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domingo, 14 de março de 2021

Do maioral

 N' esta quinta á beira mar plantada o curral está fechado, sem embargo d' as bêstas encurraladas se arrearem ellas mesmas, só por si, de lindos cabrestos cingidos pelos focinhos. O gallo, porém, não se ensaiou nada em sahir da capoeira e voar além do curral.


 Se fossem tempos medievaes diria que o maioral da quinta foi em preito e homenagem a el-Rei [de Castella] e ao Papa.



Pormenor de carta de privilegio ao couto de homiziados de Marvão, 27/VII/1378.
A.N.T.T., Chancellaria de D. Fernando, L.º II, f. 34 v., apud A. L. de Carvalho Homem, O Desembargo Régio (1320-1433), I.N.I.C., Porto, 1990.

4 comentários:

  1. Marques Aarão15/3/21 09:02

    A pouca vergonha que grassa lá para o lado dos pasteis, associada à maleita indecorosa que brota caudalosa do portão de S. Bento, passa além de um compactado vírus, mais pegajoso e letal do que o bem alimentado corona.

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  2. Este galo "mailos" os outros todos que têm passado pelo mesmo poleiro, há 47 anos a esta parte, é sempre nisto que estão a pensar:

    Qu'é qu'eu sou? Qu'é qu'eu sou?

    Sois rei!, Sois rei!

    reis nus, reis nulidades, reis de fingimento, reis tartufos, reis gulosos do poder, num Reino infestado por parasitas infecciosos onde reina a ignorância e o desamor por si próprio, porque:

    "Um rei fraco faz fraca a forte gente" (Luiz Vaz de Camões)

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