No Rádio Clube deu de manhã uma curta reportagem sobre a Escola
António Sérgio no Cacém; sobre como ali se dão meninos de 18
nacionalidades.
Sóbria e concisa, a jornalista focou a
aculturação (na peça diz-se integração, mais corrente) dos meninos emigrantes,
a normal curiosidade sobre a cultura uns dos outros e o modo natural de se
darem assim todos. Ilustrou com depoimentos duma menina de Xangai, meia
envergonhada por ser do campo lá na China; dum menino de Angola, com saudades
da casa grande da avó; e se não me engano, duma menina da Roménia, que
aprendeu com toda a facilidade o Português. Deu gosto ouvi-los exprimirem-se
correctamente no nosso idioma.
Inteligentemente, a jornalista
Débora não maçou com folclore politicamente correcto que ficasse bem,
muito na moda quando os temas dão para isso. Factos são factos, valem por si:
meninos de 18 nacionalidades numa escola é um bom tema, não é preciso
exagerar.
Lembrou-me do Xan e do Fernando de Angola no meu tempo de
liceu. Salientavam-se compreensivelmente pela etnia mas eram tão camaradas
como os outros que jogávamos à bola nos intervalos das aulas. Naturalmente!
Estudo para o «O Vira»(Roque Gameiro 1904)
Aguarela, 24 x 32 cm
Réplica pelo aguarelista Luís M. B. Cabral, 2007.
Na minha escola, havia também pessoas de outros países, naturalmente. Cresci junto de muitas nacionalidades, dado que vivia perto de uma marina. Mais tarde, acabei por trabalhar a leccionar português a pessoas de outras nacionalidades (e, curiosamente, até casei com um estrangeiro!). Também eu já vivi noutro país e nenhuma dessas realidades me é estranha ou invulgar.
ResponderEliminarNa minha escola eramos todos portugueses e nem por isso nos davamos muito bem.Como vêm já no passado eramos assim ................rs
ResponderEliminarEstas coisas são muito naturais. Obrigado a ambas pelos comentários. Cumpts.
ResponderEliminarPara mim crinaças doutros países nas nossas escolas é indiferente, aliás até é positivo porque é uma forma de intercâmbio cultural e de intregação das várias comunidades na nossa sociedade.
ResponderEliminarMas há muito ainda por fazer nesse ponto e uma das formas de acelerar essa intergração é aproveitar a excessiva mão de obra especializada que vem desde engenheiros a médicos vindos do letes da europa e se se dar a equivalência aos respectibvos diplomas além de se ensinar português o que iria reduzir as listas de espera com tratamento de excelência por que é sabido mundilamente a excelência da escola russsa de medicina ou como acham que Cuba tem grandes médicos, pois o tem e ainda bem para eles mas esses mesmos médicos quando alunos foram ensinados por enviados da ex-URSS, actual Rússia
talvez a integração seja mais fácil.Será?
ResponderEliminarPelo menos não se sentem regeitados pelos nacionais.
Pelo menos não são descriminados pelos nacionais, esperemos que a integração seja mais fácil.
ResponderEliminarMeu Caro Bic Laranja:
ResponderEliminarTambém vivi a mesma experiência, nos meus três primeiros anos escolares, na mesmíssima Província Ultramarina.
Abraço.
A novidade parece ser a enorme variedade de origens nacionais e étnicas na mesma escola. A jornalista falou em Torre de Babel. Não é bem porque porque aculturação dá-se logo pela aprendizagem do Português. São meninos de 10, 12 anos, aprendem depressa e uma cultura só rejeita o que lhe for estranho, não o que se molda a si. Parece-me que é o que se passa na escola do Cacém. // Obrigado pelos vossos comentários. Cumpts.
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