Pouco abaixo da estação de Campolide.
A ribeira corre para o arco grande que, ao contrário do que muita gente pensa, não foi feito mais largo que os outros por causa da Av. Calouste Gulbenkian...

Vale de Alcântara perto da estação de Campolide, Lisboa, 1939.
Espólio de Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.
Caro Bic: Não foi feito mais largo do que os outros por causa de uma avenida nem sequer sonhada, nem, ao que parece, por causa da ribeira de Alcântara, mas sim devido à falha geológica que corre por ali acima, e que a ribeira seguia como leito natural.
ResponderEliminarUma outra falha desce a encosta de Monsanto, vendo-se o espelho de falha do lado direito de quem sobe a A5, passa sob o viaduto Duarte Pacheco, onde se cruza com a que desce o vale de Alcântara, e acaba em rocha fracturada mesmo por baixo do C.C. das Amoreiras, construído num local que não tinha esse nome, mas sim o sugestivo de Terramotos. As Amoreiras eram mais para Sul, ao jardim do mesmo nome, junto ao Rato.
Por isso, tanto o viaduto - bem construído, felizmente - como o centro comercial - mal construído, para variar - abrem ciclicamente fendas que têm de ser reparadas. As do C.C. já obrigaram a um importante reforço da estrutura, pois algumas delas já tinham quase meio palmo de largura nos pisos inferiores do parque de estacionamento (vi-as pessoalmente).
Ao que se conclui que os engenheiros setecentistas do aqueduto sabiam bem o que faziam, ao contrário destes modernos rapazes (contra a minha profissão falo)...
Cumprimentos.
Ora aqui está uma explicção inesperada. Pelo menos para mim que não sabia. Cumpts. :)
ResponderEliminarÉ impressionante a miséria do lugar. Aquela zona sempre parece ter sido pobre, já o tempo tinha visto o mesmo em algumas imagens antigas da Rua dos 7 Moínhos.
ResponderEliminarCaro Tristão:
ResponderEliminarAs zonas de falhas geológicas, dadas a movimentos telúricos e a catástrofes naturais, só as pessoas mais pobres nelas habitavam, pois eram terras não cobiçadas e sem valor. Repare que as quintas que existiam no vale de Alcântara estavam já no Século XIX ao abandono, as casas a servirem de morada a quem não tinha mais tecto.
Só agora, nesta triste época de ignorância em que vivemos, é que as zonas de falhas são escolhidas para condomínios de luxo... «Sic transit gloria mundi».
Cumprimentos.
Muito obrigado a todos por tanta informação. Aprendi imenso com este post e comentários.
ResponderEliminarEu também agradeço. Cumpts.
ResponderEliminarEncanta-me aquela casinha à direita, com a janela cheia de não sei o quê, mas que parece um urso de peluche. Uma paisagem muito interessos dias de hojeante, impossível de imaginar no mesmo local nos dias de hoje.
ResponderEliminarA.v.o.
A casinha parece ser uma mercearia ou lago assim.
ResponderEliminarCumpts.
Caro Carlos, obrigado pela observação, nunca me tinha ocorrido essa explicação "geológica" para a pobreza daquelas encostas. Cumprimentos.
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