| início |

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

O 'reset' à TAP

 A U.E. proíbe o accionista Estado de aumentar o capital da TAP. Se o accionista fosse um multimilionário excêntrico, aumentar o capital da empresa não teria problema absolutamente nenhum. Sendo accionistas da TAP os portugueses, organizados num Estado-Nação há quase 900 anos, nada feito. Como simples direito dum empresário mandar naquilo que é seu, aquela proibição é regra bem enviesada, de mais a mais em liberal e sacrossanta economia de mercado; como direito soberano de qualquer Estado em sustentar, no interesse nacional, uma actividade económica legítima, pese embora deficitária, noto que como Estado soberano Portugal faliu. O melhor é - parafraseando a notícia - o novo Executivo fechar por inteiro o país e 'abrir ao lado' um novo, seguindo exemplos semelhantes dos governos suíço e belga com a Swissair e a Sabena.


Transportes Aéreos Portugueses, Aeroporto da Portela, c. 1967-75.
(Fotografia: Estúdio de Mário de Novaes (1933-1983), 
inBiblioteca de Arte da F.C.G.)

6 comentários:

  1. Attenti al Gatti3/10/09 02:23

    Olha os velhos Caravelle com que a TAP entrou na era do jacto. Este era o tempo em que se ía à Portela assistir ao movimento dos aviões, tão pertinho, que quase dava para vêr a côr dos olhos dos pilôtos.
    A.v.o.

    ResponderEliminar
  2. 2 B727, 1 Caravela, 2 B707. Ao fundo parece um Super Constellation.
    Cumpts.

    ResponderEliminar
  3. Attenti al Gatti9/10/09 00:03

    De facto, parece um Super Constellation. A frente é muito semelhante. para tirar as dúvidas, faltou vêr a cauda, típica, que está tapada pelo que parece ser um Fokker Friendship para tirar asdúvidas.
    A.v.o.

    ResponderEliminar
  4. Bic Laranja9/10/09 19:22

    Nem reparei nesse.
    O Super pode ser um, salvo erro da Air France, que ficou esquecido na Portela durante anos e cujo o 'cockpit' foi preservado pelo o museu da TAP quando o avião finalmente foi para a sucata.
    Cumpts.

    ResponderEliminar
  5. Attenti al Gatti9/10/09 23:17

    Parece pouco credível a Air France Fazer uma coisa dessas. Não conheço o historial dos aparelhos abandonados na Portela ao longo dos anos. O único caso que recordo e só porque foi noticia de jornal, foi o do Boieng pertença, talvez, de Mobutu Sese Sekou, que ficou encalhado no Aeroporto até ser vendido, anos depois, a um empresário da noite. Transitou numa primeira fase para a 2ªCircular, permanecendo perto do hipódromo, até ser rebocado, novamente, para perto dos bombeiros da Encarnação. Após o atentado à bomba que matou o seu proprietário, foi desmantelado tendo a TAP, in extremis, recuperado a carlinga.
    A.v.o.

    ResponderEliminar
  6. Tem razão. Não era da Air France. Foi da Lufthansa. Vendido em 68, foi usado na guerra do Biafra. O resto da história em 5t-TAK c/n 4640.
    O B707 do Mobutu não era o bar 'O Avião' que refere.
    Esteve na placa do aeroporto da Portela anos a fio até que foi desmantelado para sucata. Não sei quando mas será fácil descobri-lo. Não foi há muito. O B707 do Mobutu cumpriu uma grande inspecção na TAP e foi entregue pronto a voar. Deu-se o caso de o Mobutu nunca ter pago à A.N.A. e esta não autorizou a saída do avião do aeroporto. Depois deu o que deu.
    Cumpts.

    ResponderEliminar