A Alameda de Dom Afonso Henriques ainda no período de garantia, resplandecente...
Alameda de Dom Afonso Henriques, Lisboa, c. 1950.
Fotografia: Estúdio de Horácio de Novais, in Biblioteca de Arte da F.C.G..
(A azémola ao canto é um elemento digno deste verbete: qualquer semelhança com o objecto do verbete anterior é coincidência fortuita.)
Esta é forte! Tiraço! GOOOOOOOOOOOOOOOLO!
ResponderEliminarHá uma coisa que me impressiona sempre nestas fotografias...poucos carros, e até pouca gente.
ResponderEliminarPouca gente porque ao tempo isto era subúrbio. Os carros e as gentes estavam todos na baixa...
ResponderEliminarCumps
Impressionante ,recordo na minha infância passar por aqui e retenho na minha memoria que era assim mesmo como mostra a imagem menos a carroça com o burro .Os tempos são outros mas tenho muitas saudades da Lisboa da época, é neste aspecto que digo que estamos pior ,na higiene das ruas e da segurança .
ResponderEliminarCumprimentos
Carlota Joaquina
Há lá coisa mais bonita e que nos enche o espírito de alegria, do que ver estas fotografias tão cheias de luz, perfeição e beleza paisagística? Claro que há zonas de Lisboa muito mais bonitas, mas esta por exemplo (que por sinal era a minha muito querida zona) está cheia de elegância nas linhas dos prédios e sobretudo na assombrosa largueza dos espaços. A perfeição com que tudo era executado, desde a estrutura e solidez dos prédios com as suas fachadas impecáveis (independentemente de serem mais ou menos bonitas) aos simples empedrados das ruas e (limpos) passeios, eram duma perfeição d'acabamentos que dava gosto observar, sobretudo quando e se existiam desenhos rebuscados nos calcetamentos. Nestes tempos havia brio e orgulho no trabalho manual, do mais simples ao mais complexo, desde os excelentes arquitectos e engenheiros ao mais humilde calceteiro que orgulhosamente desenhava verdadeiras obras d'arte nos passeios de Lisboa. Estes eram outros tempos, de facto. Tempos que nos orgulhavam de sermos portugueses, contràriamente que acontece hoje. Hoje olhamos para Lisboa (e para o resto) e a alma enche-nos duma tristeza infinita. Uma tristeza que aumenta dia a dia e nunca mais tem fim.
ResponderEliminarMaria
Às vezes pergunto-me como será possível que uma foto a preto e branco tenha mais luz do que o espaço ao vivo e a cores. Esta foto é um óptimo exemplo... Não fui aluna no Técnico mas desci esta escadaria muitas vezes e nunca, mas mesmo nunca, consegui encontrar tanta luminosidade na Alamenda como esta foto transmite. Que gente doida é esta que corroi Lisboa, e não só, aos bocados (porque bocadinho é eufemismo)?!?!?!?
ResponderEliminarQuanto à besta. Coisa amorosa!! ;)
E que lindo é ver o post no interior de um dos edifícios retratados. Que o estaleiro que agora se vai desmantelando tenha sido o último. Irra!
ResponderEliminarSim senhro. Já tardava. Cumpts.
ResponderEliminarFoi mais tiro o boneco, mas está bem.
ResponderEliminarCumpts. :)
É verdade! Mas já viram que subúrbio mais arejado? Compare-se com Massamá.
ResponderEliminarCumpts. :)
E na largueza de vistas em planeamento urbano. Hoje o único horizonte é o pataco.
ResponderEliminarCumpts.
Tem a senhora inteira razão. Eu quando passo nestes lugares já nem olho para o que vejo para não andar em cuidados. Procuro só rememorar estas fotografias.
ResponderEliminarCumpts.
Pois não lhe sei responder. Talvez o buliço urbano hoje mirre a paisagem e lhe sugue a luz.
ResponderEliminarCumpts.
Era mesmo assim, e não era só por ser subúrbio, que aqui já morava muita da nata da sociedade portuguesa.
ResponderEliminarHavia muito menos gente, as pessoas tinham quase todas o mesmo horário de trabalho e claro o carro era um objecto de luxo.
Tem piada, mas azémola está em frente ao Técnico, o que não quer dizer nada, teria lá ido entregar o pão, embora naquela cantina, segundo me disseram, tudo fosse intragável.? :|
ResponderEliminarEu pertencia ao outro extremo, mais proletário, mas que tinha a Fonte Luminosa. Mais habituado ao meu "habitat", simpatizava pouco com este local. Os prédios e até as pessoas, eram um bocado "trombudos" demais para o meu gosto. Faltavam o calor humano, a garrulice e os prédios mais maneirinhos do meu bairro. Mas havia uma excepção. Em frente à Av. Manuel da Maia, ao lado do prédio de "risca ao meio", de Cassiano Branco (o que faz esquina com a Alameda, do lado do Império, que Deus tem - literalmente)havia uma lojinha, com a fachada revestida a madeira que, na altura, vendia artigos regionais. Ganhei amizade àquela porta pequenina com uma janelinha ao lado a servir de montra, tudo em madeira castanho escura. Esteve muitos anos fechada, mas a madeira da fachada manteve-se, espantosamente, intacta. Mudou de ramo e lá continua, tal e qual era, para minha satisfação. E sempre que lá passo, gosto de a vêr. Talvez com o mesmo olhar de antigamente, quem sabe...
ResponderEliminarO carro era um luxo e ainda não se replicava como agora.
ResponderEliminarCumpts.
Tenho uma vaga ideia dessa loja. Diz que ainda lá está? Hei-de reparar. Cumpts.
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