Deram-na à minha senhora há 12 anos. E meio. Ia para meia dúzia deles que a não mudávamos. Dês que fechou a florista ali em baixo. Tem sido amiga. Vicejou e dividiu-se. Mirrou e equilibrava-se no caule seco quase fora do vaso, praticamente só com raizes aéreas. Hoje reenvasei-a… Reenvasei-as.

Curiosamente, hoje eu a a minha mulher fomos ao horto comprar vasos maiores para as nossas.
ResponderEliminarEste ano deram lindas flores. O ano passado... estavam a descansar.
Já cá estão há alguns bons anos.
Nada há na Natureza semelhante aos seres do Reino Vegetal.
ResponderEliminarNascem apenas para DAR, sem nunca escolherem quem recebe.
Dão-nos grande parte do oxigénio que respiramos.
Dão-nos grande parte da nossa alimentação, pelas raízes, pelos caules, pelas folhas, pelos frutos, pelas sementes e actualmente também pelas flores.
Dão-nos a casca dos seus troncos e dos seus frutos para os mais variados usos, desde alguma da roupa que vestimos até ao lápis com que aprendemos a escrever.
Dão-nos a beleza das suas formas e das suas flores.
Dão-nos as essências, as resinas, donde resultou o âmbar, as gomas, os taninos os oxalatos, os aromas e o latex das suas seivas.
Dão-nos remédios sem conta para os nossos mais variados padecimentos.
Dão-nos a sombra das suas folhagens, dão abrigo às aves e a toda a espécie de animais arborícolas.
Dão-nos a madeira para as nossas habitações, para a mesa onde comemos e a cadeira onde nos sentamos e as achas com que cozinhamos e nos aquecemos.
Descobrimos a roda pela forma roliça de muitos troncos.
Deram-nos os meios para construirmos as naves com que começámos a sulcar os mares.
Deram-nos a avena rústica com que começámos a conhecer o espantoso mundo dos sons e, a partir daí chegámos ao clarinete, ao piano e ao violino permitindo-nos elevar o nosso espírito e dulcificar as nossas almas.
Por fim, provavelmente dar-nos-ão as tábuas que nos acompanharão na nossa última viagem ...
Nada exigem em troca excepto o respeito pelo que são, algum carinho e um pouco de atenção de vez em quando.
É pedir muito pouco face à imensidade da dádiva total das suas vidas ao mundo de que todos fazemos parte.
Seres maravilhosos, companhia silenciosa das nossas vidas, eu lhes estou muito agradecido.
Excelente texto.
ResponderEliminarÉ pena haver entusiasmados bolsoneros tocando arpa, com falta de respeito por milhões de hectares de "pulmões" a arder.
Cumpts.
Esta vicejou enquanto a fomos mudando. Mas, como disse, definhou um tanto ao depois. Vamos ver como se dão doravante.
ResponderEliminar:)
Abraço.
Muito obrigado do seu comentário. Se me dá licença passá-lo-ei a verbete.
ResponderEliminar😀
Cumpts.