Um crime de lesa-património cometido pela esquerda unida formado por um autêntico bando de criminosos, que infeliz e tràgicamente permitimos sem mais aquelas que tivessem tomado d'assalto o poder em Portugal da noite para o dia. Acontecimento esse que destruiu por completo a nossa segurança (do País e do Povo), a paz e a alegria de viver. Os comunistas, socialistas e a esquerda de todos os matizes são inacreditàvelmente os autênticos donos disto tudo deste o 25 de Abril de 1974 até ao dia de hoje. E o Povo vai deixando... Por enquanto. Maria
Cuido que aqui foi na vereação do Nuno Abecassis. Não sei o que poderia ter feito a vereação, mas que lhe cabia ter feito mais, não duvido. O novo também agoniza. Pelo menos os cinemas definham. O resto lá soará a sua hora. Quando for, não deixará saudade, creio. Cumpts.
Lembro-me perfeitamente da parte decortiva de todo o espaço interior. Era muito nova e ligava pouco a estes pormenores, mas fui várias vezes assistir a bons filmes e a excelentes peças de Teatro e além da excelante Plateia não me esqueço dos enormes lustres que havia no Bar e por toda a área onde se passeava nos intervalos. Os lustres eram de admirar pela dimensão e pela beleza.
Toda a decoração, diziam na altura, tinha sido caríssima (naquele tempo isso era possível - creio ter sido Vasco Morgado quem mandou decorar com extremo gosto o Interior do Monumental) e soube-se que lustres e tudo oue tinhaie valor desapareceu durante os largos meses ou anos que levou o derrube do Edifício. Todos aqueles bens devem ter ido parar a casa dos governantes, da família destes e dos camaradas de todos os partidos da 'democracia'. Foi assim com tudo o que era belo e tinha valor em Lisboa, que ou foi substituído ou roubado ou deitado abaixo a mando da Câmara de Lisboa, como por ex. os belíssimos candeeiros do Terreiro do Paço.
Sim, soube que foi Abecassis, que era dono e senhor de Lisboa, mas a quem é que ele obedeceu, alguém acima dele, que tinha todo o poder dentro do regime para pôr e dispôr e mandar derrubar tudo o que era belo e valioso relativamente à urbanização da Cidade de Lisboa, como e só para citar um exemplo os Prémios Valmôr da Av. da República? Sabemos não sabemos?
A grande e patriota Laura Alves adoeceu em consequência daquele crime por morar perto deste Cinema e ir assistindo diàriamente ao seu derrube, que maldosa e intencionalmente foi acontecendo lentamente. Morreu poucos anos depois.
Houve quem dissesse que a lentidão era propositada para a atingir directamente não só por ter sido actriz do odiado Regime mas também por ter sido mulher do grande Empresário que o mandou erigir. E eu acredito. A maldade dos malditos 'democratas', que desde o 25/4 se auto-intitulam donos do País, não tem limites.
Depois de saber que tinha saído da mente do oportunista Abecassis (por sugestão d'outrem mais poderoso) a prática daquele crime, fiquei-lhe com um pó que nem lhe digo nem lhe conto. Maria
V. do José Leite,«Cine-Teatro Monumental», nos inestimáveis Restos de Colecção. O luxo do nosso desperdício ou, a infinita mediocridade em que nos pastoreiam. Cumpts.
Fui ver e adorei. Que maravilha ler tudo o relacionado com o Monumental e quão pormenorizada é a descrição da sua construção e decoração daquele que foi talvez o nosso mais requintado Cinema-Teatro.
Até o nome de todos os extraordinários filmes que foram exibidos desde a sua inauguração até à criminosa demolição, são de realçar, como também o é a pessoa que os seleccionou. Naquele tempo em Lisboa, tal como acontecia o mesmo em Londres, era natural os filmes e algumas peças de Teatro estarem um ano e até mais do que isso em exibição!
Comparem-se os extraordinários filmes que eram exibidos naquele tempo em Portugal e a porcaria dos que começaram a ser importados com o advento da 'democracia', assim como o reduzidíssimo tempo em exibição neste último caso. Faça-se a mesma comparação entre os magníficos e amplos cinemas d'então com as vulgares "cápsulas" de construção rápida e materiais de baixíssima qualidade cuja reduzida dimensão nos provoca claustrofobia. Só fui uma vez a um destes, já vão muitos anos e jurei para nunca mais.
Vi muitos daqueles belos filmes, uns no Monumental, outros no Império, alguns no São Jorge e outros ainda no Tivoli. Eram filmes de grande impacto, uns históricos e outros musicais, eram os que mais apreciava. Tinha quase a certeza de ter visto os Dez Mandamentos no Império, era eu muito novita, mas segundo li vejo que não foi o caso, se calhar terá sido exibido nos dois Cinemas em simultâneo ou talvez no Império tenha havido a reposição anos mais tarde.
O mesmo aconteceu com o My Fair Lady, que vi primeiro em Londres e muito mais tarde em Lisboa no requintado Tivoli todo ele Art-Déco. Nessa altura aproveitei para levar a minha filha pequenina para ela se maravilhar com aquele musical belíssimo. E ela adorou.
Em Londres, tal como em Lisboa, se os filmes tivessem grandes enchentes estavam bastante tempo em exibição. O extraordinário West Side Story, também exibido no Monumental, vi-o pela primera vez em Londres e fui vê-lo várias vezes e, claro, comprei o disco com a música. Já em Lisboa fui ver este filme algumas veszes mais e recentemente fi-lo no youtube e às vezes vou dar uma olhadela a algumas das passagens de dança e canto que mais que mais apreciei. Adorei o filme pela espantosa música do Bernstein (nunca mais se esquece) e pela excelente representação apesar da juventude de quase todos os interpretes.
Este filme ganhou vários Oscares, mas não foi só este. Muitos dos excelentes filmes que o Monumental exibiu no seu início e nas décadas seguintes, também ganharam Oscares. Maria
Um crime de lesa-património cometido pela esquerda unida formado por um autêntico bando de criminosos, que infeliz e tràgicamente permitimos sem mais aquelas que tivessem tomado d'assalto o poder em Portugal da noite para o dia. Acontecimento esse que destruiu por completo a nossa segurança (do País e do Povo), a paz e a alegria de viver. Os comunistas, socialistas e a esquerda de todos os matizes são inacreditàvelmente os autênticos donos disto tudo deste o 25 de Abril de 1974 até ao dia de hoje. E o Povo vai deixando... Por enquanto.
ResponderEliminarMaria
"... formada"
ResponderEliminarMaria
Cuido que aqui foi na vereação do Nuno Abecassis. Não sei o que poderia ter feito a vereação, mas que lhe cabia ter feito mais, não duvido.
ResponderEliminarO novo também agoniza. Pelo menos os cinemas definham. O resto lá soará a sua hora. Quando for, não deixará saudade, creio.
Cumpts.
Lembro-me perfeitamente da parte decortiva de todo o espaço interior. Era muito nova e ligava pouco a estes pormenores, mas fui várias vezes assistir a bons filmes e a excelentes peças de Teatro e além da excelante Plateia não me esqueço dos enormes lustres que havia no Bar e por toda a área onde se passeava nos intervalos. Os lustres eram de admirar pela dimensão e pela beleza.
ResponderEliminarToda a decoração, diziam na altura, tinha sido caríssima (naquele tempo isso era possível - creio ter sido Vasco Morgado quem mandou decorar com extremo gosto o Interior do Monumental) e soube-se que lustres e tudo oue tinhaie valor desapareceu durante os largos meses ou anos que levou o derrube do Edifício. Todos aqueles bens devem ter ido parar a casa dos governantes, da família destes e dos camaradas de todos os partidos da 'democracia'. Foi assim com tudo o que era belo e tinha valor em Lisboa, que ou foi substituído ou roubado ou deitado abaixo a mando da Câmara de Lisboa, como por ex. os belíssimos candeeiros do Terreiro do Paço.
Sim, soube que foi Abecassis, que era dono e senhor de Lisboa, mas a quem é que ele obedeceu, alguém acima dele, que tinha todo o poder dentro do regime para pôr e dispôr e mandar derrubar tudo o que era belo e valioso relativamente à urbanização da Cidade de Lisboa, como e só para citar um exemplo os Prémios Valmôr da Av. da República? Sabemos não sabemos?
A grande e patriota Laura Alves adoeceu em consequência daquele crime por morar perto deste Cinema e ir assistindo diàriamente ao seu derrube, que maldosa e intencionalmente foi acontecendo lentamente. Morreu poucos anos depois.
Houve quem dissesse que a lentidão era propositada para a atingir directamente não só por ter sido actriz do odiado Regime mas também por ter sido mulher do grande Empresário que o mandou erigir. E eu acredito. A maldade dos malditos 'democratas', que desde o 25/4 se auto-intitulam donos do País, não tem limites.
Depois de saber que tinha saído da mente do oportunista Abecassis (por sugestão d'outrem mais poderoso) a prática daquele crime, fiquei-lhe com um pó que nem lhe digo nem lhe conto.
Maria
V. do José Leite,«Cine-Teatro Monumental», nos inestimáveis Restos de Colecção.
ResponderEliminarO luxo do nosso desperdício ou, a infinita mediocridade em que nos pastoreiam.
Cumpts.
Fui ver e adorei. Que maravilha ler tudo o relacionado com o Monumental e quão pormenorizada é a descrição da sua construção e decoração daquele que foi talvez o nosso mais requintado Cinema-Teatro.
ResponderEliminarAté o nome de todos os extraordinários filmes que foram exibidos desde a sua inauguração até à criminosa demolição, são de realçar, como também o é a pessoa que os seleccionou. Naquele tempo em Lisboa, tal como acontecia o mesmo em Londres, era natural os filmes e algumas peças de Teatro estarem um ano e até mais do que isso em exibição!
Comparem-se os extraordinários filmes que eram exibidos naquele tempo em Portugal e a porcaria dos que começaram a ser importados com o advento da 'democracia', assim como o reduzidíssimo tempo em exibição neste último caso. Faça-se a mesma comparação entre os magníficos e amplos cinemas d'então com as vulgares "cápsulas" de construção rápida e materiais de baixíssima qualidade cuja reduzida dimensão nos provoca claustrofobia. Só fui uma vez a um destes, já vão muitos anos e jurei para nunca mais.
Vi muitos daqueles belos filmes, uns no Monumental, outros no Império, alguns no São Jorge e outros ainda no Tivoli. Eram filmes de grande impacto, uns históricos e outros musicais, eram os que mais apreciava. Tinha quase a certeza de ter visto os Dez Mandamentos no Império, era eu muito novita, mas segundo li vejo que não foi o caso, se calhar terá sido exibido nos dois Cinemas em simultâneo ou talvez no Império tenha havido a reposição anos mais tarde.
O mesmo aconteceu com o My Fair Lady, que vi primeiro em Londres e muito mais tarde em Lisboa no requintado Tivoli todo ele Art-Déco. Nessa altura aproveitei para levar a minha filha pequenina para ela se maravilhar com aquele musical belíssimo. E ela adorou.
Em Londres, tal como em Lisboa, se os filmes tivessem grandes enchentes estavam bastante tempo em exibição. O extraordinário West Side Story, também exibido no Monumental, vi-o pela primera vez em Londres e fui vê-lo várias vezes e, claro, comprei o disco com a música. Já em Lisboa fui ver este filme algumas veszes mais e recentemente fi-lo no youtube e às vezes vou dar uma olhadela a algumas das passagens de dança e canto que mais que mais apreciei. Adorei o filme pela espantosa música do Bernstein (nunca mais se esquece) e pela excelente representação apesar da juventude de quase todos os interpretes.
Este filme ganhou vários Oscares, mas não foi só este. Muitos dos excelentes filmes que o Monumental exibiu no seu início e nas décadas seguintes, também ganharam Oscares.
Maria