« Ou seja, a nenhum deles [os partidos] se mostrou imperioso ou sequer útil, mesmo que por estritas razões ideológicas, o recurso à “novilíngua” patrocinada por Malaca & Bechara. E se a ortografia, na variante falsamente “moderna” que por aí circula como válida, não vai a votos, melhor seria que a metessem noutra urna. E a lançassem… talvez ao mar.»
Nuno Pacheco, «A ortografia não vai a votos», Público, 30/5/2011.
A ortografia do português (de qualquer idioma pátrio) não vai a eleições nem devia de ir a votos. Só em Portugal certos cretinos que rebaixam tudo haviam de fazer com a ortografia um escambo político. Face ao abuso e à ursurpação, os portugueses vêem-se assim, pois, na obrigação de ter de a submeter a um foro a que ela não pertence - a Assembleia - por meio do único instituto político de recurso, uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos. Deve ser caso único no Mundo este desmando de deputados usurpando a ortografia do seu próprio idioma nacional em favor duma potência estrangeira. Deputados, muitos, que nem redigir sabem, se formos bem a ver.
A ortografia vai a votos sim senhores! Porque tem de ser. E as sondagens aos textos - na blogosfera, nos jornais, nas televisões por cabo, nos reclamos, em documentos de empresas ou escritos pessoais, &c. - dão que só vermes rastejantes e viscosos e alguns parasitas é que borram por recto o torto. Perante isto é demencial que a abortografia, de que até os partidos que a instituiram fazem gato-sapato nos textos dos programas eleitorais, não vá consequentemente bardam... borda fora.
Orthographia, ou Arte de Escrever, de Pronunciar com acerto a Língua Portugueza,
para Uso do Excellentissimo Duque de Lafoens: pelo seu mestre
Joaõ de Moraes Madureira Feijó,
Lisboa, Impressaõ Regia,
Anno 1824.
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
ResponderEliminarExcelente postal, Caro Bic. Como sempre.
ResponderEliminarCumprimentos.
Palavras exactas, claras, cristalinas... Abraço.
ResponderEliminarCumpts. :)
ResponderEliminarObrigado!
ResponderEliminarCumpts.
Haja quem nas entenda.
ResponderEliminarCumpts.
numa edição antiquíssma do dicionário brasileiro Aurélio que era uma das jóias da biblioteca da Escola Comercial Veiga Beirão tinha a distinção entre Português Europeu, Português Brasil
ResponderEliminarO Aurélio é dicionário brasileiro para todos os efeitos.
ResponderEliminarCumpts.
No entanto parece ser um guardião da Língua de Camões mais eficiente que os dicionários e políticos portugueses
ResponderEliminar