Uma coisa que noto nesta gente de importação que nos acorre para salvar a Segurança Social é que é uma gente vespertina. De manhã raro se vê, seja de porta-bagagem no lombo a parecer dar ao pedal numa bicicleta a pilhas, seja enfarroupada de saca de batatas a levar os meninos à escola, p. ex.
Seja até — enfim, já estamos por tudo — em negócios escuros às claras enquanto a tarde (ou a droga) passa com tanto vagar como o trânsito na ali avenida.
Tudo vale para salvar a Segurança Social, mesmo descurando a ordinária segurança de rua. É a opção lógica da segurança maior, que se entende: a Segurança Social escreve-se com maiúscula por alguma razão; além de que é social, donde deriva o socialismo: por conseguinte, acolher a mouros de Argel ou de Fez não pode ter que se lhe diga…
E o caso é que de manhã, vejo só ao Zé almeida, que tem muito que limpar; cacos, garrafas, dejectos, e o caixote a transbordar.
Ou a Xô D.ª Maria, mai-lo senhor seu marido; os dois ao super às compras, com o seu saco-carrinho.
E o português prò emprego, a tomar o autocarro, não sem antes um cafèzinho, pra ficar mais acordado.
Mas, enfim… Calhando, é a Segurança Social, que só pode ser salva à tarde.
Imagens de Lisboa numa destas tardes, Portugal — (c) 2026.
quarta-feira, 13 de maio de 2026
Em dia de Nossa Senhora
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
bom dia , que futuro negro ,ainda bem que nao tenho filhos
ResponderEliminarO entreguismo de Abril chegou finalmente à metrópole. Acho que é o fim.
ResponderEliminarCumpts.