Um produto da mais alta qualidade. Mesmo que chefe leve e no fim.

A catorze (ou quatorze) tostões.
Fotografias de Mário Novaes, in bibliotheca d’ Arte da F.C.G.
Um produto da mais alta qualidade. Mesmo que chefe leve e no fim.

A catorze (ou quatorze) tostões.
Fotografias de Mário Novaes, in bibliotheca d’ Arte da F.C.G.
Bem vedes. Ou o número de camas está longe (querer-se-ia o uso do artigo no sujeito) ou, as camas estão longe da meta do governo (o plural no complemento também é desnecessário).
Ao depois, se o plural de hotel é hotéis e o de pastel é pastéis, o plural de hostel não há-de ser hostéis porquê?!... Isto se tanto querem por força do (ab)uso naturalizar português tal barbarismo. (Ou será que querem com ele mascarar pensões, hospedarias, albergues de toda ordem, incluindo a esquecida Mitra?)
E ao depois ainda, o verbo avançar: será realmente fashion usá-lo por noticiar, informar, anunciar?... Vede lá bem!

Explicador. Bic, neste caso, há-de ser abreviatura de bicicleta. Percebe-se. Não é marca nenhuma de esferográficas. O resto é mais difícil. Parece sueco. Já disse para mim bic to vorc, bic to vorc várias vezes em voz alta e soa àqueles nomes de móveis da casa sueca. — Móveis com dez aine. Isto mesmo: nem nove, nem onze; dez aine. — Aine também é sueco e ressoa qualquer coisa de categoria. De categoria dez, que é a melhor categoria do mundo. Por isso, para explicar nem preciso fazer desenhos. É o que a federação de cicloturismo faz. O que também explica esta moda em voga de pôr agora nomes estrangeiros às nossas coisas. Qual slogan — Bic to vorc é chic e chic é bic to vorc! — Uma espécie de dez aine do cicloturismo, não é verdade?!
Notas: Bike to work é o aportuguesamento inglês, do sueco. Podcast é mesmo português, vem no dicionário.

A geração mais preparada de sempre, depois duma empenhada educação, alcançou o zénite da sua capacidade. Ou competências, como dizem agora. Portanto, como há muito disse o capaz ou competente Geral da O.N.U., é fazer a conta.

Entroncamento da E.N. 101 com a E.N. 15, Alto da Lixa, [s.d.]
Mário de Novais, in bibliotheca d'Arte da F.C.G.

Rua Marquês de Fronteira, Lisboa, c. 1980
Fotografia de A. n/ id., achada num sótão.
Aspecto geral da Avenida Almirante Reis, tirado da Praça do Chile (fotografia expressamente feita para a Revista Municipal, a todo o cimo de uma escada «Magirus» — o que corresponde a mais de trinta metros de altura) no dia da conclusão dos trabalhos, vendo-se ainda os últimos operários a concluirem os pavimentos. Por êste aspecto se verificam as enormes vantagens que para o trânsito advieram da transformação operada.
«A modernização da Avenida Almirante Reis», in Revista Municipal, n.º 1, Set. 1939, pp. 49-58.

Av. Almirante Reis, Praça do Chile, 1939.
Estúdio de Mário de Novais, in biblioteca d' Arte da F.C.G.
Ela agora é mais bicicletas!
Os avisos são a notícia. As cores da Meteorologia são a ciência. Chuva forte e trovoada são só o tempo que, como tal, não merece notícia.
Charcutaria «Rubi» com gelados Rajá.
Carcutaria, não! — barbarismo hediondo. Friames!

Charcutaria Friames «Rubi», Av. Cinco de Outubro 52A — Lisboa, c. 1960.
Mário de Novais, in bibliotheca d'Arte da F.C.G.