Li agora a notícia "Tráfico de influências no caso da A.N.F." e o que lá diz é uma rica pescadinha de rabo na boca: o Estado é caloteiro, pagando tarde e a más horas a comparticipação dos remédios às farmácias; a confraria dos boticários resolveu então passar a adiantar aos irmãos da confraria o pagamento dos calotes e lançou-se na agiotagem com uma usurazinha de 1,5%. Sem arcaboiço financeiro, porém (a agiotagem exige muita massa) a confraria dos boticários levou todavia o rendoso negócio por diante facilmente: o próprio banco do caloteiro, a C.G.D., financiou.
É uma engenhosa elaboração (com algum compadrio) mas com uma refinada ironia: um caloteiro idiota é mansamente levado a pagar as dívidas, acabando (se bem que por interposta pessoa) redondamente credor de si mesmo.
Farmácia da Irmandade do Santíssimo Coração de Jesus e Caridade de Nossa Senhora das Dores, Ajuda, [s.d.].
Espólio de Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..
(Revisto em 6/2/2010 às 10h20 da manhã.)
Actualmente, parece-me mais um estado de idiotia.
ResponderEliminarA.v.o.
Falhou-me esse título, pois bem.
ResponderEliminarCumpts. :)