A U.E. proíbe o accionista Estado de aumentar o capital da TAP. Se o accionista fosse um multimilionário excêntrico, aumentar o capital da empresa não teria problema absolutamente nenhum. Sendo accionistas da TAP os portugueses, organizados num Estado-Nação há quase 900 anos, nada feito. Como simples direito dum empresário mandar naquilo que é seu, aquela proibição é regra bem enviesada, de mais a mais em liberal e sacrossanta economia de mercado; como direito soberano de qualquer Estado em sustentar, no interesse nacional, uma actividade económica legítima, pese embora deficitária, noto que como Estado soberano Portugal faliu. O melhor é - parafraseando a notícia - o novo Executivo fechar por inteiro o país e 'abrir ao lado' um novo, seguindo exemplos semelhantes dos governos suíço e belga com a Swissair e a Sabena.
Transportes Aéreos Portugueses, Aeroporto da Portela, c. 1967-75.
(Fotografia: Estúdio de Mário de Novaes (1933-1983), inBiblioteca de Arte da F.C.G.)
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
O 'reset' à TAP
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Olha os velhos Caravelle com que a TAP entrou na era do jacto. Este era o tempo em que se ía à Portela assistir ao movimento dos aviões, tão pertinho, que quase dava para vêr a côr dos olhos dos pilôtos.
ResponderEliminarA.v.o.
2 B727, 1 Caravela, 2 B707. Ao fundo parece um Super Constellation.
ResponderEliminarCumpts.
De facto, parece um Super Constellation. A frente é muito semelhante. para tirar as dúvidas, faltou vêr a cauda, típica, que está tapada pelo que parece ser um Fokker Friendship para tirar asdúvidas.
ResponderEliminarA.v.o.
Nem reparei nesse.
ResponderEliminarO Super pode ser um, salvo erro da Air France, que ficou esquecido na Portela durante anos e cujo o 'cockpit' foi preservado pelo o museu da TAP quando o avião finalmente foi para a sucata.
Cumpts.
Parece pouco credível a Air France Fazer uma coisa dessas. Não conheço o historial dos aparelhos abandonados na Portela ao longo dos anos. O único caso que recordo e só porque foi noticia de jornal, foi o do Boieng pertença, talvez, de Mobutu Sese Sekou, que ficou encalhado no Aeroporto até ser vendido, anos depois, a um empresário da noite. Transitou numa primeira fase para a 2ªCircular, permanecendo perto do hipódromo, até ser rebocado, novamente, para perto dos bombeiros da Encarnação. Após o atentado à bomba que matou o seu proprietário, foi desmantelado tendo a TAP, in extremis, recuperado a carlinga.
ResponderEliminarA.v.o.
Tem razão. Não era da Air France. Foi da Lufthansa. Vendido em 68, foi usado na guerra do Biafra. O resto da história em 5t-TAK c/n 4640.
ResponderEliminarO B707 do Mobutu não era o bar 'O Avião' que refere.
Esteve na placa do aeroporto da Portela anos a fio até que foi desmantelado para sucata. Não sei quando mas será fácil descobri-lo. Não foi há muito. O B707 do Mobutu cumpriu uma grande inspecção na TAP e foi entregue pronto a voar. Deu-se o caso de o Mobutu nunca ter pago à A.N.A. e esta não autorizou a saída do avião do aeroporto. Depois deu o que deu.
Cumpts.