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quinta-feira, 26 de outubro de 2006

Aculturação

 No Rádio Clube deu de manhã uma curta reportagem sobre a Escola António Sérgio no Cacém; sobre como ali se dão meninos de 18 nacionalidades.

 Sóbria e concisa, a jornalista focou a aculturação (na peça diz-se integração, mais corrente) dos meninos emigrantes, a normal curiosidade sobre a cultura uns dos outros e o modo natural de se darem assim todos. Ilustrou com depoimentos duma menina de Xangai, meia envergonhada por ser do campo lá na China; dum menino de Angola, com saudades da casa grande da avó; e se não me engano, duma menina da Roménia, que aprendeu com toda a facilidade o Português. Deu gosto ouvi-los exprimirem-se correctamente no nosso idioma.

 Inteligentemente, a jornalista Débora não maçou com folclore politicamente correcto que ficasse bem, muito na moda quando os temas dão para isso. Factos são factos, valem por si: meninos de 18 nacionalidades numa escola é um bom tema, não é preciso exagerar.

 Lembrou-me do Xan e do Fernando de Angola no meu tempo de liceu. Salientavam-se compreensivelmente pela etnia mas eram tão camaradas como os outros que jogávamos à bola nos intervalos das aulas. Naturalmente!


Estudo sobre o Vira

Aguarela de Roque Gameiro

em Luís Cabral .org

8 comentários:

  1. Na minha escola, havia também pessoas de outros países, naturalmente. Cresci junto de muitas nacionalidades, dado que vivia perto de uma marina. Mais tarde, acabei por trabalhar a leccionar português a pessoas de outras nacionalidades (e, curiosamente, até casei com um estrangeiro!). Também eu já vivi noutro país e nenhuma dessas realidades me é estranha ou invulgar.

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  2. Na minha escola eramos todos portugueses e nem por isso nos davamos muito bem.Como vêm já no passado eramos assim ................rs

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  3. Bic Laranja27/10/06 12:15

    Estas coisas são muito naturais. Obrigado a ambas pelos comentários. Cumpts.

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  4. Para mim crinaças doutros países nas nossas escolas é indiferente, aliás até é positivo porque é uma forma de intercâmbio cultural e de intregação das várias comunidades na nossa sociedade.
    Mas há muito ainda por fazer nesse ponto e uma das formas de acelerar essa intergração é aproveitar a excessiva mão de obra especializada que vem desde engenheiros a médicos vindos do letes da europa e se se dar a equivalência aos respectibvos diplomas além de se ensinar português o que iria reduzir as listas de espera com tratamento de excelência por que é sabido mundilamente a excelência da escola russsa de medicina ou como acham que Cuba tem grandes médicos, pois o tem e ainda bem para eles mas esses mesmos médicos quando alunos foram ensinados por enviados da ex-URSS, actual Rússia

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  5. talvez a integração seja mais fácil.Será?
    Pelo menos não se sentem regeitados pelos nacionais.

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  6. Pelo menos não são descriminados pelos nacionais, esperemos que a integração seja mais fácil.

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  7. Meu Caro Bic Laranja:
    Também vivi a mesma experiência, nos meus três primeiros anos escolares, na mesmíssima Província Ultramarina.
    Abraço.

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  8. Bic Laranja27/10/06 22:14

    A novidade parece ser a enorme variedade de origens nacionais e étnicas na mesma escola. A jornalista falou em Torre de Babel. Não é bem porque porque aculturação dá-se logo pela aprendizagem do Português. São meninos de 10, 12 anos, aprendem depressa e uma cultura só rejeita o que lhe for estranho, não o que se molda a si. Parece-me que é o que se passa na escola do Cacém. // Obrigado pelos vossos comentários. Cumpts.

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