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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

O solar da família Mayer

 A Avenida de Fontes Pereira de Melo por alturas do aterro sobre a Rua de S. Sebastião. Antes de haver Palácio Sotto-Mayor.
 Um eléctrico em rota descendente — circulava-se pela esquerda, no príncipio do séc. XX. — Um saloio observa... o eléctrico ou as madames que passeiam — um luxo, uma placa central daquela dimensão; digna das melhores avenidas.
 No lugar do palacete Sotto-Mayor um solar de belo porte e com ar de ter pergaminhos — cuido que pertencia à família Mayer. Casa de quinta que não sei agora dizer o nome mas que, parece-me (posso estar enganado), vinha desde a Cruz do Tabuado (Largo da Escola Médica-Veterinária) e se estendia ruralmente através da paisagem que nesta imagem se abarca até alturas da Travessa do Sacramento (ou Av. Tomás Ribeiro).
 O palacete Sotto-Mayor diz que andou a ser construído de 1902 a 1906. Os eléctricos são de 1901. A fotografia pode ser do Inverno desse mesmo ano. E aqueles prédios de rendimento lá mais acima... Na esquina da Martens Ferrão é um dos que andam agora entregues aos grafiteiros. — Vede que beleza! Casas com mais de cem anos!...
 Calhando ao depois descobrir mais coisas darei cá notícia.


Av. Fontes Pereira de Melo, Lisboa (A.C. Lima, 1905-1908)
Avenida Fontes Pereira de Melo [e solar da família Mayer], Lisboa, c. 1901.
Alberto Carlos Lima, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

(Publicado posteriormente em 20/IV/2016; reposto na primeira data no dia de Santo António de 23.)

Virar à esquerda

 Em 1970 era possível virar à esquerda na Av. da República. Para a Duque de Ávila. Quando a Duque de Ávila era uma avenida.

Saldanha, Lisboa (A. Serôdio, 1970)
Saldanha, Lisboa, 1970.
Armando Serôdio, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Martin Codax

  Ondas do mar de Vigo
Se vistes meu amigo?
  E ay Deus, se verrá cedo!

[...]


 


Cantigas de Amigo, pergaminho de Vindel (Ms. 979, Biblioteca de Pierpoint Morgan, Nova Iorque)


Cantigas de Amigo, Pergaminho de Vindel, c. 1300.
Ms. 979, Biblioteca de Pierpoint Morgan, Nova Iorque, in Enciclopédia livre.


 


 Não ocorreria ao locutor de serviço da antiga Emissora 2 esta manhã, que o trovador medieval se chamou Martin Codax e não Mártin Kodaks, como ele o pronunciou? — Já nem digo que o soubesse por esmerada cultura. Sim-
plesmente por ser o trovador galego e não duma dessas terras cujo grasnar bárbaro parece agora tornar-se o falar geral de certa gente (até educada) de cá.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Saldanha, 1969

 Ano em que se modificaram as faixas de rodagem em género de via rápida. Mesmo assim (e apesar do mamarracho do Imaviz) o lugar era menos claustrofóbico que hoje.

Praça Duque de Saldanha, Lisboa (A.I. Bastos, 1969)
Praça Duque de Saldanha, Lisboa, 1969.
Artur Inácio Bastos, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

Pitonisa

Dantes tínhamos o Zandinga, agora temos este.

Marcelo de Sousa


(Imagem: Bairrada Digital.)

sábado, 25 de dezembro de 2010

Tradução manca


Ilustração: Arthur C. Michael


 Aproveitei esta manhã para desempoeirar um livrinho esquecido num canto da estante — O Natal do Sr. Scrooge do Dickens — que nunca lera. Vinha a propósito. Só não veio muito a propósito certo naco da tradução. Afinal no original era tão claro... (pág. 81: After it had passed away...).


« ... would bring in, if obtained, full five-and-six pence weekly.»

 


  Enfim! Deve ser algum fantasma dos Natais presentes...



Ilustração: Arthur C. Michaels. 


 

 

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010



 



 


Sagrada Família*


César Van Everdingen, c. 1660
Óleo sobre tela, 129 x 105 cm
(Museu do Convento de S. Catarina, Utreque)


 



Aos benévolos leitores que
generosamente visitam este blogo,
sinceros votos de um


 


 


SANTO E FELIZ NATAL .

~~ ~~



BOAS FESTAS !



 

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Dois contos de Natal

2 contos de réis


 


O salário mínimo diz que aumenta dez euros em Janeiro, não é verdade?!...

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Eurolengalenga


 Os euro-fidalgos de Bruxelas (ouvi nas notícias) devem andar danados. (É gente que deve precisar muito do avião para ir a casa aos fins de semana e pelo Natal.) Calculem bem que resolveram agora culpar os aeroportos pela invernia. Como disto o S. Pedro é que sabe, não se livram de ficar em terra como os comuns mortais. Mas nem se dão conta, e deixam o odioso para os outros fazendo papel de tolinhos. 
 Hoje o euro-comissário dos transportes deu um luminoso mote (quer dizer, mandou a secretária dizer pela imprensa) do direito das companhias aéreas exigirem indemnização aos aeroportos por aprovisionamento insuficiente do produto químico para o degelo dos aviões (como sabeis os aviões precisam  de derreter o gelo acumulado nas asas para poderem operar). 
 Tinha graça se esta pegasse. Eu exigiria já indemnização ao supermercado por não ter armazenado açúcar suficiente para os sonhos que a senhora queria fazer para o Natal.
 Por outro lado (e tornando na mesma ordem de ideias aos aeroportos) seria legítimo que os administradores dos ditos se justificassem com fornecimento insuficiente pelos fabricantes do tal produto de degelo. E estes por sua vez (se fossem hábeis) haviam de pedir contas aos da euro-fidalguia por darem tanta flexibilidade às estações do ano, havendo de exigir indemnização e uma directiva impondo só uma estação amena todo o ano.

Embarque, Aeroporto de Lisboa, 195... (Museu da TAP, 142FOTG)
Embarque, Aeroporto da Portela, 195...
Fotografia: Museu da TAP.



(Texto  revisto á 10h00 da noite.)


Não acorde o Menino!

Entretenha-se com o Pai Natal.



A Sagrada Família e a adoração do Menino
Charles Le Brun, c. 1655
Óleo sobre tela, 118 x 87 cm
(Museu do Louvre, Paris)

Saldanha, quadrante oriental

 Aspecto do quarteirão oriental do Saldanha em Fevereiro de 1927 (entre as avenidas de Casal Ribeiro e da Praia da Vitória).
 Inscrição no original: Lisboa - A artilharia que esteve no Torel retira depois da rendição a caminho de Art[ilharia] 3. F.C. [F.C.?].
 


Revolta de Fevereiro, Saldanha (Anón., 1927)
Retirada de tropas, Saldanha, 1927.
In Arquivo Fotográfico da C.M.L..

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Obra 26863 (Saldanha 4-8, Lisboa)

 O edifício do Saldanha nºs 4-8 foi construído em 1906. Consultando o arquivo municipal na rede verifico que recebeu beneficiação geral em 1931, em 1960 e em 1971 - ciclos de mais ou menos 30 anos, e o de 71 talvez porque a idade pedisse mais atenção. De 1971 a 2010 o que aparece sobre obras neste edifício é nos anos 94-2000: pedido de pareceres sobre um projecto - de demolição, arrisco. O requerente foi um organismo público: a Direcção Geral do Turismo. Do Turismo.
 Portanto, de 71 para cá, obras: nenhumas; obras coercivas: nada. Só intenções... de demolição. Sendo o edifício, ao que parece, propriedade do Estado.
 E sendo propriedade do Estado menos se aceita a incúria e, sobretudo, o promover duma imagem de decadência da cidade pela própria Câmara - hoje vi aparato de gruas e pintalguisse grafiteira na fachada inteira, onde se desprezam azulejos de Arte Nova.
 Estranho gosto que se promove. Estranho turismo que se procura. Estranha administração de meios pelo município.
 O edifício - os edifícios (porque são dois) grafitados pela Câmara são os que se vêem em segundo plano na fotografia.


 


Dom Manuel II e comitiva na inauguração ao monumento ao Marechal Saldanha, Lisboa (P. Guedes, 1909)
Dom Manuel II e comitiva na inauguração ao monumento ao Marechal Saldanha, Lisboa, 1909.
Paulo Guedes, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..


Reclamação


Administração ineficiente e perdulária

domingo, 19 de dezembro de 2010

"Penetra"

Ou o meu reino por um voto...


(Imagem em ...)

Da reabilitação urbana...

Avenida da República, 37.  Fotografia de 4 de Novembro.

Av. da República, 37, Lisboa, 2010
Lisboa. (c) 2010.

Flor em Dezembro

Em Novembro ainda floriram umas três ou quatro. E esta agora em Dezembro.

Petúnia. (c) 2010


Lisboa. (c) 2010

sábado, 18 de dezembro de 2010

Portugal, 2006

Castro Daire - (c) 2006
Castro Daire - (c) 2006.

Epigrafia contemporânea

E.N. 225, km 79
E.N. 225, Vila Cova à Coelheira (proximidades), 2006.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Casa Tem Tudo

- Não tem tudo mas quase - disse-me um popular que ia a passar.

Tem tudo
Casa Tem Tudo, Arouca, 2006.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Passacaglia


Lully - Passacaglia.
In Lully l'Incommode
, Arte TV, 2009.

Obituário

Acontece que era o Canu de quem me falaram no dia de Santa Catarina...
[Paz à sua alma.]

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

C.F.B.

C.F.B. (S.E.I.T. nº 384685, 196...)
C.F.B. [Caminho de Ferro da Beira ?, Moçambique, s.d.]
(S.E.I.T., nº 384685.)


Fotografia amavelmente cedida pelo sr. António Fernandes

Caminho de Ferro de Lourenço Marques

Moçambique - Vista aérea do Caminho de Ferro  de Lourenço Marques (SEIT 381292 cx 464 env 16)
Moçambique - Vista aérea do Caminho de Ferro  de Lourenço Marques, [s.d.] 
(S.E.I.T. nº 381292, cx. nº 464, env. nº 16.)


Fotografia amavelmente cedida pelo sr. António Fernandes.


 


Por curiosidade, o actual estado da arte...

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Para montante

 http://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/o72028800/20227506_LdfB0.jpeg
Ribeira de Alcântara debaixo do arco grande do Aqueduto, para montante, Lisboa, 1947 [?].
Eduardo Portugal, in Arquivo Muncipal de Lisboa / Núcleo de Fotografia.


 


Há semanas, vista para jusante...

Ribeira de Alcântara em Julho de 39

 Pouco abaixo da estação de Campolide.
 A ribeira corre para o arco grande que, ao contrário do que muita gente pensa, não foi feito mais largo que os outros por causa da Av. Calouste Gulbenkian...


 


Ribeira de Alcântara, Campolide (E.Portugal, 1939)
Vale de Alcântara perto da estação de Campolide, Lisboa, 1939.
Espólio de Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.

domingo, 12 de dezembro de 2010

€-mail

e-mail...

(Novo Guia do Viajante em Lisboa, Cintra Collares, Batalha, Mafra Setubal, Santarem, Coimbra e Bussaco, (intr. Júlio César Machado), 4ª ed., Lisboa, .J. Bordallo, 1880, p. 40.)

sábado, 11 de dezembro de 2010

... Lourenço Marques

Moçambique, Lourenço Marques (S.E.I.T. 384688)


Moçambique - Lourenço Marques, [s.d.].
(S.E.I.T./D.G.I., 384688.)


Fotografia amavelmente cedida pelo sr. António Fernandes.

Eco de Lourenço Marques

Moçambique, Lourenço Marques (S.E.I.T., 384589)
Moçambique - Lourenço Marques, [s.d.].
(S.E.I.T./D.G.I., 384589.)


Fotografia amavelmente cedida pelo sr. António Fernandes.

Lourenço Marques

 Lourenço Marques. Um belo nome para uma cidade. É um nome que me soava na infância. Às vezes ouvia-o à minha mãe, a alguém: fulano, sicrano, amigos, conhecidos que foram, vieram, tornaram, regressaram, ou estavam em Lourenço Marques. Família não - não sei se algum dos tios fez lá a tropa... - Não fazia ideia da cidade, era só um nome, uma toada. 
 Lourenço Marques. Nunca conheci e não cuido já de vir a conhecer. Não sei se me apetece. Mudou de nome. Há-de ser,  já é, outra coisa. Fico só com o eco: Lourenço Marques...

Moçambique, Lourenço Marques (S.E.I.T., nº 384687 )
Moçambique - Lourenço Marques, [s.d.].
(S.E.I.T./D.G.I., 384687.)


Fotografia amavelmente cedida pelo sr. António Fernandes.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Excepcional

A Instruccção Pública: A Grande Burra

Há tantos burros mandando
Em homens de inteligência,
Que às vezes fico pensando,
Que a burrice é uma ciência!


(António Aleixo)




O antigo vedor Bagão da Fazenda zurrou hoje pelas 2ª e 3ª vez o verbo excepcionar. Duas vezes o particípio passado.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A pátria dos heróis

   Hoje, num programa do prof. Hermano Saravia sobre o Serpa Pinto ocorreu-me que vivemos num tempo sem heróis...
  ...
  No Mário Crespo ouvi hoje o Coronel Moura Calheiros, autor duma obra - «A Última Missão» - sobre o resgate em 2008 de soldados nossos sepultados na Guiné (*) e das memórias daquele outro tempo que entretanto assaltaram o autor. Ouvi-lhe respeito pelo antigo inimigo e afecto nos povos da Guiné para com os portugueses. Mas fixei sobretudo no fim o desencanto com quem governa Portugal, que deixa portugueses para trás.
   Os soldados nativos que se bateram por Portugal tinham direito à nacionalidade portuguesa e a uma pensão. Ninguém lhes disse nada - tinham dois anos para reclamar a nacionalidade; perderam a nacionalidade e com isso o direito à pensão. Mas não fica por aqui: um governo depois acabou por lhes reconhecer direito à pensão mesmo sem terem a nacionalidade. E fez então um escambo com a Guiné: como a Guiné devia muito dinheiro a Portugal, o governo de Portugal perdoou a dívida e o da Guiné tomou o pagamento das pensões. - Alguém acreditaria - disse o autor - que o P.A.I.G.C. fosse realmente pagar aos antigos soldados portugueses nativos, seus inimigos?!...
  Os nossos soldados que lá ficaram: a Liga dos Combatentes tratou da exumação e transporte até Bissau; a Liga dos Pára-quedistas encarregou-se do repatriamento e dos funerais nas terras donde eram naturais. Não custou um tostão: a TAP deu o transporte, uma agência graciosamente arranjou os funerais.
  Hoje, num programa do prof. Hermano Saravia sobre o Serpa Pinto ocorreu-me que vivemos num tempo sem heróis. Não é verdade. Há heróis e honra em não deixar ninguém para trás. O governo é que no-lo nega.

Partida de tropas para o Ultramar, Lisboa (E.Gageiro, 1961)
Partida de tropas para o Ultramar, Lisboa, 1961.
Eduardo Gageiro, Lisboa no Cais da Memória...


(*) Pára-quedistas José Lourenço (Cantanhede), António Vitoriano (Castro Verde) e Manuel Peixoto (Vila do Conde).

... Ou a Alemanha de Willy Brandt?

Moçambique, Estação de Caminhos de Ferro da Beira (SEIT365345, s.d.)
Moçambique - Estação de Caminhos de Ferro da Beira, [s.d.].
(S.E.I.T./D.G.I., 365345, cx. nº 464, env. nº 3.)


Fotografia amavelmente cedida pelo sr. António Fernandes.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Ilustração portuguesa

 Em 1911, à falta de melhor, a República comemorava os seus desgraçados mártires: um almirante sem navio que, desorientado numa recôndita azinhaga de Arroios, meteu uma bala nos miolos, e um psiquiatra propagandista que falhou a revolução porque foi morto na véspera por um furioso louco, doente seu. Dois heróis equívocos da República. Ambos falharam rotundamente o 5 de Outubro (um foi morto em 3, o outro matou-se em 4 de Outubro); a própria República proclamou-se por um equívoco (*). Neste ensarilhado de equívocos prosseguiu a malta do barrete frígio montando em 3 de Outubro de 1911 grande romaria de marujos pelos dois finados e botando inevitável discurso pela obra (?) do infeliz almirante Reis e pela memória (ou não seria pela alma? - de ambos...) do triste dr. Bombarda.
 
Marinheiros no cortejo fúnebre, Rua Morais Soares (J. Benoliel, 1911)

 


  Bom, factos são factos e propaganda é propaganda. Da propaganda aproveita-se esta imagem da Illustração Portugueza (II série, nº 295, 16 de Outubro de 1911, pp. 500-501) que mostra a Rua Conselheiro Morais Soares por alturas da Rua Barão de Sabrosa. Os marinheiros não me interessam nada, o que me interessa é o cenário campestre, são os curiosos empoleirados nos muros e são os vultos ao fundo, com umas árvores diante, do Hospital de Arroios e dum casarão com capela que havia na Azinhaga das Freiras -  onde deram com o tal almirante suicida. À esquerda ainda se topam umas casas que serviram porventura de posto fiscal ao fundo do Poço dos Mouros. O monte no horizonte é para os lados do Arco do Cego. - Extraordinário!

(Cliché de Joshua Benoliel.)

____
(*) Vladimiro Lopes, «Lá Vai o Alemão», Sol, 5/10/10.

Ele anda tudo ligado

 Ontem corria, grosso modo, que no Ministério da Justiça, para haver dinheiro para salários, não se havia de comprar sabonte ou papel higiénico. (Julgo que é caso recorrente.)
 Entretanto um bando de brasileiros que assaltava à mão armada foi preso pela Polícia Judiciária e solto por um juiz de turno com termo de identidade e residência e inibição de comprar bilhetes para o Brasil.
 Com falta de sabonete e papel higiénico é óbvio que aumenta a porcaria.


Rusgas: condução de presos, Rua do Carm (J. benoliel, 1908)
Rusgas: condução de presos, Rua do Carmo, 1908.
Joshua Benoliel, in Arquivo Municipal de Lisboa / Núcleo Fotográfico.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Bic Tangerina. Ou conversas em tom sério à sobremesa

 — Isto é uma laranja.
 — Não. É uma tangerina.
 — As tangerinas são de Tânger e as clementinas? São de clemente...
 — São. São daquele cantor.

Tangerina
(Imagem: O Poder das Frutas.)

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Engraxadores em Sapadores

Engraxador, Sapadores (G. Nunes 1968)
Engraxadores, Sapadores, 1968.
Garcia Nunes, in Arquivo Muncipal de Lisboa / Núcleo Fotográfico.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Programa de variedades


B. J. Thomas, Raindrops Keep Falling On My Head
Top of the Pops, 1970 (apresentação de Tony Blackburn).

Queda de água do Duque de Bragança

Angola - Província de Malange - Queda D' água Duque de Bragança (SEIT 360584, cx. 445A, env. 2)
Angola - Província de Malange - Queda d' água do Duque de Bragança, [s.d.].
(S.E.I.T./D.G.I., 360584, cx. nº 445A, env. nº 2.)


Fotografia amavelmente cedida pelo sr. António Fernandes.

Ribeira de Alcântara

 Título: Ribeira de Alcântara debaixo do arco grande do Aqueduto para jusante, Lisboa (E. Portugal, 1939)
Ribeira de Alcântara debaixo do arco grande do Aqueduto para jusante, Lisboa, 1939.
Eduardo Portugal, in Arquivo Muncipal de Lisboa / Núcleo de Fotografia.


Vista actual


 Av. Calouste Gulbenkian debaixo do arco grande do Aqueduto para jusante, Lisboa (Vistas de rua do Goolge)
Av. Calouste Gulbenkian debaixo do arco grande do Aqueduto para jusante, Lisboa, [2007-08].
Vistas de rua do Google (c) 2010.


 


A consoror Luísa tem à beira-Tejo uma reflexão interessante sobre as ribeiras de Lisboa.

Agenda ideológica

 O tudólogo Daniel de Oliveira apercebeu-se agora que a Comissão Europeia tem uma agenda ideológica. Não se deu ele antes conta?!...

Tudólogo Daniel de Oliveira


(Imagem do 5 dias.)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Cultura de latrina

« [...] E há também... há também aquela ideia estafada da ida à casa de banho. - Sim, sim! Os que pensam que as divas e os divos estão livres da compulsão da casa de banho e de mais tudo o que numa casa de banho se faz. - E como os pirrónicos realistas, os que não vêem magia em nada e não cultivam a divindade pública, os desencantados que pensam: - "Ah, bolas! esta gente também vai à casa de banho como eu. Quero lá saber disso para alguma coisa!"
  O presidente da república, a rainha de Inglaterra, a estrela de cinema - ora adeus! -  vão à casa de banho; são afectados pela mesma necessidade da fisiologia e na casa de banho dizem adeus ao glamour, humanizam-se, despersonalizam-se, ou desprotagonizam-se, na escatalogia [sic] e no cheirete, exactamente como eu.
  As mais belas mulheres: a Garbo, a Dietrich, a Taylor, a Gardner, a Grace do Mónaco - coitada! -, a Callas, a Nicole Kidman, a outra - aquela, sei lá! - a Angelina Jolie, quão horrendas me pareceriam se as visse closer - mais de perto - sentadas numa sanita.»


Questões de Moral. Escrito e apresentado por Joel Costa.
Antena 2, 29/11/2010 13h00-14h00.



A verdadeira questão é (nem sei se é de moral): qual a razão dum esterco destes na Antena 2 da Radiodifusão Portuguesa?


C. C. dos Mosqueteiros, Vila Real, 2006.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

O vazio do trono

 A ser verdadeiro o disparate («[D.] Duarte de Bragança pediu nacionalidade timorense», TSF,  1/12/2010), vão 370 anos da Restauração e a dinastia de Bragança dando no logro: o senhor D. Duarte pedindo (um acto de sujeição, notai) nacionalidade estrangeira. Com que trabalhos, sabemos, obteve a linhagem de D. Miguel a redenção da nacionalidade portuguesa. E resolvido o caso como está, se há nacionalidade que o herdeiro da Coroa tenha que ter, por imperativo de necessidade, será a portuguesa; nenhuma outra se vai admitir sob pena do óbvio: haver Portugal por rei um estrangeiro - precisamente o que legitimou a aclamação do Mestre em 1385 e a Restauração em 1640.
 Bem sei que há fins e maneiras de prosseguir (certos) intentos... Apenas aqui não vislumbro intento sério, nem coisa que não deite disparatadamente a perder o mais elementar princípio: nenhum estrangeiro poderá suceder na Coroa do Reino.
 Portugal degenerou. Definitivamente.

Paço Ducal. Arranjo do Terreiro, Vila Viçosa (M. Novais, 1939-43)
Paço Ducal (arranjo do terreiro antes da colocação da estátua de D. João IV), Vila Viçosa, 1939-43.
Estúdio de Mário de Novais, in Biblioteca de Arte da F.C.G..

Uma fala do duque de Alva

« Quando el-Rei D. Sebastião quis fazer a jornada de África houve de se ver (1) com seu tio el-Rei D. Felipe (2) em Nossa Senhora de Guadalupe e, para assentarem as vistas veio de Castela o duque de Alva, que além de ser o maior senhor que lá havia, era muito soberbo e pouco afeiçoado aos portugueses. E de cá foi o conde do Redondo para se ajustar com ele e, entre a prática que tiveram (3) lhe perguntou o duque que fidalgos vinham com el-Rei D. Sebastião, porque com el-Rei D. Felipe vinha ele, e outros como ele.
   Respondeu-lhe o conde: - "Com el-Rei meu senhor vem o duque de Bragança, o de Aveiro, o marquês de Vila Real, e fidalgos rasos como vós, e eu, vêm muitos" - com o que o duque lhe não soube mais responder palavra.» (4)




(1) I.e. determinou avistar-se.
(2Filipe II de Espanha. A ortografia e a pontuação vão actualizadas, excepto quando se nota pronúncia diferente.
(3Prática que tiveram: o mesmo que conversação.
(4)Anedotas portuguesas e memórias biográficas da corte quinhentista, Coimbra, Almedina, 1980, X, p 47.


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Exposição do Mundo Português, Lisboa (H. Novais, 1940)
Exposição do Mundo Português, Belém, 1940.
Estúdio de Horácio de Novais, in Biblioteca de Arte da F.C.G..