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sábado, 26 de julho de 2025

Km 144 (apontamento sôbre 200 m de estrada nacional)

 Por volta de 58 começaram as obras da auto-estrada do Norte à saída de Lisboa. O automobilista vindo de Norte, então, ou vindo só da Vila Franca, ou de Sacavém apenas que fôsse, o último marco quilométrico da Estrada Nacional que encontrava era o 144.


 


«E.N. 1 no km 0 à saída de Lisboa, reclassificada em E.N. 10 com o km 144, no início das obras a Auto-Estrada do Norte», Rot. da Encarnação (prox.), c. 1958. A. n/ id., in archivo do A.C.P.
E.N. 10 ao km 144, Rot. da Encarnação (prox.), c. 1958.
A. n/ id., in archivo do A.C.P.


 


  De notar que o muro à direita acompanha o trôço da antiga «estrada» tortuosa e estreita à saída da Encarnação para Sacavém, como Eduardo Portugal inscreveu num original batido por ali mesmo, um pouco acima e de ângulo contrário, em 1940. Velha estrada de antes do alinhamento ali da E.N. 1 por êsse tempo.


 Olhando a de ante, no caso, percebia-se por onde seguia a estrada. Podia vir lá um automóvel. — Ou uma carrinha, parece, à mesma, no caso.


 


«E.N. 1 no km 0 à saída de Lisboa, reclassificada em E.N. 10 com o km 144, no início das obras a Auto-Estrada do Norte», Rot. da Encarnação (prox.), c. 1958. A. n/ id., in archivo do A.C.P.
E.N. 10 ao km 144, Rot. da Encarnação (prox.), c. 1958.
A. n/ id., in archivo do A.C.P.


 


  A placa de direcções que se avistava uns 100 m mais além do marco 144 dizia Lisboa na segunda saída da Rotunda da Encarnação. — Não se a vê, a rotunda, mas está na placa bem desenhada.


 Os restantes destinos não dizia lá, mas tiro-os duns que se viam nêste mesmo lugar — a Encarnação pròpriamente dita, a do Convento que deu nome ao lugar antes de o dar à dita rotunda e ao bairro ali menos perto que lhe sucedeu.


 A saber, as outras direcções, pois: Ameixoeira, à direita; Moscavide, à esquerda. Nem mais!


 O Decreto-Lei n.º 41 887, de 30 de Setembro de 1958 refere justamente uma variante à E.N. 6, a construir de futuro entre Moscavide e o nó de ligação à auto-estrada aqui em construção. — Talvez venha a ser o que é hoje a Av. Dr. Alfredo Bensaúde, não sei!… — E integra explìcitamente o nôvo trôço de auto-estrada entre Lisboa e a Vila Franca de Xira na estrada nacional n.º 1 (Lisboa-Porto).


  Sucede que anos antes, em 1953, com o comêço das obras da auto-estrada entre S. João da Talha e o Sobralinho, pelo Decreto-Lei n.º 39 317, de 14 de Agosto, a Junta Autónoma das Estradas renumerara já o primeiro trôço da E.N. 1 de Lisboa à Vila Franca de Xira, acrescentando-o à E.N. 10 dês da dita Vila Franca, onde até aí terminava a nacional 10, até Lisboa. Somaram-se assim 24 km à E.N. 10 — 24,2 km, a cuidar do marco hectométrico na base da placa de direcções à saída de Lisboa.


 


«E.N. 1 no km 0 à saída de Lisboa, reclassificada em E.N. 10 com o km 144,2, no início das obras a Auto-Estrada do Norte», Rot. da Encarnação (prox.), c. 1958. A. n/ id., in archivo do A.C.P.
Comêço das obras da auto-estrada do Norte à saída de Lisboa, Rot. da Encarnação, c. 1958.
A. n/ id., in archivo do A.C.P.


 


 Por fim, com a auto-estrada levada a cabo à saída da Encarnação, acabou truncado também o último quilómetro da E.N. 10, que antes foram os primeiros metros do primeiro quilómetro da E.N. 1. Ao que cuido, jazem ambos e o mesmo pelo perímetro e adjacência do antigo Regimento de Artilharia Ligeira n.º 1, vulgo Ralis, mas que, confesso, nem bem sei que unidade militar seja hoje. (E mesmo que soubesse, já amanhã não será…)


 


(Revisto e augmentado em 27/VII à uma e meia da tarde. Revisto outra vez ao quarto para as onze da noite de 27.)


 

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