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domingo, 31 de março de 2019

À manhã é longe de mais


SEDA, Amanhã é Sempre Longe Demais (Rádio Macau)


Boa noite!

Sr.ª da Hora… de Verão

Estação da Trindade,  Porto (© Migu Schneeberger, 1977/78)
Trindade, Porto, 1977-78
© Migu Schneeberger, in Portugal Velho.

sábado, 30 de março de 2019

Rag-time Abba


Gunhilda Carlinga, Dancing Queen (Abba) à moda dos anos 1920.
(Jukebox pós-moderna)

Dias da rádio?


Robyn Adele Anderson & Dave Koz, Careless Whisper (Wham!) à moda dos anos 30.

sexta-feira, 29 de março de 2019

A pontualidade britânica já não é o que era


Pontualmente Atrasado (Reino Unido, 1986)

quinta-feira, 28 de março de 2019

T.A.P.: 1.º curso de Assistentes em fototipia animada

T.A.P.: 1.º curso de Assitentes de Bordo, Aeroporto da Portela, 1947. Fotografia: autor n/ ident. Esp. do C.te Amado da Cunha; col. do Sr. Ant.º Fernandes.


T.A.P.: 1.º curso de Assitentes de Bordo, Aeroporto da Portela, 1947. Fotografia: autor n/ ident. Esp. do C.te Amado da Cunha; col. do Sr. Ant.º Fernandes.

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T.A.P.: 1.º Curso de Assistentes, Aeroporto da Portela, 1947.
Helena Calafate, Natália, [?], Mrs. Summers (instrutora), Ana Duarte, Françoise, Ruby, [?].
Esp. do C.te Amado da Cunha; col. do Sr. Ant.º Fernandes.


 

quarta-feira, 27 de março de 2019

Autonomia de madeira, soberania de pau

D.R., I Série, 27/4/2019
(D.R., I Série, 27/4/2019)

 A assembleia regional da Madeira resolveu reconhecer um órgão de soberania dum Estado soberano. E se resolver declarar-lhe guerra?

Fototipia animada

Super Constellation. Painel do mecânico de voo a ser vigiado em viagem (Mec. de voo Serra Afonso e Luís) s.l., 1958  Fotografia: autor n/ ident. Esp. C.te Amado da Cunha; col. Sr. Ant.º Fernandes.
Super Constellation.
Painel do mecânico de voo a ser vigiado em viagem (Mec. de voo Serra Afonso e Luís), s.l., 1958.
Fotografia: autor n/ ident. Esp. do C.te Amado da Cunha; col. do Sr. Ant.º Fernandes.


Original em p/b animado via ColouriseSG por sugestão do benévolo leitor B.H.

História com asas


 […] Findas as aulas teóricas, as muitas sessões de simulador e o Voo Base (voos de instrução, sem passageiros) fomos finalmente para a Linha, com passageiros e tudo mas assistidos por um Comandante encartado. Desses voos assistidos em linha por outro Comandante, antes de eu ser largado, lembro-me principalmente dos dois primeiros.
 O primeiro de todos, um Lisboa-Genève-Zurique, com o Comandante Queirós. No dia 6 de Abril de 1977 no CS-TBK. E lembro-me porque sendo o primeiro voo de todos como Comandante, embora asistido, o controlador suíço de Genève resolveu mudar a pista no último instante e consciente da quase impossibilidade de uma aterragem segura naquelas condições me ter até perguntado:
 — Você consegue?...
 Com a minha nenhuma experiência em Comando e naquele avião (era o 1.º voo e com a responsabilidade de ter a cabina cheia de passageiros, que nunca sabem o que está prestes a acontecer...) fiquei mudo aqueles milésimos de segundo que parecem sempre uma eternidade, sem saber o que lhe responder…
 O Queirós disse-me rapidamente que sim, eu podia e assim aceitei a rasteira do controlador. Mas o Queirós ensinou-me como fazer, sentado na cadeira atrás de mim:
 — Reduz toda a potência, já! Trem em baixo! Não desças! Deixa a velocidade cair!
Flaps todos em baixo! Aterra agora… E lá passei eu aquela montanha entre Lyon e Genève com enorme razão de descida em direcção à pista mesmo em frente, a querer desaparecer-me debaixo do nariz do avião…
 Mas fiz uma boa e segura aterragem.
 Já na Placa do Aeroporto o Queirós ensinou-me mais uma coisa:
 —  Da próxima vez quando ele te perguntar se és capaz, responde-lhe: — Eu não e você?!
 Obrigado, Queirós, lá onde estiveres!


Cte. Cavaleiro, «Aviões que voei. Eu e o Boeing 727, na TAP», in Rio dos Bons Sinais, 2/11/2014.




B727, CS-TBK, «Açores», Aeroporto da Portela, 1979
© Stefan Roherich, in Jet Photos.

sábado, 23 de março de 2019

Da «façanha que supera todas as proezas de sua época»

…que supera todas as proezas de sua época



« Não, homem da rua que me leres. Ao passares pelo monumento que exalta a memória do grande capitão que foi Fernão de Magalhães, não voltes a cara com desprezo. Porque aquele bronze não representa apenas uma homenagem do Chile a um grande navegador que, «atraiçoando Portugal», se teria limitado ao descobrimento das costas da América do Sul. Aquela figura simbólica sintetiza feitos como o de Gama, aliados aos de Albuquerque, os quais não interessaram só à Espanha mas assombraram o Mundo, com uma travessia oceânica, «cúmulo de energia e arrojo». Para lhe abrir com a sua esquadra o caminho do seu «Mar del Sul», e lá descobrir «tierras e islas», foi preciso lutar, com braço e alma de aço, contra uma rebelião dos companheiros espanhóis, realizando depois a parte mais longa e mais árdua da viagem à volta do Mundo.
   […]
   Pois nada disto impediu historiadores de tentarem diminuir o feito pessoal do português Magalhães — «façanha que supera todas as proezas de sua época» — escreveu Stefan Zweig — a fim de disfarçar a oposição levantada pelos oficiais da frota na busca de uma passagem para oeste do Atlântico, a ponto de a maior das naus ter desertado para Espanha! E tanto que, quando depois, pela chegada lá da «Victoria», se soube a verdade, os autênticos traidores nem foram punidos pelas suas calúnias contra o heróico capitão-mor.
   […]
  Certo, o papel de quem levou a «Victoria» a Espanha, por caminho já muito trilhado por outros mareantes, foi na verdade secundário, se o compararmos com aquele desempenhado por Magalhães. Porque este, chefe e navegador, tendo vencido elementos e homens, acabou perdendo a vida em luta pela Espanha. O que por ela não foi exaltado, só para evitar que o sucesso da mais difícil parte da viagem, chefiada por Magalhães, pudesse recair sobre um não espanhol.
    [...]
   Assim, na sua famosa navegação, escasso de recursos, explorando um nova [sic] canal, e cortando um desconhecido oceano, longe de nos «atraiçoar», abrindo aos rivais espanhóis os portos orientais, aquele audacioso chefe de bronze, que foi Magalhães, queimando a sua vida, até nos ampliou o Brasil. E devemos orgulhar-nos de que também tivesse sido português o primeiro capitão-do-mar a passar com uma esquadra do Atlântico para o Pacífico, como já foram portugueses aqueles que o fizeram para o oceano Índico.


   Tal é o elevado conceito que, quando for gravado na base do Monumento, concretizará a incontestável glória da figura mundial, que foi o navegador português Fernão de Magalhães!»


Gago Coutinho (Almirante), A Náutica dos Descobrimentos, vol. II, Agência-Geral do Ultramar, Lisboa, 1969, pp. 119-135 passim.



Inauguração da estátua de Fernão de Magalhães, Praça do Chile  (Judah Benoliel, 1950)
Inauguração da estátua de Fernão de Magalhães, Praça do Chile, 1950.
Judah Benoliel, in archivo photographico da C.M.L.

Cova da Moura com tempo mais ou menos

Ou abertura da Av. do Infante Santo, para os mais modernos.


Cova da Moura, Pampulha, 1949. Roiz, in archivo photographico da C.M.L.
Cova da Moura, Pampulha, 1949.
Roiz, in archivo photographico da C.M.L.

sexta-feira, 22 de março de 2019

Lisboa — Praça Duque de Saldanha

Cine-Teatro Monumental, Saldanha, post. 1951


Cine-Teatro Monumental, Saldanha, post. 1951.

quarta-feira, 20 de março de 2019

Sustentável há 40 anos

 Um baixo, uma pianola e uma caixa de ritmos nutridos a electricidade.
 Como andar de bicicleta, nunca se esquece.


 



Orchestral Manœuvres in the Dark – Electricity
Loja de bicicletas de Mellow Johnny, Austin, Texas, 2011.

Av. da Praia da Vitória em construção

 Da demolição resultou a ligação da Av. Cinco de Outubro com o Saldanha. O Teatro Monumental erguer-se-ia no [segundo] lote seguinte ao segundo prédio à direita.


Colégio Normal de Lisboa, antigo Palácio Camarido, Av. da Praia da Vitória, 1945. Roiz, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.
Colégio Normal de Lisboa (antigo Palácio Camarido) e Av. da Praia da Vitória em construção, Lisboa, 1945.
Roiz, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.

terça-feira, 19 de março de 2019

Demolição da Rua das Picoas

 Aqui brotará o Teatro Monumental. O autêntico.
 Este troço da antiga Estrada das Picoas, entre a actual Rua Eng.º Vieira da Silva e a actual Rua das Picoas, desapareceu debaixo do Teatro Monumental.
 O Colégio Normal de Lisboa situava-se no que estava dos jardins do Palácio Camarido, cujos domínios se estendiam ao Campo Pequeno no séc. XIX, antes de se rasgarem neles a Av. Ressano Garcia (ou da República) e boa parte das as avenidas novas.


Colégio Normal de Lisboa, Saldanha, 1945. Roiz, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.
Demolição do troço da Rua das Picoas ante o Colégio Normal de Lisboa (antigo Palácio Camarido), Picoas, 1945.
Roiz, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.

segunda-feira, 18 de março de 2019

Demolições nas Picoas (=Saldanha)

 Aqui brotará o Teatro Monumental. O autêntico. O Colégio Normal de Lisboa situava-se no que estava dos jardins do Palácio Camarido, cujos domínios se estendiam ao Campo Pequeno no séc. XIX, antes de se rasgarem neles a Av. Ressano Garcia (ou da República) e boa parte das as avenidas novas.


Colégio Normal de Lisboa, Saldanha, 1945. Roiz, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.
Demolição do Colégio Normal de Lisboa (Palácio Camarido), Picoas (=Saldanha), 1945.
Roiz, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.

domingo, 17 de março de 2019

Variedades… anos 80. Top of the Pops

 Nos anos 80 já não havia variedades.


 Estávamos ali a acabar de jantar…
 A dada altura ouvi dizer que as espanholas depois de certa idade começaram a ficar louras. Estávamos ali a acabar de jantar e… O cabelo da senhora está louro. Louro escuro. Golden Brown, ocorreu-me.
 E lembrou-me a cantiga, que não tem nada que ver.




Stranglers, Golden Brown.
Top of the Pops, 1982.

sexta-feira, 15 de março de 2019

Lá dizia o outro…

 Enquanto os juízes assam nas fogueiras da inquisição da violência doméstica e só os padres chispam nos fogaréus mediáticos por causa da pederastia, essoutros recreiam-se nas escolas como raposas no galinheiro.


 Bem disse alguém quando esta porcaria começou a cheirar em demasia:
 — O que eles querem é chegar aos meninos


I, 14/III/2019
(I, 14/III/19.)

segunda-feira, 11 de março de 2019

Quebra-cabeça com pregunta para queijo (*)

Quanto custaria uma passagem aérea da Beira para Lisboa em Abril de 1974? E a que horas foi a partida do voo LUM/BEW/LAD/LIS em 27 de Abril de 1974?


 


Voe TAP— Transportes Aéreos Portugueses, «Visite Moçambique», c. 1970
Voe na TAP — Transportes Aéreos Portugueses. Visite Moçambique, T.A.P., c. 1970.
Cartaz da TAP apanhado no Pinterest.




(*) Pregunta e não pergunta, justamente!...

domingo, 10 de março de 2019

Lisboa, séc. XX

 Uma imagem que pode resumir Lisboa no séc. XX: eléctrico, táxi Ponton, roupa estendida e  campanário (Santa Cruz do Castelo).
 O Renault 5 era a prosperidade contida dos 4,9 aos 100 [ou talvez ainda não; a matrícula parece-me francesa].


Lisboa, Escolas Gerais (J.-H. Manara, 1972)
Lisboa,
Escolas Gerais, 1972.
Jean-Henri Manara, in Portugal (Flickr).

(Revisto às 25 para as 2h00.)

sábado, 9 de março de 2019

Domingueiros

Nada como dantes!…


226 LISBOA — Vista parcial da Auto Estrada. António Passaporte, c. 1950.
Auto-estrada do Estádio, Monsanto, c. 1950.
António Passaporte, in archivo photographico da C.M.L.

sexta-feira, 8 de março de 2019

Rua da Palma meia demolida

Rua da Palma, Lisboa (Jean-Henri Manara 1972)
Rua da Palma, Lisboa, 1972.
Jean-Henri Manara, in Portugal (Flickr).

Horizonte perdido

Horizonte Perdido, Saldanha (A. Pastor, 1973)
Monumental, Lisboa, c. 1973.
Artur Pastor, in archivo photographico da C.M.L.

quinta-feira, 7 de março de 2019

Lu quê?

Ouço no noticiário que o presidente da República Portuguesa se passeou «no Lubango».
No Lu…
Não é preciso ser-se bedu nem recurso a grande aparato bibliográfico; o oráculo mais ordinário serve:



 A cidade de Sá da Bandeira era chamada a «Coimbra de Angola» devido ao desenvolvimento cultural, num sentido universal e cosmopolita, sem abdicar da sua especificidade. A partir de meados da década de 1950 considerava-se a cidade mais branca de Angola (e Benguela, a cidade mulata por excelência), visto que a sua colonização se processara, de raiz, com a instalação de colonos portugueses […]


Wikipædia, a enciclopædia livre (sublinhado meu).



  Sá da Bandeira parece que ofendia. E eu ralado.


e112435addb85e4a78182a143d6c7ea3-460x526.png


(Selo de $10 [=1 tostão] — Catedral de Sá da Bandeira, Angola. Correios, República Portuguesa, 1963.)

São João de Tarouca, 2006

Cão e gato, S. João de Tarouca — © 2006
Cão e gato, S. João de Tarouca — © 2006

terça-feira, 5 de março de 2019

De animais e da bicharada

Lisboa (i.é, Lisbon) — © 2018 Bom! Aqui tenho já dois ferretes: 1) não gosto de animais (concretamente, cães); 2) sou pessoa de gatos.
 Dois ferretes merecidos, pelo animal que sou.


 Divagando: mais de metade da gente com que me cruzo, são animais; sobram algumas pessoas humanas que se dividem entre Neandertais (animais do género homo) e bichos (indigentes alimentados à mão como os pombos…); os primeiros reconhecem-se pelos grafitos e as ferragens que exibem nos seus lombos e restante carcaça; dos últimos nada acrescento porque são gado necessário a certa gente… Claro que todos eles são cidadãos, porquanto hão-de possuir a tarjeta oficialíssima que o atesta, com direito a voto e à assistência médica ainda possível, como sabemos.


 De animais estamos conversados, e já vemos que me não referi a cães nem gatos. Duns e doutros, nada contra; mas confesso que me irritam as variantes cãezinhos e gatinhos, muito à conta dalguns animais que os atrelam, pastoreiam e, por último, mas não de somenos, os cuidam representar na Assembleia nacional ou na vida em geral. — A propósito, lembra-me agora a história de duas senhoras que, achando um gato vadio a dormir preguiçosamente num banco do pátio do serviço, inquiriram seriamente os colegas se o queriam «adoptar»; em chegando a mim, só lhes procurei se haviam perguntado ao gato se me quereria ele «adoptar» a mim. Foi remédio santo.


 Para lá das divagações mais ou menos cáusticas, sobra que o cãozinho da fotografia está curioso. A placa «DOG PARKING», todavia, é típica de animalejos, se não letrados ou diplomados, pelo menos versados para aí em linguagens estrangeiras de cão… E da moda fashion à Isabel I de Inglaterra conheço-a desde que li que o Tim feriu uma orelha e o veterinário mandou a Os Cinco que lhe pusessem uma rodela de cartão (naquele tempo o plástico era mai' raro) em volta do pescoço para o bicho não coçar a ferida. Foi nesta história da Enid Blyton que aprendi a piada às golas da Isabel I de Inglaterra.


 E sobra que de bichos gosto: melros a cantar, rolas a arrulhar, estorninhos a esvoaçar, maçaricos na praia, cavalos em artes equestres, touros de lide, grilos em noites de Verão… Ah! e sardinhas assadas.


:)


A Zé escapou-se escada aabixo com o Tim, in Os Cinco na Casa em Ruínas (Eileen Soper, 1956)
«A Zé escapou-se escada abaixo com o Tim», in Os Cinco na Casa em Ruínas, 1956.
Ilustração de Eileen Soper; fotografia em Blyton Books.

Fotografia de pensamento profundo

Ajuda, Lisboa — © 2008. Série Cristal, n.º 8356.
Ajuda, Lisboa — © 2008.
Série Cristal, n.º 8 356.

domingo, 3 de março de 2019

Dos cãezinhos e da moda fashion

Porque qualquer cão por aí já fala inglês…


Cão que fala inglês, Lisboa – © 2018
Lisboa Lisbon, Portugal — © 2018


Este até se exibe à moda da rainha Isabel I.

sábado, 2 de março de 2019

T.A.P. encharcada…

Caravela CS-TCC («Dio»), Copenhaga (M. Bajcar, 22/3/1975)


«Caravela» VI-R — T.A.P., CS-TCC, «Dio», Bruxelas, 22/3/1975.
Mick Bajcar, in Airliners.

T.A.P. no frigorífico...

Caravela CS-TCA («Goa»), Copenhaga (E. Frikke, 18/2/1968)
«Caravela» VI-R — T.A.P., CS-TCA, «Goa», Copenhaga, 18/2/1968.
Erik Frikke, in Air-Britain Photographic Images Collection.

No tempo dos almeidas

No tempo dos almeidas, Rossio de Lisboa (J.H. Manara, 1972)
Daimler «Direitinho», Rossio, 1972.
Jean-Henri Manara, in Portugal (Flickr).

Ontem em meia hora

 Tenho o automóvel ali parado há uma semana. Passei a andar de autocarro. Ontem de manhã, antes de apanhar o autocarro fui ao barbeiro — era dia 1. Cortei o cabelo; a franja caía-me para os olhos. No Toni, que tem loja de barbeiro ali há 40 anos. Ao depois parei no fotógrafo a tirar o retrato. Para mandar fazer o passo.


 Tornei a andar de autocarro.Tenho o automóvel ali parado há uma semana…


Passe, Carris (1985)