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segunda-feira, 11 de março de 2019

Quebra-cabeça com pregunta para queijo (*)

Quanto custaria uma passagem aérea da Beira para Lisboa em Abril de 1974? E a que horas foi a partida do voo LUM/BEW/LAD/LIS em 27 de Abril de 1974?


 


Voe TAP— Transportes Aéreos Portugueses, «Visite Moçambique», c. 1970
Voe na TAP — Transportes Aéreos Portugueses. Visite Moçambique, T.A.P., c. 1970.
Cartaz da TAP apanhado no Pinterest.




(*) Pregunta e não pergunta, justamente!...

21 comentários:

  1. Conheço algumas pessoas que estiveram nesse voo. Se é o primeiro voo que saiu da Beira após o 25 de Abril.
    Ainda lhes pergunto...
    Abraço
    Manuel

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  2. Estarei correcta se disser que a 24/4 cada bilhete da Beira para Lisboa andaria pelos 160$00 ou por aí e no 26,27 ou 28/4 esse preço já teria passado para o dobro ou mesmo o triplo? Isto é só uma suposição, mas creio andar perto.

    Um familiar meu, infelizmente já falecido, saberia responder à pergunta de certeza absoluta.
    Maria

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  3. Cuido que eram voos diários de Lourenço Marques/Beira…/Lisboa. Assim sendo, o primeiro deve ter sido em 26, sexta-feira; em 27, sábado, há-de ter sido o segundo. Não variará muito o preço; já o horário…
    No Inverno de 72, o horário que conheço, os voos saíam de LUM (Lourenço Marques) às 16h40.
    Se vier a souber algo… Obrigado!

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  4. Não sei. Custa-me crer.
    Vamos ver.
    Obrigado!

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  5. Esqueci-me: a hora de partida do regresso a Lisboa teria sido quase de certeza de madrugada.
    Maria

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  6. Segundo o horário do Inverno de 1972, ao sábado partia da Beira às 18h40 e chegava a Lisboa às 6h45 com escala em Luanda.
    Mas nada garante que o horário de Verão de 74 fosse este. Muito provàvelmente não era nada disto.
    Mas havemos de descobrir.
    Obrigado!

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  7. faz hoje 200 anos da viagem de balão de Robertson
    de Campolide a Galamares

    Aqui lhe deixo a

    "Relação da viagem aerostatica feita em Lisboa 14 Março 1819 por Eugenio Robertson e dirigida por seu pai Estevão Gaspar Robertson"

    https://books.google.pt/books?id=FqI_AAAAcAAJ&printsec=frontcover&hl=pt-PT&source=gbs_ge_summary_r&cad=0#v=onepage&q&f=false


    cumprimentos

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  8. Obrigado!
    Nem de propósito, hoje faz 74 anos que foram criados os T.A.P., a secção de transportes aéreos do Secretariado da Aeronáutica Civil.
    Uma coincidência.

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  9. Desculpe voltar a bater na tecla fugindo ao que tema que trouxe para debate, mas não suporto ouvir mais calinadas em português e que se sucedem diàriamente da parte dos meninos/as jornalistas, dos comentadores, de todos os políticos e até, imagine-se!, de pretensos senhores doutores e engenheiros...

    Os tropeções na gramática de que fui tomando nota, muitos deles já vêm desde há meses.

    Aproveito para começo pela Conceição Queiróz simplesmente porque a vi ontem na SIC (ela transmite sempre as notícias ao Domingo, infelizmente). A rapariga é insuportável de se ver e ouvir. Fala mal que se farta o português (para o inútil director de programas este defeito inaceitável numa jornalista é-lhe igual ao litro) e aquela horrorosa carapinha de metro e meio - e ela continua a deixá-la crescer ainda mais... - é de se fugir. Alguém com poder suficiente por favor tire esta rapariga do telejornal e coloque-a noutra área, qualquer uma serve menos a dizer as notícias. Ela que use o cabelo como quer desde que longe das câmaras. E aprenda a falar correctamente a nossa língua se quer ser uma jornalista com J maiúsculo. Assim que esta rapariga me aparece à frente mudo logo de canal.

    Em 10/10/18 às 21.30, creio que na RTP, um 'doutor' qualquer proferiu esta calinada "não se consta". Hoje (14/3) à tarde na SIC, num programa sobre crimes, um advogado tropeçou na gramática e proferiu o mesmo erro verbal "não se consta". Outros ainda têm dito 'consta-se'! O verbo "constar" é intransitivo e provém do latim. Soa pèssimamente assim (mal) conjugado e até é de recordar que há muitos anos a Vera Lagoa, que dizia possuir apenas a 4ª classe, num programa da RTP em que fazia parte do júri, a uma pergunta feita a uma concorrente obteve como resposta "(qualquer coisa)... consta-se", na altura de V.L. ao avaliar a prestação daquela, disse logo "não, 'consta-se' não se diz, soa mal".

    BECO: por amor de Deus!, este substantivo masculino jamais se pronunciou 'BÉCO', com o "e" aberto!!!, o próprio dicionário ensina a fonética correcta para quem tenha dúvidas. Jornalistas e demais personagens que falam nas televisões, todos/as dizem 'BÉCO' e esta fonética, além de soar horrìvelmente mal, está errada. BECO sempre se pronunciou com o "e" fechado como se ele levasse acento circunflexo.

    Vamos lá esclarecer outro erro, agora lexical, repetido desnecessàriamente e isto acontece porque os que falam em "on e off" nas televisões não têm curiosidade em informar-se condignamente. LENTE: substantivo masculino (atenção, no caso em apreço não me estou a refirir a um professor catedrático mas a um vidro de aumento e que neste caso passa a substantivo feminino ou seja, UMA LENTE) é um objecto que aumenta tudo o que se queira observar em pormenor. A sua dimensão varia e há-as para todos os gostos. Tenho duas lentes, uma mede 6cm. e a outra 9cm.

    LUPA, substantivo feminino: é uma lente que serve para o mesmo efeito mas a sua finalidade é obter muito maior resolução. Todas diferem em pouquíssimos, senão mesmo em nenhuns, milímetros de diâmetro, medindo cerca de 3cm. Tenho duas lupas com esta mesma medida. Portanto atenção meninos e senhores que falam nas televisões, jornalistas e outros, uma coisa é uma LENTE e outra parecida, mas não igual, uma LUPA. Não chamem constantemente Lupa a uma Lente. O contrário não creio que se verifique porque acredito sinceramente que não saibam a diferença entre as duas lentes.

    PERSONAGEM, substantivo do género feminino: já aqui escrevi mais do que uma vez que este substantivo é uniforme, portanto em Portugal ele é igual para ambos os sexos. No Brasil este substantivo existe no masculino e no feminino ou seja, "o personagem e a personagem" consoante o sexo a que se referem.


    Em Portugal os artistas de todas as áreas, todos os jornalistas com raras excepções, todos os políticos e todos os comentadores continuam a incorrer no mesmo erro e dizem e repetem 'o personagem' (imitando o léxico brasileiro?, ou será influência das novelas ou ignorância lexical ou as duas

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  10. «Desculpe voltar a bater na tecla fugindo ao que tema que trouxe para debate»...

    Não me venham escrever que errei o diagnóstico...
    Solidão. Interna. Interior. Porque da alma. Crónica.
    Pode ter parentes e animais. Está só.
    Como escrevi, Deus se apiede desta mulher.
    Cumps

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  11. Gato, se não gosta do que escrevo por favor não me leia. E obrigada, mas não necessito a sua análise psicológica à minha pessoa.

    Para sua informação eu escrevo neste Blogo, de cujo Autor sou uma admiradora indefectível, desde há muitos anos e òbviamente porque tal me é permitido.

    Mais o informo de que sendo o Gato um leitor/comentador desta Casa e porque o respeito como tal não me compete criticar aquilo que escreve, aprecie eu ou não a sua prosa. Salvo se se dirigir a mim directamente, como foi o caso presente.

    Ah, acrescento mais um pormenor que de certeza o vai desgostar: com a aquiescência do dono do Blogo, vou acrescentar mais algumas calinadas constantemente proferidas pelos/as jornalistas e demais personagens conhecidas que botam discurso nas televisões quase diàriamente. Tudo o que critico relativamente à prestação discursiva dessas pessoas só tem um objectivo: tentar que melhorem o seu léxico independentemente da área em que trabalhem, facto que só os/as dignificará profissionalmente. Fica para a próxima.

    Novo conselho amigo e repetindo-me: se não gosta do que escrevo não me leia. É que dispenso as suas considerações piedosas. Eu jamais irei criticar o que o Gato escreva em comentários, goste ou não do conteúdo dos ditos. Essas críticas, permito-me salientar, quando acontecem são sempre oportunas e invariàvelmente acertando no alvo, competem única e exclusivamente ao Autor deste Blogo.
    Maria

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  12. José Leite15/3/19 20:47

    Caro "BIC"

    De 1974 ainda não descobri nada mas, para ficar com uma ideia de preços, tenho um anúncio de 1955 em que os preços eram os seguintes:
    Lisboa- Luanda Quinta se Domingos às 17,30 preço só de ida: 10.100$00 ida e volta : 18.180$00.
    Lisboa - Lourenço Msrques às Quintas feiras às 17,50
    Só ida: 11.590$00 e ida e volta: 20.862$00

    Se estiver interessado no anúncio terei todo o prazer em lho enviar.

    Se no entretanto descobrir mais alguma coisa dir-lhe-ei.

    Os meus cumprimentos
    José Leite

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  13. Dos anos 50 são ainda mais raras essas inforações. Se lhe não cuasar incómodo agradeço a oferta!
    biclaranja[]sapo.pt
    Esses preços seriam algum nadinha mais baratos em 1974. Talvez um ou dois contos de réis.
    Muito obrigado!

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  14. Com todo o respeito pelo ilustre comentador José Leite, concordo consigo. Permito-me discordar do preço dos bilhetes que ele menciona. Digo isto, porque os ordenados da classe média - homem/mulher - salvo excepções, andariam pelos 800$00/600$00... e já era muitíssimo comparativamente com os da classe baixa. É possível que pelos anos setenta os ordenados tenham sido aumentados, mas não substancialmente.

    No Portugal Europeu a maioria da população não teria possibilidade de pagar 10.000$00 ou mais por bilhete, exceptuando os capitalistas que não eram em grande número. Nas Províncias Ultramarinas muito menos isso aconteceria dada a incapacidade económica dos autóctones para tal. Aqui também com as excepções dos comerciantes, industrias e proprietários e que não seriam assim tantos. E mesmo para estes aquela quantia seria exorbitante.
    Maria

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  15. Prezada Maria, custa a crer mas as passagens eram realmente muito caras. Em 1948, ide e volta a Lourenço Marques eram 26 046$00; só ida, 11 470$00. E acredite que nada disto era comercialmente lucrativo porquanto os aviões Dakota tinham uma lotação de pouco mais de 20 lugares e pouca carga.
    Nem lucrativo nem cómodo, para passageiros ou tripulantes; eram jornadas de uma semana em cada sentido, com escalas em que faltavam condições de alojamento para uns e outros além da quási inexistência de apoios à navegação e aeroportuários.
    A linha aérea imperial dos TAP foi um feito épico que nem bem consigo fazer ideia.

    As tarifas foram baixando à medida que a aviação progredia. Não me custam crer os valores que o José Leite indica para os anos 50. Nos anos 70 seriam um ou dois contos menos.
    Hoje, Beira/Lisboa ou vice-versa fica pelos 1000 €. Em apurando melhor os valores, conto verificá-los a preços constantes pelo conversor de índice de preços do I.N.E. para fazermos melhor ideia.
    :)
    Cumpts.

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  16. Palavra que me custa a acreditar, mas se o diz é porque é verdade.
    :)Maria

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  17. josé Leite17/3/19 09:22

    Caro BIC

    Muito agradecia que me informasse do seu e-mail para o meu jal2684@gmail.com , a fim de lhe enviar o anúncio em causa.

    Desde já ressalvo o ano que indiquei já que não me lembro já onde o arranjei e poderei até ter errado ao digitar. Mas que é de bem antes de 1974 isso é ...

    Cumprimentos
    José Leite

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  18. José Leite17/3/19 09:27

    Descobri no meus arquivo outro anúncio com a data mais precisa ... 25 de Outubro de 1959, que lhe enviarei, que inclui uma foto do "Constellation" em que indica para Luanda 12.500$00 e para Lourenço Marques 15.500$00

    Fico a aguardar o seu email

    Cumprimentos
    J. Leite

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  19. José Leite17/3/19 09:37

    Noutro anúncio de 5 de Junho de 1960 o custo de ida e volta já ascendia a 16.866$00.

    Também lhe enviarei este anúncio.

    Já dizia "o outro": "não estou aqui p'a enganar ninguem!!" ... eheheheheh, estou a brincar

    Cumprimentos
    José Leite

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  20. Pelos diários de Navegação no Museu da TAP soube que foi realmente este o 1.º voo a abalar da Beira para Lisboa depois do grande acidente nacional…

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