje,
talvez uma auto-flagelação como a do Largo de São Domingos ou textos sagrados
como "separe o lixo" ou "beba Coca-Cola".
Deixo
agora cá o par daqueloutra (clique para ampliar).

Terreiro do Paço, Lisboa, [1930-80].
Estúdio de Horácio de
Novais, in Biblioteca de Arte da
F.C.G..
Portugal podia ser de baixa estatura, mas falava de peito cheio. E se falava bem melhor escrevia... mas eram outros tempos. Nesses sabia-se escrever.
ResponderEliminarSabia-se muito mais. Sabia-se o que era ser português (para bem e para mal). Hoje sabe-se e ensina-se o que é ser um rato. E nem isso alguns aprendem.
ResponderEliminarCumpts.
... há que ter cuidado com a exposição destas fotos, porque os actuais senhores são como os estalinistas... primeiro apagaram-nas fisicamente e depois apagam-nas das fotografias!!
ResponderEliminarPois, mas arrotam democracia, hem!
ResponderEliminarCumpts.