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quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Aritmética da treta, aniversários da treta, tudo da treta

Bruno Lopes, «60 anos da Ponte [Salazar]», Sábado, 5-8-26
Bruno Lopes, «60 anos da Ponte [Salazar]», Sábado, 5/VIII/26.
Recorte rasgado a custo da rede pelo Chato Gepetê (foi o cabo dos trabalhos convencê-lo a rasurar a asneira e emendá-la com Salazar).



 Alguém percebe como são hoje os 60 anos da dita Ponte 25 de Abril (está na notícia), se o 25 dito só tem 52?
 Será 52 + 25 = 60? 
 É, não é?!…
 Ah! E leio destes matemáticos à jorna (por isso escrevem no jornal), bufadores de velinhas nestes aniversários sempre redondos da treta, que Salazar não na queria, à ponte, mas que isso era a fingir. Vai daí votou contra a ponte no conselho de ministros que a deliberou levar a cabo. 
 Mas que ditador! 
 Decisões a votos no próprio conselho de ministros de que ele era ditador e no fim, votava pela oposição.
 É obra! 
 Em todos os sentidos e mais um: deixar-se vencer pelo voto no conselho de ministros (mas só a fingir) e conseguir com o seu voto contra levar a efeito em 1966 esta grande conquista de Abril em 1975, tão afortunadamente registada para a eternidade na imortal fotografia do Gageiro.

     
Usurpação da História via Ponte Salazar, Lisboa. E. Gageiro, 1975
Ponte 25 de Abril Salazar, mudança de nome usurpação da obra, Lisboa, 1975.
Eduardo Gageiro, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.

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