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sábado, 31 de outubro de 2020

Da sanidade à santidade

 Há coisas que se não explicam. Ou explicam?
 Com esta interdição de se os comuns deslocarem dum concelho a outro, a par da fronteira internacional aberta, temos que eu posso ir de Elvas a Badajoz, mas de Elvas ao Alandroal já não.
 Isto tem graça.
 E da Graça, bem, pode sempre ir-se aos Prazeres; ninguém está livre dele… Calha até ao depois que são no mesmo concelho.
 Dos Prazeres à Graça é que, cheira-me, só com algum cheiro de santidade. Quiçá o governo e, especialmente, as senhoras da saúde que velam por nós diariamente desde Março mais ou menos à hora do Terço tenham já o salvo-conduto.
 Nós é que, Deus nos valha!


 


Eléctricos da Graça e dos Prazeres, Lisboa (J.-H. Manara, 1972)
Eléctricos da Graça e dos Prazeres, Rua da Conceição, 1972.
Jean-Henri Manara, in Portugal (Flickr).

Meter água, Portugal, 1974

Meter água, Lousado (Gricer, 1974)
Meter água, Lousado, 1974.
Gricer, in Flickr.

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Sociedade: bandalhismo


Inês Baptista & la., «Instituições em Lisboa vandalizadas …», Observador, 30/X/20


 


 


 Nos anos 80 havia um prédio «vandalizado» na Alameda, em Lisboa, com uma mensagem que dizia



Bibi é rabo



 Esteve por lá uns bons dez anos. Exactamente com o mesmo ar de poesia de latrina desta agora, menos o ponto de exclamação… O repúdio então — com aspas ou sem aspas — foi nulo. A única coisa que lhe fizeram foi apagá-la uns dez anos depois quando o prédio veio a ser pintado. Agora anda tudo numa doideira e o Observidor (isso mesmo), sozinho, tem 2 jornaleiros dados ao caso, além do geral da companhia.


 Parece que há merdas que valem o que valem, e outras que não valem metade.


Portugal no tempo dos palhinhas de 5 L


Porto (arredores), [s.d.]
Gricer, in Flickr.

quinta-feira, 29 de outubro de 2020

T.A.P. – Transportes Aéreos Portugueses

Assistente com 6.º uniforme da T.A.P. acolhendo um passageiro na escada do B727 CS-TBM «Algarve», [Lisboa], 1967-69.
A Assistente da T.A.P. M.ª Helena Afonso acolhendo uma criança na escada do Boeing 727 CS-TBM «Algarve», [Portela], 1967-69.
Almeida d' Eça, in Museu da T.A.P.

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

De acordo com os dados…


 De acordo com os dados de vigilância de mortalidade do Ministério da Saúde, no mês de Outubro, até dia 21, morreram 258 pessoas com Covid-19; e morreram 6 397 pessoas por outras causas. Desde o início do ano, morreram 95 020 pessoas no total, 2 229 com Covid-19 (2,3%). Desde que a pandemia chegou a Portugal, que a mortalidade tem estado, mensalmente, acima da média dos últimos dez anos e essa diferença não se justifica com os dados de mortalidade da Covid-19 […]
 É a Covid-19 ou [são] as próprias medidas tomadas para responder à pandemia?


Nuno Poças, «(Con)finados», in Observador, 26/X/20.


 



Guarda de 1.ª — Dir. dos Serv. de Salubridade do Município de Lisboa, Cemitério do Alto de São João (Ant.º Passaporte, 1944)
Guarda de 1.ª — Dir. dos Serv. de Salubridade do Município de Lisboa, Cemitério do Alto de São João, 1944.
António Passaporte, in archivo photographico da C.M.L.

Um certo ar londrino

Trindade, Porto (Gricer, 1974)
Trindade, Porto, 1974.
Gricer, in Flickr.

domingo, 25 de outubro de 2020

Portugal, [s.d.]

Partida molhada para Barca de Alva, Régua, [s.d]
Partida molhada para Barca de Alva, Régua, [s.d.]
Gricer, in Flickr.

Senhora da Hora (à uma)

Senhora da Hora, Linha de Guimarães (Filho da CP, 1974)
Linha de Guimarães
, Senhora da Hora, 1974.

Filho da C.P., in Flickr.

Senhora da Hora (às duas)

Senhora da Hora, Linha de Guimarães (Filho da CP, 1974)
Linha de Guimarães
, Senhora da Hora, 1974.

Filho da C.P., in Flickr.

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Quintal do Dr. Anastácio Gonçalves com vista para o Sheraton

Pátio da casa-museu do Dr. Anastácio Gonçalves, Av. Cinco de Outubro, Lisboa (M. Novais, post 1971)
Quintal da antiga casa do Dr. Anastácio Gonçalves, Picoas, post 1971.
Estúdio de Mário Novais, in bibliotheca d'Arte da F.C.G.


 


Hoje nem isso.

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Notícia de ciência certa

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Semelhantemente, testes de laboratório em humanos pela vida fora revelaram que havendo a tal escassez de água (ou cerveja), se mija menos.

Aviso à navegação: arvorem pavilhão marroquino!

Estupidez em ação, Observador, 20/X/20


Nota: foram resgatados, não salvos. Não consta o valor do resgate exigido pelas orcas.

Destrilhos cheios de estilo

Jornalistas analfabetos, português de merda, in Observador, 20/X/20


 

terça-feira, 20 de outubro de 2020

A emergência do novo estado da dita dito pelo dito cujo

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O afastar possível é certo aproximar. Dizer não para já denuncia logo uma questão de tempo.

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

O mascaralho

 Maralha enfocinhada. O governo faz o que quere, os jornais mentem como querem. Cagam-se com medo. Há quem prefira não só fechar os olhos, mas também vergar-se a ambas… É vê-los a passear na rua com o cãozinho e gente a mais de 300 m. Todos de máscara, armados de álcool-gel e mal o telelé toca vão ver se não é uma mensagem do Costa que lhes mandou um código na stawaycovidiana «obrigatória». Que desilusão quando percebem que é apenas o facibúqui, o livro das fuças mascaralhadas. Não tem nada que ver com altruísmo. Tivesse, esta gente estaria a pensar nos que morrem por falta de tratamento em tempo útil. Não está. Simplesmente o vírus deu-lhes o que necessitavam para se sentirem superiores. [*]


 


Presidente da República, Portugal (Ant.º Santos, 2020)
Presidente da República, Portugal, 2020.
Ant.º Santos, Lusa brasílica.


 




[*] Adaptação antológica de comentários blasfemos, in Vítor Cunha «Hipocondria altruísta», Blasfémias, 19/X/2020.

Vacinar-se porquê?

Se a CoViD (*) papou a gripe…


 


Actividade gripal 2019-20 (Observador, 19/X/20)


 Actividade gripal Gripe 2019/2020, in Observidor [isso mesmo], 19/X/20.


 




(*) Doença do vírus de coroa (ou do coronavirus), acrónimo do ingrazéu barbaresco  Corona Virus Disease. Longe vão os tempos do Síndroma da Imunodeficiência Adquirida — S.I.D.A., não, nunca, A.I.D.S. …

domingo, 18 de outubro de 2020

Espectáculo de variedades: Dionne Warwick


Dionne Warwick, I Say a Little Prayer, [1967]


______


Adenda em 18 de Outubro de 2020 (o ano mais absurdo da História):


O que os humanos dizem, escrevem e fazem e mostram nunca foi tanto. E seu esfumar nunca foi tão veloz. Nada vale grande coisa.
Publicado (com esta ou outra exibição ao vivo, já nem sei qual) em 14 de Dezembro de 2014 às 9h25 da noute.

Lisboa com horizontes

Saldanha, Lisboa (M. Novais, ante 1969)
Saldanha, Lisboa, ante 1969.
Mário Novais, in bibliotheca d' Arte da F.C.G.


 


Para desenjoar da m… dos tempos de hoje

sábado, 17 de outubro de 2020

A carreira do Porto dos T.A.P.

 Bic Laranja DC-3 da TAP, Aeroporto das Pedras Rubras, (fototipia animada de original de Alvão, 1947-48)
Dakota DC-3 CS-TDH dos T.A.P.
, Pedras Rubras, 1947-48.
Fototipia animada de original de Alvão, Porto.

Adenda de época:


Partiu de avião… Diário de Lisbôa, 3/IX/48


«Partiu de avião para o Porto o pequeno abandonado pela mãe no hospital de S. José», in Diario de Lisbôa, 3/IX/948.
Pág. do jornal adaptada de fotocópia da fundação do irmão do dr. Tertuliano.

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Da calamidade e da saúde públicas

 O decretino da regência decretou agora a focinheira como obrigatória. As cuecas e os sapatos não.


 



Imagem da rede…

sábado, 10 de outubro de 2020

A morbidez sustentada


Na quinta-feira, enquanto conduzia, ouvi pela primeira vez em décadas o «Fórum T.S.F.». Naturalmente, dado que o P.S. terminara de estabelecer uma rede de poder sem precedentes em democracia, o tema em «debate» era a «A pandemia e os desafios da mobilidade sustentável». Podia ter sido «A pandemia e as inovações na tarologia contemporânea» ou «A pandemia e a aposta nos toalhetes de bebé», mas era a «mobilidade sustentável». Curiosamente, e decerto ao contrário do que pretendia a rádio em questão, o programa demonstrou com notável rigor o estado a que chegámos, e do qual não há grandes hipóteses de sairmos.


Apanhei o «Fórum» a tempo de ouvir um professor universitário agradecer à Covid a «oportunidade» de «repensarmos» os nossos hábitos (como a personagem de Belém sugeriu que se repensasse o Natal). O homem estava entusiasmadíssimo com o «novo normal» (palavras dele), leia-se a possibilidade de se trabalhar em casa, e largar o automóvel e o avião, e usar transportes públicos. E usar bicicletas. E trotinetas. E carros de boi, talvez. O homem queria deixar claro que não se pode voltar atrás. O homem queria leis. O homem queria decretar ali mesmo a inauguração de uma realidade sem retorno. O homem carecia de vigilância médica.


Depois do professor universitário, o «Fórum» abriu-se a uma procissão de fanáticos similares. Alguns exigiam abolir os carros não eléctricos. Um, em particular, exigia a proibição dos carros em geral, eléctricos incluídos. Outro exigia um tabuleiro pedonal na ponte sobre o Tejo (com contas feitas: 30 milhões de euros, salvo o erro). Um arquitecto lamentava a maior procura de cursos de engenharia, atendendo a que, cito, «a arquitectura é vida». E uns tantos apresentaram as suas «start ups», em busca de subsídios a fundo inevitavelmente perdido. Fatal e finalmente, surgiram vereadores a publicitar as fantásticas «respostas» da «autarquia» no «âmbito» da «mobilidade suave».


Malucos. Oportunistas. Demagogos. Crianças crescidas. Engenheiros sociais. Zombies anestesiados com convicções grotescas. Candidatos a tiranos. Tipos porreiros que combinam almoçaradas e em suma procuram safar-se na vida. Escutei todos com uma impressão entre o fascínio e a tristeza. E senti, não me perguntem porquê, que já não corremos risco de entrar em ditadura: a ditadura é isto […]


Ultrapassei um automóvel cujo único ocupante envergava máscara, suspeito que com orgulho. Hora e meia de «Fórum» resumiu o país.


Alberto Gonçalves, «No reino dos socialistas: a ditadura é isto», in Observador, 10/X/20.


 



Naufrágio, Portugal, séc. XX. Fotografia de  A. n/id. achada na rede.
Naufrágio, Portugal, séc. XX.
Fotografia de A. n/id. apanhada na rede.

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Hoje reenvasei-a; …-as

 Deram-na à minha senhora há 12 anos. E meio. Ia para meia dúzia deles que a não mudávamos. Dês que fechou a florista ali em baixo. Tem sido amiga. Vicejou e dividiu-se. Mirrou e equilibrava-se no caule seco quase fora do vaso, praticamente só com raizes aéreas. Hoje reenvasei-a… Reenvasei-as.


Phalaenopsis amabilis, Lisboa — © 2020
Phalaenopsis amabilis, Lisboa — © 2020


quarta-feira, 7 de outubro de 2020

O castelo da ilha Kirrin?

Mundos imaginários no meio do Alentejo ou em…


Castello, Palmella, 1935. Fotoipia animada de original deB. Korhmann, in Fototeca Alemã.
Castello, Palmella, 1935.
Fototipia animada de original de B. Korhmann, in Fototeca Alemã.


 

sábado, 3 de outubro de 2020

Mais obras na Palhavã

Obras da Pr. de Espanha no sítio da Palhavã, Lisboa (A. Goulart, c.1960)
Palhavã, Lisboa, c. 1960.
Artur Goulart, in archivo photographico da C.M.L.

Obras na Palhavã

Obras da Pr. de Espanha na Palhavã, Lisboa (A. Goulart, 1960)
Palhavã, Lisboa, c. 1960.
Artur Goulart, in archivo photographico da C.M.L.

Estr. de Benfica e boca do Metro da Palhavã

Estr. de Benfica, Palhavã (Judah Benoliel, c. 1958)
Estrada de Benfica, Palhavã, c. 1958.
Judah Benoliel, in archivo photographico da C.M.L.

Tipos?! — Lettering, pois…

Que aconteceu à palavra portuguesa «tipos» para referir os caracteres de imprensa?


Tipos, Portugal (M. Novais, s.d.)
Titulação de tipos ou caracteres de imprensa, Portugal, 2020.
(Bibliotheca d' Arte da F.C.G., in Flickr.)

Viaduto, Portugal…

 Estava para aqui deixar mais obras na Palhavã. Mas vi agorinha mesmo esta na bibliotheca d' Arte da F.C.G. (*) que me intrigou. É daqueles quebra-tolas que pelo pouco que mostram muito me dão gozo em deslindar. À primeira não pensei achar solução; um viaduto rodoviário com tanta terra semeada em redor: isto pode (podia) ser em tanto lado… Mas a seguinte fez-me imediatamente luz sobre o enigma e ficou-me o quebra-tolas resolvido. E, era tão fácil… Até já cá tinha publicada umas fotografias do lugar no primeiro ano do blogo.


 


Viaducto, Portugal (M. Novais, s.d.)

 De toda a maneira deixo-a à mesma com a historieta do caso, para o caso de os benévolos leitores curiosos destas coisas se tentarem a tentar; primeiro só de ver a primeira, sem olhar para a seguinte… Ao depois, como quiserem. É o que sugiro.


Viaducto, Portugal (M. Novais, s.d.)

 




(*) Quando a refiro, a bibliotheca d' Arte da F.C.G. sai-me sempre enaltecida com orthographia a preceito e nome abreviado; sucede-me desde que se enlameou a dicta Fundação no estúpido Acordo Ortográfico. Idem para o archivo photographico da C.M.L. O saco de plástico é que nem isso.

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Obras do metropolitano na Palhavã

 As obras do Metropolitano de Lisboa na Palhavã…
 Ao depois mudaram para Praça de Espanha: primeiro ao lugar e, mais modernamente (por alturas da Expo 98, esse zénite do progresso português do fim do séc. XX), à própria estação do Metro que jazia no subsolo. Palhavã esqueceu, até no sítio onde estava enterrado.
 À Estr. de Benfica chamaram-lhe daqui a Sete Rios Rua do Prof. Lima Basto.


Estrada de Benfica, Palhavã (Judah Benoliel, c. 1958)


Estrada de Benfica, Palhavã, c. 1958.
Judah Benoliel, in archivo photographico da C.M.L.