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terça-feira, 31 de maio de 2011

A ortografia vai ter de ir a votos

« Ou seja, a nenhum deles [os partidos] se mostrou imperioso ou sequer útil, mesmo que por estritas razões ideológicas, o recurso à “novilíngua” patrocinada por Malaca & Bechara. E se a ortografia, na variante falsamente “moderna” que por aí circula como válida, não vai a votos, melhor seria que a metessem noutra urna. E a lançassem… talvez ao mar.»


Nuno Pacheco, «A ortografia não vai a votos», Público, 30/5/2011.


 


 A ortografia do português (de qualquer idioma pátrio) não vai a eleições nem devia de ir a votos. Só em Portugal certos cretinos que rebaixam tudo haviam de fazer com a ortografia um escambo político. Face ao abuso e à ursurpação, os portugueses vêem-se assim, pois, na obrigação de ter de a submeter a um foro a que ela não pertence - a Assembleia - por meio do único instituto político de recurso, uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos. Deve ser caso único no Mundo este desmando de deputados usurpando a ortografia do seu próprio idioma nacional em favor duma potência estrangeira. Deputados, muitos, que nem redigir sabem, se formos bem a ver.
 A ortografia vai a votos sim senhores! Porque tem de ser. E as sondagens aos textos - na blogosfera, nos jornais, nas televisões por cabo, nos reclamos, em documentos de empresas ou escritos pessoais, &c. - dão que só vermes rastejantes e viscosos e alguns parasitas é que borram por recto o torto. Perante isto é demencial que a abortografia, de que até os partidos que a instituiram fazem gato-sapato nos textos dos programas eleitorais, não vá consequentemente bardam... borda fora.
 


Egypto e não Egyto... (Orthographia, ou Arte de Escrever, e Pronunciar com Acerto a Língua Portugueza, para Uso do Excellentissimo Duque de Lafoens...)
Orthographia, ou Arte de Escrever, de Pronunciar com acerto a Língua Portugueza,
para Uso do Excellentissimo Duque de Lafoens: pelo seu mestre
Joaõ de Moraes Madureira Feijó
,
Lisboa, Impressaõ Regia,
Anno 1824.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Da lavajem ao sérebro

 A Radiotelevizão Brazileira inaugurou oji no canau da memória o seriado do Espasso 1999. Parece qui anda por lá toda genti afetada por um vírus. O cientista dos lunáticos, o Vítor, disse agora memo qui a infeção si parece mais com radiação, mais sem radiação. É um seriado em que tá estrelando (do americano starring) o Martin Landau e a Barbara Bain. O argumento do seriado é a Lua lua si desquitando da Terra terra em 13 de setembro de 1999.


 



 
 Nos anos 70 a Radiotelevisão Portuguesa estreou uma série parecida, o Espaço 1999. Na época, não a apreciei na estreia porque veio substituir uma outra série que eu apreciava muito: A Gente do Amanhã. A verdade é que o Espaço 1999 foi um êxito formidável, tanto que fez esquecer completamente A Gente do Amanhã. Pois A Gente do Amanhã vingou-se. Gabo-lhe a trabalheira de botarem agora uma infeção nas legendas da pobre Base Lunar Alfa.

domingo, 29 de maio de 2011

Variedades: Superstar


The Carpenters, Superstar
(B.B.C., 1971)

sábado, 28 de maio de 2011

"The Voice"

 Repassando aqui há dias num verbete antigo (Junho de 81) releio lá um comentário do meu velho Pitxaime sobre que vinha impressa no Jackpot 81 uma das suas cinco favoritas de sempre. Não adivinhei, então, a que cantiga se referia e cuido até que deixei veladamente entender isso na resposta. Todavia agora, nesta vez que o reli, uma voz me soou... Não sei se acertei. Se acertei, não sei se se ainda mantém...
 


Justin Hayward (dos Moody Blues), The Voice
(Ao vivo em São Capristano, 1998)

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Prédio de rendimento

Notável prédio de rendimento de gaveto na Rua José Estêvão com a Joaquim Bonifácio.

Rua José Estêvão, 3, Lisboa (A.Madureira, 1965)
Rua José Estêvão, 3, Lisboa, 1965.
Arnaldo Madureira, in Arquivo Fotográfico da C.M.L..

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Aquela árvore ali atrás do autocarro...

Cortaram-na.

Largo de Dona Estefânia, Lisboa (A.Serôdio, 1967)
Largo de Dona Estefânia, Lisboa, [s.d.] [1967].
Armando Serôdio, in Arquivo Fotográfico [archivo photographico] da C.M.L.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Touro manso de fato

O formador duma turma de 20 escreveu no quadro:

Untitled-1.jpg

 A turma entendeu a calinada ortográfica. A I.L.C. juntou num minuto mais 20 assinaturas.
 Se discorda do absurdo Acordo assine! Exorte a família e os amigos a assinarem. Temos até 15 de Setembro [a recolha de assinaturas prossegue] para juntar as assinaturas que faltam.

Rua Rodrigo da Fonseca noutro Maio

Rua Rodrigo da Fonseca, Lisboa (hjs, 198...)
Rua Rodrigo da Fonseca, Lisboa, 198...
(c) hjs

terça-feira, 24 de maio de 2011

Eleição de quê?

 O tolo do Coelho apareceu ontem ou anteontem com aquela conversa sem nexo dos feriados e a produtividade. Os oligarcas que seguravam o Sócrates já o largaram; espremeram o que conseguiram e deitam-se agora, aperaltados com o fraque da troika, a segurar este Coelho para desbastarem o que resta...


 Ontem estava um a dar na televisão, em Almada, diante dum pé-de-microfone:
 — Já sabe em quem vai votar?
 — Sei sim senhor.
 — Em quem?
 — É nos comunas.


 


Portugal deixa Macau... (in Pau para Toda a Obra)


 


Portugal acabou. O resto é folclore.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Hermínia. «Fado das Toiradas»

João Patinhas, Évora (L. Figueiredo, 1964)


Fado: Hermínia Silva, Fado das Toiradas (Luís Galhardo e Hugo Vidal), in Youtube por Era do Gramophone.

Imagem: João Patinhas (F.A. de Évora), com 1.ª ajuda de João Bonneville Franco e 2.ªs ajudas de Francisco Picão Abreu e Estevam de Lancastre, Praça de Touros de Évora, 20/9/1964; corrida de homenagem a João Branco Núncio pelos 50 anos de toureio.
Fotografia de Lucílio de Figueiredo, in Tordesilhas.

domingo, 22 de maio de 2011

Arte & Emoção

De: [Autor identificado]
Enviada: domingo, 22 de Maio de 2011 10:35
Para: 'arte.emocao@rtp.pt'
Assunto: Contacto Página EPG ARTE
 


Meus Senhores,

Arte & Emoção.

 A Tauromaquia não tem tradição no Brasil, de modo que a legendagem em brasileiro na Arte & Emoção, haveis de convir, é uma má sorte. Uma rubrica «Espetáculo» num magazine da Festa Brava, além de dar a cernelha ao ridículo, é uma valente garrochada no idioma pátrio. A nossa tradição vem com maiorais e campinos, não ponhamos agora o idioma português a afinar com cabrestos.
 Por atenção a todos os espectadores aficionados esquecei de vez esta má lide ortográfica.

A.v.o.

[Espectador identificado]

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A mortalha

«Mais uma reforma? Deus nos acuda. Cada reforma ortográfica é uma convulsão no idioma. Admite-se de século a século. De oito em oito dias, é demais... Antes brincar com fogo ou com bombas atómicas. Não há reforma ortográfica tão subtil que possa satisfazer qualquer inteligência. Todas têm defeitos. São obras humanas, eivadas de paixão, tocadas de bairrismo, não podem servir todos os intelectos. A de 1911, para mim, é a menos defeituosa. As seguintes, querendo corrigi-la, pioraram-na, principalmente a da mãi. A de 1945... Portugal perde nela, ainda hoje, o seu carácter. Mas, Deus a conserve. Outra que venha será porventura a mortalha da língua portuguesa.»


João de Araújo CorreiaA Língua Portuguesa, Lisboa, Editorial Verbo [1959], p. 40, apud Assim mesmo.


 



(In www.RTP.pt/cinema www.RTP.br...)





Adenda às 5 para a meia-noite: 
 
O texto apresentado segue rigorosamente o português brasileiro; a consoante etimológica em percepção é pronunciada pelos brasileiros e só por isso lá está. Somam-se fato e seção, sem consoante etimológica, também à brasileira. Dois erros grosseiros de indigência porque em português se diz facto e secção. O actualizado está embutido no algoritmo do programa informático e só por distracção escapa ao Lince (maio já vem com minúscula, como no Brasil, também). Torna-se óbvio que o milagroso corrector ortográfico Lince, do I.L.T.E.C., para o aborto gráfico, é municiado pelo Vocabulário Ortográfico brasileiro, tal como afirmei aqui há tempo (v. Adoptar, verbo transitivo, 10/IV/2011).
 Demonstra-se: 1) que a indigência acordita não dá para um Vocabulário Ortográfico português, sequer; 2) que o Acordo Ortográfico de 1990 é uma capitulação por inteiro ante o Brasil. É também este o estado a que Portugal chegou. Isto envergonha.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Mirandês ao conselho de segurança da O.N.U.

 O Ministério da Educação brasileiro já aborta abertamente o português. Mas sem se desfazer da designação (dá prestígio). Aqui há dias gozei com o caso sem muita reflexão. 
 Pois o Ministério da Educação brasileiro distribuiu a meio milhão de alunos um livreco que legitima a gramática do crioulo. — Perdão! Do português popular (ex.: os menino pega o peixe; nós pega o peixe) — Quem se lembraria de, na escola, ensinar aos moleques o que eles aprendem na rua em lugar de lhes ensinar o que só podem aprender na escola?
 Parece estupidez?...
 Descobre-se a estratégia do Brasil: vergar o cânone vergando Portugal com um engodo de 180 ou 190 milhões de falantes (de crioulo), passando a fautor reconhecido da norma (i.e., cânone abastardado) da língua portuguesa; vergar de seguida a nova norma ante o seu crioulo, arredando Portugal; finalmente tomar o universo português ultramarino ao gosto caipira. Inteligente, não fora — deslumbrados que andam com o resultado do Acordo Ortográfico — inflamarem-se já como a "8ª língua mais falada" (referem-se ao crioulo brasileiro, bem entendido...) acabando por descobrir o flanco. Ainda há brasileiros que não entendem e gastam-se a estrebuchar, mas isto como vai não leva emenda, 'tá entendendo?...
 Se não, o diaporama mostra o que se prepara. A colecção de imagens, o nível de língua e o discurso estereotipa-
do dão o calibre dos autores. Leva 10 minutos, mas bastam uns segundos.



 Não tarda estamos lá. Resta o mirandês.

Publicidade a produtos de limpeza e higiene

 O filho do almirante Louçã, ao que julgo, inventou ontem a bancarrrota social. Ouvi-o há pedaço ali com aquilo outra vez. É um criativo - falhou a profissão, havia de vender bem.

Fábrica Nacional de Sabões, Portugal (M. Novais, 1933-83)


Fábrica Nacional de Sabões, Portugal, [s.d.].
Estúdio Mário Novais: 1933-1983, in Biblioteca de Arte da F.C.G..

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Novas oportunidades

Farinha Amparo (H. Novais, s.d.)
Farinha Amparo (Assucarada), Portugal, [s.d.].
Estúdio de Horácio de Novais, in Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian.

Instituto de Agronomia e Veterinária

Este o que lá havia antes...

Instituto de Agronomia e Veterinária, Gomes Freire (A.F.C.M.L., 1898-1908)

... do que estão agora a demolir.






Fotografias: Instituto de Agronomia e Veterinária (1898-1908), e Escola Superior de Medecina Veterinária (A. Madureira, c. 1960), in Arquivo Fotográfico da C.M.L.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Acordes dos anos 80


Dire Straits, Private Investigations
(c) 1982 Universal Music International Ltd.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

E a camareira?

Camareira + Strauss-Kahn.jpg

Estava curioso para ver como se apresentou o diabo a tentar o tal Strauss-Kahn, mas afinal...

Ao Norte da Azinhaga do Fidié

Ao Norte da Azinhaga do Fidié, Campo Grande (E. Portugal, c. 1941)
Ao Norte da Azinhaga do Fidié, Campo Grande, c. 1941.
Eduardo Portugal, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.


 



Doutro ângulo...


Ao Norte da Az. do Fidié, Campo Grande (H. Novais, c. 1956)
Ao Norte da Azinhaga do Fidié (vista do Estádio de Alvalade), Lisboa, c. 1956.
Fotografia: Estúdio de Horácio de Novais, in Biblioteca de Arte da F.C.G.

Estrada desclassificada

Estrada de Benfica Lisboa (A.I.Bastos, 1961)
Estrada de Benfica (Rua Professor Lima Basto), Lisboa, 1961.
Artur Inácio Bastos, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.

domingo, 15 de maio de 2011

Português: o fado do esparafuso

— Pédro! Onde instão os livro dim português qui tim déu o avô?
— Dei no Luís a guardar.

Lula lê 'os livro' para a fotografia



 




Imagem, em língua oficial da O.N.U., apanhada na rede; cantiga Domingo à Tardinha, em variante do mesmo idioma, por Parafuso (i.e. Romão Félix).

sábado, 14 de maio de 2011

Quinta da Fonte do Calhariz

Quinta da Fonte, Calhariz, 2007.
Quinta da Fonte, Calhariz, 2007.

De como Gaspar Estaço empregava o tempo

« Como a erudição seja ornamento nas cousas prosperas, e nas adversas refúgio, e esta se aquira por meio de livros antigos.... determinei dar-me á lição dos taes livros, por empregar bem algũas horas boas.»
Gaspar Estaço, Varias Antiguidades de Portugal, Lisboa, 1625, prólogo, § 1, apud O Archeologo Português, vol. I, nº 8, Agosto de 1895, p. 213.



Endovélico (In Archeologo Português, v. I, nº 2, 1895)
(In O Archeologo Português, vol. I, nº 2, 1895.)

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Pharmacia

Eu digo pharmacia hellenicamente, com 'ph'. Se há quem oiça ali um bárbaro 'f' não é problema meu.




Pharmacia, Estephania - (c) 2008
Pharmacia, Lisboa, 2008.

Estremunhado

Rua das Manhãs, Alvito - (c) 2010
Rua das Manhãs, Alvito, 2010.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Artesanato alentejano

E.M. 510, Amendoeira (prox.) - (c) 2010
E.M. 510, Amendoeira (prox.), 2010.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Dos calhaus da calçada

 A Comissão de Boas Práticas da C.M.L. cheira-me a invencionice deloittiana. Tal, para mim, é suficiente para não fazer da coisa mais caso. Todavia, o mesmo não seria de esperar da C.M.L., já que foi quem na pariu. No entanto, segundo o Público (apud Lisboa S.O.S.), a Câmara apenas aceitou uma única sugestão da tal coisa das boas práticas; uma recomendação que tem que ver com riscos da calçada à portuguesa nos passeios (sic).
 Calçada à portuguesa não sei o que seja...
 A calçada portuguesa é um risco nos passeios?... A calçada portuguesa é riscos nos passeios! Riscos que, em conjunto, são arte. ARTE! Feita com mestria e engenho, ao contrário de sarapintadelas em fachadas que certos trogloditas é só o que sabem fazer (e a Câmara incentiva), cuidando que recriam Altamiras com sprays de supermercado. O risco (perigo) — não da, mas para — a calçada portuguesa nos passeios (e não só) são ideias de gente parva e sem tino para perceber que os passeios são para se calcetarem sempre que se estragam. Qualquer que seja o tipo da calçada.



Praça do Areeiro, Lisboa (H. Novais, c. 1950)
Praça do Areeiro, Lisboa, c. 1950.
Fotografia: Estúdio de Horácio de Novais, in Biblioteca de Arte da F.C.G..

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Folias espanholas


Jordi SavallVariações sobre as folias espanholas.


Composto por Antonio Martin y Coll (16... - 1734?).
Intérpretes: Rolf Lislevand, Pedro Estevan, Jordi Savall, Arianna Savall,
Adela Gonzalez-Campa, Michael Behringer, Bruno Cocset.

Não me apetece escrever, apetece-me ler

Vista para o Guadiana sobre os telhados de Mértola

Rio Guadiana, .JPG
Vista para o Guadiana sobre os telhados de Mértola, Alentejo, Outono de 2010.

domingo, 8 de maio de 2011

Variedades: Nat King Cole Show


Nat King Cole, When I Fall In Love
(Nat King Cole Show, 1957)

sábado, 7 de maio de 2011

Um recado...

Comércio português contra a mutilação do idioma

 Comerciantes portugueses recolhem assinaturas contra a mutilação do idioma. Em Carcavelos, Coimbra, Oeiras, Porto, São Domingos de Rana (para já...); cafés, restaurantes, lavandarias, reprografias são lojas onde se pode assinar a Iniciativa Legislativa de Cidadãos nacionais contra o Acordo Ortográfico de 1990.
 A dissolução da Assembleia permitiu prolongar o prazo de recolha de assinaturas até 15 de Setembro. Se o benévolo leitor é contra o Acordo Ortográfico e pretende revogar a Resolução 35/2008 da Assembleia que lho impõe, não desista. Leia, assine e divulgue a proposta de lei de cidadãos contra o Acordo Ortográfico. Muitos a assinaram. Se tiver uma loja conhecida que queira colaborar como ponto de recolha, deixe uns impressos para os clientes assinarem. Melhor será o dono da loja afixar o boneco aí à vista no estabelecimento que, cuido, motivará a curiosidade dos clientes. No fim, enviar por correio para a morada inscrita nos impressos ou, digiltalizando, remeter por correio electrónico para ilcao_assinaturas@cedilha.net
 Quem me conhece sabe que sou pouco dado a militâncias, mas os deputados precisam de entender que isto não pode ficar assim. Já é demais.


 


Não ao Acordo Ortográfico (Assine aqui)
I.L.C. contra o Acordo Ortográfico.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Teledisco de MCMLXXXVII (*)


Cock Robin, Just Around The Corner
(After Here Through Midland
, 1987)


(*) MCMLXXXVII...

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Cuido que não sou, mas mais valia...

 Ontem a conversa foi sobre o que a troika não vai fazer. Que pensa o benévolo leitor que a troika prestamista não vá fazer?...
 Hoje dizem que por causa do grande empréstimo externo é obrigatório o Estado vender a TAP, a EDP/REN, as acções da GALP... Não admira mas espanta-me. A TAP há quem discuta se dá lucro ou prejuízo, é coisa para o Tribunal de Contas; mas as outras são monopólios ou oligopólios muitíssimo lucrativos. Ora um prestamista, razoavelmente, só empresta a quem disponha de renda para ir pagando a dívida e os juros. Qual é a natureza do prestamista que empresta impondo ao devedor a contrapartida de vender os bens que produzam renda e que possam servir de penhor?... Se vende o pouco que lhe dá renda, que outras espécies de renda se cuida que um propalado «mau pagador» vá arranjar para pagar a dívida?...
 De toda a rematada intrujice que ressoa para aí na imprensa o exemplo acabado com que me descaradamente tacham de parvo é dizerem-me que facilitar despedimentos promove o emprego. Então não é óbvio que despedindo o resultado é logo desemprego?!

Festa do Chocalheiro, Mogadouro (Selo dos C.T.T.) 
"Festa do Chocalheiro" (Mogadouro - Bragança)