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sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Hoje reenvasei-a; …-as

 Deram-na à minha senhora há 12 anos. E meio. Ia para meia dúzia deles que a não mudávamos. Dês que fechou a florista ali em baixo. Tem sido amiga. Vicejou e dividiu-se. Mirrou e equilibrava-se no caule seco quase fora do vaso, praticamente só com raizes aéreas. Hoje reenvasei-a… Reenvasei-as.


Phalaenopsis amabilis, Lisboa — © 2020
Phalaenopsis amabilis, Lisboa — © 2020


5 comentários:

  1. Joe Bernard9/10/20 19:31

    Curiosamente, hoje eu a a minha mulher fomos ao horto comprar vasos maiores para as nossas.
    Este ano deram lindas flores. O ano passado... estavam a descansar.
    Já cá estão há alguns bons anos.

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  2. Nada há na Natureza semelhante aos seres do Reino Vegetal.

    Nascem apenas para DAR, sem nunca escolherem quem recebe.

    Dão-nos grande parte do oxigénio que respiramos.
    Dão-nos grande parte da nossa alimentação, pelas raízes, pelos caules, pelas folhas, pelos frutos, pelas sementes e actualmente também pelas flores.
    Dão-nos a casca dos seus troncos e dos seus frutos para os mais variados usos, desde alguma da roupa que vestimos até ao lápis com que aprendemos a escrever.
    Dão-nos a beleza das suas formas e das suas flores.
    Dão-nos as essências, as resinas, donde resultou o âmbar, as gomas, os taninos os oxalatos, os aromas e o latex das suas seivas.
    Dão-nos remédios sem conta para os nossos mais variados padecimentos.
    Dão-nos a sombra das suas folhagens, dão abrigo às aves e a toda a espécie de animais arborícolas.
    Dão-nos a madeira para as nossas habitações, para a mesa onde comemos e a cadeira onde nos sentamos e as achas com que cozinhamos e nos aquecemos.
    Descobrimos a roda pela forma roliça de muitos troncos.
    Deram-nos os meios para construirmos as naves com que começámos a sulcar os mares.
    Deram-nos a avena rústica com que começámos a conhecer o espantoso mundo dos sons e, a partir daí chegámos ao clarinete, ao piano e ao violino permitindo-nos elevar o nosso espírito e dulcificar as nossas almas.
    Por fim, provavelmente dar-nos-ão as tábuas que nos acompanharão na nossa última viagem ...
    Nada exigem em troca excepto o respeito pelo que são, algum carinho e um pouco de atenção de vez em quando.
    É pedir muito pouco face à imensidade da dádiva total das suas vidas ao mundo de que todos fazemos parte.
    Seres maravilhosos, companhia silenciosa das nossas vidas, eu lhes estou muito agradecido.

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  3. Excelente texto.
    É pena haver entusiasmados bolsoneros tocando arpa, com falta de respeito por milhões de hectares de "pulmões" a arder.

    Cumpts.

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  4. Esta vicejou enquanto a fomos mudando. Mas, como disse, definhou um tanto ao depois. Vamos ver como se dão doravante.
    :)
    Abraço.

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  5. Muito obrigado do seu comentário. Se me dá licença passá-lo-ei a verbete.
    😀
    Cumpts.

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