Sendo as leis em vigor em geral de muito pouco caso, nada como definir umas novas muito bem, legislando particularmente sobre novos crimes de agressão cometidos por homens de 1,90m, assédio psicológico por mulheres de franja ou perseguição por cavalos de Alter. As leis apresentar-se-ão com muito melhor imagem e nós poderemos ainda elegantemente exibir vocabulário como bullying no Diário da República.
Bule, porcelana Meissen, c. 1740.
Museu de Belas Artes, Boston.
(*) Bule > bullying - ou a Lei com mais chá.
quarta-feira, 31 de março de 2010
Crimes de bule (*)
Do sustento da E.D.P.
A E.D.P. (Empresa Do Penedos) criou uma nova factura mais simples, directa e sustentável... O sustentável é imprimir a factura na frente e no verso da folha. A informação desta sustentabilidade recebi-a num folheto desdobrável, em papel grosso, acompanhando este mês a nova factura sustentável.
Dantes as facturas eram impressas só na frente da folha, sustentando o verso [em mancha gráfica de 100%] eco-campanhas sobre o sustentável. O que agora se perde.
(Verbete revisto.)
terça-feira, 30 de março de 2010
domingo, 28 de março de 2010
sábado, 27 de março de 2010
Da 'portugalização de conteúdos'
Além do dashboard (quadro principal), dos posts (verbetes, artigos, entradas), do inserir/ulpload (carregar), do botãozinho media (= 'meios', do Latim, cuja funcionalidade função se nem deduz a partir do rótulo), do inserir/editar hyperlink (remissão, ciber-remissão) e das tags (remissões, temas ou índice temático) - tudo marcas, por certo, da grande obra da portugalização colonização de conteúdos do sr. Bava - vemos ainda um brilhante empreendedoris- brilhantismo empreendedor naquele botanito atualizar; adivinho que é já um passo adiante: o da portugalização do Brasil...
mo
Nota: um sinal da maior produtividade também – a somar ao resto – é a assombrosa quantidade de lixo (código html) que o novo processador de texto dos blogos consegue só por si gerar.
Algoritmo
Logo muda a hora.
- Em Portugal continental e na Região Autónoma da Madeira, à 1:00 hora da manhã adiantamos o relógio [...] 60 minutos, passando [obviamente!] para as 2:00 horas da manhã.
Posto do relógio padrão da Hora Legal, Lisboa, início do séc. XX.
[Alberto Carlos Lima], in Arquivo Fotográfico da C.M.L.
Pode por fim certo cavalheiro livrar-se do desgraçado ciclo em que caiu há seis meses.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Arre!
O imperador Carlos V, considerando os seus muitos domínios na Europa, consta que disse certa vez que às tropas falava em castelhano, ao clero falava em italiano, ás damas falava em francês e aos seus cavalos falava em alemão.
Convém dizer que os cavalos são animais nobres, bem o oposto de certas cavalgaduras que, salvo a interjeição no título, nem merecem conversa.
Zeinal Bava, Assembleia da República, 2010.
(Montagem: Tiago Cruz, in Tubo, via Combustões.)
quarta-feira, 24 de março de 2010
Marco
Marco Miliário, Rio de Mouro
(c) 2008
O prezado Manuel deu notícia há dias dum marco miliário do tempo em que Bellas se escrevia com dois 'LL'. Pois no Rio de Mouro calhei a achar outro do género, do tempo em que também Cintra era com 'C'. Estoutro está inteiro mas algo descuidado, com os dizeres muito sumidos. Só a muito custo (no próprio local) se lá consegue ler:
- Do lado de Sintra (lado iluminado);
DE CINTRA
6 K
DE COLLARES
K 13,3 - Do lado de Lisboa (lado ensombrado);
DE LISBOA
20 K - No bordo superior lê-se no lado iluminado 'CONCELHO' e no lado obscuro adivinho 'DE CINTRA'.
segunda-feira, 22 de março de 2010
domingo, 21 de março de 2010
sábado, 20 de março de 2010
Dias de subproduto intelectual
Acabei de ouvir nas notícias acerca duns que agora defendem um dia nacional (ou mundial, não sei) sem tecnologia. — Ele há dias para tudo — porque não? Estas iniciativas são sempre inspiradoras do melhor que há nos melhores de nós. Hoje havia dois presidentes entusiasmadíssimos a apanhar entulhos numa mata de Sintra...
Adiante.
Diz que os mentores desta agora (do dia sem tecnologia) se socorrem da rede da Internete para pregar a mensagem, que irónico.
O mundo anda assim, pejado de defensores acérrimos prenhes de empreendedorismo moralizador. E na vanguarda vão os altamente elaborados moralistas da Ramada (Odivelas): puseram eles uma rua inteirinha em homenagem ao dia do calendário dedicado às mulheres.

(Placa toponímica nas Ruas com Dias, in H Gasolim Ultramarino.)
Fica após a Rua do Sol Nascente, a caminho da Rua da Cerca.
sexta-feira, 19 de março de 2010
Av. Casal Ribeiro, 1
Este está sem telhado há dois anos. Com as chuvadas que tem havido ainda não se desmoronou. Calhando era mais rijo do que parecia. Que azar!...
Av. Casal Ribeiro, 1, Lisboa, 2010.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Arboricultora
Na excursão a Mafra despertou curiosidade o nome da Arboricultora, Lda., antiga empresa de camionagem de Caneças, de cujas camionetas de carreira publiquei então uma fotografia de autor não identificado e sem certeza se seriam realmente daquela empresa. Publiquei-a – tinha-a guardada por isto – porque na minha memória daquela excursão a Mafra as carreiras eram daquelas cores. O que não sabia ao certo era se o encarnado e o amarelo eram as cores da Arboricultora.
Pois a resposta era fácil...
Não me deu logo para isso, mas afinal uma pesquisa na rede desfaria logo à primeira a dúvida; no blogo Montemor está publicado um verbete com o mesmo título deste agora onde se mostra mesma imagem cuja legenda diz que se trata das camionetas n.º 75 e 77 da frota; a fotografia é atribuída aos Amigos dos Autocarros. O verbete tem dessas curiosas novidades antigas sobre as carreiras da Arboricultora; horários, bilhetes, cartão-passe de estudantes, alfinetes de lapela e esta carreira aqui com o nº de frota 21, estacionada no cimo da Casal Ribeiro, em Lisboa.![Arboricultora (nº de frota 21), Av. Casal Ribeiro, [s.d.]](http://lh4.ggpht.com/_4rM10owTrpU/R78AsJNMK7I/AAAAAAAAAyg/sC-DiOnAbQg/Arboricultora%2021.jpg)
Arboricultora (nº de frota 21), Av. Casal Ribeiro, s.d.
(Publ. por José Paulino, blogo de Montemor.)
quarta-feira, 17 de março de 2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
Uma importante escolha a fazer
Esse megálito regulador do arco de curvatura dos pepinos que é a União Europeia, enquanto me suga a identidade e me tritura no almofariz da cidadania comum, entendeu agora obrigar-me à viva força a escolher livremente um browser para o meu computador. Desatou à trombada à Microsoft, a vil monopolista a quem a libérrima República Portuguesa compra sistemas operativos, e impôs-lhe o império da minha forçosa liberdade de escolha face ao seu global monopólio. Vai daí salta-me hoje para o computador uma actualização importante (já ontem eu dera conta da sua importância e desprezei-a) para utilizadores localizados nos Estados-Membros do Espaço Económico Europeu (vede bem que nem é necessário ser-se da Europa, basta só vir a passar por aí) e... anda cá e escolhe o programazinho para ires à Internete. Esse que tinhas não vale porque não foste tu a escolher. Pronto! Pusemos-to já no lixo. Agora és verdadeiramente livre.
Entre o vendedor de automóveis (mais ou menos intrujão) que vende o carro com pneus da marca que bem entende, mas pronto a andar, e o Grande Libertador que dita arrancar os pneus aos carros todos para que os automobilistas obrigatoriamente escolham com toda a liberdade a marca dos pneus, o que vos parece...?
domingo, 14 de março de 2010
Excursão a Mafra
Quando andei na escola primária houve uma excursão de um dia a Mafra. Mafra, Ericeira e Sintra. Estive vai não vai para não me deixarem ir por o meu irmão lhe ter dado a ciumeira e começado a reclamar. Na sua escola primária houvera anos antes uma excursão a um lugar longe também e o meu pai, por castigo (o meu irmão era uma peste) ou por lhe parecer alguma coisa menos bem, não o autorizara a ir. Mas não houve caso comigo e tive licença. Fomos em duas camionetas de carreira alugadas e não na habitual camioneta do clube lá do bairro, normalmente só requisitada pela escola da Câmara para as excursões em Lisboa.
Camionetas de carreira, Soc. Arborícultora, Lda. [?], [s.d.]
(Fórum Auto-Hoje)
Ficou-me na memória esta excursão. Vim deslumbrado com o convento de Mafra; um paço real verdadeiramente majestoso. – Coisa de criança deslumbrada, dei em contar os degraus da escadaria nobre como que para lhe comprovar a grandeza: contei mais de cem!... – (Calhando em lá voltar e torno outra vez a contá-los.)
Nesse passeio falhámos ao depois a Ericeira por nos havermos atrasado em Mafra, creio, mas passámos ainda no Sobreiro para conhecer a casa do mestre João Franco, que Deus tem. E seguimos para Sintra onde houve visita guiada ao paço da vila e onde aprendi sobre el-rei D. Afonso VI ter gasto o chão do quarto em voltas sobre voltas enquanto esteve lá preso pelo irmão.
De Sintra nesse dia fiquei com a pena de não visitar a Pena e com a estranheza de lá ver, a dado passo que parámos para merendar, um campo de futebol relvado (na época eram coisa só de clubes importantes, cuidava eu).
De Mafra, já disse, trouxe um verdadeiro deslumbre com o convento e uma recordação barata; um postal colado numa tábua que os vendedores ambulantes tinham para os turistas. O postal guardou-mo a minha mãe cuidadosamente atrás do contador da água... e o deslumbre com o convento valeu-me – quem sabe se – o destino de cumprir 14 meses de tropa na Escola Prática de Infantaria...
Convento de Mafra, 1972.
Ed. C. C. Nossa Senhora P. Socorro, in Os Meus Postais.
sexta-feira, 12 de março de 2010
Os três antónios
No liceu havia três antónios. Um António que havia era o Galo. Não sei porque era o Galo. Ele tinha menos carisma que uma galinha. Usava risco ao lado e óculos de fundo de garrafa. Tinha muito mais ar de António que de galo.
Outro António que havia era um António da Rua António Pedro. Perturbava muito as aulas. Com uma professora de Biologia que nunca mandava calar ninguém (calava-se ela em vez disso), que nunca expulsava ninguém – era a professora mais complacente e passiva que jamais se viu... – Pois o António da Rua António Pedro fez tantas, mas tantas, que finalmente conseguiu a ordem: – "António, agora sai!" – O tom nem foi nada imperativo, diga-se, mas o António saiu sem mais.
Este era o segundo António.
O terceiro não me lembro.
Sala de Ciências Naturais, Liceu Central de Pedro Nunes, [1930-1980].
Fotografia: Estúdio de Horácio de Novais, in Biblioteca de Arte da F.C.G.
quinta-feira, 11 de março de 2010
Mulher, Portugal
Mulher, Lisboa, [1930-1980].
Fotografia: Estúdio de Horácio de Novais, in Biblioteca de Arte da F.C.G.
quarta-feira, 10 de março de 2010
Tirando às aranhas pelas paredes
O infante D. Afonso, futuro rei Afonso IV, andou em moço muito bravo contra seu pai, el-rei D. Dinis, porque – assim reza a história – el-rei o preteria em favor dum filho bastardo, Afonso Sanches. Uma crónica antiga diz que foi posto a corrrer pelos que seguiam o infante revoltado (muitos eram homiziados fugidos à justiça real) o boato de que D. Dinis procurara ao Papa a legitimação de Afonso Sanches com o argumento que «o infante D. Afonso não era homem para ser rei porque não havia siso nem entendimento, que andava como sandeu desmemoriado, tirando às aranhas pelas paredes»...
Tirando às aranhas pelas paredes, como heis-de entender, é dizer em português moderno andar às aranhas, ou andar à toa - próprio, portanto, de quem não tem siso nem entendimento.
A falsa tirada argumentativa – que cuido ser da Crónica de Portugal de 1419 – é riquíssima de expressividade e sentido e diz muito mais sobre governantes do tempo presente do que, afinal, sobre D. Afonso IV, a quem historicamente se houvera de referir.
Não é curioso?
Bernardo de Vasconcelos e Sousa, D. Afonso IV, Lisboa, Círculo de Leitores, 2005.
domingo, 7 de março de 2010
Domingo
No fim dos anos 80 a cantora Edie Brickell teve um par de êxitos que chegaram até hoje (ou parece-me eu). Chegou a ser anunciada na época como uma nova Suzanne Vega. No fim dá-me a ideia que faltou fôlego para mais.
Na semana passada (de vez em quando acontece-me) andei com esta cantiga no ouvido o todo o dia de terça e de quarta-feira também. Na quinta topei-a na Origem das Espécies.
Edie Brickell & New Bohemians, Circle
(C) 1988 Geffen Records
Caso de morfologia
A psicóloga Joana Dias dá esta semana uma altaneira entrevista à revista do Sol. A folhas tantas, sobre o convite para integrar uma lista do P.S. nas últimas eleições, perguntam-lhe assim:
- Decidiu comunicar esse convite a Louçã porque achou que tinha o dever moral de o fazer...
Resposta:
- Moral, não. Ético [...]
Um caso de morfologia, portanto...
(Fotografia: António Pedro Santos, Tabu, nº 183, 5/2/2010.)
sábado, 6 de março de 2010
O Rossio e a Rua Augusta
O Rossio e a Rua Augusta eram as propriedades mais valiosas, dantes, no jogo do Monopólio. Hoje não sei...
O Rossio e a Rua Augusta, Lisboa, c. 1950.
Fotografia: Estúdio de Horácio de Novais, in Biblioteca de Arte da F.C.G.
sexta-feira, 5 de março de 2010
Idiotia de Estado
Li agora a notícia "Tráfico de influências no caso da A.N.F." e o que lá diz é uma rica pescadinha de rabo na boca: o Estado é caloteiro, pagando tarde e a más horas a comparticipação dos remédios às farmácias; a confraria dos boticários resolveu então passar a adiantar aos irmãos da confraria o pagamento dos calotes e lançou-se na agiotagem com uma usurazinha de 1,5%. Sem arcaboiço financeiro, porém (a agiotagem exige muita massa) a confraria dos boticários levou todavia o rendoso negócio por diante facilmente: o próprio banco do caloteiro, a C.G.D., financiou.
É uma engenhosa elaboração (com algum compadrio) mas com uma refinada ironia: um caloteiro idiota é mansamente levado a pagar as dívidas, acabando (se bem que por interposta pessoa) redondamente credor de si mesmo.
Farmácia da Irmandade do Santíssimo Coração de Jesus e Caridade de Nossa Senhora das Dores, Ajuda, [s.d.].
Espólio de Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..
(Revisto em 6/2/2010 às 10h20 da manhã.)
quarta-feira, 3 de março de 2010
Notícia dum pano molhado nas ventas
Este caso tem já oito dias. Trata-se dumas 'bengaladas' de se lhes tirar o chapéu dum deputado Nigel Farage ao novo presidente da U.E., o sr. Hermano de Rompuy, na primeira ida deste ao parlamento. Soube disto anteontem pelo confrade Funes que no-lo oferece de modo simples e directo.
Como a nossa imprensa parece que pouco fez caso, fazendo jus ao que digo de a Europa não ser cá e, como o que o deputado Farage disse ao sr. Rompuy, apesar de abrupto (e também por isso, conceda-se) não é descabido, cá deixo ao leitor interessado a notícia do caso, com a necessária com tradução e com duas notas a propósito.
Para começar que regime europeu é este que alça burocraticamente por presidente um baronete feito à pressa, que o entroniza a dado passo numa barraca de feira em Belém e, só quase três meses depois o manda apresentar-se ao respectivo parlamento? — Um parlamento eleito, refira-se. — Neste aspecto até a monarquia portuguesa era mais democrática, já que jurava em cortes o herdeiro do trono previamente à sua entronização.
E depois que dizer do canal das Euronotícias que deu enfoque à grosseria e aos insultos, mas cirurgicamente emudeceu Farage sobre a redução da Grécia a um protectorado e sobre obliteração dos estados-nação europeus que o monolito que é a U.E. vai levando a cabo.
Nigel Farage dirigindo-se ao presidente da U.E., Hermano de Rompuy, P.E., 24/2/2010.
Notas:
No IOL Diário leio agora a noticia que o deputado foi castigado a não receber ajudas de custo durante 10 dias de eurotrabalho (equivalente € 3.000,00). Eis onde põem os noticieiros o enfoque da interpelação de Nigel Farage.
(Verbete revisto em 4/3/2010 às 11h30 da noite.)
Da escadaria do Técnico
A Alameda de Dom Afonso Henriques ainda no período de garantia, resplandecente...
Alameda de Dom Afonso Henriques, Lisboa, c. 1950.
Fotografia: Estúdio de Horácio de Novais, in Biblioteca de Arte da F.C.G..
(A azémola ao canto é um elemento digno deste verbete: qualquer semelhança com o objecto do verbete anterior é coincidência fortuita.)
segunda-feira, 1 de março de 2010
Transcrição dumas escutas
C.R. – ... Para isso é que [é] um jogo de preparação, para que os jogadores possam 'tar relaxados; possam jogar ainda melhor. E bom, mas... É como digo, é... simplesmente um jogo – para ganhar, claro – para a equipa começar a ganhar confiança, para que no Mundial possamos 'tar bem.
T.S.F. - É um estilo de jogo semelhante àquele que a Coreia do Norte pratica - que será adversário na fase de grupos.
C.R. – Sim, o objectivo é que... É para estudarmos um pouco tamém contra a equipa que vamos jogar, contra a Coreia do Norte; é um pouco parcido o jogo, é tamém por isso que... vamos jogar contra a China. Espero que seja um bom jogo [que] Portugal possa ganhar.
[...]
C.R. – Aquilo que... foi feito; aquilo que 'tá a ser desempenhado é para ajudar. Não... não vou fazer nada de especial. É simplesmente um jogo. Não [é] porque vou jogar pela selecção que vou-me manifestar de maneira diferente. É simplesmente mais um jogo e que temos que ganhar e claro que toda a gente sabe aquilo que tá a ser desenvolvido para... par' ajudar as pessoas da Madeira.
(Áudio e transcrições mais limadas na T.S.F.)
As récitas de Marcelo
O prof. Marcelo lá fechou ontem do seu programa de comentário. Acabou em directo do Funchal, para onde a R.T.P. - sempre em cima do acontecimento - tem enviado com as melhores galochas e gabardinas de marca a nata dos seus jornalistas e não humildes pés de microfone.
É nalguma medida sintomático o fim d' As Escolhas de Marcelo ter sido no átrio do Teatro Municipal Baltazar Dias. À despedida encenou uma saída para a rua, mas o átrio dum teatro é antes de mais antecâmara de novas récitas. E a temporada que se avizinha parece de feição a uma récita de salvação nacional com épica saída de cena mesmo a tempo para uma apoteose ainda maior...
O tempo dirá.
Teatro Municipal Baltazar Dias, Funchal, [s.d.].
Bilhete Postal in Carthalia.