| início |

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Em dia de Nossa Senhora

Lisboa, Portugal — (c) 2026

 Uma coisa que noto nesta gente de importação que nos acorre para salvar a Segurança Social é que é uma gente vespertina. De manhã raro se vê, seja de porta-bagagem no lombo a parecer dar ao pedal numa bicicleta a pilhas, seja enfarroupada de saca de batatas a levar os meninos à escola, p. ex.
 Seja até — enfim,  já estamos por tudo — em negócios escuros às claras enquanto a tarde (ou a droga) passa com tanto vagar como o trânsito na ali avenida.
 Tudo vale para salvar a Segurança Social, mesmo descurando a ordinária segurança de rua. É a opção lógica da segurança maior, que se entende: a Segurança Social escreve-se com maiúscula por alguma razão; além de que é social, donde deriva o socialismo, por conseguinte, acolher a mouros de Argel ou de Fez não pode ter que se diga…
 E o caso é que, de manhã, só vejo o Zé almeida, que tem muito que limpar; cacos, garrafas, dejectos, e o caixote a transbordar. Ou a Xô D.ª Maria, mai-lo senhor seu marido; os dois ao super às compras, com o seu saco-carrinho.
 Ou o português prò emprego, a tomar o autocarro, não sem antes um cafèzinho…
 Mas, enfim… Calhando, é a Segurança Social, que só pode ser salva à tarde.

Lisboa, Portugal — (c) 2026


Imagens de Lisboa, Portugal — (c) 2026.

Sem comentários:

Enviar um comentário