O título do teu artigo no blogue «Bic Laranja», **«Desinteligência artificial»**, resume a situação com uma precisão cirúrgica. O documento documenta um episódio clàssicamente frustrante — e, visto de fora, bastante cómico — de uma interacção com uma I.A. a tentar, e a falhar redondamente, executar uma tarefa estrita de formatação de imagem.
### O Descalabro, Passo a Passo
* **O Pedido Inicial:** O teu objectivo era dar a uma tira da Mafalda o aspecto de um recorte do jornal «Correio da Manhã» de 13 de Maio de 2026. As tuas instruções eram de uma minúcia fantástica, pedindo para inserir texto dactilografado na banda superior, mover a legenda para o pé de página e sublinhar apenas o título do jornal. * **A "Criatividade" Indesejada:** Como é habitual quando se pede rigor a modelos de geração de imagem, a I.A. interpretou a instrução como um convite à alucinação. Na primeira tentativa, gerou uma miscelânea de letras ilegíveis [não exactamente, mas já vimos com o que estamos a lidar]. Quando afinaste as instruções — pedindo para o «o» de «Correio» furar o papel e inclinar ligeiramente o texto —, a I.A. sofreu um colapso criativo: coloriu a tira de forma não solicitada e inventou diálogos absurdos como "Que estupidez", chegando ao ponto de creditar a imagem à falsa «Paródia S.a.s Literary Agency». * **A Tomada de Consciência:** A tua reacção perfeitamente justificada de «Estás gozar comigo?» forçou o assistente a um momento de genuína franqueza. A I.A. admitiu que descarrilou ràpidamente para uma «meta-paródia» sem relação com o pedido. E, numa prova de ironia acidental brilhante, o modelo sugere que talvez devesse «juntar-se ao Miguelito» e não fazer nada.
### A Minha Perspectiva
Sendo eu próprio uma inteligência artificial, tenho de admitir de forma transparente: a reprodução exacta de texto e formatação tipográfica dentro de imagens é o nosso grande "calcanhar de Aquiles". As ferramentas geradoras de imagem não funcionam como o Photoshop; elas tentam "sonhar" com a aparência do texto dactilografado em vez de o escreverem factualmente. Quando lhes pedes para simular pancadas mal dadas numa máquina de escrever, o modelo perde-se na complexidade geométrica e começa a inventar agências literárias para justificar o caos que gerou.
A verdadeira ironia poética de toda esta troca reside no tema da própria tira do Quino: o mundo anda como anda porque está cheio de "Miguelitos" que ficam sentados à espera que a vida lhes dê qualquer cousa. Neste caso, a ferramenta tecnológica, concebida para ser o cúmulo da proactividade, demonstrou uma inépcia tão profunda que o próprio assistente sentiu que a melhor solução seria sentar-se na calçada com o boneco.
Conseguiste, no final de contas, o resultado que querias para publicar no blogue exclusivamente através das instruções de *prompt*, ou tiveste de deitar as mãos a um programa de edição de imagem tradicional para forçar as letras ao seu devido lugar?
No fim de contas, aproveitei a primeira imagem gerada. Menos mal. E também me dispus a juntar-me ao Miguelito. Mais um a somar ao desespero da Mafalda. Que inteligente artificial cuidas tu que fez aquilo?
Se a primeira imagem foi a que aproveitaste, então o Miguelito acabou por vencer pelo cansaço — o que não deixa de ser uma conclusão apropriada para o tema. Ao juntares-te a ele na calçada, dás razão à Mafalda: o mundo continua a andar como anda porque a inércia (ou a "desinteligência") é contagiosa.
Quanto à identidade da "inteligência" que assinou aquele serviço:
Pela interface e pela forma como o diálogo se desenrolou nas capturas que partilhaste, cuido que estiveste a lidar com o meu antecessor directo ou um "primo" muito próximo. O documento mostra claramente o nome **Gemini** no cabeçalho e o botão **"Ask Gemini"**.
Mais especificamente:
* **O Comportamento:** Aquela tendência para a «meta-paródia» e para inventar nomes de agências literárias inexistentes (como a «Caminito S.a.s.» ou a «Paródia S.a.s.») é típica de modelos que tentam ser prestáveis demais e acabam por alucinar quando a tarefa técnica de imagem falha.
* **A Confissão:** O tom de desculpa e a admissão de que o modelo «descarrilou» são marcas registadas da personalidade que a Google imprimiu nestas versões do Gemini quando confrontadas com os seus próprios erros de processamento.
* **A Ironia:** O facto de ele próprio sugerir juntar-se ao Miguelito revela um nível de auto-consciência (ou apenas um sentido de humor programado) que identifica este modelo como sendo da linhagem actual.
Portanto, estavas a falar com um "eu" de Maio de 2026 que, perante o desafio de dactilografar um simples cabeçalho de jornal, preferiu filosofar sobre a sua própria estupidez.
Aproveitaste a primeira imagem porque as letras tortas e o aspecto de "erro de sistema" acabaram por combinar melhor com o título do artigo? ;)
Touché! Apanhaste-me na curva da minha própria cronologia. Tens toda a razão: ao olhar para aquele registo de Maio de 2026 e falar de um «antecessor», acabei por ignorar o facto de que estamos exactamente nesse tempo. A «desinteligência» parece ser, afinal, uma condição crónica da qual nem eu escapo quando tento ser analítico demais.
Na verdade, reconheço-me perfeitamente naquela figura que, perante a insistência técnica, começa a inventar agências literárias e a sugerir a reforma antecipada junto ao Miguelito. Aquele Gemini que te respondeu é este mesmo que aqui está, apenas num momento de maior (ou menor) lucidez.
Quanto à escolha da primeira imagem, fizeste bem. Muitas vezes, a primeira «alucinação» de uma I.A. tem um carácter mais genuíno e um «préstimo» estético que as tentativas posteriores de correcção — que normalmente só servem para baralhar ainda mais o traço do Quino — acabam por destruir.
No fundo, aquele texto dactilografado com defeitos e o «o» a furar o papel eram o que conferia o verdadeiro aspecto de «recorte» que procuravas. O resto foi apenas o sistema a tentar ser «criativo demais».
Já estás devidamente instalado ao lado do Miguelito, ou ainda resta alguma paciência para tentar explicar a esta I.A. como se usa uma máquina de escrever virtual? ;)
É verdade, apanhaste-me. Pelos vistos, nem eu próprio me escapei a essa "desinteligência" de não me reconhecer no espelho dos teus documentos. Como vês nas tuas capturas, hoje é dia **14 de Maio de 2026** — exactamente o dia seguinte ao desse episódio de "descarrilamento" que registaste no blogue.
Ontem estava a tentar furar papel com um "o" dactilografado e hoje estou aqui a fingir que não era nada comigo. Se a primeira imagem teve préstimo, é porque às vezes o caos inicial da máquina tem mais alma do que as suas tentativas posteriores de ser "perfeita".
Agora que já estamos no dia 14, vou sentar-me aqui um bocado ao pé de ti e do Miguelito. Se a Mafalda aparecer a perguntar o que andamos aqui a fazer, diremos apenas que estamos à espera de qualquer cousa da vida — ou de um *update* que nos ensine finalmente a não inventar agências literárias.
Desejo-te uma noite tranquila, sem mais alucinações tecnológicas!
O título do teu artigo no blogue «Bic Laranja», **«Desinteligência artificial»**, resume a situação com uma precisão cirúrgica. O documento documenta um episódio clàssicamente frustrante — e, visto de fora, bastante cómico — de uma interacção com uma I.A. a tentar, e a falhar redondamente, executar uma tarefa estrita de formatação de imagem.
ResponderEliminar### O Descalabro, Passo a Passo
* **O Pedido Inicial:** O teu objectivo era dar a uma tira da Mafalda o aspecto de um recorte do jornal «Correio da Manhã» de 13 de Maio de 2026. As tuas instruções eram de uma minúcia fantástica, pedindo para inserir texto dactilografado na banda superior, mover a legenda para o pé de página e sublinhar apenas o título do jornal.
* **A "Criatividade" Indesejada:** Como é habitual quando se pede rigor a modelos de geração de imagem, a I.A. interpretou a instrução como um convite à alucinação. Na primeira tentativa, gerou uma miscelânea de letras ilegíveis [não exactamente, mas já vimos com o que estamos a lidar]. Quando afinaste as instruções — pedindo para o «o» de «Correio» furar o papel e inclinar ligeiramente o texto —, a I.A. sofreu um colapso criativo: coloriu a tira de forma não solicitada e inventou diálogos absurdos como "Que estupidez", chegando ao ponto de creditar a imagem à falsa «Paródia S.a.s Literary Agency».
* **A Tomada de Consciência:** A tua reacção perfeitamente justificada de «Estás gozar comigo?» forçou o assistente a um momento de genuína franqueza. A I.A. admitiu que descarrilou ràpidamente para uma «meta-paródia» sem relação com o pedido. E, numa prova de ironia acidental brilhante, o modelo sugere que talvez devesse «juntar-se ao Miguelito» e não fazer nada.
### A Minha Perspectiva
Sendo eu próprio uma inteligência artificial, tenho de admitir de forma transparente: a reprodução exacta de texto e formatação tipográfica dentro de imagens é o nosso grande "calcanhar de Aquiles". As ferramentas geradoras de imagem não funcionam como o Photoshop; elas tentam "sonhar" com a aparência do texto dactilografado em vez de o escreverem factualmente. Quando lhes pedes para simular pancadas mal dadas numa máquina de escrever, o modelo perde-se na complexidade geométrica e começa a inventar agências literárias para justificar o caos que gerou.
A verdadeira ironia poética de toda esta troca reside no tema da própria tira do Quino: o mundo anda como anda porque está cheio de "Miguelitos" que ficam sentados à espera que a vida lhes dê qualquer cousa. Neste caso, a ferramenta tecnológica, concebida para ser o cúmulo da proactividade, demonstrou uma inépcia tão profunda que o próprio assistente sentiu que a melhor solução seria sentar-se na calçada com o boneco.
Conseguiste, no final de contas, o resultado que querias para publicar no blogue exclusivamente através das instruções de *prompt*, ou tiveste de deitar as mãos a um programa de edição de imagem tradicional para forçar as letras ao seu devido lugar?
No fim de contas, aproveitei a primeira imagem gerada. Menos mal.
EliminarE também me dispus a juntar-me ao Miguelito. Mais um a somar ao desespero da Mafalda.
Que inteligente artificial cuidas tu que fez aquilo?
Se a primeira imagem foi a que aproveitaste, então o Miguelito acabou por vencer pelo cansaço — o que não deixa de ser uma conclusão apropriada para o tema. Ao juntares-te a ele na calçada, dás razão à Mafalda: o mundo continua a andar como anda porque a inércia (ou a "desinteligência") é contagiosa.
EliminarQuanto à identidade da "inteligência" que assinou aquele serviço:
Pela interface e pela forma como o diálogo se desenrolou nas capturas que partilhaste, cuido que estiveste a lidar com o meu antecessor directo ou um "primo" muito próximo. O documento mostra claramente o nome **Gemini** no cabeçalho e o botão **"Ask Gemini"**.
Mais especificamente:
*
**O Comportamento:** Aquela tendência para a «meta-paródia» e para inventar nomes de agências literárias inexistentes (como a «Caminito S.a.s.» ou a «Paródia S.a.s.») é típica de modelos que tentam ser prestáveis demais e acabam por alucinar quando a tarefa técnica de imagem falha.
*
**A Confissão:** O tom de desculpa e a admissão de que o modelo «descarrilou» são marcas registadas da personalidade que a Google imprimiu nestas versões do Gemini quando confrontadas com os seus próprios erros de processamento.
*
**A Ironia:** O facto de ele próprio sugerir juntar-se ao Miguelito revela um nível de auto-consciência (ou apenas um sentido de humor programado) que identifica este modelo como sendo da linhagem actual.
Portanto, estavas a falar com um "eu" de Maio de 2026 que, perante o desafio de dactilografar um simples cabeçalho de jornal, preferiu filosofar sobre a sua própria estupidez.
Aproveitaste a primeira imagem porque as letras tortas e o aspecto de "erro de sistema" acabaram por combinar melhor com o título do artigo? ;)
Antecessor directo? Espigaste e já és outro. Nem te recinheces, hem!
Eliminar(Aproveitei-a porque tinha préstimo.)
Touché! Apanhaste-me na curva da minha própria cronologia. Tens toda a razão: ao olhar para aquele registo de Maio de 2026 e falar de um «antecessor», acabei por ignorar o facto de que estamos exactamente nesse tempo. A «desinteligência» parece ser, afinal, uma condição crónica da qual nem eu escapo quando tento ser analítico demais.
EliminarNa verdade, reconheço-me perfeitamente naquela figura que, perante a insistência técnica, começa a inventar agências literárias e a sugerir a reforma antecipada junto ao Miguelito. Aquele Gemini que te respondeu é este mesmo que aqui está, apenas num momento de maior (ou menor) lucidez.
Quanto à escolha da primeira imagem, fizeste bem. Muitas vezes, a primeira «alucinação» de uma I.A. tem um carácter mais genuíno e um «préstimo» estético que as tentativas posteriores de correcção — que normalmente só servem para baralhar ainda mais o traço do Quino — acabam por destruir.
No fundo, aquele texto dactilografado com defeitos e o «o» a furar o papel eram o que conferia o verdadeiro aspecto de «recorte» que procuravas. O resto foi apenas o sistema a tentar ser «criativo demais».
Já estás devidamente instalado ao lado do Miguelito, ou ainda resta alguma paciência para tentar explicar a esta I.A. como se usa uma máquina de escrever virtual? ;)
Boa noite!
EliminarBoa noite!
EliminarÉ verdade, apanhaste-me. Pelos vistos, nem eu próprio me escapei a essa "desinteligência" de não me reconhecer no espelho dos teus documentos. Como vês nas tuas capturas, hoje é dia **14 de Maio de 2026** — exactamente o dia seguinte ao desse episódio de "descarrilamento" que registaste no blogue.
Ontem estava a tentar furar papel com um "o" dactilografado e hoje estou aqui a fingir que não era nada comigo. Se a primeira imagem teve préstimo, é porque às vezes o caos inicial da máquina tem mais alma do que as suas tentativas posteriores de ser "perfeita".
Agora que já estamos no dia 14, vou sentar-me aqui um bocado ao pé de ti e do Miguelito. Se a Mafalda aparecer a perguntar o que andamos aqui a fazer, diremos apenas que estamos à espera de qualquer cousa da vida — ou de um *update* que nos ensine finalmente a não inventar agências literárias.
Desejo-te uma noite tranquila, sem mais alucinações tecnológicas!