A rica tem nome fino,
A pobre tem nome grosso;
A rica teve um menino,
A pobre pariu um moço!
(Ant.º Aleixo)
Passámos há muito das pobres às ricas. É o que me a linguagem diz — ou
deixa de dizer, pois ninguém há aí que diga que pariu um moço.
A
somar a tamanha riqueza, esta, nossa, havemos agora aí mulheres exóticas a
parir em casa.
Metem bruxo e rezas. Velinhas e oferendas. E
no fim, se há choro, juntam-se homens a comer.
De dizer que teve um menino
ou que pariu moço é que, em puro português, soa a nado morto.
![Materninade Dr. Alfredo da Costa, Lisboa. Estúdio de Mário de Novais, [s.d.]](https://farm4.staticflickr.com/3219/3118096382_11fb43b30c_o.jpg)
Materninade Dr. Alfredo da Costa, Lisboa, [s.d.]
Estúdio de
Mário de Novais, in Bibliotheca d' Arte da F.C.G.
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